Sunday, February 24, 2008

Perspectiva aérea

Voltando um momentinho à Espanha.

Impressionou-me como meu admirado irmão Ramon recriou, neste auto-retrato fotográfico (ele é fotógrafo), a perspectiva aérea que inventou Velázquez -também admirado, mas nem tanto. :)

Monday, February 18, 2008

Traduccions de Brasil 43 (del poema "Leitura", de Adélia Prado)

(...)

Siempre sueño que una cosa genera,
nunca nada está muerto.
Lo que no parece vivo, abona.
Lo que parece estático, espera.

Ressaca de Carnaval

Neste primeiro vídeo, um bloco de mulheres velhas fantasiadas com vestidos feitos com papel e alumínio de embalagem (de cerveja, café, bolachas, etc.) desfila pelo Pelourinho no dia da "Passarela da Alegria Pernambuco-Bahia":





Neste segundo vídeo, detalhe da decoração carnavalesca do Pelourinho:





PS: Ontem foi a vez do show (gratis) de Alceu Valença, músico pernambucano, no Largo do Pelourinho. Nunca estive em show tão lotado, não dava para mexer um pé. Talvez por isso não curti muito as músicas, ou talvez porque não as conhecia, só tinha ouvido falar no cantor.

Saturday, February 16, 2008

Menina, Céu, Rosa

Criança aqui é muito ligada. Uma menina de uns cinco anos, bonitinha, de cabelo afro (isso quer dizer alguma coisa?) e diadema, estava olhando um banco de peixes sentada junto à borda da escuna que levava à gente de volta do Forte São Marcelo. Quem parecia ser sua tia, tão entusiasmada quanto ela, falou para outra mulher, sentada no centro do barco: "Vem ver os peixiiiinhos!". E esta falou: "Cê é que nem criança...!". E aquela: "Cê tá vendo o que está atrás de você?". E antes de eu me virar para ver o que era isso, a menina bonita falou: "Ó, salvavidas!".


Ontem foi a noite de Céu. Show na Concha Acústica, espaço maravilhoso, não temos nada parecido com isso para música popular em Barcelona, e até a cantora ficou impressionada. Ela é paulista, e seu primeiro CD teve um grande sucesso, há tempos via-o em todas as lojas, mas eu não sabia mais nada. Foi, segundo o Ronaldo, um show nota 10 (segundo eu também, mas eu só me sinto capaz de opinar sobre as letras; quanto à música, fico naquela coisa simples de gosto/não gosto...; posso opinar sobre ela: achei-a linda, simpática e carismática, e meio palhaça). Ronaldo acha que, das banda da Bahia ou das que vieram aqui, são duas as fortes: a da própria Céu e a de Mariane de Castro, que "agitam sem precisar muito das cantoras". Deve ser verdade, porque a intensidade nunca diminuiu, e o público não deixou de dançar nem quando a cantora sumiu atrás do palco. Esta é uma das músicas que a gente ouviu, Ave Cruz (de um show no Rio, mas parece o show de ontem):




E esta é a foto que eu pedi à Rosa num post anterior: uma foto onde desse para ver seu olhar de cobra. Bom, ela me enganou, mandou uma foto onde aparece bonita. Não que ela não seja bonita quando lança esse olhar, mas este não é seu olhar de cobra... (Já viu uma cobra sorrindo?!?)

Friday, February 15, 2008

Vista de Salvador desde 1695 até hoje








(As fotos antigas foram tomadas sem problemas -estava permitido fotografar- no Museu Arqueológico.

Já a atual... Quando acabei de tirar umas fotos de um pescador que estava jogando sua rede no porto e me virei, deparei-me com o olhar fixo de um cara que, parado a um metro de mim, fardado de verde e usando boina, sustinha uma metralhadora com ambas as mãos. "Como o senhor entrou aqui!" Pelo que parece, sem eu saber e sem que ninguém tivesse reparado em mim quando passei pela guarita de entrada (acho que foi isso o que incomodou mais o soldado: a "distração" dele), estava em uma área reservada da Marinha do Brasil. Mas tudo se resolveu bem. ;)

Thursday, February 14, 2008

Trinta e três



Largo de Santana, Rio Vermelho, Salvador. Onde a gente se conheceu há quase cinco anos.

Rose, Rosa, Eliana, Ronaldo e eu.

Quem sabe amanhã encontre as palavras para definir como eles me fizeram feliz essa noite...

A noite começou com o Ronaldo e eu tomando cervejas. Várias. Eu já tinha comido um acarajé, ele também comeu um quando chegou. Conversamos um monte, enquanto uma banda de jovens ia se preparando para tocar. Nos disseram que iam tocar reggae, e que todos eram argentinos, menos a menina, que era portoalegrense. Ela falou que tinha morado na Cidade Baixa (de POA), mas que agora não tinha um lugar de residência fixo. Rodava o mundo junto com a banda. A Rose apareceu lá pelas 9, e depois chegaram a Eliana e a Rosa. A Rosa chegou com um bolo imenso de chocolate, e vinha direto do shopping onde ela trabalha. Gostei muito de ver a mulher de olhar de cobra :p aparecer com esse bolo, porque na verdade eu não tinha certeza se a Eliana e a Rosa iam vir. Mas elas são também minhas amigas, mesmo não participando dessa troca de e-mails tão longos e freqüentes que existe desde há tanto tempo entre a Rose, o Ronaldo e eu. Essa troca, e a sinceridade, e a amizade, é o mais importante. Mas, sendo meu aniversário, eu também ganhei presentes. O presente da Rose eu já o tinha ganho uma noite em que fomos jantar: o terceiro CD da Rebeca Matta (Rosa Sônica) e uma foto-cartão. (A Rose é uma grande escritora de cartões com frases dela, eu invejo a coleção que o Ronaldo tem.) O Ronaldo me deu uma caneta única da loja LDM, um protótipo, numa linda cor vermelha (fizeram uma série de canetas promocionais cor de rosa, mas o Ronaldo acha elas cafonas). (Espero que seu chefe não acesse este blog.) Mas do Ronaldo eu já tinha ganho também tantos livros! Entre os que eu trouxe e os que ele me deu, meu quarto no albergue parece uma biblioteca. E, na noite anterior a essa, ainda me deu dois colares, um com as cores dos orixás (ou seja, todas as cores), e um com as cores dos Filhos de Ghandy (azul e branco; essa eu vou poder levar para os jogos do Espanyol em Barcelona...). A Eliana me deu uma caneca muito linda porque sabe que eu gosto muito de café. E a Rosa, uma cueca comprida de cor azul escura, muito linda também, que eu estou usando como pijama (até agora eu dormia pelado: está um calorão). (Parentese: estou escrevendo no albergue, e na frente fica a escola do Olodum; mas agora, em vez de timbais, da rua chega o som da Legião Urbana :) Cortei o bolo, pedi um desejo, e a gente o devorou (vejam a foto da Rose! :p). Bebemos, conversamos um monte, rimos um monte, principalmente com as frases e as caras "sérias" do Ronaldo e a Rosa, ambos capazes dos mais inesperados comentários, brincalhões, e fomos embora quando na praça, que no início da noite estava lotada, quase não restava ninguém... ("E é só você que tem a cura de meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo o que eu ainda não vi...")

