Monday, November 15, 2010

A Vaca Cega

Esta é a vaca que eu mais gostei das poucas que vi no Cow Parade de Porto Alegre, a "Vaca Cega". O autor só pintou os cílios dela (além de colocar um pequeno texto em braille em suas costas). Como era um dia de muito sol quando a vi e tirei a foto, logo pensei nos versos de Maragall, e em como esta vaca podia bem ser a do poema.

"[...]
i abaixa el cap a l'aigua i beu calmosa."

"[...] parpelleja
damunt les mortes nines, i se'n torna
orfe de llum, sota del sol que crema,
[...]"





PS nada a ver: This could be my soundtrack for these days. (I was listening to The Smiths last night, while trying to sleep.)

Thursday, November 11, 2010

Sunday, November 07, 2010

Idiotices da Academia 1 (nova série no blog!)

Trecho inicial de um artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo: "Cinco anos após as revoltas que acuaram a França e chocaram o mundo, as periferias pobres e segregadas de Paris, Marselha, Lyon e outras cidades do país estão mais do que nunca à deriva. Cerca de um terço da população dessas áreas está abaixo da linha da pobreza, o índice de desemprego chega a 42% - 60% em algumas regiões - e as instituições públicas e seus representantes se tornaram cada vez mais alvos de ataques".

Pergunta que o próprio jornalista se faz, mais adiante no artigo, à procura de explicações menos óbvias do que as que sugeririam os números do texto anterior: "Mas, se insatisfação política e econômica ocorre por toda parte, por que é sempre na França que a tensão social parece explodir?".

Respostas dadas ao jornalista por Michel Maffesoli, um dos criadores da "sociologia do cotidiano", catedrático da Universidade Paris V e... o nosso Acadêmico Idiota de hoje!

-Não acredita em razões econômicas para os distúrbios?
-Não, podem ser no máximo uma das razões. O verdadeiro problema é que é preciso haver, em todas as sociedades equilibradas, momentos de desregramento. É o que Aristóteles chamava de "catarse" ou purgação. Quando olhamos as sociedades medievais, havia momentos como o Carnaval, as festas de inversão - o que Émile Durkheim chamava de desregramentos autorizados. O problema é que isso não existe mais na França.
-Essa é a razão por que esses distúrbios parecem ocorrer somente na França?
-Sim, pois existe aqui, desde Descartes, uma tradição racionalista da sociedade, que busca conter as emoções, as paixões, etc. É uma razão cultural!
-E ela também explica os distúrbios nas periferias?
-Sim, e isso não depende da classe política. Tanto esquerda quanto direita buscam uma espécie de assepsia da vida social. Logo, não há lugares ritualizados de expressão da efervescência - como o Carnaval, por exemplo. Daí a violência gratuita, inexplicável.

E digo eu: mais circo, então! Um pouco de circenses para os franceses incendiários!


PS: Resposta a uma pergunta similar dada ao jornalista pelo rapper marselhês Mino Brown, que não deve ter lido Durkheim:
-Qual é hoje a situação nos subúrbios que você conhece em Paris, Marselha...?
-Há cada vez mais diferença entre os muitos ricos e os muitos pobres. O sentimento de ser posto de lado é um grande problema para o país.

Sunday, October 31, 2010

Eles não têm cores, eles não têm sabor, eles não se enxergam, eles não fazem amor...

Vejo pouca TV, não conhecia o Fernando Caruso nem o programa "De cara limpa", mas hoje estava fazendo zapping e parei no Multishow. Da areia da praia de Ipanema, vestido de executivo, um cara barbudo "filosofava" sobre a vida no Centro do Rio de Janeiro e depois ia lá, de sunga, fazer as pessoas rirem. Essa é a ideia do programa: fazer com que as pessoas sérias ou tristes riam, ou reparem em pequenas coisas; que as pessoas que não olham umas para as outras interajam. O ator faz isso sem tirar sarro de ninguém, com leveza. Eu adorei. Não tem esse capítulo de hoje na Internet. Mas também gostei deste, grabado na PUC-Rio.

Thursday, October 28, 2010

Freedom, by Jonathan Franzen

I finished reading Franzen's new novel, Freedom. Nothing extraordinary goes on in the story, but every page is extraordinary. Set in New York City, Washington D. C. and some rural counties of "the land of the free" during the Bush administration years, the narrator tells in detail and with psychological incisiveness (which is what makes every page so good, along with the strong dialogues) all about the members of a common, upper-middle-class family, the Berglund's, and a few neighbors, lovers, and friends of theirs; about the mistakes they make, due to too much freedom, while trying to lead their lives and deal with each other's and their own peculiarities. This is a story about nearly ruining everything in one's life, and, eventually, achieving a happiness of some sort. The best book I've read in a long time.


