Thursday, April 16, 2009

Post nº 500

Hoje é um grande dia - ou uma grande noite. Achei, por fim, a forma de meu romance.

Agora é só escrever.


Tipografia de Ariano Suassuna,
criada a partir de ferros
de marcar.

Still from New York





Sumiu meu vídeo dos pingüins. Eu tinha um vídeo com os pingüins... :(


PS: Ao menos tenho uma foto!

Monday, April 13, 2009

Traduccions de Brasil 56 (Haja, de C. Oyens e Z. Duncan)

Difícil
Conjugar la vida
Separar
Cicatriz y herida
Y engullir
El comprimido del tiempo
Que alguien
Nos metió
Garganta adentro
Haya Dios
Para tanto misterio
Hijos tuyos histéricos
Dando vueltas
Por el mundo
Redondo
Listo
Para confundirnos
Y nosotros
Bando
De tantos tontos
Dando tumbos
Por ahí

Haya techo
Para tanto desabrigo
Haya palabra
Para lo que no digo
Haya instinto
Y haya salida
Para tanto laberinto

Thursday, April 09, 2009

O hino brasileiro é de quem? Arnaldo Antunes sobre São Paulo

Este é aquele post sobre A. Antunes e S. Paulo que ia escrever. (Aviso que vai sobrar para o Rio, para Porto Alegre e para Barcelona.) O Yuji "me lembrou" que devia escrevê-lo com seu comentário ao post anterior, com sua vontade de morar no estrangeiro. E a Maitê Proença (atriz, para quem não saiba), ontem, fazendo o ridículo no programa Saia Justa, me lembrou também. A Maitê não gostou que um francês lhe dissesse que os brasileiros costumavam esquecer um semi-tom ao cantar o hino do Brasil. Um francês, imagina! Um estrangeiro falando isso para uma autêntica brasileira! Ela gritou no programa, dirigindo-se à câmera: "O hino é nosso, viu? E nós cantamos o nosso hino como nós queremos. Seu besta!". É assim que reagem alguns brasileiros às críticas de estrangeiros a seu país e suas cidades. (Estrangeiro que visitas o Rio de Janeiro: não perguntes a um carioca sobre desigualdade social, violência, etc.) Não é tão grave, isso da Maitê. Ela é, simplesmente, nacionalista dos pés à cabeça. Mas esse tipo de reação desanima muito aos que não nos sentimos de país nenhum - e, muito menos, nacionalistas. (A Maitê provavelmente já cantou também, feliz da vida, aquela música famosa do John Lennon - e muitas outras parecidas: Caetano Veloso, "eu não tenho pátria..." -, mas não reparou na letra...) Desanima tanto quanto desanima aos não crentes ouvir o Papa falando besteiras na África (ver post antigo). E só para responder à Maitê: o hino brasileiro, para mim, é de quem o compôs, de quem escreveu a letra, de quem o quiser cantar ou tocar, de quem gostar dele, de quem o sentir seu - brasileiro ou não.

Arnaldo Antunes confirmou, no diálogo ao que assisti na UFRGS, aquilo que C. Calligaris escreveu uma vez na Folha de S. Paulo (de novo cito de memória): "S. Paulo é uma das cidades menos provincianas onde eu morei; menos provinciana inclusive do que Nova York". Ao ser perguntado pelo que havia de São Paulo em sua música (nota: não foi dele a vontade de falar de sua cidade), A. Antunes disse que São Paulo era uma cidade "mutante", e que ser de São Paulo era como não ser de nenhum lugar; não se sentir paulistano, ou brasileiro, senão meio apátrida, estrangeiro na própria terra, desenraizado. Dá para perceber esse sentimento em muitas de suas letras: "A nossa casa é onde a gente está / A nossa casa é em todo lugar"; ou: "Eu não sou da sua rua, / Não sou seu vizinho. / Eu moro muito longe, sozinho. / Estou aqui de passagem".* O bairrismo, entretanto, como era de se esperar, apareceu na platéia, quando alguns assistentes quiseram saber quais bandas gaúchas o Arnaldo conhecia e gostava. E o "amor à terrinha" apareceu também na voz do entrevistador, L. A. Fischer, que fez questão de falar do Beira-Rio e do Internacional. (Arnaldo, educado, sorria e respondia.) Porto Alegre (falando assim, grosso modo) é uma cidade provinciana. O Rio também (não há dia que o jornal O Globo não inclua auto-elogios à cidade de vários de seus colunistas, o que não ocorre na Folha ou no Estado de S. Paulo). E a cidade onde eu nasci, Barcelona, também (vocês não imaginam com que pouco sentido do ridículo as pessoas - e a mídia - manifestaram seu orgulho quando o "grande Woody Allen" resolveu fazer um filme lá). Gente: já é bastante difícil viver sem a ajuda de ser crente ou nacionalista (sem essas "paranóias coletivas", segundo Freud); então, por favor, poupem-nos ao menos desses momentos de constrangimento. (Mas sei, sei que ninguém vai nos poupar, e que devemos aceitá-los, e até entendê-los...)


*A manifestação mais radical, que eu já traduzi uma vez, está em uma música escrita por ele na época dos Titâs: "Não sou brasileiro / Não sou de lugar nenhum / Não sou de São Paulo / Não sou japonês / Não sou carioca / Não sou português / Não sou de Brasília / Nenhuma pátria me pariu / Eu não tô nem aí / Eu não tô nem aqui".

Saturday, April 04, 2009

Bon voyage, Gabi, chérie



... En Provence, c'est le printemps.
À Porto Alegre il pleut, a commencé aujourd'hui.
Comme si on ne voulait pas te voir partir.

