Here you'll find comments and stories about my stay in Brazil; translations of Brazilian songs, poems, short stories and pieces of news; photographs. Also, some film and book reviews. In Spanish, Catalan, Portuguese and English.
Friday, September 28, 2012
Wednesday, September 19, 2012
Balada de otoño, de J. M. Serrat
Escrevo pouco aqui porque escrevo muito lá - no café dos velhos fumantes, meu romance.
Então, para manter o blog ativo, vai uma música que lembrei hoje de manhã, por causa da chuva.
Então, para manter o blog ativo, vai uma música que lembrei hoje de manhã, por causa da chuva.
Tuesday, September 11, 2012
Elis e Gal
Há umas duas semanas vi, em casa do Sérgio, esta gravação histórica pela primeira vez. Está num DVD que é uma joia, todo ele (esqueci o nome; Sérgio?). Dei-me conta de por que é quase unanimemente aceito que Elis Regina foi a melhor cantora do Brasil (demorei!), mas não só: fiquei impressionado com como ela sorri, brinca, gesticula, dança, olha para o Jobim, dá risada... Enfim, encantei-me com ela.
(O vídeo é sobretudo para os amigos espanhóis - os brasileiros devem tê-lo assistido dezenas de vezes.)
E logo tem a Gal Costa. (Para o Caetano, é ela a melhor voz do Brasil.) (Estou falando em "melhores", mas isso pouco importa, tem muitas vozes incríveis aqui, o motivo do post são meus... descobrimentos tardios.) Em dezembro passado, no Rio, quando fui comprar o novo CD da Gal, Recanto, a Bel me disse se conhecia ela bem. Eu disse meio envergonhado que "não muito", e a Bel me mostrou este outro vídeo, da música "Meu nome é Gal" (letra linda*): "veja o que ela faz com a voz, em duelo com a guitarra elétrica" (ou é um baixo?). Vídeo de 1981.
* (De Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Meu nome é Gal
E desejo me corresponder
Com um rapaz que seja o tal
Meu nome é Gal
E não faz mal
Que ele não seja branco, não tenha cultura
De qualquer altura
Eu amo igual
Meu nome é Gal
E tanto faz que ele tenha defeito
Ou traga no peito
Crença ou tradição
Meu nome é Gal
E eu amo igual
Ah, meu nome é Gal
PS: Aqui sim: A Rolling Stone Brasil está fazendo uma enquete para escolher as maiores vozes do Brasil. Dá para votar:
http://www.rollingstone.com.br/enquete/maiores-vozes-do-brasil
(O vídeo é sobretudo para os amigos espanhóis - os brasileiros devem tê-lo assistido dezenas de vezes.)
E logo tem a Gal Costa. (Para o Caetano, é ela a melhor voz do Brasil.) (Estou falando em "melhores", mas isso pouco importa, tem muitas vozes incríveis aqui, o motivo do post são meus... descobrimentos tardios.) Em dezembro passado, no Rio, quando fui comprar o novo CD da Gal, Recanto, a Bel me disse se conhecia ela bem. Eu disse meio envergonhado que "não muito", e a Bel me mostrou este outro vídeo, da música "Meu nome é Gal" (letra linda*): "veja o que ela faz com a voz, em duelo com a guitarra elétrica" (ou é um baixo?). Vídeo de 1981.