Wednesday, February 13, 2008

Relax

Algumas pessoas em Salvador dizem assim: em vez de "obrigado", "paz e amor".

-Paz e amor!
-Paz e amor.

Tuesday, February 12, 2008

Traduccions de Brasil 42 (Caos, de Rebeca Matta)

Hay siempre una risa, un riesgo,
un minuto diferente en el tiempo
que trae en la mirada un brillo, un movimiento.
Refleja el sol,
que refleja el caos,
refleja el cielo.

Sólo hay un modo de vivir,
con el pecho y el alma desnudos.
Ahí afuera hasta puede llover.
A veces
está frío y oscuro,
pero aquí dentro tiene que haber sol,
aquí dentro tiene que ser día.

Monday, February 11, 2008

Presente da Gabriela



Este é o presente que eu ganhei da Gabriela. Ela diz que é um cartão de aniversário com "influências clotildeanas". :) Eu vejo, também, influências torres-garcianas. :)) E viram essa coisinha na bandeira da Espanha, substituindo o feio escudo? Isso é um Tàpies. :))) A Gabi é uma artista. (Pena que não quer que poste seus quadros...)

E ela (tu, linda, que acompanha sempre meu blog) me deixa =)

Mais uma noite boa no Rio Vermelho

Ontem o Ronaldo, a Rose e eu comemos beiju no largo de Santana, no Rio Vermelho, onde a gente se conheceu... cinco anos atrás. Beiju é feito que nem crèpe, só que a massa é de farinha de tapioca. E depois de experimentá-lo pela primeira vez (eu, de presunto e queijo; eles de queijo e banana) posso dizer que, onde tiver beiju, ninguém precisa de crèpe. É uma coisa muito, mas muito boa...

Depois ficamos sambando num bar. Na verdade, na terraza dum bar. Cheio de meninas bonitas e alguns meninos. Voltando do balcão, onde fui pedir umas cervejas, ganhei um "gostoso!" dum maluco, na orelha, que quase me fez pular. O Ronaldo ganhou um belisco na bunda, também dum garoto. E a Rose, olhares maliciosos de algumas das meninas que nos cercavam. Sem saber, estávamos num bar GLS, de gays, lésbicas e simpatizantes. Tudo bem, nada contra, só que a gente não sabia. O nome da banda?: Samba de Mulher. A música que a banda, composta só por mulheres, claro, cantou no final?: "Samba é pra mulher só, samba é pra mulher só, samba é pra mulher só".

Sunday, February 10, 2008

Campions!

14 anys després de guanyar la Copa d'Europa, i 11 anys després de guanyar l'última Copa del Rei...

... Campions de la Copa del Rei 2008!



Gcies Rudy, Gcies Penya!!!

El meu primer, bé, segon, regal d'aniversari, amb un dia d'anticipació.

Felicitats al papa, a l'Uri, al Jorge, a tota la ciutat de Badalona, a tothom a qui li agrada el bàsquet.

Visca la Penya, i Visca Badalona!!!!!!!!

Encontros com celebridades

Todos estes encontros foram no mesmo dia. Na noite de dia que começou com eu, cedo de manhã, tomando banho de cueca vermelha (!) na praia do Farol da Barra, com três espinhos de ouriço-do-mar cravados no dedão do meu pé.


Celebridade 1. Jayme Figura. Eu conhecia esta fantástica personagem por ter sido entrevistada pela Rose e suas amigas da Faculdade de Museologia, mas até ontem não tinha visto ela. É a celebridade menos célebre e mais exótica, e a única com quem eu consegui me fotografar. A Rose, uma vez, descreveu o Jayme assim: "Artista baiano exótico, essa figura chamada Jayme Fygura é uma obra representativa do movimento de Performance Art, ele é uma obra de arte ambulante, que caminha pelas ruas de Salvador com uma indumentária, no mínimo, estranha". "Muita gente pensa que ele é um louco que gosta de aparecer, um lixo, etc., mas eu sempre o vi como alguém que propositalmente causa reações e expressões diversas nas pessoas, e também está de certa forma gritando para a sociedade através de seus trapos e de sua face coberta." "Não é um louco como pensam." "O Jayme provoca uma sensação muito interessante. A necessidade que temos de olhar nos olhos das pessoas, de perceber pra onde elas direcionam seu olhar... Com o Jayme isso é provocador. A cara toda coberta, mascarado mesmo. E você buscando os olhos dele, imaginando como ele te vê." Eu encontrei o Jayme há três dias, à noite, na praça Quincas, e, excitado, liguei logo para a Rose: "Rose, imagina com quem acabei de cruzar!". Encontrei ele, de novo, há dois dias, dessa vez em plena luz, no Terreiro de Jesus, e parei para lhe dizer que uma amiga minha estava procurando ele para lhe dar o trabalho que sobre ele e outros artistas ela fez. (A Rose não conseguia encontrar ele.) Mas a maior surpresa foi encontrar ele ontem (pela terceira vez em três dias!) ... entrando no café do albergue onde eu estou! A gente tinha combinado de se encontrar na frente da Casa de Jorge Amado, mas liguei para a Rose e falei, vem cá!, tem alguém que você conhece! Aqui um vídeo com ele. E aqui a foto de nós dois:



Celebridade 2. Regina Casé. OK, eu não sou fã dela, mas acho o programa dela, Central da Periferia, que mostra aquilo que acontece nas favelas que os noticiários não mostram, ou seja, tudo o que de bom acontece nas favelas, um programa muito interessante e necessário. (Gostei, especialmente, do programa dedicado à favela carioca onde cresceu o ator Douglas Silva, sobre quem escrevi um post.) Ela estava assistindo ao show do Jota Veloso (e amigos) na praça Pedro Arcanjo, um pátio interior do Pelourinho, lugar pequeno, e eu fui cumprimentá-la e parabenizá-la pelo programa. Achei-a meio seca, o acompanhante dela sorria mais. Mas enfim, na verdade fui cumprimentar ela como treino para parabenizar logo depois a pessoa mais importante que estava lá.

