Wednesday, January 30, 2008

Debaixo d'água




"Bajo el mar", de mi amiga y super maquetista diseñadora gráfica dibujante Mercè Montané.

(Sin palabras.)

(Sólo: :o)

Monday, January 28, 2008

Traduccions de Brasil 40 (Debaixo d'água, de A. Antunes)



Esta canción es para Elvi y Mercè y todos mis amigos. No hagáis caso del vídeo, no es el oficial y hay unas imágenes de El Señor de los Anillos que no vienen a cuento. Pero la música es bonita y la letra también, Arnaldo es un poeta. (Literalmente: es músico, pero también poeta, escritor, artista plástico...) Y su voz es la más grave y más chula. :) (Canción enviada por Rose.)


Bajo el agua todo era más bonito
Más azul más colorido
Sólo faltaba respirar

Pero había que respirar

Bajo el agua formándose como un feto
Sereno confortable amado completo
Sin suelo sin techo sin contacto con el aire

Pero había que respirar
Cada día
Cada día, cada día
Cada día
Cada día, cada día

Bajo el agua por encanto sin sonrisa sin llanto
Sin lamento y sin saber cuanto
Ese momento podía durar

Pero había que respirar

Bajo el agua se quedaría para siempre estaría contento
Lejos de toda la gente para siempre
En el fondo del mar

Pero había que respirar
Cada día
Cada día, cada día
Cada día
Cada día, cada día

Bajo el agua protegido a salvo fuera de peligro
Aliviado sin perdón y sin pecado
Sin hambre sin frío sin miedo sin ganas de regresar

Pero había que respirar

Bajo el agua todo era más bonito
Más azul más colorido
Sólo faltaba respirar

Pero había que respirar
Cada día

Friday, January 25, 2008

Um arrebatamento

1. Lembro que algum professor de filosofia nos disse no liceu, há séculos, ou talvez fosse um filósofo quem o escrevera, que as perguntas da filosofia reduziam-se a três: que é o homem, que é o mundo, que é deus. Nenhum dos filósofos que estudamos, então ou depois, na faculdade, chegava a responder essas perguntas, embora alguns deles -nós achávamos- chegassem perto. Mais perto chegavam, porém, alguns romancistas.

2. Poucas obras escritas em português estão traduzidas ao espanhol ou ao catalão, cujas culturas respectivas estão longe de poderem ser comparadas com a inglesa, a francesa ou a alemã. Mas hoje encontrei uma grande obra da literatura em português, e sendo que a tradução era boa, comprei dois exemplares para dar de presente: um, à minha mãe; outro, a uma amiga que está de aniversário. E nesse livro -enorme livro- aparece, na contracapa, atrás de um mar de elogios, um trecho que tem muito a ver com o escrito no ponto 1. Quem somos nós? Não é, esse trecho, uma maravilhosa aproximação à resposta? Só é preciso estar meio familiarizado com a literatura em português para reconhecer o autor ou a obra, mesmo estando o trecho em catalão. Mas isto não é um quiz, é só para curtir. (Tradução de M. L.)


-En fi, resignació. Almenys hem dilucidat la teoria definitiva de l'existència. És cert, no val la pena fer cap esforç, córrer al darrere de res...
Ega, al seu costat, sense alè, va afegir, estirant al màxim les seves primes cames:
-No, ni de l'amor, ni de la glòria, ni dels diners, ni del poder...
A la llunyania, a la foscor, la llanterna vermella del tramvia es va detenir. I una esperança, un arravatament els va dominar:
-Encara l'agafem!

Thursday, January 24, 2008

Psicopatas

O Ronaldo passou-me este exercício para comprovar se eu era psicopata e poder ficar tranqüilo comigo (na verdade: "Teste psicológico americano para o reconhecimento de serial killers"). Eu dei negativo, sou legal. Então, eu resolvi traduzi-lo ao espanhol, para saber se eu tinha amigos psicopatas. Meu irmão deu também negativo, ainda bem. MAS, as três primeiras respostas recebidas, até agora únicas, deram positivo. Três mulheres. Tenho três amigas psicopatas e estou assustado.

O exercício-pergunta era este aqui:

Uma garota, durante o funeral de sua mãe, conheceu um rapaz que nunca tinha visto antes. Achou o cara tão maravilhoso que acreditou ser o homem da sua vida. Apaixonou-se por ele e começaram um namoro que durou uma semana. Sem mais nem menos, o rapaz sumiu e nunca mais foi visto. Dias depois, a garota matou a própria irmã.
Questão: Qual o motivo da garota ter matado sua própria irmã?


