Friday, May 27, 2011

Divulgando!

Começa sábado.

























(Cadê O pequeno príncipe!?)

(E quem é que fez o cartaz? Parece de manifestação sindical.)

Esse é o primeiro de dois módulos. Vai ter mais oito livros, mais quatro sábados.

Wednesday, May 25, 2011

Midnight in Paris, by Woody Allen

El meu germà Uri m'envia (gràcies per la primícia) una crítica al·lucinada sobre l'última pel·lícula del Woody Allen. Més que una crítica, és un ditirambe. Potser va anar al cine havent-se pres alguna cosa o potser té raó, però em costa de creure. (Jo et dono el benefici del dubte, Uri, però ets un exagerat. I el que dius sobre el món manifesta el teu Súnion Disorder.)

El tràiler:




La crítica:

Jo també tinc un mestre, però el meu no és un matasanos drugstore cowboy que ho arregla tot a pastillassos, sinó l'únic, el gran, el que ens queda, l'amic Woody Allen. Saps què? Amb aquest home passa una cosa ben curiosa de la que ja em vaig adonar fa onze anys quan feia un treball sobre ell a l'ESCAC (si algú no em creu, segur que encara podria trobar el treball on el meu jo del passat ho explica). El Woody Allen és possiblement l'únic mestre del cine contemporani nord-americà. Probablement sigui el director (i guionista i actor) no només més prolífic del panorama actual, sinó l'únic artista de veritat que queda en aquesta "indústria de merda" (després de la mort del Rohmer). Per molt que hagin fet bones pelis, ni l'Scorsese, ni el Coppola ni cap d'aquests li arriba al taló, per no dir que no he vist cap peli de cap director menor de 45 anys més moderna que les seves (antigues i actuals) des de fa almenys una dècada. I tot i així què fa la gent? Diu: "bueno, no està mal", "la típica peli del Woody Allen", "no és de les millors que ha fet", etc. I jo només puc plorar, tallar-me les venes o, simplement, ignorar que visc en un món estúpid i ignorant on ja no només no es valora la intel·ligència i l'art, sinó que no se saben apreciar ni quan es tenen davant dels nassos i escopint-te a la cara mentre t'estiren l'escrot. No diré més. Només que Midnight in Paris és sublim (i detesto aquesta paraula), tan sublim com els toros i els coloms que el Picasso dibuixava d'un sol traç, com les taques del Miró. Potser la majoria de la gent no ho entén (com no sap apreciar el mateix Picasso o altres), i el mestre ho sap. De fet la seva peli té aquest missatge clarament escrit en neó: que vivim en un món on l'art i la intel·ligència han mort per inanició, on la sensibilitat és allò que tenen les càmeres digitals i on ja ningú entén el més essencial, un món trist, inhumà, fred, desesperant de tan ple d'estupidesa. Malgrat tot, el mestre, com el Bogart, té una esperança (i ens intenta esperançar, perquè, a més de brillant, resulta ser ingenu i optimista), sempre li quedarà París. Potser sí que París és per a un new yorker com un oasi en el desert estúpid de Nord-amèrica. A mi, que sóc d'aquí, ja no em queda ni això...

Tuesday, May 24, 2011

Reiniciando... (Isso demora: paciência)


















Capa do caderno Link de ontem, do jornal Estado de S. Paulo.


Domingo, na Espanha, a direita arrasou com tudo (a maioria de espanhóis se absteve, votou em branco ou votou nulo). "O Partido Popular obteve o 37% dos votos, 10 pontos porcentuais a mais do que os socialistas, a maior diferença já registrada desde o fim da ditadura de Franco" (Estado de S. Paulo). E a partir de junho, também pela primeira vez desde o fim da ditadura, Barcelona não terá um governo de esquerda; será governada em minoria pela direita nacionalista catalã, com o apoio da direita nacionalista espanhola. (Nada surpreendente ou novo: direita é direita, grana é grana e nacionalismo é só discurso.) Mas a cidade não vai mudar (a maioria de cidadãos, que não votamos nesses partidos, não vamos deixar); isto é, vai continuar mudando, como até agora. Sendo uma cidade progressista e inovadora, multicultural e voltada para o mundo, de imigrantes, sempre em transformação,... "la chulidad".

A Nelia, minha cunhada, ontem me contou que esteve, com meu irmão Ramon, na concentração/acampamento da Plaça Catalunya e se emocionou com o que viu: com a multidão organizada, discutindo e debatendo assuntos importantes; com a presença não só de jovens, senão também de casais, os mais novos com seus bebês, os mais velhos com crianças, de velhinhos, avós... (Minha amiga Montse também foi, me mandou um e-mail querido.)

Eu tinha a intenção de postar aqui algumas opiniões do crítico cultural norte-americano Fredric Jameson, entrevistado domingo na Folha de S. Paulo, mas joguei o jornal fora. Ele defende o surgimento de novas ideias políticas para o mundo globalizado*. Acha que uma mudança de sistema virá, que é questão de tempo. Falta saber em que lugar, ele diz, ver em quais regiões, país ou países a situação é mais propícia para que isso aconteça primeiro, e logo se espalhe.


*Isso, lido friamente, me parece algo tão óbvio! Nem se trata de defender ou não. Se o mundo mudou e agora é global, o anormal seria que o sistema, as regras, a organização,... não o fizessem. 