Celebridade 3. Caetano Veloso. Sim, ele, que ficou meio sumido durante o Carnaval, estava lá, assistindo ao show do filho, sentado numa mesa com mais umas oito pessoas, escondidinho atrás da turma que lotava o espaço e dançava de pé. "Será que é ele?", perguntei à Rose. "Acho que é!" "Sério?" "Eu acho! Que saco que a gente não tem uma caneta!" "Eu vou lá ver." "Vai!" "Vou." E lá fui eu. Mesmo pertinho, sabendo já que era ele, ainda duvidei. (Eu sempre fico com medo de confundir uma pessoa com outra.) Então, perguntei a um homem preto, magrelo, vestido de branco e com um chapéu branco esquisito, redondo e plano, sem abas, se aquele senhor era o Caetano. Ele falou que sim, e que ia fazer umas canjas (participar no show). Me aproximei, sorri para ele, e antes de eu esticar o braço, o Caetano já estava meio erguido, sorrindo e estendendo sua mão. We shoke hands! Ho ho ho ho! Cumprimentei-o, falei-lhe que era espanhol, e agradeci-lhe por todas as músicas que ele fez. Foi muuuito querido. Vestia uma camisa de linho azul escura e seus óculos finos; estava com seus cabelos grisalhos, seu bronzeado, e um sorriso de pessoa que ainda se sente jovem. E eu, que não sou um cara de pedir autógrafos ou coisa parecida, fiquei mais feliz que criança de 15 anos.

Celebridade 4. O Rei Momo. Essa pessoa esquisita que me falou que o Caetano era o Caetano e em quem eu não reparei, olhando como estava para o "astro"? Era ele. O Rei Momo deste Carnaval, que pela primeira vez na história do Carnaval de Salvador foi um Rei Momo magro.

Saturday, February 09, 2008

Traduccions de Brasil 41 (Restos, de Ildásio Tavares)

Ildásio Tavares, poeta, novelista, dramaturgo, traductor, es conocido como el poeta de Itapuã. (Itapuã es uno de los barrios costeros más famosos del norte de Salvador.) Además, según el periódico A Tarde, abre semanalmente las puertas de su casa a jóvenes escritores baianos que desean charlar con él o pedir consejos sobre sus textos. Es decir: su casa es una especie de taller de escritura al lado del mar. Y él, otra coincidencia, se parece físicamente al escritor y profesor de creación literaria gaucho Luiz Antonio de Assis Brasil.


Hay un resto de noche por la calle
Que se disuelve en bruma y madrugada

Hay un resto de tedio inevitable
Que se abraza a la tenue mañana

Hay un resto de sueño en cada paso
Que antes de ser se fue, ya no existe

Hay un resto de ayer en la calzada
Que fue día de fiesta y de disfraces

Hay un resto de mí en cada parte
Que nunca pude ser enteramente

Friday, February 08, 2008

Olhar de cobra

Este post é para a irmã da Rose, Rosa, e para a minha irmã, também Rosa.

Para Rosa (Cortês), porque ela tem, segundo a Eliana (e segundo eu, porque eu concordo, porque experimentei-o), olhar de cobra; para Rosa (Cardús), porque ela estuda antropologia, gosta de e vai viajar à África.




Este é o objeto que mais me impressionou do Museu Afro-Brasileiro, na Antiga Faculdade de Medicina da Bahia (gostei tanto que fui lá de novo para fotografá-lo). É uma máscara Guelede, da etnia Yoruba, da República Popular do Benín. É feita em madeira pintada. O painel diz o seguinte: "Os animais representados simbolizam virtudes e comportamentos humanos". E aqui vem o interessante: "A cobra, por sua frieza, está associada à calma, a tranqüilidade, qualidades desejadas para o comportamento das la Mi (mães feiticeras) e das mulheres em geral".

Eu entendo que esse olhar que a Rosa faz tão bem (que pode ser assustador quando dedicado a algum garoto numa noite de samba, por exemplo, ou a alguém que falou alguma coisa sobre a qual ela tem dúvidas, mas que na maioria das vezes é brincalhão, obra de uma grande palhaça, garota muito engraçada a quem este ano eu conheci melhor), pode muito bem ser o olhar de uma pessoa calma e tranqüila. Porque a Rosa é assim, calma, leve, tranqüila; virtudes que não estavam entre as que eu costumava atribuir às cobras...

Ela também é ágil, inteligente, e também como as cobras, de reações rápidas e exatas (e fala rápido; quem diz que baiano fala devagar?), mas essas são já caraterísticas compartilhadas com a sua irmã gêmea, minha querida Rose.


PS: Também interessante: "A máscara é mais do que uma máscara e mais do que a máscara e o vestido: É o próprio mascarado quando se põe em movimento".

PS2: Rosa, faz um olhar de cobra e me manda para eu postar? :D

Thursday, February 07, 2008

Sólo es tuyo aquello que das

Ésta es una de las canciones que tocaron los Lampirônicos la noche del viernes, en Rio Vermelho, después del concierto de Rebeca Matta. (Ronaldo y yo bailábamos y saltábamos como la gente que sale en el videoclip, grabado en el Elevador Lacerda, uno de los símbolos de Salvador, ascensor que comunica la Cidade Alta y la Cidade Baixa.)

Dedicada a todos aquellos que acumulan y acumulan y acumulan bienes materiales. Con amor. :P



Pop Zen

(De Alexandre Leão, Manuca Almeida e Lalado)

Nada de lo que tienes es tuyo
Nada de lo que guardas
Te pertenece o te pertenecerá
Nada de lo que tienes es tuyo
Todo lo que guardas
Pertenece al tiempo que todo lo transformará

Sólo es tuyo aquello que das
Sólo es tuyo aquello que das

Todo aquello que no percibiste
Todo lo que no quisiste mirar
Es como el tiempo que dejaste pasar
Todo lo que escondiste
Todo lo que no quisiste mostrar
El tiempo con tiempo lo va a revelar

Sólo es tuyo aquello que das
Sólo es tuyo aquello que das

Y el beso que diste es tuyo
Y el beso que diste es tuyo

Tuesday, February 05, 2008

Tantas coisas

Pipocão, ontem, na Orla. O Pipocão é o trio do Carlinhos Brown, e é bom por ser um dos poucos que não é pago: todo o mundo pode ir, não há cordas, etc. A gente dançou bastante, e foi divertido, se bem que talvez fosse mais fraco que o ano passado, mais tranqüilo, por haverem menos pessoas: muitas foram para o outro circuito, no Campo Grande.


Carlinhos Brown no Pipocão.

Para ir juntos à orla, marcamos de encontrarmos na ladeira que sobe até a casa da Rose, no Engenho Velho da Federação, mas eu cheguei antes e fui encontrar as meninas na casa delas. Imagina eu, tão branquinho, tão turista, subindo essa ladeira empinada! Lá ficamos conversando a Rose, a Rosa, a Nana (ela é outra das irmãs, não saiu; e lembrou da minha dor nas costas, do ano passado, querida) e o irmão delas, que está com o joelho recém operado. Depois chegou um primo delas, que está azulejando a fachada da casa. E embaixo da ladeira encontramos o Ronaldo e a Eliana, amiga deles (e minha também, depois de dois carnavais...). Nós cinco fomos para a orla. Me senti muito baiano, hehe. E durante a noite achei que essas meninas magricelas e patricinhas do sul e sudeste, ao lado das baianas, têm muita pouca graça!