Se quer saber se você é psicopata, pense antes de continuar lendo.

Resposta:



...


Ela matou porque esperava que o rapaz pudesse aparecer novamente no funeral de sua irmã.


Sabendo que eu tenho no mínimo três amigas psicopatas, o Ronaldo falou que eu me mandasse logo daqui, que fosse logo para o Brasil e chamasse a polícia para prender essas doidas. E ainda diz não confiar totalmente na minha resposta negativa. Diz que eu posso estar fingindo e que vai ficar de olhos em mim. E logo depois me conta sua resposta, para me demonstrar que ele sim é um cara legal. Com a mente sã. A história é tão complicada que quase não dá para entender, e eu tive que fazer uns desenhinhos. Vai primeiro a história, e depois meus desenhinhos, com notas em espanhol. Quem não souber português, não se preocupe, eu também não entendi bem a história louca do meu amigo até passá-la ao papel.

É assim:

A irmã assassina tinha conhecido o cara 1º e que ele é filho da melhor amiga da mãe dela. A mama dele ñ foi ao enterro pq estava muuuito dodoi, então ele foi representando ela A irmã assassina conheceu ele e ficaram no dia seguinte, ele é claro se aproveitando da fragilidade dela,(muier são tão fáceis nessa hora) mas ai na verdade verdadeira ele começou a gostar da irmã dela (que podia ou ñ ser uma pirigueti la da Pituba) A irmã assassina ficou tempos sem saber deste romance da irmã (futura) assassinada, uma corna ceeeeega, isso sim! Bien, passando dias, semanas, meses, anos (tu escolhe) a irmã assassina descobre o love deles dois, brigam os 3 - ele some da vida das 2 - 1 dia desse ele volta, + ñ fala e nem procura a irmã assassina - se explica com a irmã assassinada - e vai embora para sempre PAUSAS PARA OS COMERCIAIS
* * * * * * *
Com um tempo a irmã assassinada fica com um carinha (espanhol, eu acho) a irmã assassina ñ conhece o cara e fica achando que sua irmã (a assassinada) voltou com o seu ex, pois a (pirigueti ou não) esta muuuuuito feliz A irmã assassina se revolta - começa a beber - começa a fumar maconha - começa a usar estasy - começar a escutar o pagode baiano e ir a show de arrocha - começa a falar sozinha - fala com um traficante do Engenho Velho da Federação e compra uma pistola - Dia seguinte gasta todo cartão de crêdito - Sa
i do emprego - Queima o carro e a casa junto com a coleção completa de STAR WARS e os 4 cd's da REBECA MATTA (4 pq ela ganhou um inédito de presente da própria q era sua ex colega de classe) - Compra meias calças e gorros e luvas la na Paulistinha do Iguatemi e depois distribui para os pobres - Ah sim, da uma boa gorjeta a CAIXA da loja - Quebra peças valiosas em vários museus e diz q "nada é arte, tudo é merda!" - Vai até o prédio da irmã assassinada, que mora na Pituba e diz pelo interfone que quer conversar seriamente com ela - Ela entre - Ela tira da bolsa Dolce & Gabana a tal pistola do negão traficante do Engenhovelho - BANG BAND BANG POW (esta foi bala de festim, o traficante enganou ela, so podia ser do Engenho Velho né, ou povinho sem honra) - Pronto, a irmã assassinada TA assassinada - Ela sai do prédio atirando pra tudo quanto é lado mas ñ mata ninguém (se lembra q é bala de festim?), esperando ser presa mas como aki no Brasil nunca tem policial por perto quando precisamos (vai ver é por causa do sol né, tava muito calor neste dia, coitadinhos deles, com aquela roupa né). Ela decide então fazer uma loucura VAI AO ENSAIO DO PSIRICÚ la na Cruz Caida E com tempo enterra a irmã, e ele NÃO aparece





Entenderam? NÓS NÃO ESTAMOS LOUCOS!!!!!!!!

Monday, January 21, 2008

Batido de chocolate Tri bueno



Eu não queria, mas meu irmão Ramon converteu-me em garoto propaganda de uma nova marca de achocolatado. O Toddynho já era, gente.

