Saturday, February 25, 2012

Adiós a la universidad: el eclipse de las humanidades, de Jordi Llovet

Pela primeira vez, vou dar estrelinhas (coraçõezinhos, cinco!) para um livro que ainda não li (a partir de uma crítica sui generis que o Sérgio fez). Dei-o de presente à minha irmã, no aniversário, e ela... leu! :) Leu e achou extraordinário. Extraordinário é mesmo que minha irmã leia um livro que ganha de mim, ou dos nossos pais: ela está sempre lendo livros que nem estão nas livrarias tradicionais, livros (não sei se ela usa essa expressão) de fora do sistema; panfletos, digo-lhe eu, brincando. Eu imaginei que o livro seria bom, pelo autor, pelo assunto, pelas frases na faixa da capa: "En un país normal, este libro provocaría un terremoto" (Xavier Antich), "Es una enjundiosa reflexión sobre la cultura y la educación superior de hoy. Su anecdotario, lleno de humor y perspicacia, es una auténtica delicia" (Fernando Savater). Jordi Llovet foi catedrático de Estética, de Crítica literária, de Teoria da literatura e de Literatura comparada, sempre na Universidade de Barcelona (UB); eu, da UPF (formado em Humanidades, ai!), não o conheci, conheço-o indiretamente, pelas recomendações de clássicos da literatura que ele faz cada quinta-feira no Quadern, caderno em catalão do El País. Ele é um dos maiores especialistas espanhóis em literatura clássica e catalã, além de tradutor ao catalão de Hölderlin, Kafka, Rilke, Musil, Thomas Mann, Flaubert, Baudelaire, etc. Mas deixou de ser professor.

Na contracapa do livro, explica-se o porque do título: em 2008, ele aceitou um plano de pré-aposentadoria pensado pelos chefões da UB, que ele não teria aceito "si las circunstancias de la vida académica que se explican en el libro no le hubieran invitado a tomar esa decisión".

Mais, da contracapa: "Durante todos estos años el autor ha vivido experiencias y momentos de una gran belleza, de aprovechamiento y de mucha dignidad, pero también ha vivido otras que caen de lleno en el malestar y la consternación, si no en el horror. El autor intenta que todas y cada una de las situaciones narradas vayan acompañadas de una reflexión pedagógica, política, pero también moral, para hacer de este libro algo útil para las generaciones presentes de estudiantes, profesores y directores de enseñanza secundaria y de las universidades de Cataluña y de toda España, y también para las generaciones de estudiantes de Humanidades -que el autor ya comienza a llorar- que vendrán". Pior: "En El eclipse de las humanidades se describe el sobrecogedor panorama del hundimiento de la cultura en España".

Vendo a empolgação de minha irmã com a leitura, quis comprar o livro para mim. Não o fiz. Em vez disso, comprei-o para o Sérgio, que, além de ator, é professor na Faculdade de Educação da UFRGS e se interessa muito por tudo aquilo relacionado com as formas, os métodos de e a qualidade do ensino. E agora ele não quer me emprestá-lo!!! Eu lhe disse que, se é tão bom, poderia doar o livro à biblioteca da FACED, mas ele, muito possessivo, respondeu: "Por favor! No doy este libro a ninguna biblioteca!, lo estimo demasiado como mío!". (Tudo bem, mas eu acho, Sérgio, que ele deveria estar nas bibliotecas das faculdades de Letras e Ciências sociais...) Não quer doar o livro à biblioteca, nem me emprestá-lo ("tu iria te deprimir"), e ao mesmo tempo me provoca dizendo que dorme e acorda lendo o Llovet.

Bom, depois deste preâmbulo, vai aqui sua crítica, a que fez com que eu não duvidasse na hora de dar ao livro todos os corações:

"Por fin miro el reloj: son las cinco. Agarro lo que no puedo dejar: el eclipse de las humanidades. Parte de mi desgarro se traduce con tanta precisión y con tan buen humor, a parte de la envidiosa vida y experiencia del autor, que no puedo dejar de leer. Como dijo algun Foix Moix o Comas Ribas, en un país serio ese libro sería un terremoto. Y me sirve. Me terremotea las ideas y las sensaciones. Agradecemos a Rosa, tu hermana, la lectura previa y a ti, por la elección. No podría haber llegado en mejor 'enhorabuena' este libro. Son las 07:19, tengo ganas de tomar un café". Em outro e-mail, ele escreve: "Olha que sincronia com o livro do Llovet: 'ADUFRGS abre o debate sobre o futuro da UFRGS: A ADUFRGS-Sindical, representante dos professores - responsáveis pelas atividades e fins da Universidade (ensino, pesquisa e extensão) e detentores de experiência e conhecimento para definir os objetivos da instituição e escolher seus dirigentes - conclama os filiados a uma profunda reflexão, tendo por base o nosso passado e o que queremos para o futuro da UFRGS, e a uma participação ativa nas discussões e elaboração de programas sobre o que queremos dos próximos gestores desta importante Instituição'". Por último, ele diz que talvez assista, como ouvinte (talvez eu também) à disciplina "Cinema, Literatura e Educação, é tudo verdade?", da professora Rosa Maria Bueno Fischer, "um primor de intelectual"... "tudo por culpa do Llovet, que não para de me incomodar: anda, sal de tu inercia, vete a estudiar".





