Friday, September 26, 2008

Diálogo sobre a função da arte a partir de um texto de Eduardo Galeano

A função da arte

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: Me ajuda a olhar!


- Peraí. Se o menino ficou mudo de beleza, por que perguntou ao pai?
- Perguntou ao pai para entender por que isso mexeu tanto com ele.
- Pois não precisava. Devia ser um menino superdotado, supersensível.
- Mas se ele entendesse melhor, ia apreciar com mais gosto e mais a fundo.
- Não tinha como apreciar com mais gosto e mais a fundo. Ficou mudo. Queria entender por que isso mexeu com ele? Isso não é o principal.
- Acontece que ninguém disse que era o principal. O menino quis saber depois de ter o primeiro contato. Não acho que isso se sobreponha à sensação.
- Pode ser que se sobreponha à sensação.
- Vou surtar. O mais lindo do poema é a mudez do Diego face à beleza e imensidão do mar, OK? Mas o poema continua, e a segunda parte também é interessante. Olha o título, "A função da arte".
- A arte tem essa função, mas também a função estética. O poema mistura as duas, esse é o problema.
- Chega. Senão isso vira um romance.
- Meu irmão já não sabe ver cinema, estudou demais.
- Hoje eu fui à natação.
- Vá com cuidado com essa teoria.
- Foi tão bom.
- Deve ser questão de medida, como tudo, de equilíbrio.
- Pois é, acho que sim, como tudo na vida, né?
- Que bom que tu foi à natação. Sabe? O menino deve ser um pré-socrático. E quando pergunta ao pai, tudo vai por água abaixo.
- Eu vou dormir. Tu não lê direito.


PS nada a ver: Ontem vi meia hora do debate entre Obama e McCain (foi isso o que eu agüentei). Eles subestimam seu público, ou eles são assim? Tive a mesma sensação de quando vi o debate entre Royal e Sarkozy: o país merece mais do que qualquer um dos dois. Um jornalista brasileiro escreve, sobre o debate: "McCain e Obama são menores do que a crise". Concordo (e ainda bem que eles não estão sozinhos a resolvê-la, porque a crise é f***). E os brasileiros deveriam se orgulhar de seus presidentes, ao menos dos que eu "conheci", FHC e Lula.

PPS:

[Video no longer available.]

Foto de la Fundació Iberê Camargo, la nova joia de Porto Alegre

... Sobre la qual ja he escrit més d'una vegada, però que encara no he visitat. Enviada per la Gabriela (gràcies!).


Gabriela Floriani


Fundação Iberê Camargo

Monday, September 22, 2008

Folklore catalão (respondendo a uma petição)

Meu irmão Ramon, que há tempo diz que não lê nem quer saber nada do meu blog porque escrevo sempre em português (o que não é verdade, mas enfim) mandou ontem esta mensagem (que eu vou ter que traduzir, né, irmãozinho?):

"Hola, ja sé que això no va així i que no admets peticions, però crec que per una vegada ho pots fer. Com que el teu blog necessita parlar una mica més del teu país, dels teus orígens, dels quals sembles renegar, t'adjunto unes imatges fresquetes perquè facis un petit article al blog. Ja sé que no t'agrada tractar el tema de les festes populars nostrades, provincianetes per tu, però un escriptor creatiu com tu sabrà treure-li suc i donar-li la volta. Els teus lectors catalans ho mereixen."

Mais ou menos: "Sei que tu não aceitas petições, mas podias fazê-lo pelo menos uma vez. Como teu blog deve falar um pouco mais de teu país, de tuas origens, das quais tu pareces renegar, adiciono algumas imagens bem recentes para que escrevas um post. Sei que tu não gostas de tratar do assunto das festas populares, tão nossas, para ti provincianas, mas alguém como tu saberá lalalalá [aqui ele esculhamba minha capacidade para escrever]. Teus leitores catalães merecem".

Tuuudo falso. E, em qualquer caso, irmão, meus leitores (amigos, na verdade; leitores, assim, em abstrato, não tenho muitos) brasileiros merecem, não é? Ou vou ter que explicar para os amigos catalães as tradições catalãs? E ainda desde o Brasil? Tu já leu o título do blog? E a frasezinha em inglês?

Bom:

Amigos brasileiros,

Eu respondi que se ele mandava uma foto de um "tres de deu", eu postava, mas ele mandou três fotos: em duas delas, não dá para enxergar nada, e na outra há um dragão jorrando fogo pela boca. Essa eu vou postar, sim. Mas será que é específico da Catalunya, essa coisa de brincar com fogo? Não acho, não. Mais típico seria até ter mandado uma foto de uma catalãzinha bonitinha (o Ronaldo ia gostar). Eis, enfim, a foto, a terceira foto, tirada um dia das festas patronais de Barcelona, que são agora (mas podia ter sido tirada nas festas patronais de cidades como Vilafranca, Sitges, Vilanova, etc.) (Acredito que até no Japão tem isso. Yuji?)


Ramon Cardús

Que eu renego de meu país? Não renego. Mas nunca me importei com "países". Que eu não gosto de provincianismos? Não gosto. (Nem de nacionalismos, bairrismos, etc.) (Mas quem se importa? Com o que eu me importo, quero dizer.)

Ah, e tem outra: meu irmão Ramon foi numa festa em que estava Penélope Cruz, a première (que chique) do filme Vicky, Cristina, Barcelona, de Woody Allen (que chique 2); isso não porque ele seja uma star, mas porque a mulher dele, minha querida Nèlia, organizava o catering. Ele estava lá, com sua (ou suas) super câmera(s), e não tirou nenhuma foto dela (ficou tirando fotos artísticas do veludo vermelho do tapete). Isso, irmão, essa foto, mesmo que a mulher não seja catalã, teria merecido um post enorme (e eu iria até tirar um sarro do sotaque espanhol dela: ninguém é perfeito). Mas tu mandou o dragão.

PS: Um "tres de deu" é isto. (Catalão autêntico, e bom para roubar em andares altos.) (Não, OK: dessa tradição eu gosto mesmo, é legal assistir a "castells".)



PS2: Acho que meu irmão, na verdade, tem medo de me perder porque escrevo nesta língua estranha.

Sunday, September 21, 2008

Tchau anjinho

Hoje, quando uma das moças da Confeitaria Maomé me disse, ao sair, "Tchau anjinho, até a mais", pensei, bom, vou ter que escrever sobre isso, não posso esperar. (Uma hora antes ela já tinha me servido, e inclusive sabia onde eu ia querer sentar, pois ultimamente vou lá aos domingos, com meu jornal, quando os cafés do Centro fecham, mas isso não é relevante.) O que eu quero dizer é que os negros, em Porto Alegre - os negros gaúchos -, costumam ser naturalmente queridos comigo (e, assim como o são comigo, o devem ser com todo o mundo): sorriem para mim, me fazem algum comentário amável, quem sabe alguma pergunta oportuna, ou iniciam algum tipo de conversação (às vezes simplesmente sobre a torta que eu pedi). Me refiro, por exemplo, às moças negras (não são muitas, há mais moças brancas) dos bares da universidade (cafeteria do prédio 8, cafeterias-restaurante dos prédios 40 e 50); às moças e moços de algumas cafeterias do Centro; às cobradoras de ônibus (T1); aos taxistas (poucos; há poucos taxistas negros). Qual é o motivo? Tenho minhas hipóteses (e não sou o primeiro em reparar no fato), mas fica aqui somente a constatação. E, também, mesmo que ninguém o leia, meu agradecimento, porque esse tipo de coisas são as que muitas vezes fazem a diferença, e podem até deixar uma pessoa feliz.

Friday, September 19, 2008

Tortugas en Fernando de Noronha



De la sexta y última etapa del viaje de Uri, Marc y Manu a Brasil. (Vídeo de Uri.)