* (De Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Meu nome é Gal
E desejo me corresponder
Com um rapaz que seja o tal
Meu nome é Gal
E não faz mal
Que ele não seja branco, não tenha cultura
De qualquer altura
Eu amo igual
Meu nome é Gal
E tanto faz que ele tenha defeito
Ou traga no peito
Crença ou tradição
Meu nome é Gal
E eu amo igual
Ah, meu nome é Gal
PS: Aqui sim: A Rolling Stone Brasil está fazendo uma enquete para escolher as maiores vozes do Brasil. Dá para votar:
http://www.rollingstone.com.br/enquete/maiores-vozes-do-brasil
Friday, September 07, 2012
Nêmesis, de Philip Roth
Quando li em algum lugar que o último livro de Philip Roth era sobre uma epidemia de poliomielite que, partindo de Newark, acabava com todo o mundo em Nova Jersey, incluindo todos os garotos de um summer camp, pensei iiih, esse não vou ler: já sei como começa, já sei como termina e, pior ainda, vai ser uma parábola (o que deu no Philip Roth?). Pensei demais. O romance (que finalmente li por recomendação do Leo, obrigado, um abraço :) não é uma parábola, nem é só sobre a epidemia (como La peste, de Camus, em que está inspirado, também não era). Roth conta, de maneira bem específica, como sempre, uma história concreta: a da epidemia como é vivida primeiro no pátio de uma escola em férias, onde garotos se reúnem cada dia para jogar beisebol, num bairro judeu e pobre de Newark, e depois numa colônia de verão nas montanhas, para onde conseguem escapar os garotos de famílias de classe média. Roth estabelece vínculos com outras duas grandes tragédias, a Segunda Guerra (o romance se passa em 1944) e, de maneira menos evidente, o extermínio dos índios norte-americanos, mas o foco está sempre na história local. E essa - isto é o que torna o livro fantástico para mim - é a história de um homem, mais uma personagem inesquecível na obra de Roth: o Sr. Cantor (acho que deveriam ter mudado o nome dele, Cantor em português não dá, demorei a me acostumar, o cara não canta), um jovem de 23 anos, o encarregado de cuidar e ensinar esportes aos garotos no pátio de Newark e na colônia de Indian Hills. Ele é o que mais importa neste livro, e o mais maravilhoso. À sua personalidade é dedicado o terceiro e último capítulo (para ler e reler); e, antes, é no seu sentido do dever, nas suas dúvidas (a maior, religiosa: Deus é um grande filho da puta?), seus insuportáveis dilemas e suas escolhas, no campo de sua moral, em definitiva, onde - não sei dizer em português - se corta el bacalao. Quem leu o romance não vai esquecer Bucky Cantor: "ele era para todos nós a autoridade mais reverenciada e mais exemplar que conhecíamos, um jovem com convicções, simpático, cortês, justo, zeloso, estável, gentil, vigoroso, muscular - ao mesmo tempo líder e companheiro" (p. 191); "entretanto, não há ninguém menos passível de ser salvo do que um sujeito bom destroçado" (p. 190).




PS nada a ver: Hoy es 7 de septiembre, día de recordar a Mecano. Acabo de pasar una hora en YouTube escuchando viejas canciones. Segunda mitad de los ochenta, yo era un adolescente. Qué recuerdos, cómo pasa el tiempo.




PS nada a ver: Hoy es 7 de septiembre, día de recordar a Mecano. Acabo de pasar una hora en YouTube escuchando viejas canciones. Segunda mitad de los ochenta, yo era un adolescente. Qué recuerdos, cómo pasa el tiempo.
Saturday, September 01, 2012
Traduções ao português 17 (Contra Jaime Gil de Biedma, de Jaime Gil de Biedma)
De que serve, quisera eu saber, mudar de apartamento,
deixar atrás um porão mais negro
do que minha reputação —o que é dizer muito—,
pôr cortininhas brancas
e contratar empregada,
renunciar à vida de boêmio,
se logo vens tu, seu chato,
embaraçoso hóspede, burro vestido com meus ternos,
zangão de colmeia, inútil, desprezável,
com tuas mãos lavadas,
comer no meu prato e sujar minha casa?
Acompanham-te os balcões dos bares
últimos da noite, os cafetões, as floristas,
as ruas mortas da madrugada
e os elevadores de luz amarela,
quando chegas, embriagado,
e paras para te olhar no espelho
a cara destruída,
com olhos ainda violentos
que não queres fechar. E se te escarneço,
ris, me lembras do passado
e dizes que envelheço.
Poderia recordar-te que já não tens graça.
Que teu estilo casual e que teu desenfado
resultam truculentos
quando se tem mais de trinta anos,
e que teu encantador
sorriso de garoto sonolento
—certo de gostar— é um resto,
um intento patético.
Enquanto tu me olhas com teus olhos
de verdadeiro órfão, e me choras
e me prometes não voltar a fazê-lo.
Se não fosses tão puta!
E se eu soubesse, já faz tempo,
que tu és forte quando eu sou débil
e és débil quando eu me enfureço...
De teus retornos guardo uma impressão confusa
de pânico, de pena e descontento,
e a desesperança
e a impaciência e o ressentimento
de voltar a sofrer, mais uma vez,
a humilhação imperdoável
da excessiva intimidade.
A duras penas te levarei à cama,
como quem vai ao inferno
para dormir contigo.
Morrendo em cada passo de impotência,
esbarrando em móveis
às cegas, atravessaremos a casa
lerdamente abraçados, cambaleando
de álcool e de soluços reprimidos.
Oh ignóbil servidão de amar seres humanos,
e a mais ignóbil
que é amar a si mesmo!
deixar atrás um porão mais negro
do que minha reputação —o que é dizer muito—,
pôr cortininhas brancas
e contratar empregada,
renunciar à vida de boêmio,
se logo vens tu, seu chato,
embaraçoso hóspede, burro vestido com meus ternos,
zangão de colmeia, inútil, desprezável,
com tuas mãos lavadas,
comer no meu prato e sujar minha casa?