Sunday, May 22, 2011

Copie conforme, de Abbas Kiarostami (com debate, no Santander Cultural)



Ontem assisti a Copie conforme, o filme de Abbas Kiarostami com Juliette Binoche. O Sérgio me disse para ir, fomos com o João e um grupo de amigos deles, convidados pelo Glênio, o programador do cinema. O filme é bom. Como a Ana Santos já tinha me dito, chato na primeira metade, quando os dois protagonistas (ela comerciante de arte, ele escritor e historiador da arte) discutem sobre o que é um original e o que é uma cópia, qual é o seu valor, etc. (chato porque o diálogo é cheio do que os franceses chamam "idées reçues", e porque o diretor enjoa o espectador com planos nada naturais, e longos, dos dois andando de carro, que enjoam o olhar), e muito melhor na segunda metade, quando eles passam a encenar um matrimônio fracassado depois de 15 anos (eles não são casados entre si, mas têm seus respectivos marido e mulher, seus respectivos matrimônios-fracasso). O filme é bom por essa discussão e porque mexe com o espectador, desconforta. A gente se vê, em maior ou menor grau, identificado em algumas coisas do homem, ou da mulher, ou do relacionamento. E não é agradável se reconhecer num homem-fracasso, numa mulher-fracasso, num matrimônio-fracasso. (O fato de que esses fracassos sejam humanos, fruto das misérias que homens e mulheres carregamos, todos, não alivia, ou a mim não me aliviou; ainda não aprendi a gostar dessas misérias, ao contrário do meu pai, que diz que gosta delas cada vez mais.) Filme surpreendente, para mim, também, porque nele vi, perfeitamente retratado, um casal que conheço (bem, conheço a mulher), mas disso não vou falar. Cinematograficamente, o filme não é tão bom: longe do naturalismo e da simplicidade dos últimos filmes de Oliveira ou de Rohmer, que eu adoro, é um artefato, um construto, vem-se todas suas costuras, a arquitetura por trás. Mas enfim, como a história é boa, humana e tocante, isso pouco importa.

Chato mesmo foi o debate posterior, com uma psicanalista da UFRGS e um filósofo da PUCRS. Seus comentários se repartiram entre, eu diria, 50% bobos e 50% interessantes (pensando bem, não é tão ruim). Nesses momentos, eu disse ao Sérgio na saída, é bom ficar meio escutando, meio sem escutar, usando algumas observações como isca para a gente pensar por si mesma. Eles falaram do filme como um filme sobre "o desencontro", "a dificuldade de se comunicar com o outro", "o que leva as pessoas a estarem sós". Para mim, o tema central do filme é o matrimônio (inclusive o título, ninguém disse, pode se referir a isso: copie conforme, documento oficial, fotocopiado e assinado, contrato entre duas partes, contrato matrimonial), e está na linha de Cenas de um matrimônio e outros filmes sobre o tema. Aqui o matrimônio, repito, é um fracasso total, com três contrapontos de matrimônios felizes (ainda bem): um que aparece na história, dialogando com os protagonistas; outro que aparece mas não fala, composto por dois velhinhos que, por como agem, vê-se que se amam e se amaram toda a vida; e um terceiro que é o mais importante e feliz, ausente no filme, só referido: o da irmã da protagonista, de quem esta (Juliette Binoche, chatinha) sente inveja. Há um outro matrimônio que adorei: esse aparece só num plano (longo o suficiente, perfeito), representado unicamente pela mulher: numa igreja, a câmera (no filme a câmera se enxerga sempre, e isso dá um filme "do diretor", e isso é ruim) foca uma noiva, uma garota com cara de quem vai ver um morto em vez de se casar.

O Sérgio, na saída, quis picar o Glênio (imitando os protagonistas, que implicam o tempo todo). "Não é para se debater nada depois de um filme", ele disse, mais ou menos, "isso estraga tudo". Eu disse: "Sérgio, ele é o programador, organizador dos debates...". "Eu sei", ele sorriu, "por isso que eu falo". O Sérgio é genial, muito fera e muito palhaço, mas o Glênio não foi tão bem-humorado: "Então não vem, pô!". "Então não me convida!" "Então tá, não te convido mais. ... As pessoas gostam!, quando tem debate é que a sala lota!" O sangue não chegou ao rio, eles se deram um abração. (Mas o Glênio ficou meio magoado, fomos jantar e ele ainda estava meio assim; bom, pior para ele.) Concordo com o Sérgio. Quando um filme é bom, ou um romance (saudade de esculhambar romances e escritores na faculdade, sobretudo com o Josep, também com o Francesc e o Carles, mas o Josep era mais danado), ou qualquer outra obra de arte (pintura, etc.), melhor não falar nada, essa experiência não é compartilhável. Outra coisa é quando um filme, romance, etc. é muito ruim. Então sim, nada melhor, é muito prazeroso ter amigos perto com quem conversar, sentar num banquinho e falar do mal, esculachar, dar risada.    


PS: Na terça às 19 h o filme passa de novo, com debate em francês. Vale a pena, recomendo. (Ah!, e o Glênio é um cara legal! ;)   


PS nada a ver: Sergi, aquest és el Quim Monzó tal i com l'imiten al "Polònia" (en un programa de llibres, amb el Pere Gimferrer i la Maruja Torres):

Saturday, May 21, 2011

Directo desde la Puerta del Sol, Madrid

La Plaça Catalunya, a Barcelona, està igual (suposo que l'Uri hi és). I València, Zaragoza, Sevilla, etc. - més de 300 ciutats.



Free video streaming by Ustream


Informe de l'Uri:

Avui, jornada de reflexió, tot i la prohibició de la Junta Electoral central les protestes i les acampades segueixen, i sembla que seguiran demà. Com jo creia, sembla que cap polític es vol posar en el pollastre de provocar un desallotjament violent el dia abans de les eleccions, que, segons com acabés, els podria passar factura. Això sí, la prohibició ha fet que les protestes siguin neutrals, és a dir, que no es demani el vot per ningú ni per res (tampoc en blanc), per evitar problemes. Simplement, diuen que estan reflexionant lliurement sobre temes socials però sense entrar en política. La poli diu que, en aquest cas, no intervindrà si no és perquè hi ha aldarulls, i per això a les acampades s'està atent per evitar que vingui el típic grup a rebentar el tema i provocar aldarulls que justifiquin una intervenció policial. De moment sembla que no passarà, entre altres coses perquè avui encara ha sortit més gent al carrer a recolzar la protesta, i molta d'aquesta és gent més gran (pares amb fills, avis, etc.), que entre que estan indignats i que és dissabte poden participar. Jo ahir no hi vaig anar, però segurament aquest vespre hi aniré. Ara bé, segueixo sent escèptic. Em sembla molt bé que la gent es queixi, però no tinc clar que d'aquí surti res concret. Es fan moltes assemblees, però es concreten poques coses i, a més, són més aviat "ajustos" que canvis reals. I si la cosa segueix així, crec que a poc a poc, quan passin les eleccions i les teles i els partits comencin a perdre interès pel tema, això s'anirà desfent, el futbol i la realitat tornaran... i fins a la pròxima. No sé, it's my opinion. En qualsevol cas he de dir que anar allà i veure el tema motiva i aixeca una mica els ànims i l'esperança, tot i la poca fe (I may say). Seguirem informant...