Traduccions de Brasil 39 (Língua, de Caetano Veloso)



Me gusta sentir mi lengua rozando la lengua de Luís de Camões
Me gusta ser y estar
Y quiero dedicarme a crear confusiones de prosodia
Y una profusión de parodias
Que acorten dolores
Y roben colores como camaleones
Me gusta en la persona Pessoa
La rosa en Rosa
Y sé que la poesía es a la prosa
Lo que el amor a la amistad
¿Y quién negará que ésta es superior?
Y deja que los Portugales se mueran a leguas
"Mi patria es mi lengua"
¡Habla Mangueira! ¡Habla!
Flor del Lacio Sambódromo Lusamérica latín en polvo
¿Qué quiere?
¿Qué puede esta lengua?

Vamos a atentar contra la sintaxis de los paulistas
Y el falso inglés relax de los surfistas
¡Seamos imperialistas! ¿Dónde están? ¡Seamos imperialistas!
Vayamos en la bici de la dicción choo-choo de Carmem Miranda
Y que Chico Buarque de Holanda nos rescate
Y –jaque mate– nos explique Luanda
Oigamos con atención los "deles" y "delas" de la TV Globo
Seamos el lobo del lobo del hombre
Lobo del lobo del lobo del hombre
Adoro los nombres
Nombres con ã
De cosas como "rã" e "ímã"
Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã
Nombres de nombres
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso y Arrigo Barnabé
y Maria da Fé

Flor del Lacio Sambódromo Lusamérica latín en polvo
¿Qué quiere?
¿Qué puede esta lengua?

Si tienes una idea increíble es mejor hacer una canción
Está probado que sólo es posible filosofar en alemán
Blitz quiere decir chispa
Hollywood quiere decir Azevedo
Y el Recôncavo, el Recôncavo, el Recôncavo mi miedo
La lengua es mi patria
Y yo no tengo patria, tengo matria
Y quiero fratria
Poesía concreta, prosa caótica
Óptica futura
Samba-rap, chic-left con banana
(– Será que ele está no Pão de Açúcar?
– Tá craude brô
– Você e tu
– Lhe amo
– Qué queu te faço, nego?
– Bote ligeiro!
– Ma’de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado!
– Ó Tavinho, põe camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!
– I like to spend some time in Mozambique
– Arigatô, arigatô!)
Cantamos y hablamos con envidia de los negros
Que sufren horrores en el gueto de Harlem
Libros, discos, vídeos a manos llenas
Y deja que digan, que piensen, que hablen

Saturday, January 19, 2008

O pulso



Esta é para meu amigo Ronaldo, estudante de radiologia. Minha mão direita. Pensei que talvez aparecesse (sei, sou burro mesmo...) a fita do Nosso Senhor do Bonfim da Bahia, que ganhei dele e da Rose no Carnaval do ano passado. Bom, podem acreditar: ela continua aqui, no meu pulso. E o pulso ainda pulsa. E os desejos estão se realizando. Todos.

Tuesday, January 15, 2008

The Inheritance of Loss

In this book I found some truths about the lives of ordinary people living in poor and troubled countries (north-eastern India) and of immigrants taking low paid jobs in cities like New York. I put it down once, but I'm glad I picked it up again and read until the end.



In the middle I read L'edifici Iaqubian, by Alaa Al Aswani, about a group of people living in the same building in Cairo (also poor people suffering). The Catalan language used by the translator is richer and more correct than that of most Catalan writers. (Now I think this is something my friend Josep said; I just agreed.)

Monday, January 14, 2008

Ninguna patata es ilegal

2008 no es el año de la Rata. Es el Año Internacional de la Patata (ONU).

Algunos datos sobre la patata:

- Nombres: patata, papa (nombre original, quechua), batata, potato (que Bush no sabe deletrear), pomme de terre (el más estúpido y cursi), Kartoffel...

- La historia del famoso tubérculo comenzó hace 8.000 años cerca del año [sic] Titicaca, en plena cordillera de los Andes, en la [¿actual?] frontera de Bolivia y Perú. (El País, lunes 14 de enero del año de la patata.)

- "Una patata mediana contiene cerca de la mitad de la ingesta diaria recomendada" (misma fuente). Así, se puede vivir comiendo dos patatas al día (o una grande).

- Cuando llegó de Perú, los pijos europeos de la época no la comían: la daban de comer "a los indigentes y a los cerdos" (admiraban, eso sí, sus florecitas, en forma de estrella).

