(Versió millorada...)
Cuando mi hermana murió, lloré mucho
y me consolé deprisa. Tenía un vestido nuevo
y había maleza en el patio donde yo iba a existir.
Cuando mamá murió, tardé más en consolarme.
Tenía una perturbación recién hallada:
mis senos conformaban dos montículos
y quedé muy desnuda,
cruzando los brazos sobre mis senos lloré.
Cuando mi padre murió, ya no me consolé.
Miré retratos antiguos, busqué a conocidos,
parientes que me recordaran su habla,
su modo de apretar los labios y estar seguro.
Reproduje el encogimiento de su cuerpo
en su último sueño y repetí las palabras
que él dijo cuando toqué sus pies:
"Deja, está bien así".
¿Quién me consolará de este recuerdo?
Mis senos se cumplieron
y la maleza en que existo
es pura zarza ardiente de memoria.
Here you'll find comments and stories about my stay in Brazil; translations of Brazilian songs, poems, short stories and pieces of news; photographs. Also, some film and book reviews. In Spanish, Catalan, Portuguese and English.
Friday, February 29, 2008
Eleições
Notícia do Yahoo!:
"Los políticos Ridao, Herrera y Rivera admiten haber fumado porros." (Para quem não saiba: há eleições ao governo da Espanha no próximo dia 9.)
Isto me intriga. Qual é a relação entre ser político e ter ou não ter fumado baseado? Qual a relação entre a maconha e quaisquer eleições? Qual é o significado oculto de ter fumado maconha?
O Lula já fumou maconha?
Por que não perguntam a eles se já fizeram sexo a três???
"Los políticos Ridao, Herrera y Rivera admiten haber fumado porros." (Para quem não saiba: há eleições ao governo da Espanha no próximo dia 9.)
Isto me intriga. Qual é a relação entre ser político e ter ou não ter fumado baseado? Qual a relação entre a maconha e quaisquer eleições? Qual é o significado oculto de ter fumado maconha?
O Lula já fumou maconha?
Por que não perguntam a eles se já fizeram sexo a três???
Thursday, February 28, 2008
Cinema está cada vez pior
Jurei-me - e jurei para meu irmão Oriol - que não iria ver nenhum dos filmes indicados ao Oscar deste ano (ou similares: isto não é nada contra os Oscar). Porque é um fato: cinema está cada vez pior. Se a TV já é ruim para caramba ("57 Channels and Nothing On", cantava Bruce Springsteen há anos, e acabava fazendo explodir o televisor; eu aqui tenho 100, e é a mesma coisa), o cinema está chegando perto, e aqueles que, como eu, não têm "paciência para televisão", vão acabar não tendo paciência para ir às salas de cinema também. Voltando ao início. Jurei-me que não iria porque sabia que não seriam bons filmes, suspeitava que não seriam bons filmes. Acabei indo claro. Duas vezes. Justificação: depois do almoço, lá pelas 14:30, era isso ou dormir la siesta, e não gosto de dormir durante o dia. Vi Juno. Dei umas risadinhas durante a primeira metade do filme, mas depois me pareceu convencional e até meloso. (O Oriol escreveu que Juno "is pretty good": isso é que é "to lower one's standards", mas talvez seja o que devamos fazer...) E ontem vi No Country For Old Men. (O título até que é bonito, né? É um verso de Keats, ou Yeats...) Deus, que alguém me diga o que tem de bom esse filme. Tinha falado para meu irmão: deve ser pior do que Million Dollar Baby (que também ganhou o Oscar); mas no fundo pensava que podia ser legal. E estava a fim de ver ao Bardem. Bom: depois de meia hora estava querendo que aquilo acabasse, não sabia como me colocar na poltrona, só não sei por que não saí antes da hora. Não fiquei chateado, não, porque o erro foi meu. Minha culpa ter perdido duas horas. Já em casa, fui procurar as críticas no Rotten Tomatoes. Todo o mundo falando maravilhas, inclusive o Scott. Todo o mundo? Não! Meu segundo crítico favorito, Anthony Lane, também não gostou. Ele escreveu: "I found myself in the same predicament with the film as with the book - approaching both in a state of rare excitement, yet willing myself, all too soon, to be more engaged than I actually was". Que no meu português significa: Tédio (Com um T bem grande para os Coen). En fim. A única alegria que o cinema tem me dado ultimamente é o Urso de Ouro à Tropa de Elite. Não percam, lá na Europa.