One quote:

On the chance that, regarding Patty's parents, a note of complaint or even outright blame has crept into these pages, [Patty] here acknowledges her profound gratitude to Joyce and Ray for at least one thing, namely, their never encouraging her to be Creative in the Arts, the way they did with her sisters. Joyce and Ray's neglect of Patty, however much it stung when she was younger, seems more and more benign when she considers her sisters, who are now in their early forties and living alone in New York, too eccentric and/or entitled-feeling to sustain a long-term relationship, and still accepting parental subsidies while struggling to achieve success they were made to believe was their special destiny. It turns out to have been better after all to be considered dumb and dull than brilliant and extraordinary. This way, it's a pleasant surprise that Patty is even a little bit Creative, rather than an embarrassment that she isn't more so.




Special PS: If you're reading this: I miss you, Kris.

Tuesday, October 26, 2010

Art Gallery 2





Peinture sans peinture

Gabriela (Brazilian, born 1985)
2010. Wood-framed mirror, fruits, cloth





PS: ... And this is how the artist (currently) sees me:


Friday, October 22, 2010

Tevê Rugê

Dilma hoje em Porto Alegre, na avenida Borges de Medeiros. (Estava um tumulto, mas consegui chegar pertinho.)

Sunday, October 17, 2010

It's a Syndicated Horoscope (by Chris Ware)*

You born today are in search of love and doubt the overall trajectory of your life. Your dreams are filled with the fading faces of loves lost, ruined or left behind. The notion of your death seems absurd, yet also has the power to paralyze you with fear upon starting awake from an involuntary afternoon nap. Now would be a good time for shopping!

Aries: All possibilities for happiness seem unsalvageable.
Taurus: The time of sexual elligibility is past.
Gemini: Why not call up an old ex-girlfriend or boyfriend?
(Cancer will definitely get you, when & where you least expect it.)
Leo: Keep in mind they might've married or changed surnames.
Virgo: You might also try an internet search.
Libra: What are you going to say, though? Huh?
Scorpio: Maybe you should just see what's on T.V. instead...
Sagittarius: Or buy something... You can do that on line, too...
Capricorn: Besides, what if they're happier than you?
Aquarius: Everyone is happier than you are.
Pisces: Better to stay the big fish in your little pond.

Today's lucky number: 13. Tomorrow's color: Puce.


*From the book McSweeney's Quarterly Concern. Issue Number 13. An Assorted Sampler of North American Comic Drawings, Strips, and Illustrated Stories, Etc. By Many of the Most Dignified and Skilled Practitioners of the Cartoonist Art, Presented On Over 250 Lithographic Plates and In Approximately 3,732 Individual Pictures.

Friday, October 15, 2010

Porto Alegre, 14/10/10

(Sem palavras.)

(Não adianta. Esta segue sendo minha música preferida.)


Filmagem: Luis Fernando.

Thursday, October 14, 2010

A sem-vergonhice de José Serra

Talvez esteja na hora de fazer as malas e me mudar, pois moro numa República (só agora me dei conta) integrista cristã. 70% dos brasileiros se dizem a favor de continuar considerando o aborto como crime. Uma República de hipócritas, também, já que cada ano um milhão de mulheres fazem abortos de maneira ilegal, e centenas morrem por causa disso. José Serra, candidato da direita, entrou no jogo sujo (sempre a direita... Obama é um terrorista muçulmano, né?), vendo que era sua única chance de ganhar a eleição do dia 31. Virou católico de carteirinha (ele, que, no fundo, é tão defensor da descriminalização do aborto quanto Dilma), integrista, até. Não há dia que, em sua propaganda eleitoral na TV, não fale dezenas de vezes em "nascer", "nascimento", "o Brasil que está nascendo", suas palavras acompanhadas com imagens de partos, de bebês com o cordão umbilical ainda sem cortar. Uma imagem é repetida cada dia; para alguns deve ser bonita, mas a mim me parece tirada de um filme de terror: a de sete (!) mães grávidas, vestidas de branco, com cortinas brancas esvoaçando entre elas, acariciando seus ventres cheios. A mulher de Serra chamou Dilma de "assassina de criancinhas". Tudo muito triste. Cadê o jogo limpo nas eleições? Por que, em vez de lutar para mostrar quem é mais cristão, os dois candidatos não dizem que são, sim, a favor da descriminalização?, que aborto é questão de saúde pública, que estamos no século XXI? (Tudo ficaria igual, os integristas não teriam em quem votar.) Mas isso não vai acontecer. Serra prefere seguir nesse jogo, traindo não importa quais princípios, pois vê nele sua única opção de vencer. Ignora as consequências de ir por esse caminho, ignora o perigo de brincar com a separação Estado-Igreja que o Ocidente demorou tanto em lograr. Analistas falam num retrocesso de décadas, quando não numa volta à idade das trevas, à Alta Idade Média. Falam num Brasil dos talibãs. Inclusive na Folha de S. Paulo, de direita, abundam os artigos contra essa estrategia de José Serra. Só o admirado José Simão leva isso na brincadeira ("Quem não é batizado pode votar? Pode, mas não deve!"), mas é serio, e é uma tristeza.

