Sunday, August 22, 2010

Instantànies de Porto Alegre (en català!) 4

Quart capítol de la sèrie de fotos fetes amb el mòbil! Aquestes em van costar molt de passar a l'ordinador... Ho va aconseguir, després de moltes temptatives, una noia de la llibreria-cibercafè del shopping Praia de Belas.



Un poeta a la rua da Praia.
A canvi d'una moneda, un poema.


La policia muntada a la plaça
del Mercat.



Art de carrer.


"Medialunas calentitas". Prenent
cafè en una cafeteria del barri
Moinhos de Vento.



Espelma i roses a la taula d'un bistrô
(très parisien) del barri Moinhos de Vento
.


La botiga on sempre compro havaianas per l'Uri,
que no em deixa mai tornar a Barcelona

si no n'hi porto un parell. (En té unes 10
però en vol més "per combinar".)


La sopa de capeletti que prepara
sovint el João (amb un sofregit, patates,
capeletti de pollastre, pollastre bullit
i formatge).



Gall d'indi de casa els veïns de la Gabriela.


Autoretrat.


Un portinari. En català, "Nen amb estel".


Art de carrer. "Ramon / siempre en el corazón".

Tuesday, August 17, 2010

Sobre política brasileira (interrogantes)

Segundo a última pesquisa eleitoral, Dilma Rousseff (PT) tem 43% de intenções de voto e Serra (PSDB), 32%. Esses 11 pontos de vantagem levariam Dilma a ganhar as eleições no primeiro turno.

Segundo a pesquisa, "Serra lidera apenas entre o grupo de renda acima de 10 salários mínimos por mês - que representa 4% do eleitorado".

Esse 4% de ricos... é o mesmo 4% que acha o Governo Lula péssimo ou ruim? Corresponde aos leitores da Folha, o Estado, O Globo e a Veja somados?

"Esquerda" e "direita" já não existem, como dizem esses jornais? Então por que estão tão irritados com a vantagem de Dilma? De repente a Dilma é de esquerda e eles de direita... e não sabem!

O voto em Dilma é "conservador", como os jornais também dizem? Conservador não é quem quer manter o statu quo social? Agora é quem quer manter um partido no governo?

Esse 4% de brasileiros que ganham acima de 10 salários mínimos por mês (20, 40 salários mínimos por mês ou mais, aqui no Brasil ou em paraísos fiscais), por que não gostam do governo Lula? Querem mais?

A famosa elite econômica brasileira corresponde somente a 4% dos brasileiros? (Então acorda, Brasil!)

Por que a desigualdade social não está na lista dos 10 maiores problemas dos brasileiros da pesquisa da TV Globo? (É que, lá em casa, no estrangeiro, quando se fala no Brasil, todo mundo diz que o problema do Brasil é esse!)

Se o Brasil é um dos países do mundo com maior desigualdade social, por que os pobres pagam, na percentagem sobre os ganhos mensais, mais impostos do que os ricos? É que eu acho isso meio obsceno!

Saturday, August 14, 2010

O fundamentalista relutante, de Mohsin Hamid

Terminei de ler O fundamentalista relutante, de Mohsin Hamid, que a Anna me recomendou. Muito bom. O livro aborda fatos mais ou menos conhecidos da atualidade de um outro ponto de vista, o que não é pouco. Num monólogo, sentado à mesa com um norte-americano num restaurante de Lahore, um jovem paquistanês conta sua vida nos Estados Unidos pré e pós-11 de setembro: sua formação na universidade de Princeton, seu trabalho como avaliador de empresas para uma firma do setor financeiro, em Nova York; sua paixão por uma norte-americana, Erica - que, por sua vez, vive presa a uma extraordinária história de amor (eu queria ter lido mais sobre essa história dela...).

O romance daria uma perfeita peça de teatro. Isto, se algum ator fosse capaz de memorizar as 171 páginas. Outro ator só deveria ficar sentado à mesa, fazendo caretas. E um terceiro (me ofereço para o papel) faria de garçom, só deveria ir levando à dupla delícias da gastronomia do Paquistão.

(Em espanhol: El fundamentalista reticente, Tusquets Editores.)

Tuesday, August 10, 2010

Emerson. Cap. 1. Uno de los nuestros*



Ver mucho mejor en YouTube.


*Goodfellas.