PS: Este post é também sobre política (daí a etiqueta "Sobre política"). São os políticos os que estão acabando com as Humanidades: os que dirigem o país (no caso, Catalunya e España) e os que dirigem as universidades. Ou então é o mercado, que acredita não precisar de pessoas com esse tipo de formação. Mas são os polícos os que poderiam/deveriam resistir a essas "forças".

Wednesday, February 22, 2012

Ficar em albergue é tudo de bom... (ou sobre universidades e outras baixarias)

... E se o albergue é novinho e/ou charmoso, ainda mais - este HI de Porto Alegre é novo, abriu em dezembro. E se o albergue esta numa zona, no caso, numa rua de prostitutas e travestis, pode ser muito engraçado. (Nota: Conheci mais pessoas em quatro dias aqui, de Curitiba, BH, São Paulo,... do que em anos no apart-hotel da Demétrio.) Ontem foi noite de cerveja e bate-papo na calçada, na porta do albergue (não tem botecos na São Carlos, nem na Farrapos/Gaspar Martins, na Cristóvão estava tudo fechado): conversa sobre as universidades brasileiras, sobre a Europa afundando, sobre os travestis. Com destaque para um cara de Brasilia, colega de quarto, muito inteligente e engraçado. Primeiro, quando soube o que aconteceu comigo na seleção ao doutorado, deu-me uma lição de como funcionam as coisas nas universidades do país (ele trabalha na UnB; fala com as inflexões de voz e a rapidez de um Renato Russo mas com um timbre agudo, como de criança). Não disse quase nada que eu não soubesse pelas pessoas com quem já falei. Tipo: projeto inovador, não passa; projeto ousado, ambicioso, complexo, etc., não pode (ou também, por exemplo: se na UnB o candidato não fala em Darcy Ribeiro, se ferrou). Falou sobre como funcionam as pós-graduações, usando muitos palavrões; sobre o sistema universitário brasileiro (mais xingamentos), sobre os professores (maaais xingamentos). Disse que ele recomendava aos alunos que se mandassem para outros lugares, como o Canadá, onde "os estudantes que se destacam são recebidos de pernas abertas". E contou o caso de uma moça de Brasília que ficou dois anos preparando seu projeto de doutorado, não foi aceita e tentou se suicidar.
-Agora você chorou, mas já aprendeu.
-Não chorei, mas aprendi.
Depois o assunto foi a Grécia, o euro, a crise que pode acabar com a UE, e ele falou, assim me pareceu, com mais conhecimento do que os economistas que escrevem nas páginas cor salmão do El País.
Enquanto isso, outro colega que tomava cerveja conosco, de São Paulo, foi investigar os travestis. Voltou com a informação de que uma, a que rebolava mais perto de nós, era curitibana, veio a Porto Alegre para se operar e ficou ("cobra 50, deve ser uma rapidinha"). Então apareceu (entre muitos outros carros: a demanda é grande) um carrão (não vou descrever o carro: é que em Barcelona, ir à procura de prostitutas na rua, ou, pior, travestis, não é coisa que se faça abertamente; lá o cara teria usado boina, óculos de sol e bigode postiço; por isso achei o diálogo surpreendente, fiquei pasmo; "aqui é o Brasil!", explicou o brasiliense cabeça). O carro para à nossa frente, o homem assoma a cabeça (um homem bem vestido e penteado; pai de família?):
-É aqui a rua dos travecos?
-É, tudo reto. Tá vendo?
E ele:
-Cê indica alguma?
(Como Cê indica alguma? Pensei: ele está zoando de nós???)
-Cê acha que a gente experimentou todas?!? Hahaha!
Eeenfim. Ele dirigiu mais uns metros e parou ao lado da curitibana, não estava zoando, queria mesmo uma recomendação. Uns 45 minutos mais tarde, passou de novo, fazendo OK. Nós já estávamos rindo de outro assunto - o assunto não era para rir, mas o clima era de festa. É que um taxista parou, estava exausto, pediu uma cerveja no albergue: uma argentina, contou, acabava de ter um ataque epiléptico no táxi, "um horror".
-E ela não pagou.
-Pagou sim!
Uma hora depois, volta a passar o carrão (ó cara insaciável).
-O que ele quer é comer vocês - disse o brasiliense.
Subi ao quarto, li por meia hora, desci para fumar o último cigarro, encontrei ele cantando, sentado no meio-fio, com o paulistano de pé, como fazendo de guarda-costas.

Nota: Não contei sobre o tipo que também esteve no quarto, sarado, safado, professor de musculação (isto é inexato, não quero problemas). Ele foi no Sofazão (não conheço esses lugares, faço constar) e me disse feliz que pagou 100 e comeu três.

Nota 2: Esse HI não é para putanheiros, OK? Esses colegas de ontem, e outros, são mochileiros, estão fazendo turismo (sim, é possível) em Porto Alegre. A questão seria se sua localização é a mais adequada.