Igreja da Ordem Terceira de São Francisco.

Isso foi ontem. Anteontem visitei uma igreja, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, com sua fachada barroca de pedra arenisca (a única de pedra arenisca e a preferida da Rose). É que eu sou desses turistas que vem "também para fazer outras coisas". O comentário (abestalhado, dá pra dizer, porque ela usa muito esta palavra) é da Rosa: "Também tem gente que vem para fazer outras coisas". Significando: Há alguns loucos que vem ao Carnaval por motivos que não são ficar com baianas. :o)

Ao meio-dia conversei com uns moleques que estavam pulando na água e pescando peixe pequeno e caranguejo no porto, perto do Mercado Modelo; comi uma moqueca de camarão muito boa num restaurante do mercado; vi a saída do bloco Filhos de Ghandy na rua Chile (esse bloco só de homens, com turbantes, roupa branca e colares de contas brancas e azuis). E jantei em casa da Rose, conversando com ela e a Rosa. O Ronaldo, freelance como eu (bem, ele tem um bom trabalho na livraria e distribuidora LDM; eu ganhei seis ou sete livros dele! :))), foi fazer um trabalho de digitação numa cidade a cinco horas daqui: um contrato para um espanhol que comprou uma casa na costa.


Moqueca de camarão. (Foto de P. Book, Flickr.)

Ah! Fiquei feliz, também, porque uma criancinha achou que eu era daqui. Eu estava na estação de onde saem os barcos para as ilhas da bahia, na frente do mercado, e ela perguntou se eu era o dono daquilo. Aquilo era um posto, do outro lado das bilheterias, de bebidas: um posto meio sujo. Falei que não, e expliquei que eu morava em Porto Alegre, que isso ficava no Sul, etc. Então ela, vendo que eu não era o dono do boteco, apontou para uma garota com uma mala, uma turista sentada num banco, e falou: "Ela é sua?". Que idéia das mulheres têm aqui?

Monday, February 04, 2008

Rio, madrugada de segunda-feira

E isto é o que está acontecendo no Rio...


Escola da Mangueira. Enredo "100 do Frevo, é de perder o sapato. Recife mandou me chamar...".


Escola do Salgueiro. Enredo "O Rio de Janeiro continua sendo...".


Escola da Portela. Enredo "Reconstruindo a Natureza, Recriando a Vida: O sonho vira realidade".

(Todas as fotos são de O Globo.)

Sunday, February 03, 2008

Carnaval no Rio Vermelho

OK, vou escrever rápido, que a Internet aqui está cara e tem muita coisa para fazer. Anedota: Ontem no café da manhã, no albergue, sentou-se na minha frente uma menina alemã. Acabou seu semestre de estudante de "design" (ela falou) em Curitiba, e está voltando para Alemanha. Quando falei que eu morava em POA, outra menina da mesa falou: "Pô, eu também!". Eu: "Bah! Eu moro no Centro". Ela fez sinal de "o Centro é muuuito legal" com a mão, e falou que morava no Centro também, com um sorriso. Eu: "Na Demétrio Ribeiro". A cara dela mudou da noite pro dia, até pareceu assustada: "Como você sabe?????". Eu quis tranqüilizá-la: "Não, eu moro na Demétrio". "Mas eu também!". Eu: "Que altura na Demétrio?". Ela: "Na volta do Gasômetro". Eu: "Bah, eu tambéeem!". A menina e eu moramos na mesma quadra. Mas eu nunca tinha visto ela, lá no meu bairro. Então a alemã falou alguma coisa parecida com "el mundo es un pañuelo"...

Agora já sei o que eu posso mandar para o "Irritando Fernanda Young". O que realmente me irrita? PASSAGEM DE SOM. Depois de dançar desde as seis até as doze, a gente teve que esperar duas horas até o último show, para ouvir à Mariene de Castro (samba) num palco montado na praia do Rio Vermelho. DUAS HORAS. Os ambulantes acabaram as águas, as cervejas, o Ronaldo gritando para o cara do som: "Esquece a guitarra, porra!". O show foi legal, ela tem um vozarrão, e a gente que ficou sambou bastante, mas a maioria já estava mais pra lá que pra cá.

Antes disso, Ronaldo e eu assistimos ao melhor show que eu já vi aqui em Salvador, talvez no Brasil. Num palco bem pequeno, também no bairro do Rio Vermelho, onde está tendo um Carnaval alternativo, cantou a Rebeca Matta. Eu tenho dois CD dela, gravados pela Rose, mas só ontem entendi por que a Rose adora ela. É que eu nunca tinha visto ela AO VIVO. Ela ARRASOU. Ela é um furacão, essa baixinha. O avesso da Fernanda Takai. O lado escuro da Fernanda Takai. Cantou várias músicas do Tom Zé, alguma de Caetano, as suas. E a gente não parou nem um momento de cantar e pular junto com ela (e com a banda, muito boa). Aconteceu aquela coisa da "sintonia total". (Rose, você perdeu!). Vou botar aqui uma música dela, mas não é a mesma coisa, não é a mesma coisa não. (Esqueci o nome da banda de rock baiana que tocou depois, que também arrasou: logo coloco aqui.) (Lampirônicos.)

Saturday, February 02, 2008

Dia de Iemanjá

Ontem à noite sambei com o Ronaldo e a Rose na Praça Quincas Berros d'Água, no Pelourinho.

Hoje de manhã, na Praia do Rio Vermelho, fui abençoado e joguei uma rosa no mar para Iemanjá.


Foto de M. Chandras

Friday, February 01, 2008

Una altra crònica d'un viatge d'anada

Enèsim viatge al Brasil. (Aeroport de Lisboa, dins l'avió.) Aquesta vegada, amb visat d'estudiant. Casualitat: a l'avió Barcelona-Lisboa hi anava la noia que me'l va fer, la noia del consulat. Ens hem trobat quan ja havíem aterrat (no hem viatjat junts com l'última vegada amb l'Anna). Anava amb un noi, està de vacances i va a passar el Carnaval a Rio. És de Brasília, fas dos anys que és a Barcelona, i per la mena d'estudis que fa, o feina que té, no ho he entès bé, només s'hi pot estar tres anys més. És atractiva, ja m'ho va semblar al consulat, però no típicament atractiva, i avui, vestida d'esport, encara m'ho sembla més. Però és sèria i parla poc.

No estic tan animat com altres vegades. En part, perquè em sembla que no m'he acomiadat bé dels amics. D'alguns, ni me n'he acomiadat. (De la família sí, és clar: cada vegada més units.) A la Mercè l'hauria volgut trucar, no n'hi ha prou amb un e-mail després del seu dibuix. A l'Àlex també l'hauria d'haver trucat. I a altra gent. No m'agrada agafar el telèfon, i no sé si és una cosa a superar o a deixar estar. La Montse diu que no passa res, que si no em ve de gust no cal que ho faci. Però jo no ho dec tenir tan clar, si no ara no estaria intranquil. "La màquina sentimental i la intel·lectual funcionen amb missatges xifrats", deia ahir un en una carta un lector d'El País. Potser aquest desànim té a veure amb coses relacionades amb la Gabriela. O potser simplement tinc són. O gana. O set. No sé què és, però no és greu, em penso. A Salvador m'esperen el Ronaldo i la Rose, que no saben que hi vaig, serà una sorpresa, com l'última vegada, i només veient-los m'animaré. Podria ser que m'animés abans i tot.