Vocês ficam depois do mar

O mês passado, a Anna assistiu ao IV Congresso Internacional de Pesquisa (Auto)biográfica, na Universidade de São Paulo. Era um congresso sobre "a construção da subjetividade", "o espaço autobiográfico", "a vida como obra de arte", "a memória individual e coletiva", etc.: tudo o que interessa à "Anna doutoranda". Falaram António Nóvoa, Luiz Felipe Pondé, Serge Lapointe, Ana Maria Melo, Paulo Caruso, Ruy Castro, Bia Lessa e muitos outros, e a "Anna doutoranda" adorou. Só houve um problema: o mini-curso da manhã que a Anna escolheu. Ministrado por pedagogas, era para ser "uma discussão sobre as inúmeras possibilidades de expressão de si", "sobre teóricos do imaginário como Gaston Bachelard e Gilbert Durand", e acabou sendo um cursinho bobo em que os alunos viraram crianças, fizeram exercícios de cortar e colar, desenharam, etc.; em vez de Bachelard, por exemplo, perguntas como: "Ao longo de sua vida, você lembra quem foram os professores ou as pessoas que lhe ensinaram e mais lhe marcaram?". A Anna me contou isso chateada. Mas acontece que, num desses exercícios, escreveu um breve diálogo que eu adorei - e que lhe pedi como presente, para postar aqui no blog. Tratava-se de evocar algum fato dos tempos da escola, e ela lembrou de quando fazia teatro e sua turma encenou uma peça sobre o Descobrimento de América, com Cristóvão Colombo, Pedro Álvares Cabral, Américo Vespúcio. (Ela ganhou o "óscar" de "atriz coadjuvante".) Eis o diálogo.




-Luz, câmera, ação!
-Cooorta! Cadê o Cristóvão Colombo?
-Sora, eu vi o Colombo indo no banheiro.
-Não dá pra começar sem o Colombo, gente!
-E nós, onde ficamos?
-Nós, quem?
-Os índios, sora!
-Vocês ficam depois do mar.
-O plástico do mar tá rasgando.
-Então não sacudam tão rápido!
-Mas o mar tava agitado, sora!
-O Colombo chegou! Com uma índia!
(Risos.)
-OK, vamos recomeçar.

Sunday, August 08, 2010

Promoting Porto Alegre

Vídeo enviado pelo João (que sempre me envia e-mails anti-Lula... que eu nem leio :o) :). "Gosto da nossa cidade." Eu também. "Porto Alegre é demais." (Eu também ;p)

Wednesday, August 04, 2010

Parece que foi escrito hoje...

Trecho de Grande Sertão: Veredas (1956), de João Guimarães Rosa (foto tirada por Anna no Museu da Língua Portuguesa, São Paulo):





Trechos do artigo "A internet está deixando você burro?", da revista Galileu (agosto de 2010):

Afinal, o que a web está fazendo conosco? Essa é a reflexão que o americano Nicholas Carr, um dos polêmicos pensadores da era digital, propõe em The Shallows: What Internet is Doing to Our Brains (Os rasos: o que a internet está fazendo com o nosso cérebro). Segundo Carr, "estudos mostram que, quando estamos conectados, entramos em um ambiente que promove a leitura apressada, o pensamento corrido, distraído, o aprendizado superficial. Ler na internet está nos deixando mais rasos e com menor capacidade de pensamento crítico".

Para Michael Merzenich, neurocientista, pioneiro em estudos de como o cérebro se remodela por conta de estímulos externos, "tentar resolver qualquer problema por basicamente olhar sua resposta é algo muito diferente do que tentar resolvê-lo usando a inteligência e o raciocínio". É o que acontece, por exemplo, quando procuramos uma resposta no Google antes mesmo de refletirmos sobre a pergunta. "Certamente envolve uma manipulação de informações muito mais suave no uso de suas habilidades cognitivas".

O uso "mais suave" do cérebro pode "destreiná-lo" em atividades relacionadas, fundamentalmente, à inteligência. É isso o que argumenta um artigo publicado na revista Science pela psicóloga Patricia Greenfield, da Universidade da Califórnia, que analisa 52 estudos sobre o aumento do uso da internet, do videogame e da TV. Patricia, pesquisadora da área há 15 anos, conclui que as novas mídias trouxeram um desenvolvimento sofisticado de habilidades visuais-espaciais. Mas, ao mesmo tempo, reduziram a capacidade de lidarmos com vocabulário abstrato, reflexão, pensamento crítico e imaginação.

Tuesday, July 27, 2010

Leituras mais ou menos recentes


"Llueve". Desenho de Raquel Marín,
que ilustrou Una barca, un riu.