PS: Caetano:
"Três travestis
três colibris de raça
deixam o país
e enchem París de graça"

Tuesday, February 21, 2012

Monday, February 20, 2012

Carnaval 2012 na cidade fantasma

Diálogo por sms:

-Como está de carnaval? O meu está pacato mas relaxante.

-Meu carnaval está triste, mas estou aguentando o tranco.

-Aguenta firme, que já está acabando. Carnaval é sempre assim, por isso que fujo.

Friday, February 10, 2012

R. I. P.

Quarta-feira passada morreu em Buenos Aires Luis Alberto Spinetta. Eu nem sabia quem era, soube porque ontem apareceu um longo obituário em El País (de Espanha, não de Uruguai). A manchete diz assim: "Luis Alberto Spinetta, la poesía del rock argentino. Junto a los músicos Charly García y Fito Páez, puso las bases del género". No texto, Alejandro Rebossio conta que foi "el poeta más rockero o el rockero más poeta de Argentina", que "fue un autodidacta y le salió más que bien". Teve vários grupos: Almendra, Pescado Rabioso (com P. R. gravou o álbum Artaud, "considerado uno de los mejores del género"), Invisible, Banda Spinetta, Spinetta Jade. "Con Charly compuso el éxito 'Rezo por voz', y con Fito el álbum en que destaca 'Folies Bergere'". Depois de ler o obituário escutei no YouTube algumas das músicas citadas, "Muchacha (ojos de papel)", "Rutas argentinas", "Durazno sangrando", "A estos hombres tristes",... A que mais curti foi a primeira, que posto aqui. Não de início. De início me pareceu uma canção de amor como muitas outras, com uma letra mais ou menos comum. Mas não sei se pela melodia ou por sua voz, ficou em minha cabeça até que caí no sono. Pelos comentários que depois li no YouTube, Spinetta marcou a geração dos que foram jovens nos anos oitenta, e essa música em particular foi a trilha sonora de muitos primeiros amores, amores de adolescência, esses que com o tempo parecem totalmente esquecidos mas de um modo ou outro definem amores futuros.




Esta semana também faleceu, em Barcelona, Antoni Tàpies. Morreu na segunda-feira e os jornais seguem cheios de artigos sobre ele e sua obra. Era o pintor catalão mais universal, e eu só comecei a entender seu valor e curtir sua obra há poucos anos, depois de ver, na Fundació Tàpies, um documentário sensacional (não está online). Era um pintor difícil, muito influenciado pelas culturas orientais; "matérico", segundo sua própria definição; que tinha em Joan Miró seu mestre mas resolveu não usar cores primárias. Posto uma de minhas obras preferidas, "Armari", de 1973.


Wednesday, February 08, 2012

Sobre a crise

Queria ter escrito sobre a crise - econômica, mas não só - em Barcelona/Catalunha/Espanha/Europa há semanas; ter escrito sobre o que leio e o que vejo, mas estou sem tempo, ou nunca encontro o momento. A coisa está muito feia. O desemprego, na Espanha, é 23%, o desemprego juvenil 50% (simplesmente, não há trabalho, nem de garçom, nem de faxineiro/a), centenas de milhares de pessoas já deixarem de cobrar o seguro, famílias inteiras estão sem salário nenhum, tenho amigos desempregados, amigos que com trinta e tantos anos voltam a morar com os pais... Queria escrever, também, sobre os mendigos, que já não são os que sempre (tristemente) houve, agora são mais parecidos com qualquer vizinho de prédio. Há 8.000 pessoas sem teto em Barcelona. E cada dia, na cidade, 20 famílias são expulsas de suas casas (as tevês não usam essa palavra, nos noticiários se usam eufemismos: 20 "desnonaments", uma palavra catalã que eu nem conhecia, 20 "ejecuciones de hipoteca"). Não somente expulsas: muitas perdem a casa e, ainda, levam para a rua suas dívidas (nem a casa é suficiente para os "executores"). Os imigrantes estão indo embora, 300.000 foram embora de Catalunha em 2011. Tudo isso sem falar das pessoas com doenças graves que não podem ser operadas porque o governo corta despesas, fecha quirófanos, centros de assistência hospitalar, etc.

Não vou descrever em detalhe o que está acontecendo. Em vez disso, posto duas partes do programa "Salvados", do episódio dedicado à crise, emitido há uma semana. "Salvados" é um baita programa de humor fino e crítica social afiada, com Jordi Évole. A parte 3/4 é sobre o que os bancos fazem (usando a expressão do ex-banqueiro entrevistado, "pone los pelos de punta"). Na parte 4/4, o entrevistado é o professor Sampedro, que fala, entre outras coisas, sobre como os políticos estão usando o medo.