- Es el cuarto alimento más consumido del mundo. (Después del arroz, el pollo y la po... los huevos.)

- La papa negra es pariente de la papa andina. (?)

- La patata llegó a España en 1526, pero se expandió por Europa a través de Francia, Alemania e Irlanda, donde fue comida de ejércitos ("¡a pelar patatas!") y alimento para paliar hambrunas. (Cuando yo iba a Irlanda todavía se comían muchas patatas, allá por los años pre boom.)

- Existe una Teoría del Origen Múltiple de la Patata sustentada en "el parecido morfológico de diferentes especies silvestres, y otros datos" (la cursiva es mía). (Fuente: Universidad de Wisconsin.)

-Los chilenos han criticado ambas teorías y afirman que la patata existía en Chile seis milenios antes que en Perú. (Fuente: A. Contreras Méndez, Universidad Austral de Chile.) La respuesta peruana no se ha hecho esperar: "El Canciller Oscar Maúrtua ha enfatizado que la papa es peruana".

- Las papas más comidas y más nocivas son las de la cadena de restaurantes McDonald's. (Fuente: un video de youtube.)

- La patata contiene sustancias tóxicas en sus partes verdes [sic]. (Fuente: Wikipedia.)

- Sobre su superficie existen "ojos". Y, además, orificios que permiten la respiración. (Fuente: Wikipedia, Wikipedia.)

- En Perú tienen contabilizadas 3.840 variedades de papas. Algunas con dibujitos en el interior (muy apreciadas por la nouvelle cuisine).

- Se dice que los incas comían las papas con cáscara porque creían que pelarlas provocaba en ellas un terrible llanto.

- La Unión Europea prohíbe su importación. "Europa tiene sus puertas cerradas a la preciosa variedad de papas andinas". (Fuente: El País.) (Los inmigrantes -ninguna persona es ilegal- deberían entrar en Europa cruzando el mar en patatas.)

- La ONU ha creado una página web para la patata: www.potato2008.org (la dirección me hace pensar en las próximas elecciones americanas). También existe el Centro Internacional de la Papa en Lima: el Cipote. No, no, es broma. Aquí: Cipotato.

Feliz Año de la Patata.

Tuesday, January 08, 2008

Saudade da Legião



(Serve para aprender português.)

(Dá vontade de apertar quem dedica tanto tempo a fazer esses desenhos.)

Monday, January 07, 2008

Viva España

Esto es lo primero que se ve al abrir el nuevo pasaporte español. Símbolo de la España Imperial. Cómo si estuviéramos en el siglo XVI. Patético.

Ahora sí que me llamarán imperialista colonialista cabrón.

Friday, January 04, 2008

The Invention of Words

Engraçado. O tsc, tsc português, que há tempo eu aprendi da Rose*, também existe em inglês, é tsk, tsk. E até virou verbo: to tsk-tsk. Como nesta frase de The Inheritance of Loss: "The nuns tsk-tsked because they knew Sai was a special problem". Adoro o inglês.

*Descrição da Rose: "Tsctsctsc. Já esse aí não é tão fácil de explicar sem ouvi-lo. Mas eu vou tentar. É um barulhinho que se faz com a boca quando se pretende expressar uma espécie de reprovação. Exemplo: uma amiga me liga e diz: Rose, transei sem camisinha com o maluco do Tiago. Aí eu faço uma cara de reprovação e digo "tsctsc, você enlouqueceu, é?". Esse negócio é usado em outras situações também, principalmente quando algo chateia, quando não conseguimos fazer alguma coisa que queríamos; é como um resmungo sem uma frase clara. Eu não sei se você entendeu bem. Seria bom escutar o som do tsctsc. Todo mundo faz isso.

PS: Como eu não ia entender, com essa maravilha de descrição?

Tuesday, January 01, 2008

Away From Her

Después de ver algunas películas, muuuuuuuuuuuy raras veces (porque muy raras veces se ven esas películas), me quedo sin poder decir nada, y por eso en esos casos voy solo al cine. "Pido ver películas que me intriguen, me desconcierten, me emocionen y me hagan salir del cine en un estado mental distinto del que tenía al entrar", escribía Isabel Coixet el domingo. Cuando lo leí me pareció cursi, pero ya no, no porque he visto Away From Her, la película de su amiga y actriz -ahora directora- Sarah Polley, que es seguramente la que Coixet tenía en mente cuando escribió ese deseo para 2008...