Wednesday, February 27, 2008
Cidade Baixa (O filme)
Bom, já estou familiarizado com os seios da Alice Braga, huahau hauhaua! Vi ontem Cidade Baixa (em inglês, Lower City), de Sérgio Machado, e tive a sorte que meu laptop não resolveu se desligar em momento nenhum. Gostei. Não tanto quanto esperava, mas é que eu sou muito exigente, e quando o filme estava em cartaz, e eu já queria muito assistir, tinha lido críticas excelentes... Gostei muito da personagem dela, que está ótima, mas não acreditei muito na(s) história(s) de paixão. Não acho que role bastante "química" entre ela e as personagens do Lázaro Ramos e o Wagner Moura. Não sei não. (E essa barriga de cerveja do Wagner? Que coisa menos sexy!) Mas gostei de ver essa parte de Salvador que eu não conhecia, embora algumas coisas as conhecesse, sim, como o mercado ou feira de São Joaquim, ou esses meninos se jogando na água desde o cais ao lado do Mercado Modelo (isso só sai nos créditos finais). Gostei da imagem, da montagem, da música... E fiquei meio desapontado com o desfecho da história. Ah!, e o que mais me interessou foi ver como é hoje em dia essa antiga relação de marinheiros com prostitutas. Essas viagens das prostitutas até os barcos ancorados na bahia, em vez dos românticos passeios dos marinheiros pelos sujos cais dos portos...Mas, voltando à Alice Braga (sobrinha da Sônia Braga). Eu tinha comprado a revista Bravo! de fevereiro, que por acaso inclui uma reportagem sobre ela. Li-a ontem depois de ver o filme. Alice está triunfando em Hollywood. Fez quatro filmes em um ano, e é a brasileira que, depois da Carmen Miranda, triunfou mais rápido lá. E tudo porque A. O. Scott, do New York Times, falando sobre Cidade Baixa escreveu: "Ela faz o filme".
E Alice continua me perseguindo, porque soube hoje, lendo a Zero Hora, que numa curta-metragem titulada Rummikub que o Jorge Furtado fez para a Internet em 2007 (não sei ainda se dá para ver), aparecem como protagonistas o filho dele, Pedro Furtado, amigo da Gabriela, e... adivinhem quem. Dá para dizer que o Jorge escolhe bem as contracenantes do filho, haha!!! Eu, se não me lembro mal (a encefalite apagou algumas coisas...) até já joguei Rummikub com o Pedro, mas a Alice não estava lá, pena! :))))
Tuesday, February 26, 2008
Anna Karénina
Finalmente acabei de ler esse longo, grande romance de Tolstoi com que meu irmão Oriol me presenteou no Natal. Demorei muito, e li-o aos trancos e barrancos (houveram coisas mais interessantes no meio: Barcelona, os amigos, o Carnaval,...), e por isso, desde já, digo que não sei se minhas impressões são muito confiáveis...Comecei a leitura emocionado, sem poder parar, achando o livro algo semelhante a uma boa novela de TV (em espanhol, culebrón) -dessas que, segundo alguns cronistas de jornais brasileiros, não existem mais. Reparei no jeito em que Tolstoi usa as expressões faciais e corporais mais sutis para fazer as personagens "falarem", e reparei também no uso das repetições, essa coisa proibida nas oficinas de criação literária: repetição não só de palavras, senão inclusive de expressões no mesmo parágrafo. (Isso não é da tradução espanhola: segundo a revista New Yorker, foi feita há pouco uma ótima tradução ao inglês de Guerra e paz que respeita essas repetições, que haviam sido eliminadas, "corrigidas" pelos tradutores ou editores de versões anteriores.) E vi como Tolstoi vê todas as personagens com o mesmo respeito, todas as ações como compreensíveis, normais, "humanas". E há no livro grandes descrições, por exemplo nas cenas de caça.