Saturday, October 09, 2010

Presentão do João

Felicíssimo pelo presente que o João me fez por ter terminado o mestrado. Ele fez, literalmente, em sua marmoraria. O mármore verde é grego. O branco, italiano. Obrigadão, João. É incrível.

Friday, October 08, 2010

Janta no Boris (retorno a POA)

Como eu estou com preguiça para escrever no blog, coloco aqui o link para um post da Anna (querida), que comentou a janta de ontem no restaurante do tio da querida Paloma. :)

Thursday, September 30, 2010

No es crisis, es capitalismo

Imágenes de la huelga general de ayer en España.









PS: Joaquín Estefania, en la introducción del suplemento cultural Babelia de ayer, de El País, dedicado a la crisis económica y titulado "Crónica del fin", escribe:

La aplicación de ideas equivocadas ha sido una de las responsables de la Gran Recesión. Dos economistas se salvan de la quema, según el consenso de los textos recogidos aquí: Keynes y uno de sus discípulos, Hyman Minsky. A estas alturas es innecesaria, por obvia, la reivindicación de Keynes, imprescindible para explicar por qué la Gran Recesión no ha devenido en otra Gran Depresión. Pero conviene recuperar la obra de Minsky, un economista americano que defendió en el desierto que el capitalismo es intrínsecamente inestable y que la fuente principal de esa inestabilidad son las acciones irresponsables de los banqueros, operadores de Bolsa y otras personas del mundo financiero. Decía Minsky que si el Gobierno dejase de regular con eficacia el sector financiero, el sistema estaría sujeto a derrumbes periódicos, algunos de los cuales podrían arrojar a toda la economía hacia recesiones prolongadas.

(...)

Cómo va a reformarse el capitalismo para que pierda parte de esa volatilidad y recupere algunos criterios de equidad como por ejemplo los Objetivos de Desarrollo del Milenio? Declaraba Keynes en 1933: "El decadente capitalismo internacional, individualista, en cuyas manos nos encontramos después de la guerra, no es inteligente, no es bello, no es justo, no es virtuoso y no satisface las necesidades. En resumen, nos desagrada y comenzamos a despreciarlo. Pero cuando buscamos con qué reemplazarlo, nos miramos extremamente confusos". Setenta y siete años después de esas palabras seguimos con idénticas incógnitas. Alguien dijo que el sistema necesita un infarto para que, si lo supera, afronte los desequilibrios y adopte un estilo de vida más saludable. El infarto ha llegado pero el capitalismo, en vez de protegerse, se ha dado de alta en el hospital y corre a festejarlo con un cartón de Marlboro, una botella de ginebra y un Big Mac con patatas fritas en la mano. El pesimismo de los autores que analizan la crisis está basado en la sospecha de que no se hayan desprendido las lecciones necesarias ni se tenga la voluntad de corregir los abusos.

Wednesday, September 22, 2010

Músicas que estão tocando em Barcelona

(Dicas da querida Nelia. :))

Espíritu Santo

(... Y sonaron las trompetas de la muerte y la gente se puso a bailar
se puso caliente
y se puso a jugar y con la lengua entre los dientes
bien juntitos como dos gemelitos en el vientre
Y yo me puse contento, como loco de alegría
porque en lugar de Barcelona
La Habana esto parecía, esto parecía
Porque bailando hasta el Espíritu Santo se pone blando...
... Uno, dos, tres
Esto es danza libre
cardio-sensorial, un movimiento enérgico variablemente rítmico
Esto es la guerra y para ganar
tendrás que liberarte del sentido del ridículo
No seas tan critico, mátalo ya
Saca ese monky townky funky sabes que eres único...)


