Here you'll find comments and stories about my stay in Brazil; translations of Brazilian songs, poems, short stories and pieces of news; photographs. Also, some film and book reviews. In Spanish, Catalan, Portuguese and English.
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Thursday, November 15, 2012
Comendo pitangas da minha janela
Saturday, November 10, 2012
"Beijos meu e da Fernanda Takai". Ai!
22 de outubro (demorei em postar!). A Eliane esteve aqui em POA. Conversamos sobre muitas coisas, entre elas música, entre elas Pato Fu. Dois dias depois dela voltar para BH...
Eliane:
Presente para você! Depois te conto sobre essa história em detalhes!
Roger: (
)
Ah não, ah NÃO! Isso é para dar inveja??? Tem que me contar, sim! Disse para ela que tem um fã espanhol em POA???
Eliane:
Não só contei, como fizemos a foto especialmente para você! Não te contei antes, mas já fomos vizinhos de bairro, a Fernanda e o John, antes deles serem famosos! Toda semana eu e minha turma íamos num bar escutar aquela banda diferente, com um som gostoso! Era o Patu Fu. Acabamos nos afastando quando eles se mudaram e cresceram como banda! Ontem, no show da Zélia Duncan estávamos lembrando disso! Conheci a Nina, filha deles, uma graça de menina! Em resumo foi isso! Então, essa foto é toda sua, com muito amor! Beijos meu e da Fernanda Takai!
Roger: (Ai!
)
Oba, oba! Que incrível! Essa história vai ter que ir pro blog! (Meu irmão Uri é fã dela também!) Você não me contou que foram vizinhos, só me disse que eles moram perto da UFMG - e que tocaram no seu colégio. Conheceu até a filha, hahaha! Que lindo! Obrigadão pela foto e pelos beijos! Acredito que o show da Zélia foi bom, né? Eu também gosto dela!
Eliane:
Isso mesmo! Só contei que eles tocaram no meu colégio. Os conheci por um grande amigo, o Marcílio, que já era amigo do John. O bar que eles tocavam era o Hot Cold, em Contagem, região metropolitana de BH. Toda semana estávamos lá! Acho que fomos os primeiros fãs deles! Depois, eles esqueceram da gente (pena!), mas continuamos curtindo muito o som deles! Foi muito bacana revê-los! Que bom que vai pro Blog! Vou curtir demais! O show da Zélia foi inacreditavelmente fantástico! Um monólogo musicado com as canções de Luiz Tatit (grande cara!)! Depois do show fomos tietar, conversar um pouco com ela e fotografar! O último CD lançado por ela, quase todos os arranjos foram feitos pelo John e tem uma faixa que a Zélia canta com a Fernanda Takai!
Eis a história dessa foto, linda e inesperada, que eu vou mostrando para os amigos, está em meu celular. Preferi deixá-la em suas palavras, Eliane, do que recontá-la.
PS: Um vídeo desse Pato Fu dos inícios que a Eliane teve a sorte de curtir, e ainda num barzinho, só para a sua turminha! Quem diria que são eles! Haha! (Fernandinha pulando e correndo muito louca e depois cantando maravilhosa, minuto 5.)
Eliane:
Presente para você! Depois te conto sobre essa história em detalhes!
Roger: (
Ah não, ah NÃO! Isso é para dar inveja??? Tem que me contar, sim! Disse para ela que tem um fã espanhol em POA???
Eliane:
Não só contei, como fizemos a foto especialmente para você! Não te contei antes, mas já fomos vizinhos de bairro, a Fernanda e o John, antes deles serem famosos! Toda semana eu e minha turma íamos num bar escutar aquela banda diferente, com um som gostoso! Era o Patu Fu. Acabamos nos afastando quando eles se mudaram e cresceram como banda! Ontem, no show da Zélia Duncan estávamos lembrando disso! Conheci a Nina, filha deles, uma graça de menina! Em resumo foi isso! Então, essa foto é toda sua, com muito amor! Beijos meu e da Fernanda Takai!
Roger: (Ai!
Oba, oba! Que incrível! Essa história vai ter que ir pro blog! (Meu irmão Uri é fã dela também!) Você não me contou que foram vizinhos, só me disse que eles moram perto da UFMG - e que tocaram no seu colégio. Conheceu até a filha, hahaha! Que lindo! Obrigadão pela foto e pelos beijos! Acredito que o show da Zélia foi bom, né? Eu também gosto dela!
Eliane:
Isso mesmo! Só contei que eles tocaram no meu colégio. Os conheci por um grande amigo, o Marcílio, que já era amigo do John. O bar que eles tocavam era o Hot Cold, em Contagem, região metropolitana de BH. Toda semana estávamos lá! Acho que fomos os primeiros fãs deles! Depois, eles esqueceram da gente (pena!), mas continuamos curtindo muito o som deles! Foi muito bacana revê-los! Que bom que vai pro Blog! Vou curtir demais! O show da Zélia foi inacreditavelmente fantástico! Um monólogo musicado com as canções de Luiz Tatit (grande cara!)! Depois do show fomos tietar, conversar um pouco com ela e fotografar! O último CD lançado por ela, quase todos os arranjos foram feitos pelo John e tem uma faixa que a Zélia canta com a Fernanda Takai!
Eis a história dessa foto, linda e inesperada, que eu vou mostrando para os amigos, está em meu celular. Preferi deixá-la em suas palavras, Eliane, do que recontá-la.
PS: Um vídeo desse Pato Fu dos inícios que a Eliane teve a sorte de curtir, e ainda num barzinho, só para a sua turminha! Quem diria que são eles! Haha! (Fernandinha pulando e correndo muito louca e depois cantando maravilhosa, minuto 5.)
Sunday, October 07, 2012
Mineiro é tudo de bom (eu já sabia, agora sei mais)
Friday, October 05, 2012
Um pouco de tietagem...
Tuesday, September 11, 2012
Elis e Gal
Há umas duas semanas vi, em casa do Sérgio, esta gravação histórica pela primeira vez. Está num DVD que é uma joia, todo ele (esqueci o nome; Sérgio?). Dei-me conta de por que é quase unanimemente aceito que Elis Regina foi a melhor cantora do Brasil (demorei!), mas não só: fiquei impressionado com como ela sorri, brinca, gesticula, dança, olha para o Jobim, dá risada... Enfim, encantei-me com ela.
(O vídeo é sobretudo para os amigos espanhóis - os brasileiros devem tê-lo assistido dezenas de vezes.)
E logo tem a Gal Costa. (Para o Caetano, é ela a melhor voz do Brasil.) (Estou falando em "melhores", mas isso pouco importa, tem muitas vozes incríveis aqui, o motivo do post são meus... descobrimentos tardios.) Em dezembro passado, no Rio, quando fui comprar o novo CD da Gal, Recanto, a Bel me disse se conhecia ela bem. Eu disse meio envergonhado que "não muito", e a Bel me mostrou este outro vídeo, da música "Meu nome é Gal" (letra linda*): "veja o que ela faz com a voz, em duelo com a guitarra elétrica" (ou é um baixo?). Vídeo de 1981.
* (De Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Meu nome é Gal
E desejo me corresponder
Com um rapaz que seja o tal
Meu nome é Gal
E não faz mal
Que ele não seja branco, não tenha cultura
De qualquer altura
Eu amo igual
Meu nome é Gal
E tanto faz que ele tenha defeito
Ou traga no peito
Crença ou tradição
Meu nome é Gal
E eu amo igual
Ah, meu nome é Gal
PS: Aqui sim: A Rolling Stone Brasil está fazendo uma enquete para escolher as maiores vozes do Brasil. Dá para votar:
http://www.rollingstone.com.br/enquete/maiores-vozes-do-brasil
(O vídeo é sobretudo para os amigos espanhóis - os brasileiros devem tê-lo assistido dezenas de vezes.)
E logo tem a Gal Costa. (Para o Caetano, é ela a melhor voz do Brasil.) (Estou falando em "melhores", mas isso pouco importa, tem muitas vozes incríveis aqui, o motivo do post são meus... descobrimentos tardios.) Em dezembro passado, no Rio, quando fui comprar o novo CD da Gal, Recanto, a Bel me disse se conhecia ela bem. Eu disse meio envergonhado que "não muito", e a Bel me mostrou este outro vídeo, da música "Meu nome é Gal" (letra linda*): "veja o que ela faz com a voz, em duelo com a guitarra elétrica" (ou é um baixo?). Vídeo de 1981.
* (De Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Meu nome é Gal
E desejo me corresponder
Com um rapaz que seja o tal
Meu nome é Gal
E não faz mal
Que ele não seja branco, não tenha cultura
De qualquer altura
Eu amo igual
Meu nome é Gal
E tanto faz que ele tenha defeito
Ou traga no peito
Crença ou tradição
Meu nome é Gal
E eu amo igual
Ah, meu nome é Gal
PS: Aqui sim: A Rolling Stone Brasil está fazendo uma enquete para escolher as maiores vozes do Brasil. Dá para votar:
http://www.rollingstone.com.br/enquete/maiores-vozes-do-brasil
Sunday, August 26, 2012
A primeira música que escutei no Brasil
Encontrei no YouTube, por acaso, uma nova versão de uma música que para mim (para muita gente) é especial. Foi a primeira que escutei no Brasil. Na casa da Bel, no Rio, em fevereiro de 2003. É saudade, então.
"Veja a Orquestra de Cordas e o coral de crianças do Afroreggae em ação em um vídeo que arrepia! Uma produção exclusiva da FM O Dia com o maior grupo de samba do Brasil e o AR 21 em uma homenagem aos 30 anos da Legião Urbana."
"Veja a Orquestra de Cordas e o coral de crianças do Afroreggae em ação em um vídeo que arrepia! Uma produção exclusiva da FM O Dia com o maior grupo de samba do Brasil e o AR 21 em uma homenagem aos 30 anos da Legião Urbana."
Friday, June 01, 2012
Friday, April 27, 2012
Porto Alegre 240
Muito novinho, este Porto dos Casais. : )
Tuesday, January 31, 2012
Receita de moqueca / receta de moqueca a la catalana (ilustrada y comentada)
Post gastronómico! (Creo que es el primero. Bueno, no. Pero es la primera receta. Nueva etiqueta en el blog: receitas.) Ayer domingo hicimos y comimos una moqueca en casa de Eli y Josep (grandes anfitriones). Josep fue el chef, Eli la maestra de sala, yo el pinche (quien ayuda en la cocina con muy buena voluntad y ninguna formación). El encuentro gastronómico brasileño estaba previsto desde que ellos volvieron a Barcelona tras pasar un mes de vacaciones en Brasil, en agosto. Estuvieron una semana en Rio de Janeiro conmigo (aquí y aquí) y luego hicieron una ruta por el nordeste. Creo que la moqueca que comieron (o una de las que comieron) fue en el restaurante del primer piso, a mano izquierda, del Mercado Modelo de Salvador. La ruta que hicieron (ayer me enseñaron las fotos de los lugares maravillosos que visitaron y a Eli se le escapaban los suspiros) fue: Rio, Salvador, Chapada Diamantina, Olinda, praia de Pipa, Jericoacoara, Lençóis Maranhenses, São Luis, Brasilia, Rio.
Esta moqueca es para seis personas (éramos ocho, había dos carnívoros). First: hacer un caldo con pescado de roca (no hay pescado de roca en Brasil, al menos no en el sur) como se hace para la paella valenciana. Los pescados que se meten en la olla no se comen pero dan al caldo su gustirrinín (nada de pastillitas Knorr, que además provocan cáncer).
Luego hay que cortar en rodajas las cebollas, los pimientos (la receta original, de Carolina, amiga del chef, dice pimientos amarillos, nosotros los usamos rojos) y los tomates. Este trabajo corresponde al pinche (yo), pero lo hizo el pobre Josep mientras Eli terminaba de enseñarme las fotos del viaje.
Y aquí está lo principal, el rape, o rap (en català). No recuerdo qué pescados se usan en Bahia... Rap: "Gènere de peix de l'ordre dels lofiformes, de la família dels lòfids, de cap gros, gairebé semicircular i aplanat, ulls grossos, dorsals, mandíbules amb nombrosos apèndixs dèrmics i pell nua però amb concrecions dèrmiques. Els seus sis primers radis dorsals, el primer dels quals atrau les seves preses com un ham esquerat, són lliures i", bueno, esto no importa,... "comestible i molt saborós, és molt apreciat. Habita a la Mediterrània, a l'Atlàntic i a la mar del Nord". Está muy rico pero no es muy bonito:

A continuación, se exprimen limas o limones, como si fuéramos a hacer ceviche. Si el exprimidor es de Philippe Stark, queda más sabroso, y en todo caso es más guay. Se añade al rape "acevichado" un poco de ajo y se deja el pescado en remojo:
Llegados a este punto, necesitábamos una pausa, nos pusimos a preparar unas caipirinhas mientras los invitados iban llegando. Caipirinhas de lima y mandarina. Bebimos, charlamos e hicimos los coros a Zé Ramalho (que no es baiano pero es nordestino; CD doble, acústico).
Seguimos. Es importante que la olla (¿o es una cazuela?) sea negra, para que se parezca a las "panelas de barro" baianas. Se echa un poco de aceite de dendê (de venta en los mejores supermercados latinos de Barcelona) y se untan (con cariño) el fondo y las paredes de la cazuela. Se empieza a llenar la cazuela con capas de 1) cebolla, 2) pimiento, 3) rape, 4) tomate, 5) cebolla, 6) pimiento, 7) rape, 8) tomate, etc. (tantas capas cuanto la olla negra permita). Todo sin poner todavía la olla al fuego. La última capa es de gambas (camarões). Ah, me olvido de la sal. Es que también nos la olvidamos, iih. Hay que echar un poco de sal al rape.
Finalmente, se echa todo el tarro de aceite de dendê (todo, sin miedo) y también el jugo de rape y limón Starck.
No. Finalmente se echa la crema de coco. Atención, 66 ml por persona, ni uno más (esto engorda). Atención 2: tiene que ser crema de coco brasileña (de venta en los mejores bla bla latinos), no dominicana o tailandesa (mucho menos rusa o sur-coreana, nunca suiza, boicot a Suiza). Ahora sí, se pone la cazuela al fuego (a fuego alto) y se deja hasta que haga chup-chup, es decir, hasta que hierva y el aceite, la crema y el jugo del rape suban hasta la última capa.
El chup-chup (foto borrosa, por la caipirinha):
No hay moqueca sin pirão. El pirão se hace con harina de mandioca cruda, no tostada (que se vende en etc.), junto con el caldo de la primera foto y el jugo que se va retirando, con un cucharón, de la cazuela de la moqueca. Sin parar de mezclar, así (esto lo hice yo: aviso, cuidado: no pasarse con la harina):
Y ya está! Bueno, hay otra cosa que se nos olvidó, pero no importa, quedó igualmente riquísimo: el cilantro (hierba aromática y "de virtud estomacal"). Podríamos haberlo añadido en la moqueca, encima de las gambas, y también en el pirão. Listo!
Para los postres, la tarte tatin de Josep. Una de las especialidades del chef. Aquí están, la tarta y el cocinero de lujo, o el lujo de cocinero.
Buen provecho, bona cuina y hasta la próxima!
PS: No hago la lista de ingredientes y cantidades porque esas listas son siempre muy aburridas y ya se ve todo en las fotos. De nada.
PS2: Creo que la moqueca es afrodisíaca. (Creo que Bahia es afrodisíaca.)
Esta moqueca es para seis personas (éramos ocho, había dos carnívoros). First: hacer un caldo con pescado de roca (no hay pescado de roca en Brasil, al menos no en el sur) como se hace para la paella valenciana. Los pescados que se meten en la olla no se comen pero dan al caldo su gustirrinín (nada de pastillitas Knorr, que además provocan cáncer).
Luego hay que cortar en rodajas las cebollas, los pimientos (la receta original, de Carolina, amiga del chef, dice pimientos amarillos, nosotros los usamos rojos) y los tomates. Este trabajo corresponde al pinche (yo), pero lo hizo el pobre Josep mientras Eli terminaba de enseñarme las fotos del viaje.
Y aquí está lo principal, el rape, o rap (en català). No recuerdo qué pescados se usan en Bahia... Rap: "Gènere de peix de l'ordre dels lofiformes, de la família dels lòfids, de cap gros, gairebé semicircular i aplanat, ulls grossos, dorsals, mandíbules amb nombrosos apèndixs dèrmics i pell nua però amb concrecions dèrmiques. Els seus sis primers radis dorsals, el primer dels quals atrau les seves preses com un ham esquerat, són lliures i", bueno, esto no importa,... "comestible i molt saborós, és molt apreciat. Habita a la Mediterrània, a l'Atlàntic i a la mar del Nord". Está muy rico pero no es muy bonito:

A continuación, se exprimen limas o limones, como si fuéramos a hacer ceviche. Si el exprimidor es de Philippe Stark, queda más sabroso, y en todo caso es más guay. Se añade al rape "acevichado" un poco de ajo y se deja el pescado en remojo:
Llegados a este punto, necesitábamos una pausa, nos pusimos a preparar unas caipirinhas mientras los invitados iban llegando. Caipirinhas de lima y mandarina. Bebimos, charlamos e hicimos los coros a Zé Ramalho (que no es baiano pero es nordestino; CD doble, acústico).
Seguimos. Es importante que la olla (¿o es una cazuela?) sea negra, para que se parezca a las "panelas de barro" baianas. Se echa un poco de aceite de dendê (de venta en los mejores supermercados latinos de Barcelona) y se untan (con cariño) el fondo y las paredes de la cazuela. Se empieza a llenar la cazuela con capas de 1) cebolla, 2) pimiento, 3) rape, 4) tomate, 5) cebolla, 6) pimiento, 7) rape, 8) tomate, etc. (tantas capas cuanto la olla negra permita). Todo sin poner todavía la olla al fuego. La última capa es de gambas (camarões). Ah, me olvido de la sal. Es que también nos la olvidamos, iih. Hay que echar un poco de sal al rape.
Finalmente, se echa todo el tarro de aceite de dendê (todo, sin miedo) y también el jugo de rape y limón Starck.
No. Finalmente se echa la crema de coco. Atención, 66 ml por persona, ni uno más (esto engorda). Atención 2: tiene que ser crema de coco brasileña (de venta en los mejores bla bla latinos), no dominicana o tailandesa (mucho menos rusa o sur-coreana, nunca suiza, boicot a Suiza). Ahora sí, se pone la cazuela al fuego (a fuego alto) y se deja hasta que haga chup-chup, es decir, hasta que hierva y el aceite, la crema y el jugo del rape suban hasta la última capa.
El chup-chup (foto borrosa, por la caipirinha):
No hay moqueca sin pirão. El pirão se hace con harina de mandioca cruda, no tostada (que se vende en etc.), junto con el caldo de la primera foto y el jugo que se va retirando, con un cucharón, de la cazuela de la moqueca. Sin parar de mezclar, así (esto lo hice yo: aviso, cuidado: no pasarse con la harina):
Y ya está! Bueno, hay otra cosa que se nos olvidó, pero no importa, quedó igualmente riquísimo: el cilantro (hierba aromática y "de virtud estomacal"). Podríamos haberlo añadido en la moqueca, encima de las gambas, y también en el pirão. Listo!
Para los postres, la tarte tatin de Josep. Una de las especialidades del chef. Aquí están, la tarta y el cocinero de lujo, o el lujo de cocinero.
Buen provecho, bona cuina y hasta la próxima!
PS: No hago la lista de ingredientes y cantidades porque esas listas son siempre muy aburridas y ya se ve todo en las fotos. De nada.
PS2: Creo que la moqueca es afrodisíaca. (Creo que Bahia es afrodisíaca.)
Monday, January 09, 2012
Wednesday, December 21, 2011
Tuesday, December 20, 2011
Sobre a Faculdade de Letras da PUCRS, 2
Nota: Apaguei alguns trechos deste post porque tive a mais esclarecedora e linda conversa possível com a professora e coordenadora Ana Mello. Só sinto não tê-la tido meses atrás. Me refiro a uma segunda conversa, de hoje, dia 21. Na primeira, ontem, ela me disse, entre outras coisas, que meu projeto era "muito abrangente e requeria amplos conhecimentos de várias áreas". Como na letra de Tom Zé, parece que estejam me explicando para me confundir, me confundindo para me esclarecer. Algo assim devo estar fazendo eu, também, com quem lê o blog. Portanto, o assunto fica por aqui, não haverá mais posts - até porque não foi nada agradável escrever estes - e já vou escrever e-mails pessoais para explicar tudo um pouco melhor aos amigos e amigas.
Não costumo responder comentários anônimos - é esquisito não saber com quem se fala. Mas seu comentário ao post anterior, senhor ou senhora anonymous, pareceu-me inteligente, me fez pensar e achei que devia respondê-lo. (O outro comentário anônimo sei mais ou menos de quem é; não sei exatamente, não sou bom para adivinhar essas coisas, mas seu autor ou autora deve estar entre três ou quatro pessoas muito queridas que conheço.)
Não sei se meu ego precisa ser "amansado", como você diz. Nem sei como ele está, se alto demais ou baixo demais. Ele oscila muito, hehe. E uma "perda" ou um fracasso como esse, assim como a frustração e a raiva, poderiam (espero que possam) me servir para ir em frente com mais força, sim.
Também não tenho grandes objetivos acadêmicos (não vou me tornar um PhD triste, pode deixar). Queria fazer o doutorado para ganhar uma bolsa integral (sim, confesso), já que, sendo estrangeiro, é difícil encontrar um trabalho para me sustentar no Brasil; queria fazê-lo para, no futuro, ser professor, poder passar meus conhecimentos de literatura, e minha paixão pela literatura, aos alunos; e queria realmente realizar meu projeto, quem me conhece sabe como chegou a me empolgar. Não quero me sentir nenhum "Super Acadêmico" (Deus me livre) e não tinha certeza de ficar entre os primeiros na seleção, mas tinha essa esperança, sim, achei que tinha chances: além de pelo próprio projeto, por minha boa colocação e minha nota média no mestrado e por ser o único candidato que o escritor e professor Assis Brasil, que se afastou um pouco da PUCRS ao se tornar secretário de Cultura, quis orientar, empolgado com o projeto também. Por tudo isso, não estar entre os doze aprovados me deixou triste e confuso (meu ego sobe e desce, mas não virei burro de um dia para o outro). Mais uma vez para não comprometer ninguém: um professor da faculdade me disse, no mestrado: "Teu lugar não é na PUC". Mas eu queria que fosse.
Para deixar você menos triste, querido anônimo: ontem tomei café com uma amiga francesa, formada em história da arte em Paris e casada com um catedrático que dá aulas na França há trinta anos e ela me disse: "Na França é exatamente igual". Essa coisa "triste" e "ridícula" não é exclusiva da academia brasileira, é uma característica da academia em geral, um mundo fechado, estanque, conservador, muitas vezes dominado por professores medianos e seu instinto de auto-preservação (isso vale para muitos outros "mundos", eu sei). Então, não: não pretendo ir para a USP ou para os Estados Unidos como me pareceu estar sugerindo esse alguém da PUC, nem voltar para a Europa. Além do que, gosto demais do Brasil. Ubi bene ibi patria, diz o professor Assis.