PS nada a ver (ou um pouco a ver, já que seu recém-lançado CD, La Orquesta del Titanic, trata da crise): Para quem esteja em Buenos Aires em março ou em abril, Serrat & Sabina tocam 18 dias (18!) no Luna Park. ("Yo no quiero un amor civilizado..." :)

Tuesday, January 31, 2012

Receita de moqueca / receta de moqueca a la catalana (ilustrada y comentada)

Post gastronómico! (Creo que es el primero. Bueno, no. Pero es la primera receta. Nueva etiqueta en el blog: receitas.) Ayer domingo hicimos y comimos una moqueca en casa de Eli y Josep (grandes anfitriones). Josep fue el chef, Eli la maestra de sala, yo el pinche (quien ayuda en la cocina con muy buena voluntad y ninguna formación). El encuentro gastronómico brasileño estaba previsto desde que ellos volvieron a Barcelona tras pasar un mes de vacaciones en Brasil, en agosto. Estuvieron una semana en Rio de Janeiro conmigo (aquí y aquí) y luego hicieron una ruta por el nordeste. Creo que la moqueca que comieron (o una de las que comieron) fue en el restaurante del primer piso, a mano izquierda, del Mercado Modelo de Salvador. La ruta que hicieron (ayer me enseñaron las fotos de los lugares maravillosos que visitaron y a Eli se le escapaban los suspiros) fue: Rio, Salvador, Chapada Diamantina, Olinda, praia de Pipa, Jericoacoara, Lençóis Maranhenses, São Luis, Brasilia, Rio.

Esta moqueca es para seis personas (éramos ocho, había dos carnívoros). First: hacer un caldo con pescado de roca (no hay pescado de roca en Brasil, al menos no en el sur) como se hace para la paella valenciana. Los pescados que se meten en la olla no se comen pero dan al caldo su gustirrinín (nada de pastillitas Knorr, que además provocan cáncer).
















Luego hay que cortar en rodajas las cebollas, los pimientos (la receta original, de Carolina, amiga del chef, dice pimientos amarillos, nosotros los usamos rojos) y los tomates. Este trabajo corresponde al pinche (yo), pero lo hizo el pobre Josep mientras Eli terminaba de enseñarme las fotos del viaje.
















Y aquí está lo principal, el rape, o rap (en català). No recuerdo qué pescados se usan en Bahia... Rap: "Gènere de peix de l'ordre dels lofiformes, de la família dels lòfids, de cap gros, gairebé semicircular i aplanat, ulls grossos, dorsals, mandíbules amb nombrosos apèndixs dèrmics i pell nua però amb concrecions dèrmiques. Els seus sis primers radis dorsals, el primer dels quals atrau les seves preses com un ham esquerat, són lliures i", bueno, esto no importa,... "comestible i molt saborós, és molt apreciat. Habita a la Mediterrània, a l'Atlàntic i a la mar del Nord". Está muy rico pero no es muy bonito:

















A continuación, se exprimen limas o limones, como si fuéramos a hacer ceviche. Si el exprimidor es de Philippe Stark, queda más sabroso, y en todo caso es más guay. Se añade al rape "acevichado" un poco de ajo y se deja el pescado en remojo:





















Llegados a este punto, necesitábamos una pausa, nos pusimos a preparar unas caipirinhas mientras los invitados iban llegando. Caipirinhas de lima y mandarina. Bebimos, charlamos e hicimos los coros a Zé Ramalho (que no es baiano pero es nordestino; CD doble, acústico).
















Seguimos. Es importante que la olla (¿o es una cazuela?) sea negra, para que se parezca a las "panelas de barro" baianas. Se echa un poco de aceite de dendê (de venta en los mejores supermercados latinos de Barcelona) y se untan (con cariño) el fondo y las paredes de la cazuela. Se empieza a llenar la cazuela con capas de 1) cebolla, 2) pimiento, 3) rape, 4) tomate, 5) cebolla, 6) pimiento, 7) rape, 8) tomate, etc. (tantas capas cuanto la olla negra permita). Todo sin poner todavía la olla al fuego. La última capa es de gambas (camarões). Ah, me olvido de la sal. Es que también nos la olvidamos, iih. Hay que echar un poco de sal al rape.





















Finalmente, se echa todo el tarro de aceite de dendê (todo, sin miedo) y también el jugo de rape y limón Starck.
















No. Finalmente se echa la crema de coco. Atención, 66 ml por persona, ni uno más (esto engorda). Atención 2: tiene que ser crema de coco brasileña (de venta en los mejores bla bla latinos), no dominicana o tailandesa (mucho menos rusa o sur-coreana, nunca suiza, boicot a Suiza). Ahora sí, se pone la cazuela al fuego (a fuego alto) y se deja hasta que haga chup-chup, es decir, hasta que hierva y el aceite, la crema y el jugo del rape suban hasta la última capa.






















El chup-chup (foto borrosa, por la caipirinha):
















No hay moqueca sin pirão. El pirão se hace con harina de mandioca cruda, no tostada (que se vende en etc.), junto con el caldo de la primera foto y el jugo que se va retirando, con un cucharón, de la cazuela de la moqueca. Sin parar de mezclar, así (esto lo hice yo: aviso, cuidado: no pasarse con la harina):














Y ya está! Bueno, hay otra cosa que se nos olvidó, pero no importa, quedó igualmente riquísimo: el cilantro (hierba aromática y "de virtud estomacal"). Podríamos haberlo añadido en la moqueca, encima de las gambas, y también en el pirão. Listo!

