Castillo de arena

Me he puesto tetas

Saturday, September 18, 2010

O que ando fazendo em terras catalãs

Que andei fazendo desde minha chegada a Barcelona, no dia 6? (Como parei de fumar, vou preparar um café antes de responder :) Alguns amigos (brasileiros) me perguntaram isso, e em vez de escrever para cada um, achei que podia fazê-lo no blog (que, além do mais, está meio parado). Por enquanto, só vi uma amiga, a Clotilde, umas dessas poucas, grandes amigas que me procuram mesmo quando eu demoro em ligar, ou não ligo, porque sabem como eu sou e que para mim é sempre um prazer encontrá-las. Fomos num japonês novo e ficamos até que o restaurante fechou. Ela me contou sobre a crise na editora (onde ela trabalha e eu trabalhei) e de seus planos e eu lhe falei de minhas dúvidas quanto ao futuro (escrever, fazer o doutorado, etc.). Ela foi a primeira pessoa daqui a me aconselhar: eu poderia tentar ganhar uma bolsa integral de doutorado agora, até o dia 29 de outubro, e, se não a ganhasse, tentá-lo de novo em 2011. Quanto a outros amigos, ainda não os telefonei. Tenho vontade de vê-los, mas ainda não me animei (vá saber).

Estou curtindo a família. Pais, irmãos (inclusive a Rous :p), avós (fui duas vezes almoçar com minha avó da vinícola, em Sant Sadurní: um dia ela fez canelons, o outro, paella :) Estou ajudando na reforma do apartamento dos meus pais (não dos filhos, já que estamos todos fora). Está ficando uma maravilha, com uma sala muuuito espaçosa, uma biblioteca igualmente enorme, duas sacadas com chão de madeira (grandes, também: agora tudo é grande, derrubaram muitas paredes), um quarto que é meu mas meus irmãos dizem que é "de todos", com computador, notebooks, impressora, montanhas de livros, um sofá cama... Os banheiros (muitos) são a coisa mais chique, com assentos e tampas de privada que descem sozinhas :o) E a cozinha, bah!, é tipo restaurante! Tem sido muitos dias de estar aqui para abrir a porta a pedreiros, pintores, eletricistas, a decoradoras (ai, como ela é linda!). E de acompanhar minha mãe comprar objetos de decoração.

Ontem foi ótimo, fiz algo com muito, mas muito prazer: ajudei meu irmão com a edição (quase) definitiva do capítulo 2 da série "Emerson" (que logo estará no ar). Será essa minha vocação secreta?, a edição ou montagem audiovisual? Quando adolescente, eu tinha uma "mesa de edição" (isso não existe mais, hoje tudo é Mac), só que logo me cansei, não achava graça em ficar um dia inteiro trabalhando para, no fim, ter um ou dois minutos bons. Mas agora é diferente, quero ser montador! :D Fico dizendo para o Uri: corta isso; cola isso aqui; deixa eu ver de novo; para!; isso vai fora, não precisa; aumenta esse som! (Hehehe!) E ele vai mexendo super rápido no Final Cut (do programa não entendo lhufas). O local da produtora do Uri e o Gerard, Sinparpadear, que eu pensei que fosse um apartamentinho em Gràcia, é um galpãozão na Sagrera!, parece Nova York!

Andei lendo, também, é claro. Li o livro Descanse em Paz (em inglês, Wild Nights!), comprado em POA, em que Joyce Carol Oates conta os últimos dias, ou os últimos anos de vida, dos escritores norte-americanos E. A. Poe, Emily Dickinson, Mark Twain, Henry James e E. Hemingway. É fantástico, pois não são narrativas biográficas: a escritora inventa, a partir dos traços de caráter e as obras desses autores, como poderiam ter sido seus últimos dias. Poe, por exemplo, morre como operário solitário de um farol muitas milhas ao oeste da costa do Chile, em companhia de um cachorro... Li uma New Yorker. Li bastantes jornais...