Meu ego está "ferido", certo, pode-se dizer assim. Mas a ferida não é somente pessoal. Há um pouco de sangue quixotesco em minhas veias, no sentido de que gosto de "desfacer agravios, enderezar entuertos [y proteger doncellas :)]". Se as pessoas às que acontecem coisas como a que aconteceu agora comigo, ou que percebem como uma faculdade não é suficientemente boa, calam, como as coisas poderão melhorar? Havia alunos muito inteligentes no mestrado. Alguns colegas se indignavam tanto ou mais do que eu quando, por exemplo, uma professora dava aula sobre a vida de Nélida Piñon sem ter lido nunca um romance dela (é o único exemplo que darei, há muitos mais, pode acreditar). Alguns colegas se indignavam tanto ou mais do que eu quando alunos mais fracos (não culpados de nada, "they haven't had the advantages that you've had") apresentavam textos - textos que todos os outros alunos, supostamente, também tínhamos lido - limitando-se a ler trechos ou parafrasear, sem aportar nada de sua leitura pessoal, sem dar início a nenhuma discussão. Dos trabalhos destes vinte alunos, disse-me certa vez uma professora, só dois são publicáveis.
Nessa época do mestrado cheguei à conclusão de que deveria aguentar, ficar na minha, focar na dissertação. Afinal de contas, eu era (sou) formado numa boa universidade européia, eu era (sou) europeu; e como mais de um professor me disse, não devia exigir muito à universidade. Por que não? De novo: se ninguém exige mais, quando é que as coisas vão mudar? Mas depois soube que isso não era exato, eu não me sentia desapontado por ser europeu. Um bom amigo gaúcho, formado em filosofia na PUCRS, era muito mais crítico do que eu com respeito à sua faculdade, e uma amiga formada em psicologia também. Eles fizeram com que eu, o europeu, o catalão da Faculdade de Letras, me sentisse mais legitimado para criticar minha faculdade brasileira.
Se tivessem me dado a chance, eu teria gostado de fazer alguma coisa, não importa quão mínima, para que o nível da faculdade melhorasse. Acho que os alunos (os doze que foram aprovados para o doutorado, por exemplo) poderiam, deveriam fazê-lo. (Lembro-me agora de uma colega que estava triste porque sabia que escrevesse o que escrevesse, pesquisasse mais ou pesquisasse menos, teria sua dissertação aprovada: para que me puxar, dizia.) "O que acontece na PUCRS", você diz, anônimo, "é exatamente o que acontece em outras grandes universidades brasileiras e que a certa pessoa escreveu pra você. É triste. Mas é verdade, cara. Aliás, chega a ser ridículo". Mas a universidade vai se construindo, não tem porque permanecer como está, não tem porque ficar tudo igual.
Publiquem, diziam os professores mais graúdos nas reuniões dos alunos da pós-graduação: publiquem tudo, publiquem muito, qualquer coisa, e não esqueçam de colocar logo o que publicarem em seus currículos lattes. O objetivo era conseguir mais bolsas da Capes e do CNPq. Ao sair dessas reuniões, eu dizia aos amigos: mas por que "qualquer coisa", por que "muito"? O mais importante não é a qualidade do que se publica? Mais bolsas para fazer o quê?
Não costumo responder comentários anônimos - é esquisito não saber com quem se fala. Mas seu comentário ao post anterior, senhor ou senhora anonymous, pareceu-me inteligente, me fez pensar e achei que devia respondê-lo. (O outro comentário anônimo sei mais ou menos de quem é; não sei exatamente, não sou bom para adivinhar essas coisas, mas seu autor ou autora deve estar entre três ou quatro pessoas muito queridas que conheço.)
Não sei se meu ego precisa ser "amansado", como você diz. Nem sei como ele está, se alto demais ou baixo demais. Ele oscila muito, hehe. E uma "perda" ou um fracasso como esse, assim como a frustração e a raiva, poderiam (espero que possam) me servir para ir em frente com mais força, sim.
Também não tenho grandes objetivos acadêmicos (não vou me tornar um PhD triste, pode deixar). Queria fazer o doutorado para ganhar uma bolsa integral (sim, confesso), já que, sendo estrangeiro, é difícil encontrar um trabalho para me sustentar no Brasil; queria fazê-lo para, no futuro, ser professor, poder passar meus conhecimentos de literatura, e minha paixão pela literatura, aos alunos; e queria realmente realizar meu projeto, quem me conhece sabe como chegou a me empolgar. Não quero me sentir nenhum "Super Acadêmico" (Deus me livre) e não tinha certeza de ficar entre os primeiros na seleção, mas tinha essa esperança, sim, achei que tinha chances: além de pelo próprio projeto, por minha boa colocação e minha nota média no mestrado e por ser o único candidato que o escritor e professor Assis Brasil, que se afastou um pouco da PUCRS ao se tornar secretário de Cultura, quis orientar, empolgado com o projeto também. Por tudo isso, não estar entre os doze aprovados me deixou triste e confuso (meu ego sobe e desce, mas não virei burro de um dia para o outro). Mais uma vez para não comprometer ninguém: um professor da faculdade me disse, no mestrado: "Teu lugar não é na PUC". Mas eu queria que fosse.
Para deixar você menos triste, querido anônimo: ontem tomei café com uma amiga francesa, formada em história da arte em Paris e casada com um catedrático que dá aulas na França há trinta anos e ela me disse: "Na França é exatamente igual". Essa coisa "triste" e "ridícula" não é exclusiva da academia brasileira, é uma característica da academia em geral, um mundo fechado, estanque, conservador, muitas vezes dominado por professores medianos e seu instinto de auto-preservação (isso vale para muitos outros "mundos", eu sei). Então, não: não pretendo ir para a USP ou para os Estados Unidos como me pareceu estar sugerindo esse alguém da PUC, nem voltar para a Europa. Além do que, gosto demais do Brasil. Ubi bene ibi patria, diz o professor Assis.