Para los postres, la tarte tatin de Josep. Una de las especialidades del chef. Aquí están, la tarta y el cocinero de lujo, o el lujo de cocinero.

















Buen provecho, bona cuina y hasta la próxima!


PS: No hago la lista de ingredientes y cantidades porque esas listas son siempre muy aburridas y ya se ve todo en las fotos. De nada.

PS2: Creo que la moqueca es afrodisíaca. (Creo que Bahia es afrodisíaca.)

Sunday, January 22, 2012

Felicitats, Ana! (Tres mesos!)

Este video será eliminado en pocas horas si así lo piden sus padres, contrarios a la exposición en el infierno de internet. Yo les diré que posté "una foto un poco larga", pero aun así puede que no les guste.

Ana ya habla. Alguna lengua oriental, no sabemos cual.

[Sorry, video vetado. :( Pondré alguna foto en su lugar, shhht!]






















PS nada a ver (o un poco a ver, ya que Ana es perica, creo): Así se marca y así se celebra (y se filma, gracias, DaniArD1D) un gol contra el F.C. Barcelona, o Farsa, o Bar$a, o, para algunos (babacas), "el millor equip del món", o (me parto de risa) "el millor equip de la història". Es el gol de Alvarito en el minuto 85, el 1-1 final en el partido de liga del 8 de enero. :D





PS 2: Otro aniversario, el de Cristina (espero que mis amigos adultos no me censuren nada :). Foto de las chicas. Éramos unos cuantos chicos, también, pero ellas son (vosotras sois) más guapas :p


Friday, January 20, 2012

El rey pálido, de David Foster Wallace

Sobre The Pale King não vou tentar fazer nenhuma crítica, não seria capaz, só escreveria bobagens. Já escrevi muitos pareceres de livros, e lembro que os dos melhores eram sempre os mais difíceis. É muito difícil "to have informed, intelligent reasons for liking or disliking a piece of fiction, and to write - clearly, persuasively, and above all interestingly - about stuff you've read" (a citação é do próprio Wallace, está nos aims da disciplina que ele dava na universidade do Texas). DFW era um gênio, seu romance é uma obra mestra, e agora estou naquela situação de não saber o que mais ler, não encontrar nada que, em comparação, não pareça escrito por um aprendiz. Para o editor Jorge Herralde, "un escritor de culto es un escritor con una voz propia, que sorprende, exige y excita al lector": DFW tinha e conseguia tudo isso. (Obviedade: todo o mundo tem voz própria, todo escritor também. Mas não toda voz própria, ou visão do mundo, é igualmente fascinante, nem todo escritor com voz própria tem o gênio e o atrevimento para fazer dela sua obra.) O que DFW faz em The Pale King, algumas das razões inteligentes e fundamentadas para apreciar o livro, está nestas críticas que recolhi num outro post, bem escritas por bons críticos literários norte-americanos. A crítica espanhola e, pior, os escritores espanhóis ignoraram o livro, que não apareceu nas listas com que os jornais encheram suas páginas de cultura antes do fim do ano. Será que eles não leem em inglês? Pode ser, que coisa patética. Mas a magnífica tradução de Javier Calvo ao espanhol está nas livrarias há três meses. Eu li essa tradução, desisti do inglês logo no primeiro capítulo, sobretudo pela quantidade de termos sobre fiscalidade. O livro é em parte sobre o tédio, mas a escolha de uma agência tributária como cenário principal não é arbitrária, uma personagem, lembro, fala sobre como é possível definir a moral de um indivíduo a partir de sua postura diante do fato de ter de pagar impostos. Não é um livro só sobre o tédio, mas é um livro triste (com trechos muito engraçados). É um livro moral, é um livro sobre a condição humana - estas são características de todas as obras mestras e um exemplo das bobagens que eu digo que não quero escrever. Mais um clichê: a leitura requer certo esforço (alguns capítulos eu tive de ler duas vezes para entendê-los bem, mesmo em espanhol), mas este é totalmente recompensado. E finalmente uma dica para quem não queira se dar ao trabalho de ler o livro inteiro: leiam e releiam, não deixem passar a oportunidade de ler algo tão brilhante, tão estimulante, ETC. como o capítulo 46. São 60 páginas que podem ser lidas como uma novela. Trata-se do diálogo intenso (o adjetivo é do texto e é o mais apropriado), num happy hour, numa sexta-feira depois do trabalho, entre Meredith Rand, a mulher mais gostosa da agência, e Shane Drinion, o agente mais alienado. Sobre o passado dela. (Muitos capítulos narram fatos do passado das personagens que acabam se encontrando na agência muitos anos depois.)