Uri y sus compinches persiguiendo tortugas. Cuando yo fui, esto no estaba permitido. Estas tortugas vivirán estresadas el resto de sus vidas. Y no pondrán huevos ni nada.

PS: Projeto TAMAR.

Wednesday, September 17, 2008

Delfines en Fernando de Noronha



De la sexta y última etapa del viaje de Uri, Marc y Manu a Brasil. (Vídeo de Uri.)


PS nada a ver (ou alguma coisa a ver com o post de ontem): E os Estados Unidos continuam restatizando tudo, como se fossem a Venezuela. Quem ia dizer. Viver para ver. O livre mercado. Ha. Ha. Cadê os economistas e políticos neocon, com suas teorias? O dinheiro do povo ao resgate de empresas arrasadas por seus donos... Por quê não deixam esses ricaços se foder? Pagar pelo que fizeram? Vergonha de país. Vergonha de sistema. Felizes os golfinhos...

Tuesday, September 16, 2008

(The World Is an) Infinite Jest

Não sei por que, mas me afetou especialmente saber da morte de David Foster Wallace, que se enforcou na sexta-feira passada em sua casa de California. Nunca li ele (se li algum conto na New Yorker, não me lembro). Talvez porque eu sabia que era um grande escritor, que eu ia ler ele algum dia? A Kris me falou nele há pouco (me falou, não me escreveu, pois a gente se viu! :) Me disse que não tinha conseguido terminar de ler Infinite Jest (La Broma Infinita é o título em espanhol) - esse romance cheio de notas de rodapé, de 1.070 páginas. Mas não é por isso. Nem por ele ter só 46 anos (e ser, portanto, apesar de tudo o que já tinha escrito, uma promessa da literatura norte-americana). Acho que a morte trágica dele me afetou sem me surpreender, me impactou, mais que outra coisa, como um - como se diz em inglês - sign of the times. Eu sabia pouco dele. Sabia que seus livros eram bons e difíceis. Intuía que ele era um escritor lúdico, brincalhão. Mas não sabia que seus livros podiam ser, também, lancinantes; nem que ele, a pessoa, era o que a gente chama uma "alma atormentada". E muito menos ainda que ele escrevia graças à força que lhe davam os medicamentos contra a depressão, doença que ele sofria há 20 anos, desde que publicou seu primeiro livro, com quase 30 anos. Só agora fui procurar as críticas, com vontade de saber realmente o que ele escreveu. Gostei de ler este comentário de Michiko Kakutani, do New York Times: "David Foster Wallace é capaz de fazer qualquer coisa que se proponha. Ele pode ser triste, divertido, louco, pungente e absurdo com a mesma facilidade; e ainda tudo isso ao mesmo tempo". Também segundo o NYT, Infinite Jest tem como fundo uma sociedade norte-americana obsessionada em si mesma, obsessionada pelo prazer, e obsessionada pelo entretenimento. Perguntado pela revista Salon sobre o que era para ele ser um norte-americano no fim do século XX, o escritor disse que era alguma coisa triste, mas não em relação com as notícias ou os eventos do momento: "É uma tristeza mais ao nível do estômago. Vejo isso em mim e em meus amigos de diferentes maneiras. Se manifesta como uma espécie de estar ou se sentir perdido". Não relacionei a notícia da morte de DFW com a morte de Kurt Cobain - apesar de existir um parecido físico entre eles - porque eu não "vivi" a morte de Kurt Cobain; mas a relacionei com a tristeza e o desespero quieto, conformado, dos últimos filmes de Gus Van Sant. E, relendo essa frase sobre a tristeza no estômago, penso imediatamente nas personagens de Angels in America, de Tony Kushner, obra, essa sim, que me marcou e que eu conheço bem. (DFW escreveu também dois livros de contos, Brief Interviews With Hideous Men e Oblivion, e dois de ensaios, A Supposedly Fun Thing I’ll Never Do Again e Consider the Lobster; em português existe, editado pela Companhia das Letras, Breves entrevistas com homens hediondos.)

PS: No sábado, na Folha, em um longo artigo titulado "Obama, o preço de ser negro", traduzido da New York Review of Books, Andrew Hacker expressava seu sentimento persistente de que o fato de Obama ser negro pode virar a eleição contra ele em 4 de novembro (não só pelo fato de os brancos não estar dispostos a votar nele, mas também pelos impedimentos legais que os negros tem, em alguns Estados, para votar). Que Obama possa perder essa eleição por ser negro me deixa imensamente triste. No domingo, um outro artigo, "O impacto da possível derrota de Obama", de Jonhatan Freedland, traduzido do The Guardian pelo Estado de S. Paulo, parecia responder ao primeiro: "Se for determinado que o fator decisivo foi o racial - que Obama foi rejeitado por causa da cor da sua pele -, o veredicto do mundo será severo". E, também - relacionado com aquela "dor de ser" norte-americano hoje: "Os democratas anti-Bush ficarão novamente de luto, sentindo-se alienados no próprio país. Uma geração de jovens americanos - que apóiam Obama em massa - se tornará cínica, concluindo que a política não funciona afinal. E, o mais deprimente, muitos afroamericanos decidirão que se nem Barack Obama - com todas as suas qualidades evidentes - foi capaz de vencer, então nenhum negro jamais conseguirá se eleger presidente".

PS2: Na foto, a fonte Bethesda, em Central Park, Nova York, onde se passa a última cena da peça Angels in America (em que existe ainda um raio de esperança). (Também, meu lugar preferido do parque.)

Friday, September 12, 2008

Angústia, de Graciliano Ramos

Livro bem escrito, muito bem escrito, e chato. Sem densidade, sem quase descrição; nada que permita ao leitor mergulhar na história: é frase só. Frases com um nível de leitura; frases sem nada escondido por trás; frases sem cor, cheiro ou sabor. Cuidado com corrigir em excesso, disse Clarice Lispector, porque isso pode deixar um livro seco. Seria essa a intenção do autor? Mas, qual o motivo? O enredo também não ajuda: o homem rejeitado vê a mulher amada ficar com outro. (Você não viveu isso?) Parte interessante: no final, ele enlouquece (isso está antecipado no início). Mas na página 200 o homem ainda está são.

PS: Há tempo, em um vôo para Barcelona, li S. Bernardo, do mesmo autor, que me disseram ser melhor que Vidas secas, e não lembro de nada. Livro bem escrito e seco, também.

PS2: "Não pinga do pano uma só gota".

Thursday, September 11, 2008

Sunday, September 07, 2008

El 7 de septiembre (Mecano)

Aproveito a data para dar a conhecer Mecano aos brasileiros que não conheçam. Há umas semanas, no Rio, no primeiro táxi que eu peguei com meu irmão e seus dois amigos estava tocando Legião Urbana no rádio. (E ainda a gente estava indo para o Circo Voador!) Eu falei: "Uri, Legião". E ele disse para seus amigos que Legião era "uma espécie de Mecano do Brasil". Não gostei muito da comparação, porque Mecano é mais pop, Legião mais pop-rock; e, também, porque Legião eu ainda escuto, e Mecano, eu escutei muito, mas já não. Mas o Uri estava certo em uma coisa: assim como nunca houve banda mais popular no Brasil, também não houve banda mais popular na Espanha; as duas são bandas que representam bem os 80; as duas fazem parte da formação sentimental de milhões de jovens; e as canções das duas têm letras inesquecíveis. Nesta, "El 7 de septiembre", sobre um casal que terminou, Ana Torroja canta:

"El 7 de septiembre es nuestro aniversario
Y no sabemos si besarnos en la cara o en los labios."

E:

"Y aunque empeñados en soplar
Hay llamas que ni con el mar."

Feliz 7 de setembro, feriado nacional (Independência do Brasil, 7 de setembro de 1822).