Acompanham-te os balcões dos bares
últimos da noite, os cafetões, as floristas,
as ruas mortas da madrugada
e os elevadores de luz amarela,
quando chegas, embriagado,
e paras para te olhar no espelho
a cara destruída,
com olhos ainda violentos
que não queres fechar. E se te escarneço,
ris, me lembras do passado
e dizes que envelheço.
Poderia recordar-te que já não tens graça.
Que teu estilo casual e que teu desenfado
resultam truculentos
quando se tem mais de trinta anos,
e que teu encantador
sorriso de garoto sonolento
—certo de gostar— é um resto,
um intento patético.
Enquanto tu me olhas com teus olhos
de verdadeiro órfão, e me choras
e me prometes não voltar a fazê-lo.
Se não fosses tão puta!
E se eu soubesse, já faz tempo,
que tu és forte quando eu sou débil
e és débil quando eu me enfureço...
De teus retornos guardo uma impressão confusa
de pânico, de pena e descontento,
e a desesperança
e a impaciência e o ressentimento
de voltar a sofrer, mais uma vez,
a humilhação imperdoável
da excessiva intimidade.
A duras penas te levarei à cama,
como quem vai ao inferno
para dormir contigo.
Morrendo em cada passo de impotência,
esbarrando em móveis
às cegas, atravessaremos a casa
lerdamente abraçados, cambaleando
de álcool e de soluços reprimidos.
Oh ignóbil servidão de amar seres humanos,
e a mais ignóbil
que é amar a si mesmo!
Wednesday, August 29, 2012
Tom Zé no POA em Cena (o dia ainda é um mistério)
Segunda-feira comprei ingressos para cinco peças do POA em Cena. Agora só falta o Tom Zé. Disseram-me que ao longo da semana anunciariam a data e o lugar do show, mas, por enquanto, nada. Eu nem ouvi o novo CD, e por ter assistido a shows dele em Salvador e aqui em POA (na turnê daquele CD que, ele disse, "não tem nem uma palavra porque uma das respostas da juventude quando perguntaram sobre letra de música foi: 'não gostamos'"), pensei, tá bom, se não consigo ingressos não vou me estressar. Mas isso foi antes de ouvir "Tropicalea jacta Est", que é uma baita canção, estupenda, com participação da Mallu Magalhães (ela canta em outras músicas também). Não precisei ouvir mais, não vou deixar passar, estou atrás do ingresso – mesmo que aqui no Sul, ele contou naquele show, esta terra de opulência, ele cobre mais: eu pago.
Tuesday, August 28, 2012
Traduções ao português 16 (Albada, de Jaime Gil de Biedma)
Acorde. A cama está mais fria
e os lençóis sujos no chão.
Pelas frestas da galeria,
chega o amanhecer,
cor de roupa de abrigo de outono
e liga de mulher.
Acorde pensando vagamente
que o porteiro de noite chamou por vocês.
E escute no silêncio: sucedendo-se
para o longe, ouvem-se enrouquecer
os bondes que levam ao trabalho.
É o amanhecer.
Irão amontoando-se as flores
cortadas, nos postos de Las Ramblas,
e assobiarão os pássaros – cabrones –
nos plátanos, enquanto estão a ver
a negra humanidade que vai à cama
depois do amanhecer.
Lembre-se do quarto em que dormiu.
Enterre a cabeça na almofada,
sentindo ainda a irritação e o frio
que dá o amanhecer
junto ao corpo que tanto gostávamos
ao adormecer,
e pense que deveria levantar.
Pense na casa ainda escura
onde entrará para trocar de terno,
e no escritório, com sono para vencer,
e em muitas outras coisas que se anunciam
desde o amanhecer.
Embora ao lado escute o sussurro
de outra respiração. Embora busque
o pouco calor entre suas coxas
meio dormido, que começa a estremecer.
Embora o amor não deixe de ser doce
feito ao amanhecer.
– Junto ao corpo que ontem eu gostava
tanto despido, deixe que acenda
a luz para lhe beijar cara a cara,
no amanhecer.
Porque conheço o dia que me espera,
e não pelo prazer.
e os lençóis sujos no chão.
Pelas frestas da galeria,
chega o amanhecer,
cor de roupa de abrigo de outono
e liga de mulher.
Acorde pensando vagamente
que o porteiro de noite chamou por vocês.
E escute no silêncio: sucedendo-se
para o longe, ouvem-se enrouquecer
os bondes que levam ao trabalho.
É o amanhecer.