A sorte de não ser anglófono

Para quem gosta de ler e escrever, é uma sorte não ser anglófono. Hoje tem na Folha uma crítica de um livro de Nick Hornby: Frenesi Polissilábico. O livro reúne resenhas que ele fez para a revista norte-americana The Believer (nota: nunca ouvi falar; segundo o crítico, é "uma das revistas mais bacanas do mundo" - também não sei o que isso quer dizer), com a imposição dos editores de que as resenhas fossem sempre positivas. Por isso ele resolveu escrever sobre livros escolhidos por ele (o título da coluna era "Stuff I've Been Reading"). Preciso dizer que eu não sou leitor de Hornby (comecei a ler A Long Way Down, não gostei, parei: acho que ele escreve voltado para um público muito jovem), mas sei que ele é um bom escritor, respeitado, premiado, etc. Então. O que eu quero destacar é o que aparece em último lugar na crítica da Folha. O crítico diz que, entre os mais de 100 títulos lidos por Nick Hornby, se encontram "apenas algumas cartas de Flaubert e Tchekov, um romance do israelense Amos Oz e outro do espanhol Javier Cercas". E em traduções ao inglês. Já sabia mais ou menos disso, pois colegas que eu tive em Nova York (colegas leitores) também só liam livros em inglês e de autores anglófonos (todos tinham lido One Hundred Years of Solitude, isso sim). My point is - porque já estou me alongando demais - que nós, fãs da literatura norte-americana e inglesa, conhecemos a literatura deles e várias outras: ao menos as européias, as latino-americanas...; e até podemos ler as obras nos idiomas originais. Ou seja: em princípio, estamos muito mais capacitados do que eles - os anglófonos, que não aprendem outras línguas porque "não precisam" - para adquirir uma bagagem cultural maior, o que pode significar ter uma visão mais abrangente, uma visão mais aproximada do real (e do fantástico, por que não). E, em segundo lugar, que é assustador pensar que o país que dominou o mundo no século XX esteve, quanto à criação literária e à leitura, tão isolado do resto de países e culturas. Imagino - só pode ser assim - que os grandes autores (Hemingway, Fitzgerald, T.S. Eliot, Faulkner, etc.) foram exceções (os três primeiros moraram na França, por exemplo) a essa "regra". Mas os leitores anglófonos... eles cresceram e crescem desconhecendo um mundo, o que não pode ser (nem tem sido!) nada bom.

Thursday, April 02, 2009

Uma puta canção

O que eu achei de mais interessante no bate-papo com Arnaldo Antunes, músico e poeta, conduzido por L. A. Fischer, ontem na UFRGS. Primeiro, um garoto perguntou-lhe o que achava das músicas com conteúdo político ou social; se a musica devia ser engajada. Arnaldo - que não faz música diretamente engajada - respondeu de modo pouco original (só que na voz e no jeito inteligente e espontâneo dele tudo soa original): que ele não tinha nada contra a música engajada, mas que transformar a sociedade não era a função principal da música, nem se encontrava dentro de sua capacidade; porém, ele disse, qualquer música podia ter um efeito político, no sentido em que a arte tem efeitos sobre a consciência de cada um. Houve aplausos de uma parte da platéia. E então (e isso é o que eu achei mais legal) um outro garoto fez uma piadinha, falou que a música para o que servia era para conquistar garotas. Ao que Arnaldo respondeu: "Não, você não faz uma canção para conquistar garotas. Você até pode usar uma canção já feita para conquistar alguém. Daí você consegue ou não. Mas isso não é o que importa. Importa é que você tem UMA PUTA CANÇÃO"*.


*Maiúsculas dele. (Elevou a voz.)
PS: Ele também falou coisas interessantes sobre S. Paulo, mas ficam para um outro post.

PS2: Eu não pude ir ao show do dia seguinte. Mas a Anna foi!!!
(O Salão de Atos da UFRGS lotou, os ingressos foram vendidos em uma manhã. Aliás, era só levar um kilo de alimentos. E Arnaldo Antunes é um dos poucos grandes artistas que fez isso em Porto Alegre, em vez de cobrar 100 reais ou mais.)

Wednesday, April 01, 2009

Objeto de pesquisa

Hoje eu estava lá no Café A Brasileira da rua Uruguai (meu preferido, e o preferido do meu pai; já não existem cafés desse tipo, lá na Espanha) quando uma garota me abordou. "Por que você está lendo o Estado?" Não foi assim tão brusco, mas essas são as primeiras palavras que eu registrei. Ela, que estava tomando café com uma amiga na mesa ao lado, disse que era de S. Paulo. Repetiu a pergunta e se explicou. Trabalhava no departamento de marketing do jornal Zero Hora, e queria saber não só por que eu lia o Estado de S. Paulo, mas também, principalmente, por que não lia a ZH. Era simpática e bonita, então, estava fora da questão responder algo como "porque eu acho a ZH um ..." (Iiih, não dava, não.) Falei que gostava de artigos e reportagens mais longos, com espaço para aprofundar nos assuntos..., algo assim, chato, bem a minha cara. E disse que eu lia a ZH no bar, para saber o que acontecia na cidade (ela tinha perguntado: e como tu te informa dos assuntos mais locais?). Perguntou meu nome, elas se apresentaram, perguntou de onde eu era, o que eu fazia, e logo disse para a amiga: "Claro, é o perfil". Eu tinha esquecido que para algumas pessoas nós somos todos perfis. Então: de Barcelona + estudante de mestrado (e ainda em Letras!) = leitor de um jornal nacional. Ela era formada em publicidade; a amiga, em relações públicas. Ela falou brincando: "Bom, você vem de ser objeto de uma pesquisa de marketing". Era o momento de dar a ela meu telefone por se queria pesquisar mais, só que, bom, nasci e vou morrer tímido. Só aproveitei para dizer que era uma opinião comum de meus colegas de aula que na ZH faltavam críticas de livros e filmes. (Mas também nem sei se meus colegas de aula lêem muitos jornais.) Ela se defendeu dizendo que no caderno de sábado havia, mas concordou que era um ponto fraco do jornal. Eu continuei lendo sobre o G20 (nada sobre o G20 na ZH de hoje que eu li no bar) e elas continuaram tomando seu café. Eu não soube puxar mais assunto. E, óbvio, não houve troca de telefone nenhum - mas, também, nesses casos, tres son multitud. (Em defesa da Zero Hora, quando eu era novo em Porto Alegre e no Brasil, o lia com prazer.)