PS: Y para los no brasileños aprovecho para explicar que en días festivos como el de hoy los autobuses en Porto Alegre, y como en Porto Alegre en la mayoría de capitales de Brasil, son gratis, y que esos son los días en que muchos de los pobres que viven en las afueras pueden permitirse venir al centro de la ciudad. Hoy, por ejemplo, aquí en Porto Alegre habrá más gente que nunca en los centros comerciales y hay más gente que nunca viendo la puesta de sol a la orilla del río.

Thursday, September 04, 2008

Mis problemas con la natación

(Este post no tiene nada que ver con Brasil ni con Dublín.)

Desde los 14 hasta los 18 años nadé. Según mi traumatólogo, Dr. Segura, que era contra el uso de fajas, nadar era el único ejercicio que podía hacer que mi escoliosis no se agravara. Tenía, según él, que nadar hasta que terminara mi crecimiento (el crecimiento termina a diferentes edades: puede saberse que alguien ya no crecerá en altura - con una simple radiografía - según la forma de no sé qué hueso de la base de la columna - sacro?). Hasta los 14 nadé en el Colegio Padre Manyanet, de mi barrio. Pero la profesora decía que nadaba poco y lento, así que, confabulada con mi médico, me mandó a nadar a la Piscina Olímpica de Montjuïc (que entonces no era olímpica, pues estoy hablando de antes de los Juegos; era de dimensiones olímpicas, es decir, de 50 metros, no como la del Manyanet y la mayoría de piscinas, que son de 25). Hacía algunos años que el Acuario de Barcelona había quedado pequeño (en realidad, toda Barcelona era un pequeño desastre antes del 92), y el ayuntamiento había trasladado algunos peces grandes a la Piscina Picornell (después, Piscina Olímpica). En esa piscina, en esa época, se hizo entrenar por fuerza a los a los mejores waterpolistas catalanes (y a algunos nadadores profesionales; pero Catalunya nunca fue buena en natación). Y ahí es donde yo nadé, durante cuatro años, de lunes a viernes, tan rápido como nunca he vuelto a nadar. En esa piscina, con esos peces, no había otra opción. (La táctica para que no se acercaran era gritar debajo del agua; no me lo enseñaron, lo aprendí en un manual de la Marina de EE UU.) Pero el tratamiento - sádico - no dio resultado. Esos años de natación forzada me dejaron las espaldas anchas (en sentido literal, no figurado: tengo poca paciencia) para toda la vida pero no hicieron que mi escoliosis dejara de crecer. Es decir, dejó de crecer cuando yo dejé de crecer. Cuando tenía 18 años y mi escoliosis 40º. Entonces, sólo entonces, cuando aquel hueso cuyo nombre no sé ya se había cerrado y yo no había de crecer más en centímetros, pude volver al Padre Manyanet. Pero ya no quise saber nada de la tranquila piscina de 25 metros: fui directamente a la pista de condicionamiento físico, donde Iván, el profesor, fue siempre muy amable conmigo y me trató mucho mejor que los profesores de natación que he tenido. La foto de la Piscina Olímpica es de mi hermano Ramon (que nunca nadó: él jugaba a baloncesto).


Wikipedia



Ramon Cardús

Tuesday, September 02, 2008

Calentamiento global

Mi hermano Ramon, además de un hombre casado, es un hombre muy generoso, y se ha traído de la Patagonia un grupo de pingüinos emperadores amenazados por el deshielo polar. No sé qué dirá Nelia de las tendencias écolo de Ramon. De momento parece tomárselo bien, viendo la tele (bien abrigada, eso sí).


Ramon Cardús


PS: Para quienes quieran imitar a Ramon (ahora que los pingüinos están llegando a las costas de Brasil), atención a esta nota de El País (03/07/2008): "Las autoridades avisan a quienes encuentran pingüinos que no los metan en agua helada. Algunos llegan a meterlos en la nevera y muchos acaban muriendo". Los pingüinos quieren frío, pero no demasiado.

Monday, September 01, 2008

Volta à vagabundagem

"Quando, no intento de harmonizar trabalho e festa, os que encontram nos livros motivo de prazer cedem à tentação de ensinar o que, neles, leitores, é menos um saber que uma vivência, estão perdidos".
Tem razão. O magistério, para ser devidamente exercido, implica o estabelecimento de sistemas, condena o vago e o intuitivo, reclama estudos metódicos, leva enfim a um tipo de conhecimento útil, ordenado, sólido, funcional, respeitável - e falto de alegria. Ora, há na freqüentação aos textos literários algo de errante, e não me arrependo de haver preservado em mim essa vagabundagem afortunada.


Osman Lins, A Rainha dos Cárceres da Grécia


PS: Eu, que não gosto de metaficção, adorei este livro.

Sunday, August 31, 2008

Mientras tanto, en España, o mejor, en Espiells...

... mi otro hermano, Ramon, se casó con una linda mujer, Nelia. (Eu estava lá, e eu vi... :)



PS: Él es fotógrafo, y hace más de dos meses de la ceremonia, y hoy por fin ya tenemos... ¡una (1) foto! :o)

PS 2: Una boda no es para reírse, amigos. Y ellos se están cachondeando. Por eso, porque se ríen, creo, todavía están juntos. :)

Segunda etapa del viaje (sin mí)

Do Ronaldo:

"De manhã cedo, mingau quente numa mão, rosto amassado pelo vento que vem la de Mar Grande e eu do lado do Elevador Lacerda vendo as pequenas pessoas flutuando nas águas calmas da baía, o vai e vem apressado-lento dos barcos, o estresse dos automóveis 'novos' e num sei pq 'grandes' e sempre engolindo aqueles pontos negros-coloridos de gentes tão apressadas q neeeem notam a Dona Primavera chegando, bem ali batendo nas árvores marrom-verdes (poucas pela cidade), e aquele fabuloso sobe e desce, entra e sai, para e vai das pessoas do Lacerda. Ahhh por alguns belos minutos a Bahia fica maaais gostosa... que nem essas negras bem da terra, com a cintura grande e forte, porém cheia de remelexo, cheia de swing, transando capoeira, negro, olha o Mercado, sol, amigos, nuvens esquisitas, 'dá uma esmola aê', pombos, passos corridos, cocó de pombo onde ñ devia, vento, ilha, prédio, mendigo, risadas, chuvinha, 'vai um menorzinho aí', suor (aliás só na Bahia o sol das 7h te deixa bronzeado), triste Bahia, te amo terrinha."


O Uri, o Marc e o Manu estão agora em Morro de São Paulo, e já curtiram Salvador com a Rose, a Rosa e o Ronaldo: as três R.

E a Rose!, que gravou três CD com músicas de algumas cantoras brasileiras (Cássia Eller, Adriana Calcanhoto, Marisa Monte, Rita Ribeiro, Maria Rita, etc.) para os três espanhóis! :)

Friday, August 29, 2008

Ilusión

Achei esta maravilha no blog do Pedro, que ele tirou do ar, não sei por que. :(

Mis cuatro días en Rio, primera etapa del viaje a Brasil de Uri, Marc y Manu (Parte y III)

RDía 4, lunes. Primer día que desayunamos los cuatro en el albergue! Nada del otro mundo (nada parecido con el HI Laranjeiras, de Salvador). Aprovecho para puntuar el albergue Copa Hostel, como hice al salir. Del 1 al 3: Atención al cliente, 1; Desayuno, 1; Habitaciones, 3; Limpieza, 3; Internet, 3; Zonas comunes, 2; Localización, 3.