PS: A. O. Scott escribe: "I can't remember the last time the movies yielded up a love story so painful, so tender, so true". Hago mías las palabras de mi crítico favorito. Yo pensé que tal vez nunca había visto en el cine una prueba de amor tan grande (la del protagonista, interpretado por Gordon Pinsent, a la protagonista, Julie Christie -para quien Coixet pedía, también, el Oscar).

Monday, December 31, 2007

Quero

(Finalzinho de uma carta a um amigo.)

Para mim:

Quero continuar escrevendo e fazer-lo cada vez melhor. Pode parecer egoísta, mas acontece que conseguir isso significa me realizar (ser!), e é quando me sinto realizado que eu consigo ser uma pessoa legal, alegre, boa, feliz: ser o Roger que consegue que as pessoas ao redor (familiares, amigos) sejam felizes. Espero, como você (obrigado pelo seu desejo), que meu relacionamento com a Gabi dê certo. Ser cada vez mais feliz junto com ela. E quero que as pessoas que eu quero sejam felizes e tenham saúde. Quero o melhor para os amigos. Quero viajar. Ler. Transar. Dançar. Tomar caipirinhas.

Feliz Ano Novo.

Sunday, December 30, 2007

Viajar, esperar

Dos reflexiones ajenas para terminar 2007. Sobre el viaje y sobre el amor a distancia. De Kiran Desai, escritora india de 36 años, ganadora del premio Booker 2006 con el libro The Inheritance of Loss, que será el que lea cuando termine Arthur & George, finalista del mismo premio el mismo año. (Impresionado con el libro de Julian Barnes, pensaba: ¿quién habrá escrito algo mejor?) (Estaba llegando al final y he olvidado ese libro en Puigcerdà, donde he pasado este fin de semana. No puedo esperar a terminarlo, iré a comprarlo de nuevo mañana. Nunca me había pasado. Tendré dos pocket books iguales, medio nuevos medio usados...)

Describe usted sin eufemismos lo que significa, realmente, ser emigrante. ¿Cree realmente que sólo se tiene de verdad lo que se ha dejado atrás? ¿Cómo lo hizo usted para encontrar su propio sitio?

Yo creo que el emigrante no llega a encontrar su sitio nunca. Una vez empiezas a moverte nunca acabas. Tú esperas un viaje sencillo, pero nunca lo es. Siempre hay un viaje de retorno que te devuelve a tu país, aunque sea por unas semanas, y eso te remueve todo. Te replanteas cosas diariamente. Estás siempre reinventándote. Pero tampoco me parece mal eso de que no cuadren todas las piezas de tu vida, que le falte algo a tu existencia. Te ayuda a escoger un sitio en el mundo. Sólo el emigrante puede escoger de dónde quiere ser.

"El amor debe situarse en el intervalo entre el deseo y su cumplimiento. En la falta y no en la satisfacción". ¿De verdad cree que los mejores amores son los que no se cumplen?

Durante mucho tiempo pensé que era mejor el amor que no llega. Y miraba películas que cumplían con eso. Me interesa especialmente analizar lo que ocurre con los sentimientos entre dos personas cuando están separadas geográficamente, cuando hay intervalos de tiempo en que no se ven. Me interesa la incertidumbre del amor, el no saber qué hace el otro, la riqueza de ese esperar.

(Entrevista completa en La Vanguardia.)

Monday, December 24, 2007

El futuro de una ilusión + Navidad en la favela

Si la sociedad no se ha desarrollado más allá del punto en que la satisfacción de un grupo de sus miembros depende de la supresión del otro, es comprensible que los suprimidos desarrollen una hostilidad intensa para con una cultura cuya existencia ha sido posibilitada por su trabajo, pero de cuya riqueza participan en un grado muy reducido.

No es necesario decir que una civilización que deja a un número tan grande de sus participantes insatisfechos y los lleva a la revuelta no tiene, ni merece tener la perspectiva de una existencia duradera.

(Freud, El futuro de una ilusión.)


En la favela la Navidad es muy distinta. Las iglesias se llenan, más de esperanza que de fe, esperanza de que yo encuentre trabajo, de que la violencia disminuya, de que mi padre vuelva a casa, de que mi madre encuentre un empleo, de que mis hijos no entren en la marginalidad, de que mi abuela mejore, de que mi tío deje de beber, de que los gobiernos gobiernen también para los pobres.