Monday, March 30, 2009

Let the system sink

I don't feel like talking about the crisis, but after all I've read and all I've seen, I'm starting to believe that it wouldn't be so bad to see this whole filthy system sink.

Sunday, March 29, 2009

Sobre crítica literária (a causa do novo romance de Chico Buarque)

Chico Buarque, ao contrário de Zé Ramalho (ver post antigo), está na mídia, e a Folha de S. Paulo ontem dedicou três páginas inteiras (com mais letra do que foto, o que é raro) a seu novo romance, Leite Derramado. A crítica de Roberto Schwarz ocupa cinco (!) colunas de texto, e eu a guardei como exemplo do que deve ser uma crítica de uma obra literária. Ela é bem escrita, bem argumentada, detalhada, ordenada, rigorosa, abrangente, esclarecedora, com citações ilustrativas (só as necessárias), etc. Como digo: um exemplo de crítica. E ele considera o livro "ótimo" (isso é coisa do jornal, que no fim coloca a avaliação em uma palavra: ruim, regular, bom, ótimo). Ao lado dessa crítica positiva, está a crítica negativa de Eduardo Giannetti (se bem que no final a avaliação em uma palavra é "bom"). Essa crítica é mal escrita, cheia de clichês, esquemática e preconceituosa. (Não conheço Eduardo Giannetti, mas ao lado de Roberto Schwarz escreve como um aluno universitário.) Enfim, o caso é que eu já pensava em comprar o livro, que é uma saga familiar, quando fui ver, na primeira página do caderno (onde há a simples notícia da publicação), qual era o número de páginas. Pensava que não iam ser menos de 400, pois a história começa com o trisavô do protagonista chegando ao Brasil na comitiva de dom João 6º, passa pela República, etc. e termina com o tataraneto do protagonista, traficante de drogas. E sendo que a obra, segundo Schwarz, é "ambiciosa", com "seqüências e análises memoráveis", com "desdobramentos" e "digressões", com "momentos de crítica social indireta"; e que compõe "um panorama social amplo, de muita vivacidade"; e que é escrita com uma "carpintaria realista e controlada até o último pormenor"; sendo, enfim, tudo isso, achei que o livro podia chegar às 500 páginas. Tem 200. Pensei: Não. É impossível. Não pode ser. Não vou comprar. Tudo isso? Em um livro só 20 vezes mais longo do que esta crítica?

Hoje, no Estado de S. Paulo, Daniel Piza se ocupa brevemente do mesmo livro. Escreve que o personagem principal, o narrador, é desperdiçado "com o modo ao mesmo tempo apressado e monótono da linguagem", que os outros personagens "não ganham vida", que "a galeria humana promete mais do que cumpre". Pior: "Nenhum tema é explorado, implícita ou explicitamente". Ah! Para isso sim!: para isso há espaço em 200 páginas! Mas o que há com Roberto Schwarz, que escreveu essa crítica exemplar? O que significa que o leitor de jornal possa deduzir mais de saber o número de páginas de um livro do que de ler duas críticas? Quantas críticas é preciso ler para não pagar por um livro ruim ou deixar de pagar por um livro bom? O que é uma crítica bem feita, se, no fim, nem essa de Schwarz é? A crítica bem feita está errada e a crítica mal feita está certa? Como assim? Isso não foi nunca assim! (O jornal Zero Hora faz bem ao dedicar um espaço tão limitado às críticas?, se é que essas resenhas mínimas podem ser chamadas disso?)


PS: Quem sabe o texto de Schwarz, que apesar de tudo eu vou guardar, me sirva mais "em si" do que como crítica do livro de Chico Buarque. Porque vai até além do livro, e inclui observações como a seguinte, úteis para um estrangeiro como eu: "Ainda aqui estamos em águas machadianas, onde também a fibra amatória é a exceção que escapa a certo rebaixamento genérico e derrisório imposto pela condição de ex-colônia às elites brasileiras. Como marca local, a desproporção entre a intensidade da vida amorosa e a irrelevância da vida do espíritu é uma caracterização profunda, com alcance histórico, a que o romance de Chico Buarque acrescenta uma figura".

Saturday, March 28, 2009

Para minha amiga Rose, que hoje se forma em Museologia



Demorei horas (sério!) para achar este quadro no Google. Finalmente apareceu esta foto, lá pela página 45 de "Imagens". É minha obra preferida da Fundação Miró, que espero que um dia possas conhecer. Uma das últimas que ele pintou. Um tríptico, três linhas pretas sobre três fundos brancos (tem que clicar para ver melhor). As linhas não fecham, não chegam a tocar as margens (isso é importante, eu li no catálogo :) e representam (segundo o próprio pintor) tudo, ou o infinito, ou tudo o que é possível.