Segon informe de l'Uri:

He estat a la Plaça Catalunya i la protesta segueix, tot i que em comença a semblar evident que no servirà de res (i juro que m'agradaria equivocar-me!!!). A part d'això, avui s'ha retirat el De la Peña i crec que es mereix una menció!!!! A la merda el sistema i visca l'Espanyol (que és antisistema, en la trista mesura en què ho pot ser un club de futbol... jejeje).

Estimat Uri: Aquest segon no és un informe ni és res. Però no t'ho tinc en compte, t'entenc molt bé, suposo que jo tindria la mateixa impressió si hagués estat en alguna d'aquestes concentracions. Però no perdis la fe, això no ha fet més que començar. Entre altres coses, perquè la crisi durarà molt més. Estats Units i Europa encara no han tocat fons, Europa encara no ha rescatat Espanya i Itàlia (i això passarà); ha rescatat Grècia però l'haurà de rescatar una segona vegada, etc. Els canvis vindran, tard o d'hora, per activa (perquè la gent no aguantarà més) o per passiva (perquè no hi haurà una altra opció, "no habrá más huevos").

Estic d'acord, no hi ha cap club a Catalunya més antisistema que l'Espanyol. Però ara no és hora de parlar de futbol (i en parles tu, que al primer informe et queixes que a partir de dilluns el futbol tornarà a ser el més important!). OK, som l'Espanyol, mai no oblidem. Iván, gràcies pel 1-2 al camp del "millor equip del món", hehe; gràcies pel 3 a 1 contra el mateix equip a Montjuïc, que vam veure en directe l'Uri, el Ramon, el meu pare i jo; gràcies per la Copa del Rei; gràcies per tot. 


PS: Uri! Tenies molt amagat que havies d'anar a una taula electoral, hahaha! Quina p####! No podies fer res? Al·legar objecció de consciència? Pagar la multa? Qualsevol cosa, abans que participar a la farsa?

Friday, May 20, 2011

Para descontrair (o Brasil é demais)

Enviado pelo Sérgio. (Que, comentário nada a ver, ontem me ensinou a dizer "bom dia" e "qual é o teu nome?" em linguagem de sinais.)

Esta mulher, de Caruaru, Pernambuco, constrói e vende nas ruas, cantando (e como canta!), seus tamboretes (tamborets, taburetes).

Thursday, May 19, 2011

We really should do these things NOW 3 (+ About Súnion ICC)

(Nota nada a ver: O Yuji traduziu o trailer de Norwegian Wood, nos comments, num post abaixo. Leiam, é linda. Bé, això ho hauria d'haver escrit en català, que és la llengua que el Yuji ha fet servir, una de les seves estimades llengües d'adopció.)


Mi hermano Uri me pide algo así como que sea un líder mundial. Uri: Súnion ha hecho mucho daño, pero no tanto. Súnion (pero eso Uri lo podrá contar mejor) fue el instituto adonde fuimos mis hermanos y yo, y nuestros mejores amigos hasta hoy. Un instituto catalanista y laico, creado tras la dictadura para, supuestamente (aunque esto sólo lo supimos años después), "formar a los nuevos talentos" políticos, intelectuales, científicos, etc. de nuestro petit país, Catalunya. Los resultados nunca fueron nada buenos. Como a los amigos de Uri les gusta recordar (cuando se reencuentran y se emborrachan por las fiestas de la Mercè), más bien fueron desastrosos, dejando a buena parte de los ex alumnos totalmente perdidos, sin saber qué hacer con sus vidas, cómo hacerlo, dónde hacerlo. Uri colecciona ejemplos, yo sólo recuerdo algunos. Una amiga suya, después de trabajar de directora de fotografía de un buen director de cine español, se fue a Washington D.C. a limpiar váteres y estudiar psicología (sigue allí). Otro montó un camping en el Empordà, ganó un buen dinero y luego lo dejó (creo que le llamaron recientemente para abrir un restaurante en el litoral de São Paulo). Otro dio la vuelta al mundo ocho veces como "fotógrafo de a bordo" de cruceros de lujo, hasta que se cansó (no sé qué está haciendo ahora). Mi hermana está en Mali bañándose en el Níger y aprendiendo la lengua bambara (me mandó un e-mail hace poco que un día traduciré). Yo, que no quiero incluirme en el grupo de los talentosos pero estoy, sin duda, en el de los perdidos para la causa, estoy en Porto Alegre sin saber muy bien por qué, haciendo aproximadamente nada. Uno de los que se dieron mejor es actor, hace varios papeles en un programa satírico político de televisión. Una amiga mía que escribía de maravilla montó una librería en un pueblo de Girona y no escribió más. Otro se fue a Estambul a aprender turco y enseñar español, se casó, se separó y no volvió. Otra se fue a la China porque no podía ir más lejos. Súnion! Cierto, tuvimos mejores profesores de arte, literatura y filosofía en Secundaria que años después en la universidad. Y nos hacían cocinar, cultivar un huerto, organizar el horario de clases, evaluar a nuestros compañeros, casi casi hasta llevar las cuentas de la escuela. Hasta teníamos nuestro espacio para fumar (y experimentar otras sustancias, sobre todo los que eran amigos del profesor de arte). Eso fue Súnion, más o menos (no sé si sigue siendo). Nosotros nos perdimos y las supuestas élites del país continuaron saliendo de los salesianos, carmelitas, maristas y demás (que siempre nos ganaban al baloncesto).