Irão amontoando-se as flores
cortadas, nos postos de Las Ramblas,
e assobiarão os pássaros – cabrones –
nos plátanos, enquanto estão a ver
a negra humanidade que vai à cama
depois do amanhecer.
Lembre-se do quarto em que dormiu.
Enterre a cabeça na almofada,
sentindo ainda a irritação e o frio
que dá o amanhecer
junto ao corpo que tanto gostávamos
ao adormecer,
e pense que deveria levantar.
Pense na casa ainda escura
onde entrará para trocar de terno,
e no escritório, com sono para vencer,
e em muitas outras coisas que se anunciam
desde o amanhecer.
Embora ao lado escute o sussurro
de outra respiração. Embora busque
o pouco calor entre suas coxas
meio dormido, que começa a estremecer.
Embora o amor não deixe de ser doce
feito ao amanhecer.
– Junto ao corpo que ontem eu gostava
tanto despido, deixe que acenda
a luz para lhe beijar cara a cara,
no amanhecer.
Porque conheço o dia que me espera,
e não pelo prazer.
Sunday, August 26, 2012
A primeira música que escutei no Brasil
Encontrei no YouTube, por acaso, uma nova versão de uma música que para mim (para muita gente) é especial. Foi a primeira que escutei no Brasil. Na casa da Bel, no Rio, em fevereiro de 2003. É saudade, então.
"Veja a Orquestra de Cordas e o coral de crianças do Afroreggae em ação em um vídeo que arrepia! Uma produção exclusiva da FM O Dia com o maior grupo de samba do Brasil e o AR 21 em uma homenagem aos 30 anos da Legião Urbana."
"Veja a Orquestra de Cordas e o coral de crianças do Afroreggae em ação em um vídeo que arrepia! Uma produção exclusiva da FM O Dia com o maior grupo de samba do Brasil e o AR 21 em uma homenagem aos 30 anos da Legião Urbana."
Friday, August 24, 2012
Pingo à soja, de Vitor Ramil
Estou ouvindo muito, antes de dormir, Délibáb, de Vitor Ramil. Esta é a última música do CD, a letra é um poema de João da Cunha Vargas.
Tuesday, August 21, 2012
Academia vs. Arte
"La naturaleza básica de la academia reside en la conservación y el instinto de supervivencia, mientras que la del arte consiste en estar en 'el filo peligroso de las cosas'. El arte es débil, optativo y precario (apenas necesitamos que se nos proteja de él). Pero la academia se protege de la debilidad tras una historia de grandes libros, gran pensamiento y gran escritura ya realizados. Es posible, sencillamente, que en la academia la verdad parezca más accesible de lo que realmente es, y menos un asunto que requiere valor y visión personal."
Richard Ford, "Qué escribimos, por qué lo escribimos y a quién le importa", en Flores en las grietas: autobiografía y literatura.
PS: A quem possa interessar: Na revista Piauí deste mês há um baita ensaio políticoeconomicohistoricoreligiososimbolicosociologicopsicologicoesportivo da crise na Espanha. Quem não tiver interesse na crise espanhola ou europeia pode ler também, ver como é possível escrever algo desse tipo de maneira clara e sem falar bobagem. O autor é Germán Labrador Méndez, professor de espanhol e português na Universidade de Princeton.
Saturday, August 18, 2012
Umas poucas imagens de umas férias de que eu precisava muito
| Xap! Primeiro mergulho na vida da Ana! |
| Bendita paz de S'Agaró (Costa Brava, Baix Empordà). |
![]() |
| Na Espanha também temos carne boa. |
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| Depois de assada e comida a carne, com amigos numa casa de campo de l'Alt Penedès (Barcelona). |
![]() |
| Y comiendo unas gambitas. |
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| Els canelons de la iaia. |
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| Y comiendo navajas de Palamós. |
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| Al tiet li cau la baba (va dir la Tineta quan va veure la foto). |
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| A Ana me ensinando a dizer Brrrrrrrr. |
Saturday, July 28, 2012
Wednesday, July 25, 2012
Tuesday, July 17, 2012
Thank you
Para os amigos de POA. Sete são muitos anos. Obrigado a todos, lembrarei de todos.
Sunday, July 15, 2012
Translate message (It works!)
Já experimentaram o tradutor do Gmail? Eu sempre fechava essa janelinha chata antes de ler qualquer e-mail. Para que ia querer uma tradução do catalão ou português para o inglês? Bem, imagino que deve ser usado para negócios, por pessoas que só falam inglês. Tanto faz. O caso é que, clicando no "translate", a tradução é imediata, bem feita e, quando errada,... ou muito engraçada ou melhor do que o original! Uma amiga me escreve: "ON THE ROAD. The film is strong. The book much better. I read the book two decades ago. Good trip". Adorei. Outro: "In Sanfermines great! That's entertainment. We were quieter than other years Eva was very tired the poor" (adorei o sumiço das vírgulas).