Thursday, March 26, 2009

Sign of the times

Ontem, a escritora Susana Vernieri, que foi entrevistada pelo professor Assis Brasil em seu programa de TV, deu-me de presente um exemplar do livro que está lançando, As grades do céu (pela editora Libretos). É um livro pequenino, com treze contos muito curtos. De uns gostei mais, de outros, menos; de alguns gostei muito mesmo (de "O unicórnio", por exemplo; ou "A bóia"; ou "Classificado"). O início do conto "Da estante", com o qual me identifiquei, me fez sorrir (sorriso triste, né?). O copio a seguir, só o início.


Da estante

Livros. O apartamento de um quarto estava abarrotado de livros.

A melhor amiga alertou:

- Como vais arrumar namorado assim?

- Como assim?

- Assim. O cara entra aqui e dá de frente com essa estante cheia de livros.

Monday, March 23, 2009

Macaco: Brasil 3000

Depois conto a história de Macaco, banda de Barcelona, e desta música, que está triunfando lá (obrigado ao Ramon e a Nelia pela informação ;)

Sunday, March 22, 2009

Anjinho pensativo

Às vezes, quando não sei como continuar, fico olhando para o anjinho pensativo, que à luz da vela parece vivo.

Saturday, March 21, 2009

Eu só queria falar em cultura africana... e agora vou ter de pagar! :o)

Enquanto isso, em Salvador...:


Prof. Marcelo: Oi, querida! Te achei no computador! Hmmm...

Rose: Como assim, querido Professor?

Prof. Marcelo: Estava procurando imagens do Museu Afro, e encontrei fotos de máscaras Gueledés, lá do Museu...

Rose: E lembrou de mim quando viu as máscaras, é? rsrsrs. Que que tem as máscaras?

Prof. Marcelo: Então... Vi as máscaras. As fotos feitas sem minha permissão. E ainda tem ele falando sobre o Jayme Fygura. Com foto e tudo! Tô lendo aqui.

Rose: Ah... Já sei! Você encontrou o blog do Roger.

Prof. Marcelo: Foi você quem levou ele no museu, né? Então vai ter que pagar por ele ter feito as fotos sem permissão. rsrsrs!!

Rose: Não fui eu, não! Oxe! Tá maluco e decidiu me perturbar hoje, assim via celular, né? rsrsrs!!

Prof. Marcelo: Olha! Tem ele falando dos olhos da tua irmã. Onde é que anda esse gringo? Já tinha até esquecido dele.

Rose: Está em Porto Alegre. Na PUC, no mestrado.

Prof. Marcelo: Ah... Tô zoiando o blog dele. rsrsrs.



... Pode zoiar. (O que que é isso?)

Thursday, March 19, 2009

A falácia do charme de fumar

Hoje, caminhando pela Rua da Praia em direção à Praça da Alfândega, vi, em um portal próximo ao Museu do Exército, uma mulher jogando a ponta do cigarro - com aquele disparar do dedo indicador - três metros à sua frente, intentando acertar uma lixeira. E achei tudo nojento: o fato de jogar a ponta do cigarro desse jeito, o fato de não recolhê-la ou pisá-la (caiu no chão), o próprio fato de a mulher fumar. Então pensei: Só um pouco: Achar que fumar é nojento, não é a mídia que o pus em minha cabeça, nestes últimos anos? Vieram-me à mente atores e atrizes de cinema, mas logo viajei no tempo até o colégio: Não era charmoso fumar? Quem fumava não era mais charmoso? Pensei logo em C. e em L. Vendo C. ou L. fumar, cigarro era charme! Então pensei: Só um pouco: C. e L. não eram... as garotas mais bonitas da turma? Claro que eram! Lindérrimas! Então? Não seriam seus cabelos?, seus olhos...? (C. continua linda, e parou de fumar na mesma época que eu, seis anos atrás; com L. perdi o contato.) No caminho de volta, também na Rua da Praia, um jovem jogou, de maneira parecida com a da mulher - longe -, a ponta do cigarro. No seu caso, usando o polegar e o indicador, e sem lixeira à vista. Mais nojento ainda.

Wednesday, March 18, 2009

¿Papa de quién?

El Papa se va a África y continúa negando la utilidad del preservativo para frenar la epidemia de sida. Y ahora ésta, hoy en El País: "El Papa defiende la liturgia católica frente a las 'alegres' celebraciones africanas". Subtitular: "Benedicto XVI expresa en Camerún su preocupación por la diversidad de ritos del continente que provocan 'distorsión'". ¿Por qué no se va a predicar a los pocos fieles que quedan de su Iglesia? ¿Pero el Papa de quién se ha creído que es?


Stencil de la época de la visita de Ratzinger a
Brasil, en homenaje a sus discursos neonazis.

Sunday, March 15, 2009

Domingo

1. Há tanto tempo que estou no Brasil, que por vezes toca uma música (hoje, em um restaurante) e me entra uma saudade que já é de anos atrás - e nem sei de onde ou de quem.



2. O Nando Reis se apresenta junto com a Ana Cañas, daqui a poucos dias, no Anfiteatro Pôr do Sol, na beira do rio Guaíba, onde eu vou correr. Esse dia eu não vou correr. Vou ir lá, sentar na grama e ficar escutando.

3. Esta semana li no jornal ou vi na TV (não lembro) alguém que dizia (acho que era uma velha atriz): "A vida é um drama. Quem diz que é uma comédia não sabe nada da vida. Você até pode dar muita risada, mas não por isso deixa de ser um drama".