Y ahora Uri me dice que qué estoy haciendo yo, en estos momentos en que (cito y traduzco) "están empezando a pasar cosas. La gente empieza a protestar también aquí, en muchas ciudades, en calles y plazas. Gente de todas las edades y perfiles, estudiantes, parados, trabajadores y jubilados, gente cabreada con el sistema y con el robo que estamos sufriendo delante de nuestras narices. Mientras el sistema, claro, empieza a contraatacar, utilizando argumentos de desprestigio, llamando a todos de anti-sistema (y no alter-sistema), dibujándolos como freaks o violentos o anarquistas (aunque no estaría nada mal, digo yo, lo de anarquistas), usando las herramientas creadas por el sistema para destruir todo aquello que se le oponga, lo critique o simplemente moleste, aunque esto signifique caer en las peores y más básicas contradicciones y estupideces (cómo pueden prohibir una protesta que llama al voto responsable, diciendo que esto puede influir en la libertad de voto?). Lo único positivo es que, justamente porque faltan cuatro días para las elecciones, nadie, de ninguna ciudad o comunidad, se atreve a ordenar la entrada de los anti-disturbios (como harían en cualquier otro momento y como harán, sin duda, a partir del lunes, si las protestas siguen), y de momento se toman medidas más suaves, que permiten que los manifestantes, los acampados por ejemplo en la Puerta del Sol, sigan allí".

"Ni un comentario en tu blog", dice Uri, "ni un artículo, ni una foto. Tío, espabila. Primero, porque estoy seguro de que compartes la indignación y también protestarías, segundo porque hace falta difusión mundial, y tercero porque este movimiento necesita voces inteligentes y no vendidas en vez de la pandilla de vendidos desgraciados que tenemos como periodistas en este país, que llevan tres días haciendo campaña a favor del sistema o intentando reconvertir todas estas protestas en formas favorables al sistema o asimilables por este (sea para sacar provecho electoral, sea para convertirlo todo en un simple ruido de fondo), siempre usando las artimañas más viles".

Bueno Uri, vale! Dentro vídeo!



Me he equivocado (aunque tú podrías venir a Brasil, y los de la Puerta del Sol, si quisieran, también). El vídeo que vi estos días era este:



Pongo este vídeo ("estoy hasta la polla", se oye al principio, pero no es por eso) porque me gusta este chico y me identifico con lo que dice. Especialmente, con ese "No sabemos qué hacer, pero sabemos que tenemos que hacer algo" (me gusta también el "se han pasado, esta vez han ido demasiado lejos"). En serio: ese "no sé qué, pero algo tenemos que hacer" es lo único que podría decir, que yo subscribiría. Diría, además, que aunque cueste imaginar ese algo debe venir de fuera del sistema. El vídeo es del primer día de acampada en la Puerta del Sol de Madrid (el día anterior, 15 de mayo, fue el de la gran manifestación).

Y el siguiente es un vídeo de hoy, tercer día, 18 de mayo, 9 de la noche, con (según se lee en la noticia más abajo) la acampada prohibida por la Junta Electoral y 500 policías en la zona, de momento sin hacer nada. (Impresionante: Uri, vete a Madrid ya. "The times they are a-changin'"?, preguntas. I think they are.)



Tengo más para contar, pero será en otro post. Hay una chica en Francia que, sin discursos, está intentando vivir tan al margen cuanto puede del sistema (a ejemplo de gente que está haciendo lo mismo en grandes ciudades de Estados Unidos). Algo de lo que hace me da pistas sobre lo que podría ser un buen futuro... (Es de Porto Alegre, que por algo fue la sede y la ciudad donde nació el Forum Social Mundial.) Otro mundo es posible. Bueno, un adelanto, en dos palabras, aunque se trata más de una cuestión de actitud que de movimientos (y ella lo explica mejor): freeganism y couchsurfing.

"Una abraçada tan indignada com curiosa com esperançada (bueno, no ens enganyem, més indignada i curiosa que esperançada...)."

Una altra per tu, Uri.


PS: Mi hermano también me manda esta noticia. En ella se lee que las protestas son en todas partes de España :) y se ve de que lado están los medios :( - incluido el que la publica, El País.


Wednesday, May 18, 2011

O caderno rosa de Lori Lamby, de Hilda Hilst

Se pretende ser literatura: ruim. Se pretende ser erótico (ou pornográfico?): ruim. Se pretende chocar: ruim também (li as últimas 20 páginas em diagonal). A voz da criança de 8 anos (Lori, a narradora) está bem recriada, mas isso não é difícil, esse tipo de voz narrativa infantil até virou clichê. (Lembro de uma personagem da mesma idade, no romance The Sorrows of an American, de Siri Hustvedt, que fala e ganha vida de um modo mais original, além de seduzir e perturbar sem mostrar sua boceta.) Enfim, por tudo junto: ridículo.*

*Outra possibilidade é que o livro seja "a bandalheira que o Lalau quer". Lalau é o editor do pai de Lori, que está escrevendo um romance. O pai chama esse editor de f.d.p. que só quer um texto para agradar aos "leitores ANARFABETOS" e assim vender muito. Mas isso mais parece uma desculpa do que uma motivação real da escritora Hilda Hilst. 




PS: Com respeito ao meu projeto de doutorado, ler esse tipo de livros me deprime. Me fazem lembrar de Edna O'Brien, que disse de Chico Buarque que não era um escritor. Ou da crítica de arte que relativizou o valor das obras de Tarsila de Amaral. E então duvido se vou encontrar na literatura brasileira do XX os exemplos que eu procuro... :(

PS2: Já encontrei um (mais um), num sebo. Verão no aquário, da Lygia Fagundes Telles. :))

Sunday, May 15, 2011

Reunião de 1/6 da OEC + C27 (?) (Mistério!)


















Com a metade do rosto (de suas vidas, também?) na sombra... ah!, como são misteriosos, esses escritores!

 
... E essas mulheres na meia-luz,... pixeladas por quê? É um mistério!







(Él lo observa todo, impertérrito. ¿Qué estarás pensando, Misterioso Hombre de Negro?)



PS nada a ver: Já está no cinema, na Espanha e nos Estados Unidos, ainda não no Brasil, Norwegian Wood (Tokio Blues), baseado no romance de Haruki Murakami (é o primeiro dos seus romances filmado, se não me engano). Não dá para entender nada, mas posto aqui o trailer japonês, que achei o mais lindo.