Tuesday, January 10, 2012

Terminando de ler o romance póstumo de David Wallace, The Pale King

Capítulo 37 (inteiro)

'Certainly appears to be a nice restaurant.'
'Looks pretty nice.'
'I myself have never been here before. I'd heard good things about it, though, from some of the fellows in Administration. I've been anxious to try it.'
'...'
'And here we are.'
(Removing chewing gum and wrapping it in Kleenex removed from handbag.) 'Uh-huh.'
'...'
'...'
(Makes minute adjustments to placement of silverware.) '...'
'...'
'Do you suppose it's so much easier to make conversation with someone you already know well than with someone you don't know at all primarily because of all the previously exchanged information and shared experiences between two people who know each other well, or because maybe it's only with people we already know well and know know us well that we don't go through the awkward mental process of subjecting everything we think of saying or bringing up as a topic of light conversation to a self-conscious critical analysis and evaluation that manages to make anything we think of proposing to say to the other person seem dull or stupid or banal or on the other hand maybe overly intimate or tension-producing?'
'...'
'...'
'What did you say your name was again?'
'Russell. Russell or sometimes "Russ," though to be honest I have a marked preference for Russell. Nothing against the name Russ; I just never quite cottoned to it.'
'Do you got any aspirin with you, Russell?'

Monday, January 09, 2012

Todo necio confunde valor y precio (Quevedo)

O Ronaldo me enviou este link cheio de cheques, the playcheck.

Alguns dos que eu gostei:











Thursday, January 05, 2012

Le Havre, de Aki Kaurismäki

Hoje assisti ao filme Le Havre com meus pais - ou, melhor, levei meus pais para assistir ao filme. Junto a La piel que habito e, sobretudo, Melancholia, é o que de melhor vi nos últimos (muitos) meses. (El cine está fatal, diria o Uri. Sim, mas ainda temos esses grandes mestres em atividade.) Esta história de pessoas boas e generosas (e pobres: acho que isso tem a ver com sua maneira de ser e agir), que atuam desprovidas de qualquer interesse em si mesmas, moradoras de um bairro popular dessa cidade portuária da Normandia, devolve um pouco a fé nas pessoas, as mesmas pessoas que Lars Von Trier, carregado de motivos, chama em seu filme de essencialmente más; uma fé mais necessária do que nunca pelo rumo que estão tomando as coisas na Europa. A escritora Mercè Ibarz escreveu hoje sobre o filme, no El País: "Un filme lleno de bondad, concepto y palabra difíciles de usar hoy. Qué atrevimiento del finés Kaurismäki. Con la que está cayendo, es más que un consuelo". Eu retive minhas lágrimas só porque estava com meus pais; lágrimas que não teriam sido de tristeza, muito pelo contrário. Não percam. (Filme cheio de homenagens, também, e de curiosidades, como a de assistir a uma canção do velho rocker Roberto Piazza, uma das pessoas que circulam por esse bairro; ou, num pequeno papel, ao ator que foi o inesquecível menino de Les 400 coups.)





PS: A cena da música de Roberto Piazza e o grupo Little Bob:

Friday, December 30, 2011

2012

De Los enamoramientos, último romance de Javier Marías, última leitura de 2011:

"Él sabía reír, lo hacía con fuerza pero con sinceridad y simpatía, nunca como si adulara ni en actitud aquiescente sino como si respondiera siempre a cosas que le hacían verdadera gracia y fueran muchas las que se la hicieran, un hombre generoso, dispuesto a percibir lo cómico de las situaciones y a aplaudir las bromas, por lo menos las verbales. Quizá era su mujer quien se la hacía, en conjunto, hay personas que nos hacen reír aunque no se lo propongan, lo logran sobre todo porque nos dan contento con su presencia y así nos basta para soltar la risa con muy poco, sólo con verlas y estar en su compañía y oírlas, aunque no estén diciendo nada del otro mundo o incluso empalmen tonterías y guasas deliberadamente, que sin embargo nos caen todas en gracia. El uno para el otro parecían ser de esas personas; y aunque se los veía casados, nunca sorprendí en ellos un gesto edulcorado ni impostado, ni tan siquiera estudiado, como los de algunas parejas que llevan años conviviendo y tienen a gala exhibir lo enamoradas que siguen, como un mérito que las revaloriza o un adorno que las embellece. Era más bien como si quisieran caerse simpáticos y agradarse antes de un posible cortejo; o como si se tuvieran tanto aprecio y querencia desde antes de su matrimonio, o aun de su emparejamiento, que en cualquier circunstancia se habrían elegido espontáneamente – no por deber conyugal, ni por comodidad, ni por hábito, ni por lealtad siquiera – como compañero o acompañante, amigo, interlocutor o cómplice, en la seguridad de que, fuera lo que fuese lo que aconteciera o se diese, o lo que hubiera que contar o escuchar, siempre sería menos interesante o divertido con un tercero. Sin ella en el caso de él, sin él en el caso de ella. Había camaradería, y sobre todo convencimiento."


Meus desejos de um 2012 cheio de amor. (Esse tipo ou qualquer outro. Mas esse vale por mil.)

Thursday, December 22, 2011

Felicitats, Ana! (Dos mesos!)

A filha do Ramon e a Nelia, minha sobrinha, fez ontem dois meses. É um tesouro, é incrível. Eu ainda não quis chegar perto dela, pois carrego um forte resfriado, no Rio tomei banho de mar um dia que não devia, depois de um temporal. Mas daqui a pouco, no Natal, vou enchê-la de beijos, não vou soltá-la. Vai ser o Natal mais feliz.