4. O Zé Ramalho também vai se apresentar aqui em março. (Mas eu não gosto de shows em teatros, e Porto Alegre não tem nada como uma Concha Acústica ou um Circo Voador.) Engraçado: escutei muito ele em 2003, e depois nunca mais se soube. Foi Dimitri, um suíço que eu conheci em Salvador, apaixonado pela música brasileira, quem me deu a dica. E ontem um tio da Gabriela que também gosta muito dele me disse: "Nunca mais ouviu falar nele porque ele não está na mídia".


Margareth Menezes e Zélia Duncan cantando "Frevo Mulher",
de Zé Ramalho, no Circo Voador, janeiro de 2007.

Friday, March 13, 2009

Traduccions de Brasil 55 (Dançarinos na última noite, de Milton Hatoum, fragmento)

(Del libro A cidade ilhada.)


En casa, Porfiria le pellizcó el brazo al marido: ¿Por qué tanta alegría, amor? Él sacó los dólares de la lata de queroseno (...) y contó su plan: comprarían una granja (...), criarían cerdos y gallinas, plantarían mandioca, frutas.

Ella no estuvo de acuerdo: quería ver a los músicos y bailar.

¿Y nuestro futuro?

Ese dinero no es para el futuro, es para el placer.

Discutieron. Miralvo todavía argumentó: una escopeta para cazar, una canoa, un pequeño motor de popa chino.

¿Y después, amor? Todo eso se termina: el arma, la canoa, el motor. El placer dura una noche, pero el recuerdo es para siempre.

¿Iban a desafiar a la suerte?

Porfiria no se amedrentó: Lo que haremos es divertirnos, eso sí. Suerte es nacer de buena familia y poder estudiar.

Porfiria supo que El Gran Combo de Colombia daría un concierto el día 15 de noviembre. Cuando la empleada reservó una noche en la suite imperial del New Horizon, el gerente le preguntó de dónde había sacado tanto dinero.

Del vientre de una serpiente, 'mano.

(...)

Ordené mil veces este cuarto de reina.

Mañana lavarás platos y paellas, dijo Miralvo.

(...)

Al ver al Gran Combo en el escenario, Porfiria aplaudió de pie, mientras Miralvo todavía se lamentaba por los dólares despilfarrados; pero cuando los músicos gritaron: A bailar, a bailar, ella lo agarró por la cintura y la pareja dio varias vueltas hasta el medio del salón. (...) Ya entrada la noche, algunos huéspedes salieron (...), otros se durmieron acodados en las mesas, pero Porfiria y Miralvo no pararon. Cuando el lago estuvo más negro que el cielo, los músicos anunciaron un bolero para que la pareja bailara apechugado. Tocaron "Toda una vida", y los dos, abrazados, mojados de sudor y placer, bailaron despacio, frente al lago y la selva (...).

Thursday, March 12, 2009

O Alienista, de Machado de Assis (e Para quem não gosta de ler os clássicos 3)

Como um texto envelhece mal quando o estilo não é realista!

(Ainda não consigo entender que alguém considere melhores os contos do que os romances de Machado - como M. Hatoum, por exemplo, domingo em uma entrevista no Estado de S. Paulo.)

¡Rompió mi corazón!




Este conto ou novela satírica (mesmo sendo um texto mais ou menos curto, não um tijolão) é ideal para continuar com a série "Para quem não gosta de ler os clássicos".


O Alienista, de Machado de Assis

Em português: De perto ninguém é normal.
Em espanhol de Argentina: De médico y loco todo el mundo tiene un poco. Che.
Em espanhol de España: De poeta y de loco todo el mundo tiene un poco.
Mais: De genio y de loco todo el mundo tiene un poco.

No sé si es Baires o Madrid

... O Barcelona! (25 de abril, ssshhhhhhht! :o)




PS: Como em Updike, o desejo como motor:
"Lo importante es desear / y no ser un muerto vivo".

PPS: O desejo não só move as pessoas, também move as personagens de ficção.

PS2: Ontem no programa de TV Saia Justa pareceram chegar à conclusão (uma apresentadora apoiando-se em Lacan) de que certo grau de inveja é positivo porque leva ao desejo. O desejo seria uma espécie de reverso da inveja. Não. A inveja é destrutiva e destrutora. O desejo é um sentimento com uma outra origem - mais autônoma.

Wednesday, March 11, 2009

My workplace for 2009

Um poema

menina assanhada
de saia rodada

o vento passa...

calcinha rendada
desavergonhada



(De minha amiga Anna Faedrich.)

Tuesday, March 10, 2009

A Commedia

Um dos, por vários motivos (todos humanos, se dá para entender), colegas mais queridos do mestrado me disse hoje que sua dissertação ia ser sobre o Dante e sobre Boécio. Perguntei-lhe se já tinha lido a Commedia. Me disse que estava lendo-a. Disse-lhe se sabia que a Igreja não aceitou bem a obra, que, não sem razão, tachou de profana. Pois o Dante colocou no topo do Paraíso a Beatriz: no lugar da Virgem, seu grande amor terreno. Pensei para mim (pois a gente estava falando também de amor): tadinho do Dante, nem chegou a comê-la. Mas logo me corrigi: tinha coisas mais importantes a fazer: escreveu a Commedia.