Meu ego está "ferido", certo, pode-se dizer assim. Mas a ferida não é somente pessoal. Há um pouco de sangue quixotesco em minhas veias, no sentido de que gosto de "desfacer agravios, enderezar entuertos [y proteger doncellas :)]". Se as pessoas às que acontecem coisas como a que aconteceu agora comigo, ou que percebem como uma faculdade não é suficientemente boa, calam, como as coisas poderão melhorar? Havia alunos muito inteligentes no mestrado. Alguns colegas se indignavam tanto ou mais do que eu quando, por exemplo, uma professora dava aula sobre a vida de Nélida Piñon sem ter lido nunca um romance dela (é o único exemplo que darei, há muitos mais, pode acreditar). Alguns colegas se indignavam tanto ou mais do que eu quando alunos mais fracos (não culpados de nada, "they haven't had the advantages that you've had") apresentavam textos - textos que todos os outros alunos, supostamente, também tínhamos lido - limitando-se a ler trechos ou parafrasear, sem aportar nada de sua leitura pessoal, sem dar início a nenhuma discussão. Dos trabalhos destes vinte alunos, disse-me certa vez uma professora, só dois são publicáveis.
Nessa época do mestrado cheguei à conclusão de que deveria aguentar, ficar na minha, focar na dissertação. Afinal de contas, eu era (sou) formado numa boa universidade européia, eu era (sou) europeu; e como mais de um professor me disse, não devia exigir muito à universidade. Por que não? De novo: se ninguém exige mais, quando é que as coisas vão mudar? Mas depois soube que isso não era exato, eu não me sentia desapontado por ser europeu. Um bom amigo gaúcho, formado em filosofia na PUCRS, era muito mais crítico do que eu com respeito à sua faculdade, e uma amiga formada em psicologia também. Eles fizeram com que eu, o europeu, o catalão da Faculdade de Letras, me sentisse mais legitimado para criticar minha faculdade brasileira.
Se tivessem me dado a chance, eu teria gostado de fazer alguma coisa, não importa quão mínima, para que o nível da faculdade melhorasse. Acho que os alunos (os doze que foram aprovados para o doutorado, por exemplo) poderiam, deveriam fazê-lo. (Lembro-me agora de uma colega que estava triste porque sabia que escrevesse o que escrevesse, pesquisasse mais ou pesquisasse menos, teria sua dissertação aprovada: para que me puxar, dizia.) "O que acontece na PUCRS", você diz, anônimo, "é exatamente o que acontece em outras grandes universidades brasileiras e que a certa pessoa escreveu pra você. É triste. Mas é verdade, cara. Aliás, chega a ser ridículo". Mas a universidade vai se construindo, não tem porque permanecer como está, não tem porque ficar tudo igual.
Publiquem, diziam os professores mais graúdos nas reuniões dos alunos da pós-graduação: publiquem tudo, publiquem muito, qualquer coisa, e não esqueçam de colocar logo o que publicarem em seus currículos lattes. O objetivo era conseguir mais bolsas da Capes e do CNPq. Ao sair dessas reuniões, eu dizia aos amigos: mas por que "qualquer coisa", por que "muito"? O mais importante não é a qualidade do que se publica? Mais bolsas para fazer o quê?
Saturday, December 17, 2011
Sobre a Faculdade de Letras da PUCRS, 1
Aprovados Doutorado em Teoria da Literatura 2012 (Por ordem de classificação)
1.Camila Canali Doval
2.Alexandre Costi Pandolfo
3.Fernanda Borges Pinto
4.Milena Hoffmann Kunrath
5.Cátia Rosana Dias Goulart
6.Sara Hartmann
7.Giselle Molon Cecchini
8.Lilian Ramos da Silva
9.Aline Conceição Job da Silva
10.Adriana Emerin Borges
11.Joseane Camargo
12.Taiane Porto Basgalupp
A lista saiu ontem e eu não estou nela :( Nem bolsa integral, nem parcial, nem nada (nem sequer meu nome numa listinha de suplentes). Sinto raiva, frustração e tristeza. Já falei com uma das pessoas que acompanharam de perto a preparação de meu projeto. Quando tenha falado com as outras, vou postar suas opiniões aqui.
Por enquanto, escrevo algo que certa pessoa (não quero comprometer ninguém) me disse tempo atrás, de utilidade para alunos que pensem em fazer doutorado nessa faculdade: não dá para apresentar nenhum projeto cujo conteúdo possa estar acima da capacidade intelectual dos professores, porque isso os coloca numa posiçao desconfortável, os "ameaça"; para ser aceito é preciso "baixar o nível", fazer concessões, etc. Naquele momento, saber isso (que me foi confirmado por outras pessoas depois) me deixou triste, pois as universidades, na maioria de países, tendem a procurar a excelência (inclusive vão à procura de alunos estrangeiros, quando necessário), mas resolvi seguir, até certo ponto, esses conselhos. Pelo visto, estavam muito bem fundamentados; e, pelo visto, era para serem seguidos ao pé da letra.
Enfim, parabéns aos alunos medíocres que foram aprovados e parábens, sobretudo, aos não medíocres (tenho certeza de que há alguns - que eu conheça, a Camila, por exemplo).
PS: Obrigado à Anninha por me escutar neste momento difícil. (Te peço desculpas.)
PS2: "Eles passarão, eu passarinho", me escreveu a Bel: "Adiante! O romance!". :) Pois é, e no hay mal que por bien no venga, Bel, querida.
1.Camila Canali Doval
2.Alexandre Costi Pandolfo
3.Fernanda Borges Pinto
4.Milena Hoffmann Kunrath
5.Cátia Rosana Dias Goulart
6.Sara Hartmann
7.Giselle Molon Cecchini
8.Lilian Ramos da Silva
9.Aline Conceição Job da Silva
10.Adriana Emerin Borges
11.Joseane Camargo
12.Taiane Porto Basgalupp
A lista saiu ontem e eu não estou nela :( Nem bolsa integral, nem parcial, nem nada (nem sequer meu nome numa listinha de suplentes). Sinto raiva, frustração e tristeza. Já falei com uma das pessoas que acompanharam de perto a preparação de meu projeto. Quando tenha falado com as outras, vou postar suas opiniões aqui.