Mas... estava querendo acabar esse livro porque tinha uma filona de livros que, se não melhores, certamente iam ser mais frutíferos para mim, tanto no sentido de me dar prazer, quanto de me dar conhecimento (porque os livros servem também, sim, para conhecer um pouco melhor as pessoas e o nosso mundo). O problema com Anna Karénina é que muitas das questões morais apresentadas, convenções, etc. não existem mais, ou existem mas adquiriram outras formas; e, assim, os assuntos centrais do livro ficam meio ultrapassados... Há pouco, com as leituras de seleção ao mestrado, voltei ao costume de marcar passagens, e neste livro, de quase 1.000 páginas, marquei apenas umas dez (muitas mais, é verdade, no final do livro, nos capítulos em que a personagem de Lievin -para alguns alter ego de Tolstoi- fica mais introspectiva). Sendo que quando li Proust na faculdade marcava quase tudo. Para comparar Tolstoi com outro grande escritor do século XIX, eu diria que os romances de Machado de Assis, por exemplo, são muito mais "modernos", têm mais a dizer ao leitor de hoje.
E mais uma: por que Anna Karénina? Anna não é a personagem principal! Há cinco ou seis personagens tão importantes quanto ela! Lievin é mais importante e a ele são dedicadas mais páginas! E é só um dos amigos do irmão de Anna!
El agua según Melville
He encontrado, en un ensayo sobre Melville y Moby Dick (E. L. Doctorow, Creadores), una posible explicación de por qué a algunos nos atrae tanto el mar -o, cuando no lo hay, los lagos y ríos, o hasta las fuentes. Yo, aquí en Porto Alegre, estoy pagando demasiado por mi apartamento... simplemente porque está cerca del río. Dice así:
Melville, ya en el primer capítulo, "Espejismos" [el título ya es parte de la "explicación"...], menciona a hombres en los muelles de Manhattan [¡en Manhattan también me escapaba siempre a ver el río!] absortos en "sueños oceánicos" y aduce la atracción narcisista [ay, ay] ejercida por ríos, lagos y mares, relacionándolos con el agua como "imagen del fantasma inasible de la vida".
Melville, ya en el primer capítulo, "Espejismos" [el título ya es parte de la "explicación"...], menciona a hombres en los muelles de Manhattan [¡en Manhattan también me escapaba siempre a ver el río!] absortos en "sueños oceánicos" y aduce la atracción narcisista [ay, ay] ejercida por ríos, lagos y mares, relacionándolos con el agua como "imagen del fantasma inasible de la vida".
Sunday, February 24, 2008
Sonhei que estava na Bahia
Hoje, pouco antes de acordar, sonhei que estava na praça Castro Alves, caminhando em direção à amurada, e, em chegando lá, levava as mãos aos lados dos olhos para protegê-los do forte sol. Então, olhando a Bahia de Todos os Santos, falava: "Que linda bahia!". Sendo que essas palavras cheguei a pronunciá-las.
Perspectiva aérea
Voltando um momentinho à Espanha.
Impressionou-me como meu admirado irmão Ramon recriou, neste auto-retrato fotográfico (ele é fotógrafo), a perspectiva aérea que inventou Velázquez -também admirado, mas nem tanto. :)
Impressionou-me como meu admirado irmão Ramon recriou, neste auto-retrato fotográfico (ele é fotógrafo), a perspectiva aérea que inventou Velázquez -também admirado, mas nem tanto. :)
Saturday, February 23, 2008
Wednesday, February 20, 2008
Show da Rebeca Matta no TCA, 19 de fevereiro de 2008
Para Rose.
Monday, February 18, 2008
Traduccions de Brasil 43 (del poema "Leitura", de Adélia Prado)
(...)
Siempre sueño que una cosa genera,
nunca nada está muerto.
Lo que no parece vivo, abona.
Lo que parece estático, espera.
Siempre sueño que una cosa genera,
nunca nada está muerto.
Lo que no parece vivo, abona.
Lo que parece estático, espera.
Ressaca de Carnaval
Neste primeiro vídeo, um bloco de mulheres velhas fantasiadas com vestidos feitos com papel e alumínio de embalagem (de cerveja, café, bolachas, etc.) desfila pelo Pelourinho no dia da "Passarela da Alegria Pernambuco-Bahia":
Neste segundo vídeo, detalhe da decoração carnavalesca do Pelourinho:
PS: Ontem foi a vez do show (gratis) de Alceu Valença, músico pernambucano, no Largo do Pelourinho. Nunca estive em show tão lotado, não dava para mexer um pé. Talvez por isso não curti muito as músicas, ou talvez porque não as conhecia, só tinha ouvido falar no cantor.