PS: No hauria de perdre ni un segon parlant de l'Església o de religió, però aprofito per informar de la notícia més comentada la setmana passada al Brasil. L'Església Catòlica va excomunicar la mare que va permetre i l'equip de metges que va realitzar l'avortament d'una nena de nou anys violada pel seu padrastre. (El padrastre no, perquè "la violació no és tan greu", va dir l'arquebisbe, i la nena tampoc, perquè "no sabia el que feia".) L'Església sempre indicant-nos el camí... :)

Monday, March 09, 2009

Amizade

Amizade no Brasil é tão difícil!
Os laços de família são fortes demais.

Saturday, March 07, 2009

Still from New York*

(I wrote this more than a month ago; it was to be a post.)

John Updike died last Tuesday [January, 27]. On Wednesday I didn't buy the newspaper, so I only got to know it on Thursday. I'll never again find his pieces of literary criticism in The New Yorker - which I read, regardless of the book or the author he so intelligently and deferentially dealt with. Once, while I spent some months sort of isolated in a house that my parents have in the Pyrenees, I relied on the company of one of his longest and probably best books - maybe least Updikish, too: In the Beauty of the Lilies. I used to read it seated on the grass, against a tree, by the lake. And the very first short story that I ever translated into Spanish, for my own sake, because I thought it was wonderful, was one of his. One about a middle-aged man, single, bitter, at odds with life, who discovers, back in his hometown, in a visit to his old-time optician, that he's still able to fall in love as foolishly as an adolescent. I still haven't found a better title for a short story: "The persistence of desire". That might well be what keep us all alive. "His stories", wrote Lorrie Moore - who is another of my dearest short story writers - "were jewels of existential comedy, domestic anguish and restraint. And his non-fiction!".

*Updike didn't like New York. He only went there when necessary, to visit some friends, or his editor, or to see some art exhibitions.

Flesh and Blood Comics


R. Crumb

Thursday, March 05, 2009

Inici del conte "Encontros na península", de Milton Hatoum

Diumenge passat vaig acabar d'escriure el projecte de tesina i, com sempre que acabo alguna feina, treball de la universitat, conte, etc., em vaig voler fer un regal. Vaig anar a la llibreria Saraiva i vaig comprar l'últim llibre de l'escriptor brasiler (de Manaus) Milton Hatoum: A cidade ilhada. Aquest és l'inici (només l'inici) d'un dels millors contes del llibre (és fàcil de llegir, sembla escrit en català).

O ano é 1980: agosto, muito calor em Barcelona. E pencas de turistas barulhentos, como hordas de bárbaros vindos do Norte. Eu procurava um emprego naquele verão de jejuns forçados; ganhar pesetas com traduções era difícil, mas qualquer serviço seria bem-vindo: balconista de uma mercearia de Gracia, garçom no bairro Gótico ou nas tascas do velho porto mediterrâneo. Então o acaso saiu da sombra e o telefone tocou. Uma mulher havia lido um cartaz no Centro de Estudos Brasileiros: ensina-se português do Brasil. Victoria Soller queria aprender português. Fui vê-la no endereço que me deu: um apartamento num palacete modernista, travessa da avenida Diagonal.

Uma mocinha morena, alta e magra abriu a porta: Fique à vontade. O que deseja beber?

Água, respondi timidamente.

A sra. Soller já vem.

Na sala observei quadros de Miró e Antoni Tàpies e uma gravura do século XIX com a figura de Tirant lo Blanc no palco de uma batalha. Uma sala catalã. Daí a poucos minutos a sra. Soller apareceu: da minha altura, só um pouco mais magra que as mulheres de Monet. E mais bonita que as figuras femininas dos pintores impressionistas. Victoria quis saber quem era eu, e de onde era. Um estudante brasileiro, eu disse. Um ex-bolsista de um instituto de Madri. E acrescentei: Um escritor brasileiro inédito, à procura de um emprego.

Já tens um emprego, ela disse. E só porque és brasileiro.

A pátria me salvou neste verão, pensei. Picado de curiosidade, perguntei por que ela queria aprender o português falado no Brasil.

Não quero falar, ela disse com firmeza. Quero ler Machado de Assis.

Corrigi o que havia pensado: o sentimento íntimo do país me salvou a tempo.

E, para impressionar minha futura aluna, eu disse em catalão: Molt bé. E por que a senhora quer ler Machado?

Tuesday, March 03, 2009

A ciegas

Por fin llega a España Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meirelles - con el título de A ciegas (?). Vale la pena. Aunque sólo sea para ver a Alice Braga. No, en serio: vale la pena, es una buena película, arriesgada y dura. Muestra, una vez más, cómo somos los seres humanos - y, en especial, los hombres. Con una gran actuación de Julianne Moore. Y una increíble ciudad de São Paulo posapocalíptica. Y... Alice Braga :)

Monday, March 02, 2009

Escaping from what?

This is a very interesting story from Friday's New York Times. This girl, Hannah, 23, teacher of Spanish, went running on Riverside Drive*, New York, last August, and was found three weeks later floating on the river Hudson - alive. What happened during those three weeks nobody knows, not even she. Security cameras recorded her in the Apple store, as well as in some Starbucks. For people who like categorizing, psychiatrists call it "dissociative fugue". But reading it I thought it was more amazing than that.

*Try looking at New York City using Google Earth. It's like flying between buildings, over parks and squares...