Por enquanto, escrevo algo que certa pessoa (não quero comprometer ninguém) me disse tempo atrás, de utilidade para alunos que pensem em fazer doutorado nessa faculdade: não dá para apresentar nenhum projeto cujo conteúdo possa estar acima da capacidade intelectual dos professores, porque isso os coloca numa posiçao desconfortável, os "ameaça"; para ser aceito é preciso "baixar o nível", fazer concessões, etc. Naquele momento, saber isso (que me foi confirmado por outras pessoas depois) me deixou triste, pois as universidades, na maioria de países, tendem a procurar a excelência (inclusive vão à procura de alunos estrangeiros, quando necessário), mas resolvi seguir, até certo ponto, esses conselhos. Pelo visto, estavam muito bem fundamentados; e, pelo visto, era para serem seguidos ao pé da letra.
Enfim, parabéns aos alunos medíocres que foram aprovados e parábens, sobretudo, aos não medíocres (tenho certeza de que há alguns - que eu conheça, a Camila, por exemplo).
PS: Obrigado à Anninha por me escutar neste momento difícil. (Te peço desculpas.)
PS2: "Eles passarão, eu passarinho", me escreveu a Bel: "Adiante! O romance!". :) Pois é, e no hay mal que por bien no venga, Bel, querida.
Sunday, December 04, 2011
"Seja feliz", (um pouco de autoajuda com) Marisa Monte
Música e letra: Dadi, Marisa Monte e (claro :) Arnaldo Antunes.
Curta a vida = (em espanhol) disfruta la vida.
Monday, November 28, 2011
O céu sobre os ombros
Não vi ainda, mas acho que é muito bom. A Camila também acha. Já está em cartaz.
A Dilma e eu
A Dilma e eu, descobri, temos uma coisa em comum (além de ser de esquerda, a favor do aborto, a favor das cotas e a favor do desarmamento): tomamos Toddynho de madrugada (eu, em geral, lá pelas 5 h).
Do diário da Dilma:
"15 de outubro_Fiquei morrendo de medo quando vi no jornal que o Toddynho quase matou não sei quantas crianças. Todo dia eu tomo um de madrugada. Acordo com aquela fome e faço uma boquinha com goiabada e um Toddynho, às vezes dois. Minha tia fica de olho. Quando ela pergunta, me faço de morta e digo que servi para o Gabriel. Ela finge que acredita."
PS nada a ver: Hoje sonhei que a Europa estava em guerra. Não exatamente em guerra, mas com tanques na rua.
Do diário da Dilma:
"15 de outubro_Fiquei morrendo de medo quando vi no jornal que o Toddynho quase matou não sei quantas crianças. Todo dia eu tomo um de madrugada. Acordo com aquela fome e faço uma boquinha com goiabada e um Toddynho, às vezes dois. Minha tia fica de olho. Quando ela pergunta, me faço de morta e digo que servi para o Gabriel. Ela finge que acredita."
PS nada a ver: Hoje sonhei que a Europa estava em guerra. Não exatamente em guerra, mas com tanques na rua.
Saturday, October 01, 2011
Ainda beeeeem!
Depois de cinco (!) anos de espera...
... postado há cinco dias em seu canal no YouTube...
... o primeiro vídeo, a primeira música do novo CD da Marisa Monte!!!
ADOREI! Linda música, linda letra,... e com a Spanish touch!
... postado há cinco dias em seu canal no YouTube...
... o primeiro vídeo, a primeira música do novo CD da Marisa Monte!!!
ADOREI! Linda música, linda letra,... e com a Spanish touch!
Friday, August 26, 2011
A veces es mejor callar
O Sérgio me enviou este poema de Carlos Skliar, que foi seu orientador de doutorado.
"... La distancia mínima entre dos cuerpos no es la palabra obvia, sino el más tímido de los silencios. Por eso a veces es mejor callar, no para decir amor, sino para escuchar..."
E os amigos Eli y Josep, com quem passei dias felizes no Rio, me enviaram estas fotos de Chapada Diamantina, Bahia.
"... La distancia mínima entre dos cuerpos no es la palabra obvia, sino el más tímido de los silencios. Por eso a veces es mejor callar, no para decir amor, sino para escuchar..."
E os amigos Eli y Josep, com quem passei dias felizes no Rio, me enviaram estas fotos de Chapada Diamantina, Bahia.
Monday, August 22, 2011
Música de brinquedo em Porto Alegre (e O peixe)
Este fim de semana, a turnê do CD Música de Brinquedo, de Pato Fu, passou por Porto Alegre e, é claro, eu fui (ao último dos três shows, domingo à noite). O teatro do Bourbon Country lotou, cheio de fãs das antigas, dos novos e "do meio", daqueles que vem e vão (foi a Fernanda Takai quem perguntou à plateia); e, sobretudo, de crianças. Estas foram, eu acho, as que curtiram mais o show: muitas ficaram dançando nas cadeiras, outras dançaram no corredor ou foram parar entre o palco e a primeira fileira - crianças mesmo, de uns cinco ou seis anos e até menos. Eu não curti tanto. Adoro o CD, mas... Talvez foi que o teatro do Bourbon não me parece um bom lugar para shows (foi bom para o show do Ney Matogrosso, mas ele além de cantar faz teatro; foi ruim, tão arrumadinho, para o show do Tom Zé; aqui em Porto Alegre só gosto mesmo do espaço do Pepsi On Stage, mas, também, era um show do Fito Páez! :) Talvez percebi pouca empolgação na banda, que já está no final da turnê. Ou talvez o fato de substituir as crianças que cantam no CD, que imagino que a banda não pôde ou não quis levar pelo Brasil afora, por bonecos-monstros, de voz monstruosa, não foi um acerto. Enfim, não sei e tanto faz: não curti muito, mas curti, valeu a pena. A Fernanda estava com sua melhor voz (não tem voz como a dela) e o John Ulhoa esteve engraçado na apresentação das músicas. E o baterista deu show, foi o protagonista em duas ou três canções.
Filmei três delas: duas porque não estão no CD e uma porque eu estava perto demais do palco para não filmar (e tirei umas fotinhos). A primeira música é uma boa versão de "Simplicidade", do CD Toda cura para todo mal, de 2005. Só neste primeiro vídeo o som ficou bom. A segunda é o clássico "Sobre o tempo", de Gol de quem?, do ano 94. Neste vídeo não sei o que eu fiz, a imagem ficou vertical, tem que girar a cabeça 90º :p. Não gostei dessa versão, achei pobre, aqui os instrumentos de brinquedo não bastam. Mas vale a pena ver o vídeo para curtir o baterista tocando o João Bobo (nem sabia que essa espécie de pino de boliche inflável existia e tinha essa nome; não existe na Espanha, que eu saiba). E a terceira é "Love Me Tender" (do piorzinho ou mais prescindível do CD, sorry).
E as fotos:

Fernanda Takai. Sempre linda. Sempre muito bem vestida, ou vestida num estilo que eu gosto, japanese-homely-(just a little bit) cool. (A Gabi me disse quem era seu estilista; esqueci o nome, prefiro acreditar que é ela mesma.)

Alguns instrumentos que a Fernanda tocou e a bateria de brinquedo ao fundo.

John Ulhoa falando com os bonecos-monstros (chatos).

Alguns dos (muitos) instrumentos que tocou o John.
PS: O melhor do fim de semana foi a apresentação do livro da Ana Santos. Foi um sucesso, mas não vou escrever nada aqui, ao menos por enquanto. Quero saber como ela se sentiu, como se sente. Li os três primeiros contos (os dois primeiros eu já conhecia) e fiquei maravilhado (de novo). O Sérgio me escreveu dizendo que O que faltava ao peixe está na gôndola de entrada da livraria Cultura, "entre blockbusters"... A Ana vai longe!
Filmei três delas: duas porque não estão no CD e uma porque eu estava perto demais do palco para não filmar (e tirei umas fotinhos). A primeira música é uma boa versão de "Simplicidade", do CD Toda cura para todo mal, de 2005. Só neste primeiro vídeo o som ficou bom. A segunda é o clássico "Sobre o tempo", de Gol de quem?, do ano 94. Neste vídeo não sei o que eu fiz, a imagem ficou vertical, tem que girar a cabeça 90º :p. Não gostei dessa versão, achei pobre, aqui os instrumentos de brinquedo não bastam. Mas vale a pena ver o vídeo para curtir o baterista tocando o João Bobo (nem sabia que essa espécie de pino de boliche inflável existia e tinha essa nome; não existe na Espanha, que eu saiba). E a terceira é "Love Me Tender" (do piorzinho ou mais prescindível do CD, sorry).
E as fotos:

Fernanda Takai. Sempre linda. Sempre muito bem vestida, ou vestida num estilo que eu gosto, japanese-homely-(just a little bit) cool. (A Gabi me disse quem era seu estilista; esqueci o nome, prefiro acreditar que é ela mesma.)

Alguns instrumentos que a Fernanda tocou e a bateria de brinquedo ao fundo.

John Ulhoa falando com os bonecos-monstros (chatos).