El día 24 los ambulantes venden de todo. En el mercado hay uvas y pollo en oferta, algunos hacen rebanadas de pan bañado en leche, asan un pollo y compran vino en garrafa o aquella sidra más barata que también está en promoción.

Otros hurgan en las basuras para vender hierro viejo y conseguir cualquier cosa, pero la mayoría se desespera, del día 20 hasta el 1 de enero la favela es un caos.

El hombre trabaja el año entero y llega la Navidad y no tiene cómo dar regalos o simplemente hacer una comida en familia, viajar para ver a los parientes, ni en sueños.

En Navidad se bebe mucho en la favela. Los bares se llenan, el vaso de cachaça está a veinticinco centavos. Los hombres se desesperan, la idea machista de que son los responsables de la familia les lleva al fondo del pozo. Las mujeres son guerreras, Santas Madres de la favela, hacen milagros con cincuenta reales.

Hay gente que se pelea el año entero y en Navidad hace las paces. Los jóvenes esperan un año y en Navidad, ¡finalmente!, dan o reciben ese beso en la boca, entre un feliz navidad y otro, el beso es su regalo.

Las Santas Madres de la favela, la mayoría, después de media noche, se recogen en un rincón, solas, rezan por la familia o lloran por las angustias del año sufrido, por un hijo perdido.

La Navidad en la favela, sin embargo es alegre, a veces cómica, hay gente que bebe demasiado y acaba haciendo un show, hay peleas, hay romances, hay fraternidad, es normal ver a quien consiguió hacer su cena invitar o llevar un platito a quien no tiene nada, porque en la favela todo el mundo conoce la vida de todo el mundo.

Los tiros de fusil se mezclan con los fuegos, algunos visten ropas nuevas, la mayoría comprada a los ambulantes, otros simplemente lavada, otros recibieron una donación y están bien.

Hay gente que llega del trabajo con la fiesta ya empezada, hay gente que muere en Navidad, la ley de la favela es dura, hay gente rezando, hay gente haciendo de vigía en la iglesia, hay fiestas de macumba, mucha gente saliendo de misa, gente que empezó a beber pronto, hay forró, hay funk, hay samba, la gente pone los altavoces en la acera y cada uno se oye más alto que el otro, hay gente vendiendo droga y gente comprando.

A veces la policía entra en la favela por Navidad, también hay grupos que aprovechan la Navidad para tomar la favela rival, y así la Navidad se convierte en tragedia, pero eso es raro, la mayoría de las veces todos respetan la Navidad.

En Navidad, todos los poderes de la favela se manifiestan, menos el Poder público. Ese desaparece, como mucho aparece algún político descarado y granuja haciendo campaña y repartiendo regalitos para engañar al pueblo.

Resumiendo: la Navidad en la favela es esperanza, fraternidad y fe, pero también angustia, soledad, revuelta y mucha, pero mucha tristeza en las chabolas de los que no tienen y nunca tuvieron nada.

Piense en eso.

Y Feliz Navidad.

(Traducción de un texto de ComCat.)


PS: Para quien quiera jugar: una palabra se repite en ambos textos.

Saturday, December 22, 2007

Amigos

Eu escrevi hoje para uma amiga que é muito legal quando os amigos da gente ficam alegres ou felizes por um sucesso da gente, ou pelo fato da gente estar feliz. Falei que, sem isso, a felicidade da gente não tem graça. Porque, se não fosse para as pessoas que estão ao nosso redor, por que é que faríamos as coisas, qual seria o sentido?

Fiquei muito feliz com as mensagens dos amigos. É que mandei a notícia a quase todos, em vários idiomas. Respondeu até a Karina, a "brasileira" de Nova York. E senti que os amigos ficavam alegres e felizes. Isso me impressionou e me deixou enormemente feliz, porque na verdade não acho que seja tão normal assim. Às vezes é mais "normal" essa coisa de ciúmes, tipo, por que ele, e não eu? Acho que as pessoas sentimos isso às vezes, uma espécie de raiva da alegria do amigo, o que é muito triste. A Maria da Suécia inclusive uma vez escreveu que existe uma palavra alemã para definir isso.