Wednesday, May 11, 2011

Amar não é pecado (e a música brega também pode fazer bem)

Luan Santana é um fenômeno teen, e essa música é famosa por ser a da novela (em espanhol da Espanha, "culebrón") das sete. Um amigo (que pediu sigilo) me disse que gostava - me avisando que era brega (o gênero é "romântico-sertanejo"). Bom, amigo X: eu também gosto, "e não tô nem ligando pro que vão dizer" (ou, como na música de Mecano*, "y lo que opinen los demás está de más").



Ó, a letra, para fazer karaokê:
Eu não sei de onde vem / Essa força que me leva pra você / Eu só sei que faz bem / Mas confesso que no fundo eu duvidei / Tive medo, em segredo / Guardei o sentimento e me sufoquei / Mas agora é a hora / Vou gritar pra todo mundo de uma vez... / Eu tô apaixonado / Eu tô contando tudo / E não tô nem ligando pro que vão dizer / Amar não é pecado / E se eu tiver errado / Que se dane o mundo / Eu só quero você...


*Agora deu uma saudade da Laura Rochera, amiga do instituto, linda e cabeça, que via nas letras de J. M. Cano o que o resto de nós ainda não conseguíamos ver (ela lia Proust, com 18 anos...). 

Tuesday, May 10, 2011

Cada dia m'agraden menys els humans i més els ximpanzés

Esse é o título de um e-mail que recebi hoje do Uri (qué me vas a decir, hermano; no estás solo, no estamos solos), com a seguinte entrevista publicada em La Vanguardia. (Sérgio: essa mulher deu uma palestra no CosmoCaixa sobre "cómo la lengua de los signos borra la separación entre chimpancés y humanos".) (A tu també t'agradarà, Mercè. Petons.)

"Gracias, contenta, abrazo, te quiero"
Entrevista a Deborah Fouts publicada en La Contra del periódico La Vanguardia, 09/05/11

Deborah Fouts y su marido, Roger Fouts, cumplen 68 años. Tienen 3 hijos, 5 nietos, y viven 3 de los 5 chimpancés que criaron. Deborah es psicóloga y dirige el Instituto de Comunicación entre chimpancés y humanos de la Central Washington University.

-Estábamos recién casados (1964) y Roger quiso hacer su doctorado, por casualidad contactamos con otra pareja de psicólogos, los doctores Garner, que se convirtieron en sus profesores de doctorado.

-Los primeros en enseñar a una chimpancé el lenguaje de los sordomudos.

-Washoe era una chimpancé muy jovencita y los Garner querían rodearla de personas que fueran sus amigos, que hablaran entre sí la lengua de signos americana (ASL) y lo hablaran con ella, así que todos fuimos a la entrevista, incluido mi hijo de cinco meses.

-Curiosos los Garner.

-En cuanto nos vio, Washoe abrazó a Roger, y ese abrazo cambió nuestra vida, las de mis hijos y las de mis nietos. Washoe se convirtió en una más de la familia.

-¿Washoe vivía con más chimpancés?

-En el refugio vivían 30 chimpancés, pero Washoe estaba siempre con nosotros. No se sentía parte de sus congéneres a los que llamaba bichos negros. Al proyecto Garner se sumaron Loui, hijo adoptivo de Washoe, y la joven Moja. Pero ocurrió algo terrible.

-No me asuste.

-El director del Instituto de Estudios con Primates de la Universidad de Oklahoma donde trabajábamos se dedicaba a vender chimpancés para la investigación biomédica.

-Los vendió.

-A todos salvo a Washoe, Louis y Moja que no eran suyos. Tuvimos pesadillas durante meses y decidimos irnos a una universidad menos prestigiosa, a la Central Washigton.

-¿Cómo se llevaban sus hijos y los chimpancés?

-Cuando falleció Washoe cada uno de mis tres hijos habló en la ceremonia de despedida y se refirieron a ella como “mi hermana”.

-Volvamos al recién inaugurado Instituto de Comunicación entre Humanos y Chimpancés.

-Por fin arranqué mi proyecto con la familia de chimpancés que ya había crecido a cinco miembros: coloqué cámaras en su recinto para espiarlos cuando estaban solos.

-Cuénteme.

-Utilizaban el lenguaje de signos entre ellos sin necesidad de que hubiera presencia humana, sin que nadie les estimulara. Y también lo utilizaban para hablar consigo mismos. Tienen cultura y la pasan de padres a hijos. De hecho fue Washoe la que enseñó el lenguaje de signos a su hijo, a la joven Moja, a Dar y a Tatu.

-¿Qué fue lo que más le sorprendió?

-Para poder grabarlos a solas yo pedía cada día a todos los humanos que se fueran. Un día Washoe se acercó a la cámara que estaba escondida, y dijo con signos: “Devi, sucia, Devi”. Estaba enfadada conmigo porque me había llevado a sus amigos humanos.

-¿Cuáles son sus conclusiones?

-Entre ellos hablan a menudo y su conversación es la que tendría cualquier familia, lo que demuestra que somos muy parecidos. De hecho cuando hablas con ellos y te vas por las ramas –es uno de nuestros estudios– ellos reconducen la conversación.

-¿De qué hablan entre ellos?

-De juegos, de sus estados de ánimo, mienten… Si están mirando una revista y ven un helado, hacen el signo del helado o van a enseñarle a otro la foto y explicarle lo que es un helado.

-Hábleme de sus estados de ánimo.

-Son muy empáticos. Si Washoe te veía triste, hacía el signo de abrazo, y si te veía contenta, te decía que ella también lo estaba. La Navidad les gusta mucho y te lo hacen saber: “Gracias, contenta, abrazo, te quiero”.

-¿Diferentes personalidades?

-Washoe se encargaba de todos los demás, era la patriarca; Moja era muy presumida, le gustaba ponerse pendientes y pintalabios; Tatu es la que controla el tiempo, cuando van a llegar las primeras nevadas nos dice “árbol dulce”; se refiere al árbol de Navidad que decoramos con dulces, también nos indica la hora de comer, la de dormir…

-Prácticamente humanos.