Cogemos el metro hasta Cinelândia y paseamos por la avenida Rio Branco, entre la multitud de trabajadores. Uri, Marc y Manu coinciden conmigo en que el Centro de Rio se parece a la parte baja de Manhattan. Les impresionan los edificios, su altura y sus formas rectas. Andamos hasta el final de la avenida (por error, porque no encuentro la entrada a la Travessa do Comércio). Vuelta atrás. Paseamos por la Travessa do Comércio y bajo el Arco de Telles; por la rua do Ouvidor y la rua do Carmo (es decir, la parte más antigua del centro de Rio). Y, con cierta dificultad (preguntando), llegamos a la Confeitaria Colombo: flipante, tío:


Marc está flipando y no sabe qué decir (foto de Uri).


Foto dedicada a mi madre, que cuando estuvo en Porto Alegre
se comió la mitad de los quindins de la ciudad.


Aprovechamos que las oficinas de TAM están en la misma avenida Rio Branco para confirmar todos los billetes de avión que los tres fantásticos compraron en Barcelona. Y Uri aprovecha que las oficinas están en el piso 36 (otra vez Nueva York: desde 2000 no había subido tan alto) para hacer esta super panorámica con su nueva super cámara:


Bahía de Guanabara desde el trigésimo sexto piso
de un rascacielos de la avenida Rio Branco (foto de Uri).

Rápido, porque queremos subir al Cristo antes de las cinco, cogemos el tranvía de Santa Teresa. El tranvía nos deja demasiado lejos, demasiado arriba del morro (yo aquí no me bajo, dice Uri), así que volvemos un poquito atrás con el mismo tranvía. Hasta encontrar un restaurantecito para reponer fuerzas (restaurante gay, parece: en las tres únicas mesas ocupadas hay tres parejas de homosexuales: dos hombres maduros; dos chicos; dos chicas).


Qué cerdos.

La carne ao sol da tanta fuerza a Marc que el tío se carga un vaso:


Y se queda tan panxo. Y encima dice que la culpa
es que es cristal de Bohemia. (Bohemia es la marca
de cerveza, Marc!)

Y llegamos al esperado Cristo Redentor. Abajo: a la estación del trenecito, o funicular (los cariocas lo llaman tren: trem ao Corcovado; bueno, tanto faz, es un "cremallera"). Y en la estación hay al menos 200 niños de entre 3 y 8 años, con algunas (pocas) madres de no más de 20. Un follón. Nos cargamos de paciencia, nos reímos con los niños. Una niña no deja de mirarnos. Hablo con ella. Sigue mirándonos. Al final, la madre dice que la niña quiere hacernos una foto con el móvil; dice que le sorprende la lengua rara que hablamos (yo creo, simplemente, que nos encuentra muy guapos :p).

Los niños son unos demonios: corremos tanto como podemos, pero ellos son más rápidos y más p****: no conseguimos lugar en el lado derecho del tren, que es el mejor. Por fin, llegamos arriba, a una de las nuevas maravillas del mundo.




Uri dice que el Cristo está cachas (foto de Uri).


Lagoa Rodrigo de Freitas (foto de Uri).

Mientras esperamos el tren de bajada, Marc se fija en dos chicas muy guapas, y muy jóvenes (convenimos que son muy jóvenes), maquilladas, con dos cintas iguales en el pelo, chupando muy conscientemente dos piruletas, y dice, emocionado, la frase del día: "Estas dos, antes de subir, estaban abajo". A lo que todos ponemos cara de "No me digas".


Manu flipando con
la frase de Marc.


Manu, que no quiere ser menos, al ver que, ya de noche, cogemos el último tren, y que también suben los vigilantes y los ascensoristas, dice, queriendo o sin querer, no lo sé: "Aquí ya no queda ni Cristo". (Otra para enmarcar.)

Por la noche vamos a bailar otra vez a Lapa, a un local al que no hay que dejar de ir, la casa de samba Carioca da Gema. Hoy es el día de Richah, músico que, según O Globo, "já defendeu escolas como Mangueira e Portela, e solta a voz em um repertório de sambas clássicos e sambas-enredos". Petiscamos barritas de queso frito, escondidinho de camarão (gambas con queso fundido), salsichinhas, etc., bebemos tres caipirinhas cada uno, y cuando vemos un grupito de chicas dejamos nuestra mesa para ponernos a sambar.


PS: El día 5 "foi de tristeza para mim". Fuimos a la Livraria da Travessa para ver CD. Entramos en alguna otra tienda de la rua Visconde de Pirajá. Comimos rápido en el restaurante Fazendola de la plaza General Osório. Subimos al apartamento de Bel, donde yo me despedí y ella tuvo tiempo de conocer a mi hermano Oriol. Y luego yo me fui hacia el aeropuerto y ellos, afortunados, a subir al Pão de Açúcar, pasear por el barrio de Urca y, al día siguiente, coger un avión rumbo a Salvador.

Thursday, August 28, 2008

Mis cuatro días en Rio, primera etapa del viaje a Brasil de Uri, Marc y Manu (Parte II, revisada y aumentada)

Día 3, domingo. Ellos, que fueron a dormir pronto, desayunan en el albergue; yo, que me quedé a ver el baloncesto, me despierto demasiado tarde y desayuno un bikini (un misto) en la (probablemente) mejor casa de sucos de Copacabana, en la esquina de Nossa Senhora de Copacabana y Miguel Lemos. Uri y Manu toman un zumo de sandía (melancia); Marc se atreve con el de acerola. Zumos que seguirán tomando los siguientes días (se convierten en unos fanáticos del lugar). (Yo tomo el de kiwi por motivos fisiológicos.)


Uri probando el suco de acerola de Marc; Marc probando
el suco de melancia de Uri (foto de Manu).

Cargados de vitaminas, andamos hasta la playa de Arpoador, entrando por el jardín Garota de Ipanema. Nos acercamos a la Praia do Diabo (donde no se baña nadie), subimos a las rocas de Arpoador y Uri tira un montón de fotos de los surfistas. Y ésta (disimuladamente):


Clicar para ampliar.

Pasamos frente al hotel Arpoador Inn, donde estuve con mis padres en 2006. Bebemos agua de coco para no deshidratarnos, y, ya como auténticos cariocas, seguimos caminando por la playa de Ipanema. Medio Rio está paseando como nosotros, porque es domingo y la avenida Vieira Souto está cerrada al tráfico (de coches: ha ha qué chiste). Admiramos a las chicas, vemos cangas y tangas (Uri y Manu quieren comprar algunas cangas), charlamos, comentamos todo lo que vemos. Hay ganas de meterse en el mar, vamos preparados, en bañador, pero el mar está muy bravo.


Canga sin tanga (foto: anónimo). (Disculpen por los estereotipos.
Además, esta foto ni siquiera es de Rio...)


Llegamos al canal que viene de la Lagoa y divide Ipanema y Leblon (a pesar de estar sucia, a veces hay niños tirándose al agua; hoy no). En la playa de Leblon, pisamos por primera vez la arena. Pero ya no hay posibilidad de bañarse: cerca del morro Dois Irmãos, el cielo está cubierto de nubes. Y la playa se ha ido vaciando.


Favela Chácara do Céu, a la izquierda del morro Dois Irmãos (foto de Uri).

Es la hora de comer. Me acuerdo de que quiero impresionar a los tres fantásticos llevándolos a la churrascaria Porcão, porque 1) nunca han estado en una churrascaria, 2) su viaje seguirá hacia el nordeste, no hacia el sur, donde se come el mejor churrasco, y 3) tengo buenos recuerdos de ese lugar, donde cené (ella dice que almorcé) con Isabel en 2003. Vamos en taxi hasta el Aterro do Flamengo: sigue habiendo gente paseando, y jugando, y ya no hay nubes, aquí brilla el sol (Rio es muy grande). Y yo digo: 1) no nos va a costar más de unos 50 reales a cada uno; y 2) de cualquier modo, llevo la Visa, no os preocupéis. Bien. La realidad será un poco distinta, pero esto me pidió Uri que se lo dejara contar a él, así que le guardo un espacio.


No se reirán tanto después del café.