Neste segundo vídeo, detalhe da decoração carnavalesca do Pelourinho:
PS: Ontem foi a vez do show (gratis) de Alceu Valença, músico pernambucano, no Largo do Pelourinho. Nunca estive em show tão lotado, não dava para mexer um pé. Talvez por isso não curti muito as músicas, ou talvez porque não as conhecia, só tinha ouvido falar no cantor.
Saturday, February 16, 2008
Menina, Céu, Rosa
Criança aqui é muito ligada. Uma menina de uns cinco anos, bonitinha, de cabelo afro (isso quer dizer alguma coisa?) e diadema, estava olhando um banco de peixes sentada junto à borda da escuna que levava à gente de volta do Forte São Marcelo. Quem parecia ser sua tia, tão entusiasmada quanto ela, falou para outra mulher, sentada no centro do barco: "Vem ver os peixiiiinhos!". E esta falou: "Cê é que nem criança...!". E aquela: "Cê tá vendo o que está atrás de você?". E antes de eu me virar para ver o que era isso, a menina bonita falou: "Ó, salvavidas!".
Ontem foi a noite de Céu. Show na Concha Acústica, espaço maravilhoso, não temos nada parecido com isso para música popular em Barcelona, e até a cantora ficou impressionada. Ela é paulista, e seu primeiro CD teve um grande sucesso, há tempos via-o em todas as lojas, mas eu não sabia mais nada. Foi, segundo o Ronaldo, um show nota 10 (segundo eu também, mas eu só me sinto capaz de opinar sobre as letras; quanto à música, fico naquela coisa simples de gosto/não gosto...; posso opinar sobre ela: achei-a linda, simpática e carismática, e meio palhaça). Ronaldo acha que, das banda da Bahia ou das que vieram aqui, são duas as fortes: a da própria Céu e a de Mariane de Castro, que "agitam sem precisar muito das cantoras". Deve ser verdade, porque a intensidade nunca diminuiu, e o público não deixou de dançar nem quando a cantora sumiu atrás do palco. Esta é uma das músicas que a gente ouviu, Ave Cruz (de um show no Rio, mas parece o show de ontem):
E esta é a foto que eu pedi à Rosa num post anterior: uma foto onde desse para ver seu olhar de cobra. Bom, ela me enganou, mandou uma foto onde aparece bonita. Não que ela não seja bonita quando lança esse olhar, mas este não é seu olhar de cobra... (Já viu uma cobra sorrindo?!?)
Ontem foi a noite de Céu. Show na Concha Acústica, espaço maravilhoso, não temos nada parecido com isso para música popular em Barcelona, e até a cantora ficou impressionada. Ela é paulista, e seu primeiro CD teve um grande sucesso, há tempos via-o em todas as lojas, mas eu não sabia mais nada. Foi, segundo o Ronaldo, um show nota 10 (segundo eu também, mas eu só me sinto capaz de opinar sobre as letras; quanto à música, fico naquela coisa simples de gosto/não gosto...; posso opinar sobre ela: achei-a linda, simpática e carismática, e meio palhaça). Ronaldo acha que, das banda da Bahia ou das que vieram aqui, são duas as fortes: a da própria Céu e a de Mariane de Castro, que "agitam sem precisar muito das cantoras". Deve ser verdade, porque a intensidade nunca diminuiu, e o público não deixou de dançar nem quando a cantora sumiu atrás do palco. Esta é uma das músicas que a gente ouviu, Ave Cruz (de um show no Rio, mas parece o show de ontem):
E esta é a foto que eu pedi à Rosa num post anterior: uma foto onde desse para ver seu olhar de cobra. Bom, ela me enganou, mandou uma foto onde aparece bonita. Não que ela não seja bonita quando lança esse olhar, mas este não é seu olhar de cobra... (Já viu uma cobra sorrindo?!?)
Friday, February 15, 2008
Vista de Salvador desde 1695 até hoje
(As fotos antigas foram tomadas sem problemas -estava permitido fotografar- no Museu Arqueológico.