M'he fixat que la gent evita mirar-se directament a la cara. A la sala d'espera; a l'autobús que ens ha portat fins a l'avió... I m'ha semblat molt trist, el símptoma d'alguna cosa trista. (No de la "decadència d'Occident", perquè pel que sé a Orient també passa, i de manera més marcada; la diferència és que allà, en alguns països, és una mena d'imposició.) Algunes noies maques s'estan asseient a prop meu. Potser em somriuran. I alguna hostessa potser em diu alguna cosa o fa un somriure no del tot fals. També s'asseuen a prop meu alguns italians amb els caps mig rapats. I una parella de gays a la meva dreta, a l'altra banda del passadís. No tinc ningú al costat, encara em podré estirar! (...) Millor encara: seu al meu costat un nen; un nen brasiler que deu tenir menys de tres anys. No seu ben bé al meu costat: hi ha un seient buit, després el nen, i després el pare. (...) El nen és maco, d'ulls grans i llavis gruixuts, i es comporta i no diu res. Darrere meu, en canvi, tres catalans de poble (un cert tipus de català de poble) no paren de xerrar, riure escandalosament i dir tonteries, amb un accent que podria ser del Penedès, tipus Z. (qui m'entén ja m'entén). Per què són tan ruquets aquests joves de poble? Per no sentir les tonteries, ni com es burlen de les hostesses, ni expressions com "encara queda catxu", escolto música amb el meu nou reproductor mp3. Em pensava que no el faria servir, o que només faria servir la gravadora, que per això el vaig comprar, però ara veig que el podré fer servir "a la contra", per no sentir a segons qui o segons què.

He dormit molt, sempre amb els auriculars posats, he llegit alguns capítols del llibre que portava, pocs, m'he animat i ja gairebé som a Salvador. Haver escrit aquesta mica m'ha anat bé...

(...)

Fa tres hores que sóc dins un autobús. Les primeres dues, dret, tots apretats com sardines. Després més bé. Però sembla que el conductor no sap on va, no sap accedir al Centre, i la gent s'està irritant o pitorrejant d'ell. N'hi ha un que es comença a enfadar, que de moment dóna indicacions però potser acabarà agafant el volant. Realment, la ciutat està col·lapsada. Sort que no he agafat un taxi. M'és igual l'hora que arribi. Mentre arribi... Ara ja sóc feliç.

Wednesday, January 30, 2008

Debaixo d'água




"Bajo el mar", de mi amiga y super maquetista diseñadora gráfica dibujante Mercè Montané.

(Sin palabras.)

(Sólo: :o)

Monday, January 28, 2008

Traduccions de Brasil 40 (Debaixo d'água, de A. Antunes)



Esta canción es para Elvi y Mercè y todos mis amigos. No hagáis caso del vídeo, no es el oficial y hay unas imágenes de El Señor de los Anillos que no vienen a cuento. Pero la música es bonita y la letra también, Arnaldo es un poeta. (Literalmente: es músico, pero también poeta, escritor, artista plástico...) Y su voz es la más grave y más chula. :) (Canción enviada por Rose.)


Bajo el agua todo era más bonito
Más azul más colorido
Sólo faltaba respirar

Pero había que respirar

Bajo el agua formándose como un feto
Sereno confortable amado completo
Sin suelo sin techo sin contacto con el aire

Pero había que respirar
Cada día
Cada día, cada día
Cada día
Cada día, cada día

Bajo el agua por encanto sin sonrisa sin llanto
Sin lamento y sin saber cuanto
Ese momento podía durar

Pero había que respirar

Bajo el agua se quedaría para siempre estaría contento
Lejos de toda la gente para siempre
En el fondo del mar

Pero había que respirar
Cada día
Cada día, cada día
Cada día
Cada día, cada día

Bajo el agua protegido a salvo fuera de peligro
Aliviado sin perdón y sin pecado
Sin hambre sin frío sin miedo sin ganas de regresar

Pero había que respirar

Bajo el agua todo era más bonito
Más azul más colorido
Sólo faltaba respirar

Pero había que respirar
Cada día

Friday, January 25, 2008

Um arrebatamento

1. Lembro que algum professor de filosofia nos disse no liceu, há séculos, ou talvez fosse um filósofo quem o escrevera, que as perguntas da filosofia reduziam-se a três: que é o homem, que é o mundo, que é deus. Nenhum dos filósofos que estudamos, então ou depois, na faculdade, chegava a responder essas perguntas, embora alguns deles -nós achávamos- chegassem perto. Mais perto chegavam, porém, alguns romancistas.

2. Poucas obras escritas em português estão traduzidas ao espanhol ou ao catalão, cujas culturas respectivas estão longe de poderem ser comparadas com a inglesa, a francesa ou a alemã. Mas hoje encontrei uma grande obra da literatura em português, e sendo que a tradução era boa, comprei dois exemplares para dar de presente: um, à minha mãe; outro, a uma amiga que está de aniversário. E nesse livro -enorme livro- aparece, na contracapa, atrás de um mar de elogios, um trecho que tem muito a ver com o escrito no ponto 1. Quem somos nós? Não é, esse trecho, uma maravilhosa aproximação à resposta? Só é preciso estar meio familiarizado com a literatura em português para reconhecer o autor ou a obra, mesmo estando o trecho em catalão. Mas isto não é um quiz, é só para curtir. (Tradução de M. L.)


-En fi, resignació. Almenys hem dilucidat la teoria definitiva de l'existència. És cert, no val la pena fer cap esforç, córrer al darrere de res...
Ega, al seu costat, sense alè, va afegir, estirant al màxim les seves primes cames:
-No, ni de l'amor, ni de la glòria, ni dels diners, ni del poder...
A la llunyania, a la foscor, la llanterna vermella del tramvia es va detenir. I una esperança, un arravatament els va dominar:
-Encara l'agafem!

Thursday, January 24, 2008

Psicopatas

O Ronaldo passou-me este exercício para comprovar se eu era psicopata e poder ficar tranqüilo comigo (na verdade: "Teste psicológico americano para o reconhecimento de serial killers"). Eu dei negativo, sou legal. Então, eu resolvi traduzi-lo ao espanhol, para saber se eu tinha amigos psicopatas. Meu irmão deu também negativo, ainda bem. MAS, as três primeiras respostas recebidas, até agora únicas, deram positivo. Três mulheres. Tenho três amigas psicopatas e estou assustado.