Sunday, March 01, 2009

Cinema está cada vez pior 3

O cinema continua em estado catastrófico (vejam os últimos Oscar, por exemplo, tirando Milk), mas há anos especialmente bons para o cinema espanhol. São os anos com filmes da dupla Almodóvar & Amenábar, que sempre coincidem, e 2009 - ano II da crise econômica mundial - é um deles. O primeiro estréia Los abrazos partidos, com Penélope Cruz e Lluís Homar, e ainda não tem um trailer digno do nome; o segundo estréia Ágora, com Rachel Weisz. Eu não sabia onde estava metido Amenábar desde Mar Adentro, mas ao que parece não perdeu o tempo, olhem o primeiro trailer do filme (o Sullivan, colega de mestrado, fanático pelas sete maravilhas do mundo antigo, vai vibrar). (Façam click em High Quality, seta no ângulo inferior direito.)

Friday, February 27, 2009

Felicidade clandestina, de Clarice Lispector

Este livro de contos* tem me acompanhado na primeira semana em Porto Alegre depois das férias. Como sempre com Clarice, que grande prazer, se se lê com atenção! Entre meus preferidos, "Miopia progressiva", "A legião estrangeira", "Os desastres de Sofia", talvez o mais complexo, com uma vívida descrição do campo de recreio de um colégio, "A mensagem", sobre duas pessoas que viram amigas porque as duas sentem uma tal angústia ("A princípio, quando a moça disse que sentia angústia, o rapaz se surpreendeu tanto que corou e mudou rapidamente de assunto"), e "O ovo e a galinha", com muitas notas de humor ("a galinha tem muita vida interior"), que poderia virar, se não virou já, monólogo teatral (com uma atriz que soubesse colocar bem longas pausas). Os últimos cinco contos, mais breves, são só exercícios, segundo a escritora reconhece ("exercício de escrever, para me divertir"), mas na memória ficam os outros, não superáveis.

(Não sabia que havia contos além dos de Laços de família. Graças às Anas do mestrado, Ana e Anna, Doutora e "sora", soube que havia este livro, e que ainda há outro...)

(Tentei traduzir ao catalão "Restos do Carnaval", conto de três páginas sobre uma menina fantasiada de rosa, itálico da escritora: não deu, amics, teria precisado de vários dias!)

*Comprado na grande Livraria LDM, de Salvador.

Tuesday, February 24, 2009

"Crise econômica"

"Crise econômica", na margem superior das páginas dos jornais, significa que o pai de um colega se matou. Por ter sido demitido, ter contas para pagar. Filhos, mulher.

Notas esportivas: Os fracos também vencem

Domingo meu Espanyol ganhou no estádio do Bar$elona pela primeira vez em vinte e tantos anos (acabando com uma invencibilidade de 22 jogos do Bar$a nesta temporada).

Com a colaboração do brasileiro Nenê, ex-Palmeiras e Santos, magnífico na jogada do primeiro gol.

(O campeonato espanhol é uma farsa, mas ganhar desse time sempre é uma alegria :p)

Thursday, February 19, 2009

Da série Como meu irmão é inteligente

Domingo dia 15 escrevi:

Janta no Largo de Santana [...]. Chega a Rosa. De um vendedor ambulante, [compramos] presente de grego para o Uri (ele não vai saber resolver). [...]

O Uri resolveu o treco em poucas horas, e agora, emocionado, diz que quer entrar para o MIT.

Wednesday, February 18, 2009

Da série Essas pequenas coisas que me chateiam

Um jovem de camiseta, bermuda e rabo de cavalo entra na lotação e senta ao meu lado no banco do fundo, onde o ar condicionado não chega e a suspensão é péssima. Os assentos à frente estão ocupados. Uma mulher desce, libera um. Eu olho para o jovem para ver se faz algum sinal de ir se levantar e ocupar o lugar vazio. O jovem se levanta e vai. Por que ele não olha para mim?

Qualquer semelhança dessa atitude com outras menos inócuas (em uma comunidade, em uma sociedade) não é mera coincidência.

Monday, February 16, 2009

Em Salvador com meus pais e 4 (Praia do Forte)

Dia 13


Do ninho aberto esse dia nasceram 68 tartaruguinhas.
(Adorei as unhas cor de rosa da menina.)



Com comentários de minha mãe e muito oba-oba.


Uma onda levou esta tartaruga até minha havaiana. Eu a ajudei
quando ficou de barriga para cima.



Mais de perto.

Sunday, February 15, 2009

No MAM

Em Salvador com meus pais 3

Dia 12

Caminhada pela orla. Pais visitam o Forte e Farol da Barra, eu fico na Internet agradecendo mensagens de parabéns. Compras e almoço no Shopping Barra. Visita e compras (O Ateneu, Felicidade Clandestina, fotos de Pierre Verger) na Livraria LDM, Rua Direita da Piedade, onde trabalha o Ronaldo. Breve siesta no Hotel. Encontro com a Rose na Praça da Sé. Pais, compras. Com a Rose, sorvete e bate-papo. Assistimos ao show de música e luz no Terreiro de Jesus. Passeio pelo Rio Vermelho. Chega o Ronaldo. Janta no Largo de Santana (origem e final de tudo, o nosso Salvador): acarajé, vatapá, cerveja, beiju. Chega a Rosa. De um vendedor ambulante, presente de grego para o Uri (ele não vai saber resolver). Pai gosta mais de acarajé, mãe gosta mais de beiju. Pais se despedem. Conversa, risos, bangue-bangue verbal entre o Ronaldo e a Rosa. Despedida com lindo presente da Rose, presente especial (são frases dela) que abro e leio no Hotel.


Praia do Porto da Barra.


No Farol da Barra.

(Fotos: Josep.)