Para sobreponernos del amago de ataque de nervios, vamos al Fuerte de Copacabana (mismo lugar en que estuve con Bel y Carol, y uno de los preferidos de mis padres), área militar donde se está tranquilito y se pueden tirar fotos a vontade. Hoy la cafetería está llenísima (hay lista de espera), y el museo militar ya está cerrado, así que nos limitamos a pasear por la parte superior del fuerte, acercándonos (con cuidado porque no se ve un pijo) a las cúpulas de los dos cañones (que a mí, de tanto ver y hablar de mujeres, hasta me parecen eróticas). Manu y Uri tiran muchas fotos de Copacabana de noche:


Mar de Copacabana (al fondo, luces de la favela Morro dos Cabritos).

Nos duchamos y ponemos guapos en el albergue (por si acaso), salimos a comer unos petiscos (tapas) y beber unas caipirinhas en la Academia da Cachaça, Leblon (Marc no se termina su segunda, de fresa: demasiados tropezones),... y volvemos a casita. Domingo por la noche parece que en Rio no hay marcha. Y, además, estamos agotados.

PS: Foto poética de Uri: el cielo desde la terraza del albergue:


Clicar para ver las estrellas.

(Continuará.)

Morir de tristeza

La hospitalización de Stella Caymmi en abril de este año fue uno de los motivos que llevaron al cantante y compositor Dorival Caymmi, que murió el día 16, a perder las ganas de vivir. Ayer, once días después de la muerte del marido, la mujer inspiradora de sus canciones, que estuvo los últimos veinte días en coma, murió a los 86 años.

(Zero Hora, 28/08/08)

Wednesday, August 27, 2008

Mis cuatro días en Rio, primera etapa del viaje a Brasil de Uri, Marc y Manu (Parte I)

Día 1, viernes. Llego a casa de mi amiga Isabel a las seis de la tarde, con la intención de charlar un rato antes de salir con ella a cenar, y acabamos charlando "por horas e horas e horas", hasta la una de la noche, sin salir, bebiendo cerveza y comiendo cacahuetes, jamón y pedacitos de pizza. No hace falta nada más. Vuelvo al albergue (Copa Hostel, un HI, Copacabana) feliz.

Día 2, sábado. Desayuno en la cafetería Cafeína, en Copacabana, y cojo el metro hasta Cinelândia para ir a ver la exposición sobre Machado de Assis en la Academia Brasileira de Letras. Cerrada. P*** que pariu. No me fijé en los horarios, que estaban en el periódico del viernes que me dio Isabel. Frente a la ABL hay un restaurante llamado Bon Profit. Me acerco para ver la carta, pero no hay nada parecido a algún plato catalán. Ni pa amb tomaquet, ni crema catalana, ni nada. Vuelvo al albergue, cojo la lista de libros que tengo que leer en el segundo semestre, y voy en autobús hasta Ipanema. En la Livraria da Travessa encuentro dos de los libros. Tampoco hubiera podido comprar más: me he dejado la Visa en el albergue (esto de dejarme la Visa tendrá continuación).

Por la tarde, me encuentro con Isabel y con Carol en la cafetería Colombo del Fuerte de Copacabana. Carol está tan linda y tan simpática y tan divertida como la última vez que la vi, hace casi dos años. Tomamos tres cafés (oba!), una caipirinha y una agua por cabeza, y charlamos y reímos hasta que oscurece. Nos lo pasamos tan bien que llego tarde al albergue: Uri, Marc y Manu ya han llegado... y ya se han ido!


Isabel y yo, en el Fuerte de Copacabana (foto de Carol).
Hice una foto a Carol (em que você está linda!)
que Carol no me mandó (me mande!).

Carol me envió una foto! :)


Carol y yo, en el coche de Carol (foto de Isabel).

Un poco más tarde, aparecen en el albergue los tres fantásticos. No están cansados, o eso dicen: han dormido en el avión. Cogemos un taxi y nos vamos a Lapa.

Lapa ha cambiado un poco estos últimos años. Hay más bares, y más llenos. Ya no es una zona tan degradada: se puede pasear, no es necesario bajar del taxi justo delante del local al que se va. El taxi, de hecho, nos deja en un callejón oscuro, cerca de las escaleras de la ladeira de Santa Teresa. Entramos en un boteco (taberna) de los más originalmente sucios, donde ni siquiera hay mesas, sólo una barra con tres o cuatro personas bebiendo y hablando alto. Pedimos cervezas, y yo me como un platillo de carne asada con cebolla (ellos ya han cenado, en un restaurante de comida ao peso frente al albergue). Uri empieza a flipar (todos flipan, pero Uri especialmente): "Joder, no tenemos sitios tan auténticos para filmar en Barcelona. Joder, ya tengo todos los planos en la cabeza. De aquí saldría un cortometraje del copón".


Escada Selarón, que comunica Santa Teresa (arriba) con Lapa (abajo).
(Foto del álbum Picasa de "Ana", vecina de Santa Teresa.)
(Nosotros fuimos de noche y sin cámara.)

Estamos en Lapa para ir al concierto del Monobloco en el Circo Voador, pero todavía es pronto. Paseamos bajo los Arcos, buscamos un lugar menos cutre para beber unas caipirinhas. La calle está llena de gente, y el lugar donde nos sentamos también. Gente dentro, gente en el primer piso, gente en las mesas de la acera. Gente guapa. Los chicos (yo también) continúan flipando, ahora al ver que no hay ninguna chica que no sea muy guapa. Y que, a diferencia de Barcelona, aquí hay más chicas que chicos. "Y nos están mirando, tío!". "Joder, joder, joder!". Lapa está (Isabel y Carol me lo confirman), como se dice en portugués, bombando.

A partir de aquí, las chicas serán la atracción permanente. Culos, piernas, pechos a derecha e izquierda y arriba y abajo. Entramos en el Circo Voador, el más mítico de los espacios para conciertos de Rio de Janeiro, una enorme carpa semicircular justo debajo de los Arcos. Y empiezan a tocar los teloneros, percusionistas de la vieja guardia, treinta o cuarenta músicos de entre 60 y 80 años que tocan como veinteañeros: A Bateria do Mestre André.* (Tanto esta banda como Monobloco son grupos famosos porque desfilan por las calles durante el Carnaval.)


Lo bueno de los conciertos, en la era digital, es que no hace falta grabar nada, siempre hay alguien que lo hace por ti (y a veces hasta te ves en el vídeo). Éste es un vídeo de un tal krolzitchac 3.

Bailamos más con Mestre André y compañía que con el Monobloco. La percusión de Monobloco era más hard, más de pegar saltos, y la pista se llenó demasiado, y ya estábamos todos sudados, y nos quedamos sin espacio vital. Y los fantásticos estaban maravillados, flipados,... pero empezaban a sentir el cansancio.

Estaban tan cansados que Manu se tiró a la cama nada más llegar al albergue (creo que vestido); Uri vio un ratito la final de voley masculino (Brasil - Estados Unidos), pero pronto se retiró; Marc estuvo conmigo más tiempo, en un enorme diván, pero sólo yo veía el partido: él se giró de lado y se durmió en el acto. Y sólo quedaba yo cuando empezó la final de baloncesto. Luego, a mediados del segundo cuarto, un tío apareció y se sentó a mi lado. Era español, claro, pero tampoco se quedó mucho rato. Menos mal, porque empezó a preguntarme de dónde éramos, y qué hacíamos, y por qué Nadal no ganó nada en dobles. Y yo qué sé, tío, no me jodas, que estoy vibrando, que estoy emocionado, que Rudy y Ricky están jugando contra los yanquis! Déjame! (Ya sé que mi actitud va contra las normas del buen alberguista, pero coño, es la p*** final!!!!)