Já a atual... Quando acabei de tirar umas fotos de um pescador que estava jogando sua rede no porto e me virei, deparei-me com o olhar fixo de um cara que, parado a um metro de mim, fardado de verde e usando boina, sustinha uma metralhadora com ambas as mãos. "Como o senhor entrou aqui!" Pelo que parece, sem eu saber e sem que ninguém tivesse reparado em mim quando passei pela guarita de entrada (acho que foi isso o que incomodou mais o soldado: a "distração" dele), estava em uma área reservada da Marinha do Brasil. Mas tudo se resolveu bem. ;)
Thursday, February 14, 2008
Trinta e três

Largo de Santana, Rio Vermelho, Salvador. Onde a gente se conheceu há quase cinco anos.
Rose, Rosa, Eliana, Ronaldo e eu.
Quem sabe amanhã encontre as palavras para definir como eles me fizeram feliz essa noite...
A noite começou com o Ronaldo e eu tomando cervejas. Várias. Eu já tinha comido um acarajé, ele também comeu um quando chegou. Conversamos um monte, enquanto uma banda de jovens ia se preparando para tocar. Nos disseram que iam tocar reggae, e que todos eram argentinos, menos a menina, que era portoalegrense. Ela falou que tinha morado na Cidade Baixa (de POA), mas que agora não tinha um lugar de residência fixo. Rodava o mundo junto com a banda. A Rose apareceu lá pelas 9, e depois chegaram a Eliana e a Rosa. A Rosa chegou com um bolo imenso de chocolate, e vinha direto do shopping onde ela trabalha. Gostei muito de ver a mulher de olhar de cobra :p aparecer com esse bolo, porque na verdade eu não tinha certeza se a Eliana e a Rosa iam vir. Mas elas são também minhas amigas, mesmo não participando dessa troca de e-mails tão longos e freqüentes que existe desde há tanto tempo entre a Rose, o Ronaldo e eu. Essa troca, e a sinceridade, e a amizade, é o mais importante. Mas, sendo meu aniversário, eu também ganhei presentes. O presente da Rose eu já o tinha ganho uma noite em que fomos jantar: o terceiro CD da Rebeca Matta (Rosa Sônica) e uma foto-cartão. (A Rose é uma grande escritora de cartões com frases dela, eu invejo a coleção que o Ronaldo tem.) O Ronaldo me deu uma caneta única da loja LDM, um protótipo, numa linda cor vermelha (fizeram uma série de canetas promocionais cor de rosa, mas o Ronaldo acha elas cafonas). (Espero que seu chefe não acesse este blog.) Mas do Ronaldo eu já tinha ganho também tantos livros! Entre os que eu trouxe e os que ele me deu, meu quarto no albergue parece uma biblioteca. E, na noite anterior a essa, ainda me deu dois colares, um com as cores dos orixás (ou seja, todas as cores), e um com as cores dos Filhos de Ghandy (azul e branco; essa eu vou poder levar para os jogos do Espanyol em Barcelona...). A Eliana me deu uma caneca muito linda porque sabe que eu gosto muito de café. E a Rosa, uma cueca comprida de cor azul escura, muito linda também, que eu estou usando como pijama (até agora eu dormia pelado: está um calorão). (Parentese: estou escrevendo no albergue, e na frente fica a escola do Olodum; mas agora, em vez de timbais, da rua chega o som da Legião Urbana :) Cortei o bolo, pedi um desejo, e a gente o devorou (vejam a foto da Rose! :p). Bebemos, conversamos um monte, rimos um monte, principalmente com as frases e as caras "sérias" do Ronaldo e a Rosa, ambos capazes dos mais inesperados comentários, brincalhões, e fomos embora quando na praça, que no início da noite estava lotada, quase não restava ninguém... ("E é só você que tem a cura de meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo o que eu ainda não vi...")
Wednesday, February 13, 2008
Relax
Algumas pessoas em Salvador dizem assim: em vez de "obrigado", "paz e amor".
-Paz e amor!
-Paz e amor.
-Paz e amor!
-Paz e amor.