Na foto, com sua bisavó Montserrat (de 91 anos):

Wednesday, December 21, 2011

Gal

Trouxe do Rio para Barcelona esta maravilha.


Tuesday, December 20, 2011

Sobre a Faculdade de Letras da PUCRS, 2

Nota: Apaguei alguns trechos deste post porque tive a mais esclarecedora e linda conversa possível com a professora e coordenadora Ana Mello. Só sinto não tê-la tido meses atrás. Me refiro a uma segunda conversa, de hoje, dia 21. Na primeira, ontem, ela me disse, entre outras coisas, que meu projeto era "muito abrangente e requeria amplos conhecimentos de várias áreas". Como na letra de Tom Zé, parece que estejam me explicando para me confundir, me confundindo para me esclarecer. Algo assim devo estar fazendo eu, também, com quem lê o blog. Portanto, o assunto fica por aqui, não haverá mais posts - até porque não foi nada agradável escrever estes - e já vou escrever e-mails pessoais para explicar tudo um pouco melhor aos amigos e amigas.



Não costumo responder comentários anônimos - é esquisito não saber com quem se fala. Mas seu comentário ao post anterior, senhor ou senhora anonymous, pareceu-me inteligente, me fez pensar e achei que devia respondê-lo. (O outro comentário anônimo sei mais ou menos de quem é; não sei exatamente, não sou bom para adivinhar essas coisas, mas seu autor ou autora deve estar entre três ou quatro pessoas muito queridas que conheço.)

Não sei se meu ego precisa ser "amansado", como você diz. Nem sei como ele está, se alto demais ou baixo demais. Ele oscila muito, hehe. E uma "perda" ou um fracasso como esse, assim como a frustração e a raiva, poderiam (espero que possam) me servir para ir em frente com mais força, sim.

Também não tenho grandes objetivos acadêmicos (não vou me tornar um PhD triste, pode deixar). Queria fazer o doutorado para ganhar uma bolsa integral (sim, confesso), já que, sendo estrangeiro, é difícil encontrar um trabalho para me sustentar no Brasil; queria fazê-lo para, no futuro, ser professor, poder passar meus conhecimentos de literatura, e minha paixão pela literatura, aos alunos; e queria realmente realizar meu projeto, quem me conhece sabe como chegou a me empolgar. Não quero me sentir nenhum "Super Acadêmico" (Deus me livre) e não tinha certeza de ficar entre os primeiros na seleção, mas tinha essa esperança, sim, achei que tinha chances: além de pelo próprio projeto, por minha boa colocação e minha nota média no mestrado e por ser o único candidato que o escritor e professor Assis Brasil, que se afastou um pouco da PUCRS ao se tornar secretário de Cultura, quis orientar, empolgado com o projeto também. Por tudo isso, não estar entre os doze aprovados me deixou triste e confuso (meu ego sobe e desce, mas não virei burro de um dia para o outro). Mais uma vez para não comprometer ninguém: um professor da faculdade me disse, no mestrado: "Teu lugar não é na PUC". Mas eu queria que fosse.

Para deixar você menos triste, querido anônimo: ontem tomei café com uma amiga francesa, formada em história da arte em Paris e casada com um catedrático que dá aulas na França há trinta anos e ela me disse: "Na França é exatamente igual". Essa coisa "triste" e "ridícula" não é exclusiva da academia brasileira, é uma característica da academia em geral, um mundo fechado, estanque, conservador, muitas vezes dominado por professores medianos e seu instinto de auto-preservação (isso vale para muitos outros "mundos", eu sei). Então, não: não pretendo ir para a USP ou para os Estados Unidos como me pareceu estar sugerindo esse alguém da PUC, nem voltar para a Europa. Além do que, gosto demais do Brasil. Ubi bene ibi patria, diz o professor Assis.

Meu ego está "ferido", certo, pode-se dizer assim. Mas a ferida não é somente pessoal. Há um pouco de sangue quixotesco em minhas veias, no sentido de que gosto de "desfacer agravios, enderezar entuertos [y proteger doncellas :)]". Se as pessoas às que acontecem coisas como a que aconteceu agora comigo, ou que percebem como uma faculdade não é suficientemente boa, calam, como as coisas poderão melhorar? Havia alunos muito inteligentes no mestrado. Alguns colegas se indignavam tanto ou mais do que eu quando, por exemplo, uma professora dava aula sobre a vida de Nélida Piñon sem ter lido nunca um romance dela (é o único exemplo que darei, há muitos mais, pode acreditar). Alguns colegas se indignavam tanto ou mais do que eu quando alunos mais fracos (não culpados de nada, "they haven't had the advantages that you've had") apresentavam textos - textos que todos os outros alunos, supostamente, também tínhamos lido - limitando-se a ler trechos ou parafrasear, sem aportar nada de sua leitura pessoal, sem dar início a nenhuma discussão. Dos trabalhos destes vinte alunos, disse-me certa vez uma professora, só dois são publicáveis.