-A Dar le encantan las mujeres embarazadas, en cuanto ve a una le dice: “Bebé dentro”. Y cada uno tiene sus preferencias, miran revistas y nos piden lo que les gusta: zapatos, un vestido rojo o un sombrero, y les encanta mirar revistas gastronómicas.

-¿Saben lo que es la muerte?

-Cuando a Washoe se le murió una cría, repetía: “Bebé fin”. Y cuando una colaboradora tuvo un aborto y le explicó que su bebé había muerto, Washoe le dijo: “Yo llorar y abrazo”. Tienen ética, saben lo que es justo y lo que no, si un humano favorece a uno más que a otro se enfadan mucho.

-Dígame qué le ha enternecido.

-Cuando Washoe estaba ya muy enferma sólo quería que yo le diera la mano. Cuando murió todos los demás chimpancés se acercaron muy despacio y la acariciaron.

-¿Cuál es el gesto más inteligente que les ha visto realizar?

-Más allá del lenguaje de signos me impresiona su capacidad de compasión. En una ocasión Washoe, cuando vivía con los que consideraba bichos negros despreciables, vio que un chimpancé se caía al agua. No saben nadar y Washoe se agarró a unos matorrales y estiró el brazo para salvarlo; es decir arriesgó su vida por un chimpancé que no conocía de nada.

-¿Cuál es su conclusión fundamental?

-Cuan cercanos somos, nosotros somos seres humanos y ellos seres chimpancés y lo único que importa es el sustantivo, el ser.

Monday, May 09, 2011

Neurociência em casa

(From "The Possibilian", profile of David Eagleman written by Burkhard Bilger, The New Yorker, April, 25.) 

Querem fazer um experimento misterioso?

"Try this exercice. Go look in a mirror. Now move your eyes back and forth, so that you're looking at your left eye, then at your right eye, then at your left eye again. When your eyes shift from one position to the other, they take time to move and land on the other location. But here's the kicker: you never see your eyes move. Your eyes stare straight ahead. Where did the missing moments go?"

Are there missing moments?, eu me perguntei. E, com meu novo espírito científico, fui para o espelho fazer o experimento. No, my eyes didn't move. But, Eagleman was implying that they did. Então pensei em deixar o experimento para o dia seguinte, para um amigo olhar meus olhos enquanto o fazia. Só que, impaciente, não quis esperar, e meus neurônios me deram a solução: pega o iPhone e te filma, cabeça. Foi o que eu fiz. Não vou postar aqui o que a câmera viu. Podem fazer vocês mesmos.

"'What else are we missing?', Eagleman said."



PS: Este ejercicio es muy básico. En Barcelona, haré que mi hermano Uri sienta un miembro que no tiene (sin bromita sexual, OK?). Se va a cagar de miedo.

Sunday, May 08, 2011

Misterioso

A Marinella me achava misterioso... Não! Misterioso de verdade... é El misterioso hombre de negro!










(Uma das minhas personagens preferidas do Liniers...)


PS: E adorei a camiseta que o sábado estava usando o Luís:




















Me disse que podia contar com ele para secar o Bar$a na final de Wembley, dia 28. É isso aí! Tots UNITS contra el Bar$a! (Ai, culés!; antes, "Més que un club"; agora, "El millor equip del món"; sempre tão humildes, vocês.)

Saturday, May 07, 2011

Coisas lindas que me acontecem em Porto Alegre

... Além de almoçar com o Sérgio na Faced ou no Ocidente, tomar café com a Marinella na Padre Chagas, ir ao cinema com a Camila, conversar com a Ana, etc. Aqui me refiro a coisas que me acontecem com desconhecidos ("sempre confiei na bondade dos desconhecidos" <-- frase plagiada).

















Ontem um taxista me chamou de Clark Kent. "Sabe", ele disse, "o Superman? Tu te parece. Com os óculos...". "Ah, é?". Pensei em dizer: "Ninguém tinha me dito isso antes", mas calei, teria parecido que estávamos de paquera. Então o homem, de uns 60 anos, me contou que gostava do Superman, do Spiderman e outros, mas que o seu preferido era "o Fantasma". Eu nem sei quem é o Fantasma, tô nem aí para os quadrinhos da DC e a Marvel (vou ter que contar o que me aconteceu em Buenos Aires ao respeito)*, mas ele me explicou que era um super-herói com não sei que anéis nos dedos, com forma de caveira, que deixavam marcas nos rostos dos criminosos. "Mas tu não é dessa geração, né?", ele disse: "tu deve ser da geração dos smurfs, que nem meu filho". "Sim, mais ou menos", eu disse. "Eles até eram engraçadinhos. Não sei o que foi deles...". Resumo: fui chamado de Clark Kent.

Hoje, no café À Brasileira da rua Uruguai, onde costumo escrever, uma das moças, a mais velha, protagonizou um outro desses momentos. Lá se paga na entrada; a gente ganha uma ficha, senta e o café é servido na mesa. Geralmente eu pago um primeiro café, fico escrevendo e fumando e tomando o café por uma hora, mais ou menos (quem me conhece sabe: eu tomo o café à maneira europeia, devagarzinho, aos golinhos, mesmo que esfrie), e, se estou escrevendo bem, peço mais um, que pago depois, na saída. Pois hoje eu estava mergulhado na escrita, com o primeiro café já no fim, e apareceu uma xícara de café nova ao lado dos meus papéis. Olhei e era essa moça mais velha, que, diante da minha surpresa, abanou as mãos e mexeu os olhos como dizendo: "Não paga, não". Foi um detalhe e tanto. Uma daquelas pequenas coisas que alegram o dia da gente.