O exercício-pergunta era este aqui:

Uma garota, durante o funeral de sua mãe, conheceu um rapaz que nunca tinha visto antes. Achou o cara tão maravilhoso que acreditou ser o homem da sua vida. Apaixonou-se por ele e começaram um namoro que durou uma semana. Sem mais nem menos, o rapaz sumiu e nunca mais foi visto. Dias depois, a garota matou a própria irmã.
Questão: Qual o motivo da garota ter matado sua própria irmã?


Se quer saber se você é psicopata, pense antes de continuar lendo.

Resposta:



...


Ela matou porque esperava que o rapaz pudesse aparecer novamente no funeral de sua irmã.


Sabendo que eu tenho no mínimo três amigas psicopatas, o Ronaldo falou que eu me mandasse logo daqui, que fosse logo para o Brasil e chamasse a polícia para prender essas doidas. E ainda diz não confiar totalmente na minha resposta negativa. Diz que eu posso estar fingindo e que vai ficar de olhos em mim. E logo depois me conta sua resposta, para me demonstrar que ele sim é um cara legal. Com a mente sã. A história é tão complicada que quase não dá para entender, e eu tive que fazer uns desenhinhos. Vai primeiro a história, e depois meus desenhinhos, com notas em espanhol. Quem não souber português, não se preocupe, eu também não entendi bem a história louca do meu amigo até passá-la ao papel.

É assim:

A irmã assassina tinha conhecido o cara 1º e que ele é filho da melhor amiga da mãe dela. A mama dele ñ foi ao enterro pq estava muuuito dodoi, então ele foi representando ela A irmã assassina conheceu ele e ficaram no dia seguinte, ele é claro se aproveitando da fragilidade dela,(muier são tão fáceis nessa hora) mas ai na verdade verdadeira ele começou a gostar da irmã dela (que podia ou ñ ser uma pirigueti la da Pituba) A irmã assassina ficou tempos sem saber deste romance da irmã (futura) assassinada, uma corna ceeeeega, isso sim! Bien, passando dias, semanas, meses, anos (tu escolhe) a irmã assassina descobre o love deles dois, brigam os 3 - ele some da vida das 2 - 1 dia desse ele volta, + ñ fala e nem procura a irmã assassina - se explica com a irmã assassinada - e vai embora para sempre PAUSAS PARA OS COMERCIAIS
* * * * * * *
Com um tempo a irmã assassinada fica com um carinha (espanhol, eu acho) a irmã assassina ñ conhece o cara e fica achando que sua irmã (a assassinada) voltou com o seu ex, pois a (pirigueti ou não) esta muuuuuito feliz A irmã assassina se revolta - começa a beber - começa a fumar maconha - começa a usar estasy - começar a escutar o pagode baiano e ir a show de arrocha - começa a falar sozinha - fala com um traficante do Engenho Velho da Federação e compra uma pistola - Dia seguinte gasta todo cartão de crêdito - Sa
i do emprego - Queima o carro e a casa junto com a coleção completa de STAR WARS e os 4 cd's da REBECA MATTA (4 pq ela ganhou um inédito de presente da própria q era sua ex colega de classe) - Compra meias calças e gorros e luvas la na Paulistinha do Iguatemi e depois distribui para os pobres - Ah sim, da uma boa gorjeta a CAIXA da loja - Quebra peças valiosas em vários museus e diz q "nada é arte, tudo é merda!" - Vai até o prédio da irmã assassinada, que mora na Pituba e diz pelo interfone que quer conversar seriamente com ela - Ela entre - Ela tira da bolsa Dolce & Gabana a tal pistola do negão traficante do Engenhovelho - BANG BAND BANG POW (esta foi bala de festim, o traficante enganou ela, so podia ser do Engenho Velho né, ou povinho sem honra) - Pronto, a irmã assassinada TA assassinada - Ela sai do prédio atirando pra tudo quanto é lado mas ñ mata ninguém (se lembra q é bala de festim?), esperando ser presa mas como aki no Brasil nunca tem policial por perto quando precisamos (vai ver é por causa do sol né, tava muito calor neste dia, coitadinhos deles, com aquela roupa né). Ela decide então fazer uma loucura VAI AO ENSAIO DO PSIRICÚ la na Cruz Caida E com tempo enterra a irmã, e ele NÃO aparece





Entenderam? NÓS NÃO ESTAMOS LOUCOS!!!!!!!!

Monday, January 21, 2008

Batido de chocolate Tri bueno



Eu não queria, mas meu irmão Ramon converteu-me em garoto propaganda de uma nova marca de achocolatado. O Toddynho já era, gente.

Traduccions de Brasil 39 (Língua, de Caetano Veloso)



Me gusta sentir mi lengua rozando la lengua de Luís de Camões
Me gusta ser y estar
Y quiero dedicarme a crear confusiones de prosodia
Y una profusión de parodias
Que acorten dolores
Y roben colores como camaleones
Me gusta en la persona Pessoa
La rosa en Rosa
Y sé que la poesía es a la prosa
Lo que el amor a la amistad
¿Y quién negará que ésta es superior?
Y deja que los Portugales se mueran a leguas
"Mi patria es mi lengua"
¡Habla Mangueira! ¡Habla!
Flor del Lacio Sambódromo Lusamérica latín en polvo
¿Qué quiere?
¿Qué puede esta lengua?

Vamos a atentar contra la sintaxis de los paulistas
Y el falso inglés relax de los surfistas
¡Seamos imperialistas! ¿Dónde están? ¡Seamos imperialistas!
Vayamos en la bici de la dicción choo-choo de Carmem Miranda
Y que Chico Buarque de Holanda nos rescate
Y –jaque mate– nos explique Luanda
Oigamos con atención los "deles" y "delas" de la TV Globo
Seamos el lobo del lobo del hombre
Lobo del lobo del lobo del hombre
Adoro los nombres
Nombres con ã
De cosas como "rã" e "ímã"
Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã
Nombres de nombres
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso y Arrigo Barnabé
y Maria da Fé

Flor del Lacio Sambódromo Lusamérica latín en polvo
¿Qué quiere?
¿Qué puede esta lengua?

Si tienes una idea increíble es mejor hacer una canción
Está probado que sólo es posible filosofar en alemán
Blitz quiere decir chispa
Hollywood quiere decir Azevedo
Y el Recôncavo, el Recôncavo, el Recôncavo mi miedo
La lengua es mi patria
Y yo no tengo patria, tengo matria
Y quiero fratria
Poesía concreta, prosa caótica
Óptica futura
Samba-rap, chic-left con banana
(– Será que ele está no Pão de Açúcar?
– Tá craude brô
– Você e tu
– Lhe amo
– Qué queu te faço, nego?
– Bote ligeiro!
– Ma’de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado!
– Ó Tavinho, põe camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!
– I like to spend some time in Mozambique
– Arigatô, arigatô!)
Cantamos y hablamos con envidia de los negros
Que sufren horrores en el gueto de Harlem
Libros, discos, vídeos a manos llenas
Y deja que digan, que piensen, que hablen

Saturday, January 19, 2008

O pulso



Esta é para meu amigo Ronaldo, estudante de radiologia. Minha mão direita. Pensei que talvez aparecesse (sei, sou burro mesmo...) a fita do Nosso Senhor do Bonfim da Bahia, que ganhei dele e da Rose no Carnaval do ano passado. Bom, podem acreditar: ela continua aqui, no meu pulso. E o pulso ainda pulsa. E os desejos estão se realizando. Todos.