Nessa época do mestrado cheguei à conclusão de que deveria aguentar, ficar na minha, focar na dissertação. Afinal de contas, eu era (sou) formado numa boa universidade européia, eu era (sou) europeu; e como mais de um professor me disse, não devia exigir muito à universidade. Por que não? De novo: se ninguém exige mais, quando é que as coisas vão mudar? Mas depois soube que isso não era exato, eu não me sentia desapontado por ser europeu. Um bom amigo gaúcho, formado em filosofia na PUCRS, era muito mais crítico do que eu com respeito à sua faculdade, e uma amiga formada em psicologia também. Eles fizeram com que eu, o europeu, o catalão da Faculdade de Letras, me sentisse mais legitimado para criticar minha faculdade brasileira.

Se tivessem me dado a chance, eu teria gostado de fazer alguma coisa, não importa quão mínima, para que o nível da faculdade melhorasse. Acho que os alunos (os doze que foram aprovados para o doutorado, por exemplo) poderiam, deveriam fazê-lo. (Lembro-me agora de uma colega que estava triste porque sabia que escrevesse o que escrevesse, pesquisasse mais ou pesquisasse menos, teria sua dissertação aprovada: para que me puxar, dizia.) "O que acontece na PUCRS", você diz, anônimo, "é exatamente o que acontece em outras grandes universidades brasileiras e que a certa pessoa escreveu pra você. É triste. Mas é verdade, cara. Aliás, chega a ser ridículo". Mas a universidade vai se construindo, não tem porque permanecer como está, não tem porque ficar tudo igual.

Publiquem, diziam os professores mais graúdos nas reuniões dos alunos da pós-graduação: publiquem tudo, publiquem muito, qualquer coisa, e não esqueçam de colocar logo o que publicarem em seus currículos lattes. O objetivo era conseguir mais bolsas da Capes e do CNPq. Ao sair dessas reuniões, eu dizia aos amigos: mas por que "qualquer coisa", por que "muito"? O mais importante não é a qualidade do que se publica? Mais bolsas para fazer o quê?

Saturday, December 17, 2011

Sobre a Faculdade de Letras da PUCRS, 1

Aprovados Doutorado em Teoria da Literatura 2012 (Por ordem de classificação)

1.Camila Canali Doval
2.Alexandre Costi Pandolfo
3.Fernanda Borges Pinto
4.Milena Hoffmann Kunrath
5.Cátia Rosana Dias Goulart
6.Sara Hartmann
7.Giselle Molon Cecchini
8.Lilian Ramos da Silva
9.Aline Conceição Job da Silva
10.Adriana Emerin Borges
11.Joseane Camargo
12.Taiane Porto Basgalupp


A lista saiu ontem e eu não estou nela :( Nem bolsa integral, nem parcial, nem nada (nem sequer meu nome numa listinha de suplentes). Sinto raiva, frustração e tristeza. Já falei com uma das pessoas que acompanharam de perto a preparação de meu projeto. Quando tenha falado com as outras, vou postar suas opiniões aqui.

Por enquanto, escrevo algo que certa pessoa (não quero comprometer ninguém) me disse tempo atrás, de utilidade para alunos que pensem em fazer doutorado nessa faculdade: não dá para apresentar nenhum projeto cujo conteúdo possa estar acima da capacidade intelectual dos professores, porque isso os coloca numa posiçao desconfortável, os "ameaça"; para ser aceito é preciso "baixar o nível", fazer concessões, etc. Naquele momento, saber isso (que me foi confirmado por outras pessoas depois) me deixou triste, pois as universidades, na maioria de países, tendem a procurar a excelência (inclusive vão à procura de alunos estrangeiros, quando necessário), mas resolvi seguir, até certo ponto, esses conselhos. Pelo visto, estavam muito bem fundamentados; e, pelo visto, era para serem seguidos ao pé da letra.

Enfim, parabéns aos alunos medíocres que foram aprovados e parábens, sobretudo, aos não medíocres (tenho certeza de que há alguns - que eu conheça, a Camila, por exemplo).


PS: Obrigado à Anninha por me escutar neste momento difícil. (Te peço desculpas.)


PS2: "Eles passarão, eu passarinho", me escreveu a Bel: "Adiante! O romance!". :) Pois é, e no hay mal que por bien no venga, Bel, querida.

Friday, December 16, 2011

Rio (no news, good news)

Indo embora do Rio, onde, como sempre, tenho sido feliz.

Este é um presentinho da Bel: "Conhecendo você, não só vai se amarrar na música como se apaixonar perdidamente pela cantora/compositora (Clarice Falcão, filha do João e da Adriana Falcão)".

Nestes dias passados aqui com ela - e com a Karyn, e com o Pedro -, ela também me escreveu: "O Rio te ama. E as cariocas também!". :)

Sunday, December 11, 2011

Despedida em grande estilo

Assistindo, em Canoas, à peça Os náufragos da louca esperança, do Théâtre du Soleil, em companhia do Sérgio, o João, a Marinella e a Noemia. Com sarau posterior, em que o ator Maurice Durozier cantou até uma rumba catalana. :)