Fui testando com outras mensagens, enviadas e recebidas. Quanto melhor a pessoa escreve, me pareceu, melhor a tradução.
E, no fim, pensei em traduzir umas frases de meu romance, ver no que dava, de um trecho que escrevi e enviei para mim esta semana. Ficou MELHOR. Juro que não modifico nada (só vou riscar). É assim:
However, certainly, and though trained in the best universities in the country, they were insecure, trapped in some sort of fear or anxiety. Fear, perhaps, of disappointing themselves and others, as if forced to be even smarter, more beautiful still, also tougher. There was a lot of apprehension in their gestures,their olhars, their ways of talking and relating. I believe it was less for fun than to withstand the pressure that many of them gathered at parties in the rooms of the residence, parties that began in the afternoon, early, someone arranged for drugs and alcohol, or indulged, taking turns, in the arms of the few male students of the course, showing up in their rooms semi-naked.
Acho que vou "escrever" o romance em inglês.
Fui testando com outras mensagens, enviadas e recebidas. Quanto melhor a pessoa escreve, me pareceu, melhor a tradução.
E, no fim, pensei em traduzir umas frases de meu romance, ver no que dava, de um trecho que escrevi e enviei para mim esta semana. Ficou MELHOR. Juro que não modifico nada (só vou riscar). É assim:
However, certainly, and though trained in the best universities in the country, they were insecure, trapped in some sort of fear or anxiety. Fear, perhaps, of disappointing themselves and others, as if forced to be even smarter, more beautiful still, also tougher. There was a lot of apprehension in their gestures,
Acho que vou "escrever" o romance em inglês.
Friday, July 13, 2012
Viatge a Itaca, de Lluís Llach
-Che, te me vas a poner sentimental ahorita??
-Cashate, sentate y escuchá.
(Para os amigos brasileiros, e em especial para o Sérgio.)
1r i 2n moviments.
Final.
-Cashate, sentate y escuchá.
(Para os amigos brasileiros, e em especial para o Sérgio.)
1r i 2n moviments.
Final.
Tuesday, July 10, 2012
Thursday, July 05, 2012
To Rome With Love, by Woody Allen
Com preguiça de escrever minha própria crítica, seguem algumas frases que acabei de ler e se correspondem com o que eu vi. "Amusing little picture" (A. O. Scott). "It's all rather sweet but instantly evanescent" (um crítico que não sei quem é). "It generates no particular excitement or surprise, but it provides the sort of pleasure Allen seems able to generate almost on demand" (Roger Ebert). No filme há uma personagem interessante, o da Ellen Page no papel de uma jovem atriz: "Page gives a restrained but brilliantly satirical performance as an intellectual and emotional faker" (D. Denby). Gostei porque, sendo de Letras, rapidamente reconheci o tipo.
E meu irmão Uri dirá que as transições são de mestre. Entre uma história e outra, entre a comédia e a sátira e o absurdo, Woody se move como ninguém, é incrível a economia narrativa do filme. Isso mesmo bem escrito: "How casually it blends the plausible and the surreal, how unabashedly it revels in pure silliness" (Denby). OK.
Saturday, June 30, 2012
Para os amigos quietos
(E para os não quietos também.)
Não estamos sós. Mas a batalha está perdida há muito tempo.
Da Zero Hora de hoje.
A palestra citada no artigo: Susan Cain no TED.
E um pouco de música.
Não estamos sós. Mas a batalha está perdida há muito tempo.
Da Zero Hora de hoje.
![]() |
| O Sérgio declamando o texto. (Numa pausa para dar uma tragada no cigarro apagado.) |
![]() |
| A Ângela escutando com atenção. (Numa pausa para sair bem no retrato.) |
A palestra citada no artigo: Susan Cain no TED.
E um pouco de música.
Monday, June 25, 2012
Perguntas repetidas
Mais ouvidas nestes últimos anos, por ordem:
1. Crédito ou débito?
2. Açúcar ou adoçante?
3. Com ou sem gás?
4. De Barcelona? E o que tu tá fazendo em Porto Alegre???
Crédito, açúcar, sem, foi por amor.
1. Crédito ou débito?
2. Açúcar ou adoçante?
3. Com ou sem gás?
4. De Barcelona? E o que tu tá fazendo em Porto Alegre???
Crédito, açúcar, sem, foi por amor.
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