(Aquí vendría el vídeo del vuelo de Rudy, con mate y tiro libre adicional; o el del triple del mismo Rudy que nos puso a dos puntos en el último cuarto e hizo que a los americanos se les encogieran las p******; pero deben de ser imágenes protegidas por las TV. Además: a quien no se quedó despierto hasta las cinco para ver uno de los mejores partidos de baloncesto de la historia, que se la p**** un p****.)


PS: Uri aprovechó para opinar sobre algunos países, posando frente a algunas de las puertas del albergue:




*Isabel escreveu: A Bateria do Mestre André deve ser um grupo de remanescentes da bateria da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel (Padre Miguel é um bairro do subúrbio do Rio), do tempo em que era comandada pelo mítico mestre André. O samba que eu tentei cantar para vocês dizia assim:

Lá vem a bateria da Mocidade Independente,
Não existe mais quente, não existe mais quente.
É o festival do povo, a alegria da cidade.
Salve a mocidade, salve a mocidade!

Mestre André sempre diz, todo dia:
'Ninguém segura a nossa bateria'.
Padre Miguel é a capital da escola de samba
que bate melhor no carnaval!


(Continuará.)

It really feels alright



Quem me dera seguir viajando desse jeito, continuar com eles, de albergue em albergue, com a casa às costas e em boa companhia...

(Mañana, crónica y más fotos! :)

Monday, August 25, 2008

A un par de pasos

"El 24 de agosto de 2008 pervivirá en el recuerdo del baloncesto español. Un 11 de agosto de 1984 en que España entera dejó de dormir para atender al televisor, la selección se batió con la galaxia estadounidense en otra final olímpica y perdió por 96-65. El entrañable seleccionador de aquel equipo, Antonio Díaz Miguel, dijo entonces: 'Tal vez no volvamos a vivir este hecho'. El bueno de Antonio debió admitir desde el cielo que se equivocó. 24 años después la selección española volvió a jugar la final ante toda la joyería de la NBA y estuvo a un par de pasos de conquistar el título olímpico."

(Robert Álvarez, El País.)

Hace 24 años - yo tenía 9 -, me quedé despierto con mi padre buscando, en un cámping, a las 3 de la mañana, a alguien que tuviera televisión para ver ese partido. Y ayer volví a quedarme despierto, después de un concierto, esta vez en un albergue de Rio de Janeiro, y volvió a ser maravilloso.

Thursday, August 21, 2008

Quem vem para o Carnaval 2009?

Notícia do jornal A Tarde enviada hoje pela Rose:

Os 100 anos da cantora Carmem Miranda será o tema do carnaval 2009 de Salvador. A escolha foi feita nesta quarta-feira, 20, pelo Conselho do Carnaval, que tem a participação de 25 entidades ligadas à festa de Momo. A decisão será divulgada no Diário Oficial do Município desta quinta-feira, 21. Este ano, a folia homenageou a capoeira.

A artista nasceu no Portugal, mas com menos de um ano veio com os pais para o Brasil e não mais voltou. A cantora marcou com roupas de babado e coloridas e frutas na cabeça. Ela fez sucesso cantando músicas como "Alô...Alô?", "Chica-Chica-Bum-Chic", "No Tabuleiro da Baiana" e "o Que É Que a Baiana Tem?", composição do baiano Dorival Caymmi.

Wednesday, August 20, 2008

Agora Madri

Voar se democratizou, agora todo o mundo voa, o que é ótimo, mas há mais catástrofes do que nunca, porque as companhias - privatizadas - fizeram o quê?, investir em pessoal, sistemas de segurança, aeronaves?, não parece, mais parece que, em vez disso, reduziram custos, porque são geridas por bons empresários, ótimo, o avião da Spanair tinha 15 anos - qual carro tem 15 anos? -, vão para puta que os pariu.

PS: Ou como diz outro no Huffington Post: "Those MD-82's are junk, but they just keep flying them. Why? Profit."

Tuesday, August 19, 2008

Aulão Mega Show no Quadrilátero (q porra é isso?)

Eu, Roger, vagabundo iniciado, não duvido que este novo curso será um grande sucesso. (Isto que é um curso, e não os organizados pela PUCRS.) Só não vou poder assistir porque estou em POA. (Puta merda.) E posto o programa completo para uma mais ampla divulgação entre os vagabundandos (já que o Profeta - vagabundo - não possui blog).



AULÃO MEGA SHOW NO QUADRILÁTERO (q porra é isso?)

Os vagabundandos contam, este mês, com mais uma Aulão Mega Show no Quadrilátero (q porra é isso?) da Biblioteca Púta do Estado Barris, com a presença de professores das variadas disciplinas. As aulas acontecem das 13h às 13:01h, são gratuitas e é necessário fazer inscrição.

18/08 (ki é hoje) - História da Vagabundagem: Profeta Ronaldo;

Geografia dos Vagabundos: Profeta R.;

Literatura, ki é coisa di Vagabundo: Profeta Ronaldo Luiz;

19/08 (
ki é amanhã) - Física Absoluta da Vagabundagem: Profeta R. Luiz;

20/08 (
ki é despois di amanhã) - Redação-Com o tema: Como Se Tornar Um Vagabundo: Profeta RLSM;

Matemática...? - NÃO, pois isso faz pensar muito e pensar é coisa de NÃO Vagabundo: SEM PROFETA

21/08 (
ki é despois de um amanhã ai) - Física Nua e Crua dos Vagabundos: Profeta R. Machado

FINALIZANDO

22/08 (
ki é uma dessas amanhã ai, q num chegou) - Biologia (com muita aula de SEXO para os Vagabundos Soteropolitanos): Profeta Eu, é claro, junto com todas as minhas Amigas

Monday, August 18, 2008

Murió Dorival Caymmi

El sábado murió en Copacabana, Rio de Janeiro, en un apartamento con vistas al mar, el compositor bahiano Dorival Caymmi. En Bahia y en Rio fueron declarados tres días de luto.

Caymmi es el autor, entre otras, de "Balada do rei das sereias", "Coqueiro de Itapuã", "Doralice", "É doce morrer no mar", "Maracangalha", "Modinha para Gabriela", "Nunca mais", "O bem do mar", "O mar", "O que é que a baiana tem?", "Rosa morena", "Saudade da Bahia", "Só louco", "Você já foi à Bahia?", e "Canção da partida" (no clipe aqui abaixo, homenagem de www.irregular.com.br). :'(



Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

Más: blog de Pedro.

Thursday, August 14, 2008

Huahauahuahua

Estoy resfriado y hoy me he quedado en casa, y ahora, esperando para ver el baloncesto, me he puesto a ver fotos en el ordenador. Y he pensado: ésta tiene que ser pública. Autora: Gabriela. Soy yo, con mi Folha y mi café. Tan nerd que el ladrón me deja pasar.

Wednesday, August 13, 2008

Da Folha para vocês 9 (Ueba! Brasil é ouro em bronze!)

(Partes del artículo de hoy de J. Simão, el reportero más dicharachero de la Folha de São Paulo.)


BOMBA! BOMBA! Macaco Simão Urgente! Directo de Pekín! Mecagüen los chinos! "China usa una cantante falsa en la ceremonia de apertura." Y es que la niña cantante era feíta, y decidieron sustituirla por una niña bonita que cantó en playback! Piratean hasta a los cantantes! HAHAHAH!

Y saben qué dijo Lula cuando vio el Nido de Pájaro? "Coño, inauguraron el estadio todavía con los andamios!" HAHAHA!

Y Brasil en Pekín? Sólo ganamos A HOSTIAS! Tercera medalla en judo. BRONCE! Siempre bronce. Basta de bronce! Bronce ya tomamos en Ipanema! Ya estamos bronceados!

Brasil, oro en bronce! Y las judocas tienen dos problemas: primero, demostrar que son mujeres; segundo, en el tatami, demostrar que son machos! HAHAHAHAH!