Tuesday, January 15, 2008

The Inheritance of Loss

In this book I found some truths about the lives of ordinary people living in poor and troubled countries (north-eastern India) and of immigrants taking low paid jobs in cities like New York. I put it down once, but I'm glad I picked it up again and read until the end.



In the middle I read L'edifici Iaqubian, by Alaa Al Aswani, about a group of people living in the same building in Cairo (also poor people suffering). The Catalan language used by the translator is richer and more correct than that of most Catalan writers. (Now I think this is something my friend Josep said; I just agreed.)

Monday, January 14, 2008

Ninguna patata es ilegal

2008 no es el año de la Rata. Es el Año Internacional de la Patata (ONU).

Algunos datos sobre la patata:

- Nombres: patata, papa (nombre original, quechua), batata, potato (que Bush no sabe deletrear), pomme de terre (el más estúpido y cursi), Kartoffel...

- La historia del famoso tubérculo comenzó hace 8.000 años cerca del año [sic] Titicaca, en plena cordillera de los Andes, en la [¿actual?] frontera de Bolivia y Perú. (El País, lunes 14 de enero del año de la patata.)

- "Una patata mediana contiene cerca de la mitad de la ingesta diaria recomendada" (misma fuente). Así, se puede vivir comiendo dos patatas al día (o una grande).

- Cuando llegó de Perú, los pijos europeos de la época no la comían: la daban de comer "a los indigentes y a los cerdos" (admiraban, eso sí, sus florecitas, en forma de estrella).

- Es el cuarto alimento más consumido del mundo. (Después del arroz, el pollo y la po... los huevos.)

- La papa negra es pariente de la papa andina. (?)

- La patata llegó a España en 1526, pero se expandió por Europa a través de Francia, Alemania e Irlanda, donde fue comida de ejércitos ("¡a pelar patatas!") y alimento para paliar hambrunas. (Cuando yo iba a Irlanda todavía se comían muchas patatas, allá por los años pre boom.)

- Existe una Teoría del Origen Múltiple de la Patata sustentada en "el parecido morfológico de diferentes especies silvestres, y otros datos" (la cursiva es mía). (Fuente: Universidad de Wisconsin.)

-Los chilenos han criticado ambas teorías y afirman que la patata existía en Chile seis milenios antes que en Perú. (Fuente: A. Contreras Méndez, Universidad Austral de Chile.) La respuesta peruana no se ha hecho esperar: "El Canciller Oscar Maúrtua ha enfatizado que la papa es peruana".

- Las papas más comidas y más nocivas son las de la cadena de restaurantes McDonald's. (Fuente: un video de youtube.)

- La patata contiene sustancias tóxicas en sus partes verdes [sic]. (Fuente: Wikipedia.)

- Sobre su superficie existen "ojos". Y, además, orificios que permiten la respiración. (Fuente: Wikipedia, Wikipedia.)

- En Perú tienen contabilizadas 3.840 variedades de papas. Algunas con dibujitos en el interior (muy apreciadas por la nouvelle cuisine).

- Se dice que los incas comían las papas con cáscara porque creían que pelarlas provocaba en ellas un terrible llanto.

- La Unión Europea prohíbe su importación. "Europa tiene sus puertas cerradas a la preciosa variedad de papas andinas". (Fuente: El País.) (Los inmigrantes -ninguna persona es ilegal- deberían entrar en Europa cruzando el mar en patatas.)

- La ONU ha creado una página web para la patata: www.potato2008.org (la dirección me hace pensar en las próximas elecciones americanas). También existe el Centro Internacional de la Papa en Lima: el Cipote. No, no, es broma. Aquí: Cipotato.

Feliz Año de la Patata.

Tuesday, January 08, 2008

Saudade da Legião



(Serve para aprender português.)

(Dá vontade de apertar quem dedica tanto tempo a fazer esses desenhos.)

Monday, January 07, 2008

Viva España

Esto es lo primero que se ve al abrir el nuevo pasaporte español. Símbolo de la España Imperial. Cómo si estuviéramos en el siglo XVI. Patético.

Ahora sí que me llamarán imperialista colonialista cabrón.

Friday, January 04, 2008

The Invention of Words

Engraçado. O tsc, tsc português, que há tempo eu aprendi da Rose*, também existe em inglês, é tsk, tsk. E até virou verbo: to tsk-tsk. Como nesta frase de The Inheritance of Loss: "The nuns tsk-tsked because they knew Sai was a special problem". Adoro o inglês.

*Descrição da Rose: "Tsctsctsc. Já esse aí não é tão fácil de explicar sem ouvi-lo. Mas eu vou tentar. É um barulhinho que se faz com a boca quando se pretende expressar uma espécie de reprovação. Exemplo: uma amiga me liga e diz: Rose, transei sem camisinha com o maluco do Tiago. Aí eu faço uma cara de reprovação e digo "tsctsc, você enlouqueceu, é?". Esse negócio é usado em outras situações também, principalmente quando algo chateia, quando não conseguimos fazer alguma coisa que queríamos; é como um resmungo sem uma frase clara. Eu não sei se você entendeu bem. Seria bom escutar o som do tsctsc. Todo mundo faz isso.

PS: Como eu não ia entender, com essa maravilha de descrição?

Tuesday, January 01, 2008

Away From Her

Después de ver algunas películas, muuuuuuuuuuuy raras veces (porque muy raras veces se ven esas películas), me quedo sin poder decir nada, y por eso en esos casos voy solo al cine. "Pido ver películas que me intriguen, me desconcierten, me emocionen y me hagan salir del cine en un estado mental distinto del que tenía al entrar", escribía Isabel Coixet el domingo. Cuando lo leí me pareció cursi, pero ya no, no porque he visto Away From Her, la película de su amiga y actriz -ahora directora- Sarah Polley, que es seguramente la que Coixet tenía en mente cuando escribió ese deseo para 2008...

PS: A. O. Scott escribe: "I can't remember the last time the movies yielded up a love story so painful, so tender, so true". Hago mías las palabras de mi crítico favorito. Yo pensé que tal vez nunca había visto en el cine una prueba de amor tan grande (la del protagonista, interpretado por Gordon Pinsent, a la protagonista, Julie Christie -para quien Coixet pedía, también, el Oscar).

Monday, December 31, 2007

Quero

(Finalzinho de uma carta a um amigo.)