Friday, February 13, 2009

Em Salvador com meus pais 2

Dia 11

Visita à Igreja Senhor do Bonfim. Caminhada de um kilômetro até a Ponta de Humaitá (pai: "Aqui não tem turistas..."), visita ao Forte de Mont' Serrat, com vistas da cidade, a Praia de Boa Viagem e a Igreja de Mont' Serrat. Passeio no Campo Grande. Almoço no restaurante ao peso do Teatro Castro Alves (dia 13 toca Manu Chao). Café no bahiacafe.com (mãe, abacaxi com hortelã). Siesta no Hotel. Encontro com a Rose (LINDA!). Visita ao Museu de Arte Moderna, MAM, incluído o Parque das Esculturas (não lembro de museu com localização melhor; obras fantásticas). Caminhada até o Elevador, iluminado de azul. Breve passeio pelo Pelourinho (mãe compra presentes). Encontro com o Ronaldo (Figura). Janta de aniversário em nossa pizzaria preferida do Pelô (localização secreta). Lindos presentes da Rose, a Rosa e o Ronaldo. Ronaldo feliz por ter entrado na UFBA. Eu feliz por estar com eles e meus pais. Ronaldo crítico com a decoração do Carnaval ("Parece que a Bahia está triste"). Eu feliz por envelhecer dois anos seguidos em Salvador com meus amigos.


De parabéns por ter esses pais e esses amigos.

Wednesday, February 11, 2009

Em Salvador com meus pais

Dia 9

Passeio noturno no Pelourinho, janta no restaurante Sorriso da Dada: bolinhos de bacalhau, casquinha da Dada (camarão com queijo), casquinha de siri, moqueca mixta (peixe e camarão) como prato principal. (Pai gosta mas não acha o pirão "demais".)

Dia 10

Visita ao Terminal Marítimo, o Mercado Modelo (e o subsolo tétrico do mercado), o Elevador, a Praça da Sé. Sucos no bahiacafe.com (mãe adora o de abacaxi com hortelã). Visita ao Museu Afro-Brasileiro (já o visitei, saio antes, espero tomando café, escuto "Vamos fazer um filme" ("e ho-jem di-a / comoé que se diz eu te a-a-mo"), tocando no rádio). Passeio pelo Pelô. Mãe compra colares. Fundação Jorge Amado. Almoço na praça de alimentação do Shopping Lapa (mãe não gosta do buffet vegetariano em frente da Livraria LDM). Café no exterior do shopping, local bonitinho, três mesinhas. Reservas de hotel em Praia do Forte no Barra Shopping (cara muito gentil, mas muito demorado). Breve siesta no Hotel. Breve assistência à missa na Igreja de São Francisco, riquíssimo interior barroco de madeira e pão de ouro, iluminado, lindo. Três caipirinhas no bar do Albergue Laranjeiras. Encontro com a Rose (linda!). (Pai: "A caipirinha me subiu à cabeça...".) Gerônimo na Escadaria da Igreja do Passo (só duas ou três músicas). Grupo de crianças tocando percussão na rua. Quatro crepes no Laranjeiras. Travesti famoso (não lembro o nome) no Largo Tereza Batista (algumas músicas), logo, pagodeiro (Rose: "Ele grita mais do que canta"), embora. Samba na Praça Quincas Berro d'Água. Pais sentam. (Pai: "Nunca vi tanta animação na rua"). Pais embora. Samba com a Rose. Papo em dia até que o samba termina.


Vista desde o Elevador Lacerda.


Largo do Pelourinho desde a Fundação Jorge Amado.

(Fotos: Josep.)

Saturday, January 31, 2009

In a kosher restaurant

I had lunch in a Jewish restaurant on 33rd Street, between Lexington and 2nd Avenues (a Lonely Planet pick). I ordered the keplach, which I didn't know what was. I asked the waitress, an old woman, but didn't understand what she said. Before the keplach (with sautéed onions: that I knew I liked), I asked about the blintzes, and about the pierogen, all words written under the heading "Traditional dishes" on the menu - but, as I say, I didn't understand the woman and didn't ask again. It was good enough to be in a traditional New York restaurant, with tables, tablecloths, chairs, real knives and forks, waiters and waitresses serving tables and going around asking if everything were fine,... and not in one of those take-away places, or do-it-all-yourself places (and do it fast), so ugly, disheartening, and common in New York. So I had the keplach, which were balls of meat and tasted very good, specially with the onions.


Keplach.


PS: How's this for a lyric (heard on a latino drugstore, in Brooklyn)?:

No te quites la ropa-a-a-a
Que quiero hacerlo yo-o-o
Sin que tú te des cuenta-a-a-a
Con manos de ladró-óoon

PS 2: João Gilberto is being played everywhere. :)

PS3: Many people are asking: "How do you like New York?", like deferential people do in Rio, Recife or Salvador. Something unthinkable in 2000 or before.

PS4: Yesterday night I found myself lying about my age for the first time. (It wasn't funny.)

PS5: Next post about John Updike. :(

Thursday, January 29, 2009

My favorite café

In my favorite café they make the best omelettes, salads, cakes, muffins, etc. and play the best music. Yesterday I listened to "Perfect Day". And then to "Satellite of Love".




Tiny Cup: my favorite café.

Wednesday, January 28, 2009

Dumbo, Brooklyn


Julia and the Manhattan Bridge.


In a café on Front Street.


Apparently somebody had jumped off the bridge.
These two journalists were looking for the body.

Monday, January 26, 2009

P.S.1 Contemporary Art Center


Circular Mirror, by Olafur Eliasson.


Under the Circular Mirror, with Pedro and Julia.


Swimming Pool, by Leandro Erlich.


Julia under the water.





White face, by Gino De Dominicis.


Red room, by Gino de Dominicis.


Self-portrait, by Gino De Dominicis. :p