Y no aguanto más ver a atletas llorando! Pierde, llora! Gana, llora! Se cae, llora! Oro en LLORO ATLÉTICO!

Y el fenómeno Michael Phelps? Tiene orejas de Dumbo! Nada a golpe de oreja! Hahahah! Y ha ganado tanto oro que podría fundirlo y vivir de renta! Y saben por qué los americanos arrasan en la piscina? Porque fueron los inventores de la piscina en casa! Cualquier americano tiene piscina!

HAHAHA! Id tirando, que yo no voy! Voy a ponerme mi colirio alucinógeno! En la picha! Para ver si me llega al techo!

Saturday, August 09, 2008

On arriving

That feeling of not belonging. Not here, not there. All and nothing.

Wednesday, August 06, 2008

Thursday, July 31, 2008

Show do Caetano Veloso

Ontem assisti com meus pais ao show do Caetano Veloso nos Jardins de Cap Roig, Costa Brava, Catalunha. Aos poucos de começar o show, ele cantou uma música do Ary Barroso, e logo disse: "Esta canción... no es mía". Então cantou outras do mesmo grande compositor. Foi cantando, na verdade, só o início delas, para o público reconhecê-las. Falou sobre Ary Barroso, de como ele não era da Bahia, era de Minas, mas estava "enamorado de Bahia". Caetano disse: "Él no era de Bahia. Yo soy de Bahia". E então se ouviu uma voz berrar: "Eu também, Caetaaaaano!". Rsrsrsrs. Era eu. ... Não, brincadeira. Era, sei lá, uma linda maluca baiana sentada em algum lugar entre o público. E ele sorriu e disse, eu gosto de você também... Não, isso é Legião. Ele riu no palco e disse: "Ella y yo somos bahianos". :) Mas é verdade que eu me senti um pouco baiano também. Tenho direito, né? =) Sobre Ary Barroso, Caetano adicionou, fingindo imodéstia: "Estaba enamorado de Bahia... Y nosotros... ¿qué podemos hacer?". :) O show foi ótimo. Só não gostei do sotaque francês do Caetano. Parecia um francês falando em espanhol. Nada contra o francês (bem, um pouco, sim :p). O problema é que era como estar ouvindo meu ex chefe francês na editora. :o) Tsc, tsc. A continuação, meus vídeos. (Estava proibido gravar qualquer coisa, rsrsrsrs.) E algumas curiosidades dos jardins onde foi o show.


Meu pai se alimentando antes do show.


Eu apresentando o cenário.


Funny cactus.


Trecho de "Menino do Rio".


Vista desde os Jardins de Cap Roig.


Trecho de "Odeio".


More funny cactuses.



Trecho de "Tonada de luna llena", canção venezuelana.

Notícias e notícias

Notícia maravilhosa do dia, El País:

Un nuevo fármaco frena en seco el alzheimer

El remedio reduce un 80% el deterioro cognitivo del paciente.

Minha mãe já está querendo ficar na fila dos porquinhos da índia, caso ela, Deus não queira...


Notícia idiota do dia, Sport:

Messi, "secuestrado" un mes y medio en Pekín

Isso, porque a FIFA resolveu contra o Barcelona que o garoto podia ir à Olimpíada. Vejam só como é burra a imprensa esportiva catalã, que não entendeu os desejos do jogador. Hellouuuu! O cara se lixa com o Barça! Ele quer é jogar com seus colegas da seleção argentina!

Wednesday, July 30, 2008

Being with Kris

After eight years (!), I've finally met my friend Kris again. =) In Rome. (It might be true that todos los caminos llevan a Roma.) It's been less than 48 hours, but I've seen her, taken coffee with her, and talked with her a lot. Here's my list of Rome's best things:

#1 Kris
#2 Kris (again)
#3 Keith (Kris' best friend, from Chicago)
#4 L'espresso
#5 La pizza
#6 Il gelato


Kris and Keith.

Thursday, July 24, 2008

Murió Dercy Gonçalves

El domingo, o el lunes, soñé con Dercy Gonçalves. Fue después de la boda de mi hermano Ramon, seguramente porque me sorprendió que mi abuela Montserrat, a sus 88 años, se quedara viendo a la gente bailar hasta las 3 de la madrugada. En fin, el caso es que soñé con Dercy y sus 101 años de vida, y en el sueño la artista brasileña estaba charlando con Oscar Niemeyer, otro brasileño centenario. Fue casualidad, no creo en otra cosa, pero al día siguiente leí en el portal de noticias UOL, de Brasil, que Dercy acababa de morir. Y al día siguiente, ayer, apareció su obituario en El País. Mi abuela (ella de nuevo) lo leyó por la tarde y me dijo: "Roger, ha muerto una actriz de tu país".

En mayo de 2007 traducí una entrevista muy divertida que le hicieron en la Folha de S. Paulo.

Tuesday, July 22, 2008

Gabriel O Pensador, Cachimbo da paz

Domingo foi ruim em Salvador, houve duas chacinas, uma perto de onde mora a Rose... :(


Sunday, July 20, 2008

I love you

Of my brother Ramon and Nelia's wedding, yesterday, what impressed me the most and what I won't forget is after these many years of dating, and these many of living together how they still love each other passionately and the friends (my brother's, my parents'...: friendship impresses me).

Friday, July 18, 2008

Traduccions de Brasil 52 (Rápido e rasteiro, de Chacal)

Hay una fiesta
en que voy a bailar
hasta que el zapato me pida parar.
Luego pararé
me quitaré el zapato
y bailaré por el resto de mi vida.


(Do blog do Pedro.)

Traduccions de Brasil 51 (Porque, de Sophia de Mello Breyner Andresen)

Porque los otros usan máscara y tú no
Porque los otros usan la virtud
Para comprar lo que no tiene perdón
Porque los otros tienen miedo y tú no

Porque los otros son túmulos encalados
Donde germina callada la putridez
Porque los otros se callan y tú no

Porque los otros se compran y se venden
Y sus gestos dan siempre dividendo
Porque los otros son hábiles y tú no

Porque los otros van a la sombra de los abrigos
Y tú vas de manos dadas con el peligro
Porque los otros calculan y tú no

Wednesday, July 16, 2008

Ninguna persona es ilegal 3

Leio esta carta enviada por um leitor de Madri (M. A. Jiménez Clavero) a El País (15/07/08):

"'Seis mil imigrantes ilegais se preparam para entrar em Espanha'. Era a notícia de abertura do telejornal de Antena 3, sábado 11 de julho de 2008. São ilegais já antes de cruzar a fronteira com a Espanha? Quando começam a ser ilegais? Quando cruzam a primeira fronteira? Ou quando começam a viagem, no seu país de origem? Ou talvez quando tomam a decisão de mudar de vida? E essa decisão, quando é tomada? Aos dezoito anos ou antes? As crianças, que não têm decidido nada, são ilegais? E os que morrem no trajeto também são ilegais, mesmo não tendo cruzado a fronteira? E seus cadáveres também são ilegais?"