Para mim:

Quero continuar escrevendo e fazer-lo cada vez melhor. Pode parecer egoísta, mas acontece que conseguir isso significa me realizar (ser!), e é quando me sinto realizado que eu consigo ser uma pessoa legal, alegre, boa, feliz: ser o Roger que consegue que as pessoas ao redor (familiares, amigos) sejam felizes. Espero, como você (obrigado pelo seu desejo), que meu relacionamento com a Gabi dê certo. Ser cada vez mais feliz junto com ela. E quero que as pessoas que eu quero sejam felizes e tenham saúde. Quero o melhor para os amigos. Quero viajar. Ler. Transar. Dançar. Tomar caipirinhas.

Feliz Ano Novo.

Sunday, December 30, 2007

Viajar, esperar

Dos reflexiones ajenas para terminar 2007. Sobre el viaje y sobre el amor a distancia. De Kiran Desai, escritora india de 36 años, ganadora del premio Booker 2006 con el libro The Inheritance of Loss, que será el que lea cuando termine Arthur & George, finalista del mismo premio el mismo año. (Impresionado con el libro de Julian Barnes, pensaba: ¿quién habrá escrito algo mejor?) (Estaba llegando al final y he olvidado ese libro en Puigcerdà, donde he pasado este fin de semana. No puedo esperar a terminarlo, iré a comprarlo de nuevo mañana. Nunca me había pasado. Tendré dos pocket books iguales, medio nuevos medio usados...)

Describe usted sin eufemismos lo que significa, realmente, ser emigrante. ¿Cree realmente que sólo se tiene de verdad lo que se ha dejado atrás? ¿Cómo lo hizo usted para encontrar su propio sitio?

Yo creo que el emigrante no llega a encontrar su sitio nunca. Una vez empiezas a moverte nunca acabas. Tú esperas un viaje sencillo, pero nunca lo es. Siempre hay un viaje de retorno que te devuelve a tu país, aunque sea por unas semanas, y eso te remueve todo. Te replanteas cosas diariamente. Estás siempre reinventándote. Pero tampoco me parece mal eso de que no cuadren todas las piezas de tu vida, que le falte algo a tu existencia. Te ayuda a escoger un sitio en el mundo. Sólo el emigrante puede escoger de dónde quiere ser.

"El amor debe situarse en el intervalo entre el deseo y su cumplimiento. En la falta y no en la satisfacción". ¿De verdad cree que los mejores amores son los que no se cumplen?

Durante mucho tiempo pensé que era mejor el amor que no llega. Y miraba películas que cumplían con eso. Me interesa especialmente analizar lo que ocurre con los sentimientos entre dos personas cuando están separadas geográficamente, cuando hay intervalos de tiempo en que no se ven. Me interesa la incertidumbre del amor, el no saber qué hace el otro, la riqueza de ese esperar.

(Entrevista completa en La Vanguardia.)

Monday, December 24, 2007

El futuro de una ilusión + Navidad en la favela

Si la sociedad no se ha desarrollado más allá del punto en que la satisfacción de un grupo de sus miembros depende de la supresión del otro, es comprensible que los suprimidos desarrollen una hostilidad intensa para con una cultura cuya existencia ha sido posibilitada por su trabajo, pero de cuya riqueza participan en un grado muy reducido.

No es necesario decir que una civilización que deja a un número tan grande de sus participantes insatisfechos y los lleva a la revuelta no tiene, ni merece tener la perspectiva de una existencia duradera.

(Freud, El futuro de una ilusión.)


En la favela la Navidad es muy distinta. Las iglesias se llenan, más de esperanza que de fe, esperanza de que yo encuentre trabajo, de que la violencia disminuya, de que mi padre vuelva a casa, de que mi madre encuentre un empleo, de que mis hijos no entren en la marginalidad, de que mi abuela mejore, de que mi tío deje de beber, de que los gobiernos gobiernen también para los pobres.

El día 24 los ambulantes venden de todo. En el mercado hay uvas y pollo en oferta, algunos hacen rebanadas de pan bañado en leche, asan un pollo y compran vino en garrafa o aquella sidra más barata que también está en promoción.

Otros hurgan en las basuras para vender hierro viejo y conseguir cualquier cosa, pero la mayoría se desespera, del día 20 hasta el 1 de enero la favela es un caos.

El hombre trabaja el año entero y llega la Navidad y no tiene cómo dar regalos o simplemente hacer una comida en familia, viajar para ver a los parientes, ni en sueños.

En Navidad se bebe mucho en la favela. Los bares se llenan, el vaso de cachaça está a veinticinco centavos. Los hombres se desesperan, la idea machista de que son los responsables de la familia les lleva al fondo del pozo. Las mujeres son guerreras, Santas Madres de la favela, hacen milagros con cincuenta reales.

Hay gente que se pelea el año entero y en Navidad hace las paces. Los jóvenes esperan un año y en Navidad, ¡finalmente!, dan o reciben ese beso en la boca, entre un feliz navidad y otro, el beso es su regalo.

Las Santas Madres de la favela, la mayoría, después de media noche, se recogen en un rincón, solas, rezan por la familia o lloran por las angustias del año sufrido, por un hijo perdido.

La Navidad en la favela, sin embargo es alegre, a veces cómica, hay gente que bebe demasiado y acaba haciendo un show, hay peleas, hay romances, hay fraternidad, es normal ver a quien consiguió hacer su cena invitar o llevar un platito a quien no tiene nada, porque en la favela todo el mundo conoce la vida de todo el mundo.

Los tiros de fusil se mezclan con los fuegos, algunos visten ropas nuevas, la mayoría comprada a los ambulantes, otros simplemente lavada, otros recibieron una donación y están bien.

Hay gente que llega del trabajo con la fiesta ya empezada, hay gente que muere en Navidad, la ley de la favela es dura, hay gente rezando, hay gente haciendo de vigía en la iglesia, hay fiestas de macumba, mucha gente saliendo de misa, gente que empezó a beber pronto, hay forró, hay funk, hay samba, la gente pone los altavoces en la acera y cada uno se oye más alto que el otro, hay gente vendiendo droga y gente comprando.

A veces la policía entra en la favela por Navidad, también hay grupos que aprovechan la Navidad para tomar la favela rival, y así la Navidad se convierte en tragedia, pero eso es raro, la mayoría de las veces todos respetan la Navidad.

En Navidad, todos los poderes de la favela se manifiestan, menos el Poder público. Ese desaparece, como mucho aparece algún político descarado y granuja haciendo campaña y repartiendo regalitos para engañar al pueblo.

Resumiendo: la Navidad en la favela es esperanza, fraternidad y fe, pero también angustia, soledad, revuelta y mucha, pero mucha tristeza en las chabolas de los que no tienen y nunca tuvieron nada.

Piense en eso.

Y Feliz Navidad.

(Traducción de un texto de ComCat.)


PS: Para quien quiera jugar: una palabra se repite en ambos textos.