Alguns dos (muitos) instrumentos que tocou o John.
PS: O melhor do fim de semana foi a apresentação do livro da Ana Santos. Foi um sucesso, mas não vou escrever nada aqui, ao menos por enquanto. Quero saber como ela se sentiu, como se sente. Li os três primeiros contos (os dois primeiros eu já conhecia) e fiquei maravilhado (de novo). O Sérgio me escreveu dizendo que O que faltava ao peixe está na gôndola de entrada da livraria Cultura, "entre blockbusters"... A Ana vai longe!
Sunday, August 21, 2011
Fotos de cinco días en Río con Eli y Josep (y con Bel)
Estos días en Río fui feliz. Casi todo ocurrió a través de mí, y no en mí o para mí.
(Reabierta la posibilidad de hacer comentarios!)

Barrio de Santa Teresa. El tranvía nos dejó en el Largo do Guimarães y desde allí subimos a pie, hasta el Largo das Neves. Y seguimos subiendo, y subiendo. Subimos demasiado. Al final, preguntamos a un policía dónde podíamos comer y el hombre nos dijo que más arriba había el bar adonde iba él, el Bar do Gaúcho. Vale la pena: además de gaucho, el dueño del lugar es colorado :). Y comimos muy bien.

Eli y Josep en el Bar do Gaúcho.

Autorretrato en Santa Teresa.

Después de comer, bajamos un poquito en autobús. Y en este caserón, con librería-café en la planta baja, tomamos el café y descansamos.

En la terraza de la librería-café. Colgada en un árbol había la placa "Largo das Letras".

Una noche fuimos al Clube dos Democráticos, en Lapa, donde tocaban los Anjos da Lua (samba). La foto es de antes de que el local se llenara. Era samba en pareja, y no saqué a ninguna chica a bailar, por timidez y porque no sé bailar bien. Había parejas bailando muy, pero que muy bien, dando show.

Esta foto es del Corcovado, del Cristo Redentor.
Y esta también. No era la primera, ni la segunda, ni la tercera vez que subía, por eso no tiré fotos del Cristo. Éste es uno de los paneles de luces que lo iluminan. Eli y Josep sabían que yo había subido muchas veces y tuvieron el detalle de pagarme el billete. Tuvieron más detalles, me invitaron a cenar (escondidinho de charque, queijo coalho grelhado, pastelzinhos de camarão) a la Academia da Cachaça, en Leblon, la última noche. No era necesario. Fue genial hacer de guía turístico de mis amigos, fue fantástica su compañía.
Luna llena sobre la Baia de Guanabara.

Chica triste.

Museu de Arte Contemporânea de Niterói, obra de Oscar Niemeyer. El edificio en sí es una obra maestra, pero no me pareció un buen museo. El espacio expositivo es muy pequeño, y las vistas a la bahía y a Río desde el interior distraen la atención.

Eli en la pasarela de entrada al MAC, con una de las playas de Niterói al fondo.

Barraca en la playa de Ipanema. Esta foto es para Ana, mi sobrina, que nacerá dentro de ocho semanas (una más, una menos). De su tío preferido :p, el tiet de Brasil.

Una morena de más de un metro de largo. Está en el acuario del restaurante Mio, calle Farme de Amoedo, Ipanema.

En la Feria Hippie de la plaza General Osório, Ipanema (domingo por la mañana).

Con Bel (queridíssima Bel).
Y, en el vídeo, un paseo por el jardín de la antigua casa de la familia Moreira Salles, actual Instituto Moreira Salles, en el barrio de Gávea, ya dentro de la Floresta da Tijuca, selva atlántica que rodea Río. Obra de Olavo Redig de Campos y del paisajista Roberto Burle Marx. Vimos una buenísima exposición de dibujos de Saul Steinberg, que termina hoy.
(Reabierta la posibilidad de hacer comentarios!)

Barrio de Santa Teresa. El tranvía nos dejó en el Largo do Guimarães y desde allí subimos a pie, hasta el Largo das Neves. Y seguimos subiendo, y subiendo. Subimos demasiado. Al final, preguntamos a un policía dónde podíamos comer y el hombre nos dijo que más arriba había el bar adonde iba él, el Bar do Gaúcho. Vale la pena: además de gaucho, el dueño del lugar es colorado :). Y comimos muy bien.

Eli y Josep en el Bar do Gaúcho.

Autorretrato en Santa Teresa.

Después de comer, bajamos un poquito en autobús. Y en este caserón, con librería-café en la planta baja, tomamos el café y descansamos.

En la terraza de la librería-café. Colgada en un árbol había la placa "Largo das Letras".

Una noche fuimos al Clube dos Democráticos, en Lapa, donde tocaban los Anjos da Lua (samba). La foto es de antes de que el local se llenara. Era samba en pareja, y no saqué a ninguna chica a bailar, por timidez y porque no sé bailar bien. Había parejas bailando muy, pero que muy bien, dando show.

Esta foto es del Corcovado, del Cristo Redentor.
Y esta también. No era la primera, ni la segunda, ni la tercera vez que subía, por eso no tiré fotos del Cristo. Éste es uno de los paneles de luces que lo iluminan. Eli y Josep sabían que yo había subido muchas veces y tuvieron el detalle de pagarme el billete. Tuvieron más detalles, me invitaron a cenar (escondidinho de charque, queijo coalho grelhado, pastelzinhos de camarão) a la Academia da Cachaça, en Leblon, la última noche. No era necesario. Fue genial hacer de guía turístico de mis amigos, fue fantástica su compañía.
Luna llena sobre la Baia de Guanabara.

Chica triste.

Museu de Arte Contemporânea de Niterói, obra de Oscar Niemeyer. El edificio en sí es una obra maestra, pero no me pareció un buen museo. El espacio expositivo es muy pequeño, y las vistas a la bahía y a Río desde el interior distraen la atención.

Eli en la pasarela de entrada al MAC, con una de las playas de Niterói al fondo.

Barraca en la playa de Ipanema. Esta foto es para Ana, mi sobrina, que nacerá dentro de ocho semanas (una más, una menos). De su tío preferido :p, el tiet de Brasil.

Una morena de más de un metro de largo. Está en el acuario del restaurante Mio, calle Farme de Amoedo, Ipanema.

En la Feria Hippie de la plaza General Osório, Ipanema (domingo por la mañana).

Con Bel (queridíssima Bel).
Y, en el vídeo, un paseo por el jardín de la antigua casa de la familia Moreira Salles, actual Instituto Moreira Salles, en el barrio de Gávea, ya dentro de la Floresta da Tijuca, selva atlántica que rodea Río. Obra de Olavo Redig de Campos y del paisajista Roberto Burle Marx. Vimos una buenísima exposición de dibujos de Saul Steinberg, que termina hoy.
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