Bom, no meu caso, foi o contrário, e por isso estou feliz. Alguns dos e-mails mais efusivos foram os da Rose e o Ronaldo. O do Ronaldo é tão bacana, com citações dos contos da canoa e da partida, que ele diz que gosta muito, que eu até imprimi sua mensagem e a dei aos meus pais para ler. Sem exagero, posso dizer que com esses e-mails fiquei inclusive mais feliz do que com o e-mail com a própria notícia. Essa alegria que os amigos compartilham comigo me enche de felicidade mais do que qualquer outra coisa.

Levando o Brasil tropical à fria Barcelona



Pés da Cris e o Joan.

Ah! E hoje vou convidar alguns amigos para tomar caipirinhas! Yeebaaa!

Thursday, December 20, 2007

Big news

Today morning in the shower I was stupidly singing, or more precisely shouting this sort of prayer:

May your strength give us strength
May your faith give us faith
May your hope give us hope
May your love give us love

... And that because yesterday night I received these big news:

#1 in the selection to the Master's Degree in Literature.

I'm so happy, man!

Wednesday, December 19, 2007

Books I couldn't read

After the 15 books or so that I was obliged to read to pass the admission exam for my master's degree in Literature I was free to choose whatever book I wanted. My first choice was Don DeLillo's Falling Man (in the Portuguese version: Homem em Queda), and that was a good, very good choice (I'm sorry I didn't write any review: it's an excellent book, absolutely worth reading, especially for those who, as is my case, are still troubled by what happened in 9/11). But after that, a month have passed in which I've been turning down books one after the other -for various reasons. Until today, when I've finally found "the good one". And I've thought: Why don't you write the list of the books you couldn't read? That'd be fair enough!

Here's the list. Note: I keep the books that I don't read, which is stupid, since you can exchange them (I did this only once).

El pasado, by Alan Pauls (in the Portuguese version: O passado). This is the one that I exchanged (for two guides of the 6a Bienal do Mercosul). I found the first pages an immature chatter about the end of a love and sex relationship.

The Western Canon, by Harold Bloom (in the Spanish version: El canon occidental). This book was laying on the shelves since 1995 (!). I read the chapters about Shakespeare and Dante (and found that had already read the ones dedicated to Goethe and Freud), and stopped. Bloom may be a great literary critic, but his writing can be very boring.

The Heart Is a Lonely Hunter, by Carson McCullers (in the Portuguese version: O coração é um caçador solitário). I'm sure it's a very good book, and I was enjoying the beginning (those two deaf-mute friends), and I'm sure it'd be impressive to read something this good written by a 22-year-old. But I wrongly thought: Why reading this when I could be reading Faulkner? Plus, I guess, I wasn't in the mood to read yet another story set in the deep south of the US.

Os melhores contos de loucura, by Flávio Moreira Costa (ed.) (in Portuguese). I've an interest in the subject, so when I found this compilation at the bookstore of the airport of São Paulo I didn't hesitate. Ultimately, I got to read nearly all the stories, but I found the whole disappointing. Worse than anything are the introductory texts to each story, by the editor, which I ended up skipping (I even thought of cutting those pages, to make the book look better). The best, the two stories by Lima Barreto, my discovery of Georg Büchner, and the text by Carlos Sussekind and Carlos Sussekind Filho, father and son: an extract from the book Armadilha para Lamartine, which I must find.

Mil cretins, by Quim Monzó (in Catalan). Monzó is supposed to be the best Catalan short story writer. I've never liked him, not especially. Never liked his collaborations in the press (he mainly rewrites supposedly funny stories from odd foreign newspapers he may find who knows where). But my dislike for his serious work was groundless (I hadn't read him in a very long time), and I wanted some reasons. His thin new book gave me a good opportunity. I found a few stories good, one of them stupid, and most of them just right. And I didn't finished the book, which is why I put it in the list.

The Best American Comics 2007, by Chris Ware (ed.) (in English). Another compilation. I like comics, and I like Chris Ware, and he inspired me more confidence than Flávio Moreira, whom I didn't know, and the book, a 350-page, beautiful hardcover, was only € 16, so of course I bought it, delightedly. Only to find a book irregular in quality, something you can expect from a monthly publication, but not from a compilation of the best of a year. Mr Ware might have been too particular in the selection. Or then, the year was not a good one.

Une exécution ordinaire, by Marc Dugain (in the Catalan version: Una execució ordinària). My father lent me this book after seeing a play based on it (Stalin, by J. M. Flotats, which is having great success in Barcelona). To my taste, too much discourse and too little facts.

That's it.

My "good one"? This one, from an "old friend":