*Tá, vou contar agora. Eu estava à procura de uns quadrinhos do Liniers. Na livraria El Ateneo, surpreendentemente, só tinham um ou dois exemplares. Então procurei uma livraria especializada em HQ (histórias em quadrinhos, comics). Andei um monte pela calle Juncal, ou Arenales, não lembro, até o Club del Comic (achei o endereço na internet). Pela vitrine já vi que estava no lugar errado: só havia bonecos, figurinhas de super-heróis de todos os tamanhos, trecos de Star Wars e Star Trek, caveiras, também. Mas, como tinha caminhado muito, entrei mesmo assim. O dono ou atendente tinha a minha idade, ou era mais velho, uns 40, com rabo de cavalo; e ao seu lado havia um único cliente, mais novo, de uns 30, com uma listinha cheia de números de revistas que lhe deviam faltar na coleção. Fui covarde, confesso. Porque eu disse: "Estoy buscando unos Macanudos que unos amigos me pidieron...". O cara me olhou como querendo me assassinar: "No tenemos Macanudos. No trabajamos con eso". Logo pegou um pouco mais leve e explicou: "A Liniers lo encontrás en cualquier parte. Pero además es política de la casa. Tampoco tenemos mafaldas" (bota itálico na maneira como ele falou). E talvez com pena de mim, me assinalou uma caixa: "Aquí hay algo de comic europeo". Era uma caixinha que eu quase nem olhei, com algum Hugo Pratt e pouco mais. O resto da loja era tudo caixinhas com, bem ordenadinhos, os números de todas as séries de todos os super-heróis da Marvel e a DC. Putz, como me senti mal. É muito esquisito, muito duro que uns freaks façam a gente se sentir freak. "Gracias", eu disse, querendo sair logo dali. E de novo fui covarde, porque antes de sair minha maior vontade (eu já estava com a frase na cabeça) foi dizer: "Si te pregunto si sabés de una tienda de comics normal no me lo dirás, verdad?"; ou "no hay una tienda de comics que no sea para freaks?". Mas não falei nada e até saí como quem pede desculpas. (No dia seguinte encontrei todos os números de Macanudo expostos ao lado dos caixas da enorme Libraria Cúspide, na calle Florida.)


PS: Hoje peguei um outro táxi. Adivinhem. "Eu te conheço. ... Tu é o Batman!, não, o Superman! Eu não te carreguei ontem? Hahaha! Puta que pariu! Sou um fisionomista do caralho!".  

PS2: Acho que devo dedicar este post a umas amigas, as irmãs Huguet, que me chamavam de Harry Potta.

Thursday, May 05, 2011

We really should do these things NOW 2

Meus pais me repassaram esta mensagem.

É verdade que as notícias sobre o que aconteceu/está acontecendo na Islândia não foram nem são muito divulgadas, mas, ao menos aqui no Brasil, já li nos jornais ou ouvi na TV sobre o caso (ou então estou enganado e tudo o que sei é pelo filme
Inside Job). Seja como for, colo a seguir o artigo, que também traz coisas que não sabia e algumas em que não sei se acreditar (banqueiros detidos?).


SIN NOTICIAS DE ISLANDIA

Si alguien cree que no hay censura en la actualidad, que me diga por qué, así como se ha sabido todo lo que pasaba en Egipto, los periódicos no han dicho nada sobre lo que pasaba en Islandia.

En Islandia, el pueblo hizo dimitir a un gobierno al completo, se nacionalizaron los principales bancos, se decidió no pagar la deuda que estos habían contraído con Gran Bretaña y Holanda a causa de su mala política financiera. Y se creó una asamblea popular para reescribir la constitución. Todo ello de forma pacífica, una revolución contra el poder que ha conducido hasta la situación actual.

¿Por qué no se han dado a conocer los hechos de estos dos años? ¿Qué pasaría si el resto de ciudadanos europeos tomara ejemplo?


Ésta es, brevemente, la historia de lo sucedido hasta hoy:

2008. Se nacionaliza el principal banco del país. La moneda se desploma, la bolsa suspende su actividad. El país está en bancarrota.

2009. Las protestas ciudadanas frente al parlamento logran que se convoquen elecciones anticipadas y provocan la dimisión del Primer Ministro y de todo su gobierno en bloque. Continúa la pésima situación económica del país.

Mediante una ley, se propone la devolución de la deuda a Gran Bretaña y Holanda mediante el pago de 3.500 millones de euros, suma a pagar por todos las familias islandesas mensualmente, durante 15 años y al 5,5% de interés.

2010. La gente se vuelve a echar a la calle y solicita someter la ley a referéndum.

En enero el Presidente se niega a ratificarla y anuncia que habrá consulta popular.

En marzo se celebra el referéndum y el NO al pago de la deuda arrasa con un 93% de los votos.

A todo esto, el gobierno inicia una investigación para dirimir jurídicamente las responsabilidades de la crisis. Comienzan las detenciones de varios banqueros y altos ejecutivos. La Interpol dicta una orden, y todos los banqueros implicados abandonan el país.

En este contexto de crisis, se elige una asamblea para redactar una nueva constitución que recoja las lecciones aprendidas de la crisis y que sustituya a la actual, una copia de la constitución danesa.

Para ello, se recurre directamente al pueblo soberano. Se eligen 25 ciudadanos sin filiación política entre los 522 que presentan sus candidaturas, para lo que sólo es necesario ser mayor de edad y tener el apoyo de 30 personas.

La asamblea constitucional empieza su trabajo en febrero de 2011 y presenta un proyecto de carta magna a partir de las recomendaciones consensuadas en distintas asambleas que se celebran por todo el país.

La nueva constitución deberá ser aprobada por el actual parlamento y por el que se constituya tras las próximas elecciones legislativas.


Ésta es la breve historia de la revolución islandesa: dimisión de todo un gobierno en bloque, nacionalización de la banca, referéndum para que el pueblo decida sobre las decisiones económicas trascendentales, encarcelación de responsables de la crisis y reescritura de la constitución por los ciudadanos.

El pueblo islandés ha sabido dar una lección democrática a toda Europa, plantar cara al sistema y enviar un mensaje sobre la crisis al resto del mundo.


PS: Enquanto isso, em Portugal, cujos cidadãos também não têm culpa nenhuma, "la UE y el FMI imponen drásticos recortes sociales. El acuerdo con el gobierno en funciones reduce las pensiones, las prestaciones por desempleo y el gasto en educación y sanidad. Subirá el IRPF, el IVA, el impuesto de sociedades y los tributos especiales". (El País)

Sunday, May 01, 2011

Art Gallery 4

Fui plagiado.