Falando em jornais: como escrevi no meu "romance inacabado", "nos jornais está tudo errado". Desemprego na Espanha: 20%. Desemprego entre os jovens na Espanha: 40%. Há uma greve geral prevista para o dia 29, mas, por enquanto, apesar desse 40%, ninguém foi para a rua jogar tijolos em ninguém (os jovens sem emprego, dizem os velhos radicais, devem estar em casa vendo programas de TV). Na Catalunha, apesar da crise econômica, só se fala (como sempre, sigh!) em "questões identitárias": se a gente quer ser independente, se a gente quer formar parte de uma Espanha federal... (Depois me perguntam por que eu me auto exilei!!!) E agora essa do perigoso Sarkozy, botando os ciganos em aviões, rumo a Romênia. Como se eles não fossem cidadãos de União Européia e tivessem, por lei, liberdade de ir e vir... A comissária de Justiça da União Européia deu um tapa verbal nesse fascista, que no início só recebeu o apoio previsível do Berlusconi. Porém, um dia depois os presidentes dos 27 países da União (dos 27!) ficaram ao lado do presidente francês! :( Esta Europa dos Estados não presta, gente!

Outras coisas que andei fazendo... Mexi no iPad do meu irmão Ramon, para ver se comprava um para mim. Isso do iPad é uma loucura. Logo que chega nas lojas (e isso acontece uma vez por semana), se esgota em dois dias. Eu ainda não sei. Não gosto disso de sujar a tela cada vez que mexo no treco! Mas está sendo um baita sucesso, sem dúvida... Com o Ramon e um amigo seu também joguei basquete, domingo. Depois de uma hora, estava acabado. Mas é que no domingo era fumante! :)

Quanto ao meu futuro, como eu já previa a visita ao meu psicólogo-celebridade me ajudou (conversamos por duas horas). Continuarei escrevendo o romance e continuarei fazendo-o no Brasil, isso já estava decidido. Mas não vou tentar o doutorado já (talvez o ano que vem). A escrita é mais importante, continuar o romance é o que mais quero, e vou me virar para conseguir a grana necessária para sobreviver (me viro com pouco :). (Alguém quer aulas de espanhol? De catalão? De literatura espanhola? :)

Matei a saudade dos doces daqui, que são menos doces do que os do Brasil (ou da Argentina, ou do Uruguai). (Aqui é chantilly em vez de doce de leite, por exemplo.) Vi um jogo do Espanyol com o Uri num bar. (Quando o Espanyol perdia 2 a 0, antes do intervalo, eu já queria ir para casa, mas ele me obrigou a ficar, disse que tinha atravessado a m**** da cidade para ver o jogo comigo e não iríamos embora até o fim: fim: 4 a 0.) Visitei várias livrarias. Por prazer, mas também procurando mais exemplares do meu livrinho (Una barca, un riu, que parece que está esgotado) e a Historia de la locura de Foucault, cujo primeiro volume está esgotado mesmo (e assim não adianta comprar o segundo). Comprei novas HQ de Chris Ware e de Daniel Clowes e ganhei do meu pai El horizonte, romance de Patrick Modiano... Ah, e resgatei de minhas prateleiras Four Quartets, de T. S. Eliot, e Grande sertão..., de G. Rosa, que vou ver se tenho tempo de ler.


PS: Não importa quantos iPads são vendidos. A crise é visível, palpável. As pessoas estão tristes e estressadas, temendo ser despedidas. Muitas famílias estão sem salário nenhum, só com ajudas. Há muitos divórcios... Sempre tive motivos para preferir morar no Brasil: agora esse é mais um.

Wednesday, September 15, 2010

Água e vinho, de Egberto Gismonti

Eu conheço uma pessoa com um dom muito especial. Além do mais, toca violão e é melômana. E, além do mais, é do Espanyol. :) Ontem essa pessoa "me apresentou" ao compositor brasileiro Egberto Gismonti e à música "Água e vinho", que ouvi no seu iPhone enquanto conversávamos.

Thursday, September 02, 2010

Mestre em Letras! :D

Tchanám! Algumas fotos de ontem, dia da defesa de minha dissertação (o meu dia, segundo a Anna, que me deu força até no almoço, antes de tudo começar... :)

Agradeço muitíssimo aos amigos que assistiram à defesa, aos que ficaram conversando no bar da Famecos depois, aos que foram à Champanharia mais tarde (às três fantásticas, Anna, Josy, Paloma, que estiveram nos três lugares, sempre ao lado), aos que enviaram mensagens ou telefonaram. (E aos que tiraram as fotos!) Foi um dia muito especial, que eu não vou esquecer. Me senti muito querido e feliz, e isso... isso é o máximo.