Tuesday, July 15, 2008

Jeito europeu

Depois de uns dias dedicados à família e a terminar um trabalho atrasado, hoje estive livre para sair à cidade fazer algumas tarefas. Peguei o carro, porque o trânsito em julho está tranqüilo, e fui a uma das duas editoras com as que às vezes colaboro. A editora assistente que eu conheço, muito querida, estava doente, e fui atendido pela secretária. Atendido entre aspas, pois só me dedicou dois minutos. E a mulher ainda estava com cara de poucos amigos, séria... Pensei que talvez estivesse chateada por não estar já de férias, na praia. Deixei uns documentos lá, e fui embora. Vinte minutos depois, em uma livraria onde fui encomendar uns livros que uma professora me pediu, a mesma coisa: mulher séria, na beira do antipático. Pensei que talvez houvesse alguma coisa de errado comigo, na minha cara. Encomendei os livros, e fui embora. Desisti de ir comprar uma camisa, não queria gastar cem euros e ainda ter de levar mais um olhar desses. E então, indo para o estacionamento, me dei conta, caiu a ficha, como se diz: Tchê, estou em Barcelona, Europa! (Ainda bem que não é Paris, mas mesmo assim!) Não dá para falar em melhor ou pior, não seria justo. Mas lembrei-me do sorriso da moça que me vende os pacotes de massa na lojinha da rua Vasco Alves, dos vendedores e vendedoras atenciosos das livrarias de Porto Alegre, das mulheres que servem café, no Centro ou na faculdade, que sempre têm alguma coisa a me dizer, aquele comentário, aquele human touch. Por não falar dos soteropolitanos, a turma do albergue Laranjeiras, os taxistas, que teve um que até cantou para mim... Enfim, isto aqui é isto aqui, e aquilo lá é aquilo lá. Só vou ter que me lembrar de anotar esses sorrisos na lista das coisas que eu gosto do Brasil.

Sunday, July 13, 2008

Auto-retrato

... do meu irmão.


by Ramon Cardús

Tradução do texto: "Minha vida em cores / Primeiro amarelo / E rosa / Talvez também / O azul de minha puberdade / Tudo misturado / Em minha vida / Somos cores / Do arco-íris / Me invade o azul / Me invade / E de repente / Um pouco / De amarelo / A dor do amarelo / A mistura perfeita / Tenho medo / Demasiadas cores / Em minha vida / O poço da solidão / Chega com o vermelho / Às vezes / Não posso aguentar / Delicioso! / É a vida minha vida minha pobre vida / E no final / A morte".

Friday, July 11, 2008

Um dia não dá

Um dia não dá para matar a saudade desses amigos tão especiais de Salvador, Ronaldo e Rose...

.

Tuesday, July 08, 2008

Solidão, que nada

Aquesta cançó, enviada per la Rose (obrigadão!), l'estava guardant perquè parla d'aeroports, i sempre que viatjo m'agrada fer un post d'aquesta mena. És del gran Cazuza, de 1987, i aquesta vegada no la tradueixo perquè em carregaria totes les rimes. I no sé ni com traduir el títol. En català seria: "Soledat?, i ara!". O: "Soledat, què dius!". O "Soledat?, què carai!" (Aquí es fan patents els problemes d'aquesta llengua materna meva - o els meus, OK. Potser... "Solitud, ruc?") L'expressió "que nada!", rere un verb o un substantiu, es fa servir molt en portuguès, almenys aquí al Brasil. I el sentit equival més aviat a un "què cony!",... és clar que el "que nada" no té res de barroer. Bé: el més important de la cançó, en la llengua de Camões (que no és cap futbolista, Uri, ignorant! - desculpem meu irmão... :)

Viver é bom
Nas curvas da estrada
Solidão, que nada
Viver é bom
Partida e chegada
Solidão, que nada

Sunday, July 06, 2008

Interior vazio da Usina do Gasômetro



Interior vazio, amplo, lindo, da Usina do Gasômetro, agora excepcionalmente sem mostras ou exposições.




PS: O curador da próxima Bienal de São Paulo pretende deixar, nesse caso propositalmente, um andar totalmente vazio, sem obras. Acho uma boa idéia...

Saturday, July 05, 2008

Traduccions de Brasil 50 (Iemanjá Rainha do Mar, de Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro)


Maria Bethânia


¿Cuántos nombres tiene la Reina del Mar?
¿Cuántos nombres tiene la Reina del Mar?

Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
María, Doña Iemanjá.

¿Y dónde vive?
¿Y dónde habita?

En las aguas,
En una cueva de piedra,
En un palacio encantado,
En el fondo del mar.

¿Y qué le gusta?
¿Y qué adora?

Perfume, flor,
Espejo y peine,
Cualquier tipo de presente
Para poderse adornar.

¿Cómo se saluda a la Reina del Mar?
¿Cómo se saluda a la Reina del Mar?

Alodê, Odofiaba,
Minha-mãe, Mãe-d'água,
Odoyá!

¿Cuál es su día
Nuestra Señora?

El día dos de febrero
Cuando a la orilla de la playa
Yo la voy a honrar.

¿Qué canción canta?
¿Y por qué llora?

Canta cantigas bonitas
Llora cuando está afligida
Si te ve llorar

¿Quién vio algún día a la Reina del Mar?
¿Quién vio algún día a la Reina del Mar?

Pescador y marinero,
Quien escucha a la Sirena cantar.
Es con el pueblo playero
Que Iemanjá se quiere casar.

Friday, July 04, 2008

200 anos da família Fagundes em quinze linhas

(Exercício feito na aula de Escrita Criativa.)


Lídia Fagundes não tem descendência. Casou-se, separou-se, e casou-se de novo, mas não teve filhos porque acha que o mundo está prestes a acabar. Teve nove irmãos, dos quais oito já morreram – na guerra. Salvou-se só Bernardo, que sempre foi diferente, nunca teve o sentimento de pertencer à uma comunidade, nem sequer à família – imaginem então se ia lutar pelo país. Em vez disso, isolou-se em seu mundinho de fumadores de maconha, e por isso foi imediatamente repudiado pelo pai, Odílio Fagundes, coronel do 6º Batalhão de Engenharia de Combate do Exército. Odílio dedicou toda sua vida ao Exército, mas foram, esses, tempos de paz. Deixou seus dez filhos ao cuidado de Marília, seguindo nisso o exemplo de seu pai, Rodrigo, também militar. Rodrigo Fagundes nunca disse com exatidão quantos filhos teve – às vezes eram cinco, às vezes eram seis –, nem se os teve todos com Raquel, sua mulher. Rodrigo era filho de um padre, o Padre João Ambrósio, da Igreja da Santa Maria da Puríssima Conceição, que foi excomungado pela Santa Sede por não cumprir os votos e por outros desmandos. Da união dele e uma mulher cujo nome se perdeu nasceu Rodrigo, e dizem as más línguas que ele teve outros seis irmãos, bastardos. O Padre Ambrósio sempre o negou. Difícil saber, só resta a lenda, já se passaram quase 200 anos.

Wednesday, July 02, 2008

Salada espanhola

Cadê a massa fervida e com manteiga?



... Hoje caprichei: salada de alface, rúcula, queijo ricota, salsicha bock e pistachos.

+ Viva a seleção espanhola de futebol. E viva a Folha, que deu-lhe o espaço merecido. E viva os brasileiros, que, segundo Geraldo Couto, "gostamos de futebol bem jogado, não importa a cor da camisa ou a língua dos praticantes".

PS: Não é o prato que é pequeno, é o jornal que é grande.

Tuesday, July 01, 2008

No colégio de Christiane

Christiane me contou que, quando dava aulas, como estagiária, em um colégio público do Centro de Porto Alegre, uns policiais interromperam a classe para levar um aluno. Na mochila dele acharam uma faca com sangue embrulhada em papéis: o aluno, de dezesseis anos, tinha esfaqueado um colega na frente do colégio, antes de entrar no prédio. Ela me contou, também, que uma menina, grávida de muitos meses, se jogou escadas abaixo, rolou quatro andares e perdeu o bebê. O aluno mais inteligente da aula era catador de lixo, me disse Christiane. Seus colegas gozavam dele, chamavam-lhe de "lixeiro". Um dia ele se cansou, quis bater em um dos caras. Christiane reprendeu-o, falou com ele depois da aula. Ele deixou de reagir, e os colegas deixaram de implicar com ele. Outro dia apresentou um magnifico robô de lata. Outra menina ficou muito triste quando o estágio de Christiane terminou. Morava sozinha, sem pai nem mãe, e cada dia esperava a professora no ponto de ônibus, deixava escapar todos eles até Christiane aparecer e ela poder viajar junto.