Não sei se me sentir honrado ou denunciar.

A Gabriela diz assim: "Copiei uma obra tua. (...) Acabei de abrir uma conta no youTube só pra te passar a minha obra. (...) Nada se cria, tudo se copia". Com toda a cara de pau.




Rideaux beiges
Gabriela (Brazilian, born 1985)
2011
Soundtrack: 3055, Ólafur Arnalds, Eulogy for Evolution

Saturday, April 30, 2011

Royal Wedding

A Gabriela me perguntou sobre a boda. Boda? Sou contra! (Vou postar uns trechos de Mrs. Dalloway aqui no blog: um é sobre o matrimónio... :p) Vi uns minutos ontem à noite, no GNT. E escutei uma das obrigações de quem casa: "To educate your sons in the FEAR of God". Ah, meu Deus! Ninguém merece uma religião assim... Hoje de manhã vi uns vestidos no Uol. Recomendo. Parece a parada dos monstros.

Também sou contra a monarquia. Se bem que na Espanha, por exemplo, é necessária, porque é um país partido em dois (isso vem de antes da Guerra Civil. Antonio Machado: "Españolito que vienes al mundo, te guarde Dios / Que una de las dos Españas ha de romperte el corazón"). Então, ter alguém por cima do maluco presidente de esquerda X, ou do mais maluco presidente de direita Z, é bom.

Friday, April 29, 2011

Trajeto (proximamente)

Do grande Leo Wittmann, amigão.

(Ver melhor no youTube.)





PS nada a ver: Notícias tristes da Espanha (hoje em El País). Mais do que tristes: é para se desesperar.

1. El paro alcanza a 4.910.200 personas, un nuevo récord histórico que lleva la tasa de paro al 21,29%, un punto más que el trimestre anterior.

2. Durante el primer trimestre se destruyeron 256.500 empleos, con lo que la pérdida de puestos de trabajo es incluso peor que la del primer trimestre de 2010 (251.700 empleos).

3. Andalucía roza el 30% de desempleo, y cinco provincias (Huelva, Málaga, Cádiz Almería y Las Palmas) superan esa tasa de paro.

4. El paro afecta a más de la mitad de los jóvenes en cuatro comunidades y alcanza el 45,39% en el conjunto de España.

5. Situaciones desesperadas: 1.386.000 hogares tienen todos sus miembros en paro. 2.109.300 parados perdieron su empleo hace más de un año.

6. Desde finales de 2007 se han destruido 2.358.900 empleos. Ya solo hay 285.900 empleos más que en el segundo trimestre de 2004, cuando Zapatero llegó al poder.

7. Solo crece el empleo a tiempo parcial (91.900) mientras que desciende en 348.400 personas el empleo a tiempo completo.

8. La tasa de paro de los inmigrantes alcanza el 31,99%. De los 4,9 millones de parados, 1,14 millones son extranjeros.

9. Además de los 4,91 millones de parados, hay un nuevo récord de 2,18 millones de trabajadores subempleados (trabajan menos horas de lo que desearían y de lo que es normal en sus sectores).

10. La tasa de paro española (21,3%) triplica a la de Alemania (7,1%) tras haber arrancado la crisis en el mismo nivel.

Wednesday, April 27, 2011

Dinar de Pasqua a Cal Lulkin

Fotos d'un dinar deliciós en molt bona companyia - dinar de diumenge de Pasqua i, amb un dia de retard, de Sant Jordi. Dinar multicultural: el senyor João, de família del nord de Portugal, va preparar un llom de porc (per a 10 persones!) à la mode de Porto. El senyor Lulkin, de família argentina, una amanida palermitana (típica dels cafès del barri de Palermo, Bs. As.) i, com a català de coração, un arròs amb reminiscències de Llançà; i encara més: per postres, va fer un púding de iogurt més bo que el de l'Ocidente (en dono fe). I jo, com a català expatriat, no vaig fer res, només portar un vi francès, un Château Gazin del Pomerol (mis en bouteille au château!) que guardava per a una ocasió especial (els senyors João i Lulkin van manifestar el seu agraïment als pares d'un servidor, sense els quals dit servidor hauria portat vi de garrafa). Durant l'àpat, no es va parlar de religió, ni de llibres, ni de pàtries llunyanes. Un servidor va evitar qualsevol comentari sobre la seva recent estada a Buenos Aires, en consideració al senyor Lulkin. El senyor João (pròxim del Consolat Portuguès a Porto Alegre) va evitar (tot i que se li escapaven somriures burletes) qualsevol al·lusió als ambiciosos i mai realitzats plans de l'Ambaixada de Catalunya a Porto Alegre. I el senyor Lulkin, a l'hora del cafè, va regalar-nos un dels monòlegs del gran còmic català Joan Capri (en una interpretació res a deure* a l'original).


*"Res a deure"... Em sembla que això és portuguès. I'm losing my llengua materna...





Tuesday, April 26, 2011

In Rain or Shine




























... E este é o post nº 800 do blog. Parabéns, blog!


PS: Cosas buenas que me pasaron en Buenos Aires: Ir al concierto de No Te Va Gustar en el Luna Park. Este vídeo es en especial para Raquel Marín. (Raquel, pensé mucho en ti. Ya ves, copiaron tu barca!)



Todos debemos un día mirar para adentro / Para ver hay que mirar / Llevo más de dos intentos / y no me puedo curar, no me puedo curar / Para salir no hay que golpear / Si nunca fui bien recibido no sé qué hago acá / Hoy me despido de todo / todo lo que me hizo mal, todo lo que me hizo mal / Yo quiero estar a la izquierda del cero / No me analices, no voy a cambiar / Yo sé que no siempre gana el que pega primero / pero no sirve dejarse pegar / Qué frágil es mi mundo de nuevo / Esa es la base de mi soledad / Qué fácil es señalarme con el dedo / Y yo sin poderte mirar, sin poderte mirar / Yo quiero estar a la izquierda del cero / No me analices, no voy a cambiar.