Tuesday, February 12, 2008
Traduccions de Brasil 42 (Caos, de Rebeca Matta)
Hay siempre una risa, un riesgo,
un minuto diferente en el tiempo
que trae en la mirada un brillo, un movimiento.
Refleja el sol,
que refleja el caos,
refleja el cielo.
Sólo hay un modo de vivir,
con el pecho y el alma desnudos.
Ahí afuera hasta puede llover.
A veces
está frío y oscuro,
pero aquí dentro tiene que haber sol,
aquí dentro tiene que ser día.
un minuto diferente en el tiempo
que trae en la mirada un brillo, un movimiento.
Refleja el sol,
que refleja el caos,
refleja el cielo.
Sólo hay un modo de vivir,
con el pecho y el alma desnudos.
Ahí afuera hasta puede llover.
A veces
está frío y oscuro,
pero aquí dentro tiene que haber sol,
aquí dentro tiene que ser día.
Monday, February 11, 2008
Presente da Gabriela

Este é o presente que eu ganhei da Gabriela. Ela diz que é um cartão de aniversário com "influências clotildeanas". :) Eu vejo, também, influências torres-garcianas. :)) E viram essa coisinha na bandeira da Espanha, substituindo o feio escudo? Isso é um Tàpies. :))) A Gabi é uma artista. (Pena que não quer que poste seus quadros...)
E ela (tu, linda, que acompanha sempre meu blog) me deixa =)
Mais uma noite boa no Rio Vermelho
Ontem o Ronaldo, a Rose e eu comemos beiju no largo de Santana, no Rio Vermelho, onde a gente se conheceu... cinco anos atrás. Beiju é feito que nem crèpe, só que a massa é de farinha de tapioca. E depois de experimentá-lo pela primeira vez (eu, de presunto e queijo; eles de queijo e banana) posso dizer que, onde tiver beiju, ninguém precisa de crèpe. É uma coisa muito, mas muito boa...
Depois ficamos sambando num bar. Na verdade, na terraza dum bar. Cheio de meninas bonitas e alguns meninos. Voltando do balcão, onde fui pedir umas cervejas, ganhei um "gostoso!" dum maluco, na orelha, que quase me fez pular. O Ronaldo ganhou um belisco na bunda, também dum garoto. E a Rose, olhares maliciosos de algumas das meninas que nos cercavam. Sem saber, estávamos num bar GLS, de gays, lésbicas e simpatizantes. Tudo bem, nada contra, só que a gente não sabia. O nome da banda?: Samba de Mulher. A música que a banda, composta só por mulheres, claro, cantou no final?: "Samba é pra mulher só, samba é pra mulher só, samba é pra mulher só".
Depois ficamos sambando num bar. Na verdade, na terraza dum bar. Cheio de meninas bonitas e alguns meninos. Voltando do balcão, onde fui pedir umas cervejas, ganhei um "gostoso!" dum maluco, na orelha, que quase me fez pular. O Ronaldo ganhou um belisco na bunda, também dum garoto. E a Rose, olhares maliciosos de algumas das meninas que nos cercavam. Sem saber, estávamos num bar GLS, de gays, lésbicas e simpatizantes. Tudo bem, nada contra, só que a gente não sabia. O nome da banda?: Samba de Mulher. A música que a banda, composta só por mulheres, claro, cantou no final?: "Samba é pra mulher só, samba é pra mulher só, samba é pra mulher só".
Sunday, February 10, 2008
Campions!
14 anys després de guanyar la Copa d'Europa, i 11 anys després de guanyar l'última Copa del Rei...
... Campions de la Copa del Rei 2008!
Gràcies Rudy, Gràcies Penya!!!
El meu primer, bé, segon, regal d'aniversari, amb un dia d'anticipació.
Felicitats al papa, a l'Uri, al Jorge, a tota la ciutat de Badalona, a tothom a qui li agrada el bàsquet.
Visca la Penya, i Visca Badalona!!!!!!!!
... Campions de la Copa del Rei 2008!
Gràcies Rudy, Gràcies Penya!!!
El meu primer, bé, segon, regal d'aniversari, amb un dia d'anticipació.
Felicitats al papa, a l'Uri, al Jorge, a tota la ciutat de Badalona, a tothom a qui li agrada el bàsquet.
Visca la Penya, i Visca Badalona!!!!!!!!
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