Nos últimos meses li vários romances (alguns por prazer, outros por terem alguma coisa a ver com minha dissertação) que não cheguei a comentar aqui, talvez por preguiça, talvez porque não achei nenhum deles "maravilhoso" (o último que amei, Indignação, de Philip Roth, já comentei). Mas quero continuar falando em livros, imitando a blogueira Maria (de "Maria e seus livros"). Desta vez não vou dar corações, como ela; só dizer alguma coisinha de cada um, em ordem inversa, começando pelo último que li.

Invisível é um grande Paul Auster, ou ao menos bem melhor do que os últimos. O autor inova, não repete fórmulas (se é que ele estava usando fórmulas). E o enredo empolga, a história tem muita força (talvez a primeira parte seja mais fraca, mas... cheguem à segunda!). Formalmente, também não um Auster daqueles, mas o estilo pouco depurado está justificado, já que o narrador não é escritor. Com boas descrições de sexo entre... não vou dizer quem.

Lowboy (ou Afluentes de um rio silencioso) é o terceiro romance de John Wray, nascido em 1971. Narra alguns dias na vida do adolescente William Heller, que sofre de esquizofrenia e está obcecado com o aquecimento global. Ele foge com uma amiga (grande parte da fugida e pelos túneis do metrô de Nova York), enquanto é perseguido pela mãe e um detetive. O melhor (que encontrei em poucos romances) é que o autor transmite o transtorno mental do protagonista a partir do que ele vê, o que ele ouve, o que ele fala. Segundo a orelha da edição da Cia. das Letras, "o leitor invade a psique perturbada e erotizada do garoto". O romance chega a ser perturbador. (Curiosidade: Wray escreveu o livro em estações de metrô.)

Sob a pele, de Michel Faber. Realmente perturbador, de dar medo. (Quem leu Pétala escarlate, flor branca, uma obra-prima sobre a Inglaterra vitoriana, pode esquecer, este romance, anterior àquele, parece de um outro autor.) Mulher de grandes seios dirige pelas ruas do norte da Escócia para oferecer carona a homens... que devem ser jovens e fortes. (É bom não ler a orelha.) (E é bom, também, aguentar a monotonia inicial.)

Satolep, de Vitor Ramil. Me pareceu um romance bem escrito, interessante, para refletir... porém chatinho (terminei querendo chegar logo ao final). Sobre um homem que se reencontra a si mesmo em sua cidade natal - em seus habitantes, em suas ruas, em seus prédios - depois de correr meio mundo. Interessante, digo, e até surpreendente, porque o narrador (o autor?) faz o descobrimento de si não se voltando para dentro, como de costume, senão abrangendo, incorporando quase literalmente o que encontra ao seu redor.

Desilusões de um americano, de Siri Hustvedt. Quarto romance da mulher de Paul Auster. Sobre um psicanalista, Erik, e seus pacientes, e sua vizinha de apartamento, Miranda, e seu ex-marido psicótico. Com outras personagens importantes, como a mãe e a irma de Erik e a filha de Miranda, Eglantine. O romance é bom, muito bom, até, intrigante e denso. (Só me irritaram as descrições de Eglantine: cada gesto, cada careta, cada mudança na voz da criança é registrada como se disso dependesse a história.) Mas não descobri essa tão grande escritora de que alguns críticos falaram depois do terceiro romance, O que eu amava. Eles diziam que ela não era "a mulher de"; que o correto seria dizer que ele era o marido de Siri Hustvedt. Eu não sabia se era verdade ou simples esnobismo de crítico literário (agora sei).

Tenho algo a te dizer, de Hanif Kureishi. Outro protagonista psicanalista. Mas se Hustvedt dá espaço aos pacientes de Erik, Kureishi se importa bem pouco com os de Jamal Khan. Talvez porque a mulher, a ex-mulher, a filha, o melhor amigo, a irmã e o resto de familiares de Khan já sejam suficientemente malucos. O tom da história é leve. Há pouca descrição e muito (bom) diálogo (Kureishi é roteirista). Desilusões... se passa em Nova York, Tenho algo a te dizer, em Londres. E serve para ver até que ponto os ingleses são sexualmente inibidos (esse é o assunto que um grande autor poderia ter explorado mais). Eles têm suas fantasias sexuais, só que não podem realizá-las em lugares "normais", nem com a mulher/marido, nem com a/o amante. Existem uma série de antros escondidos, cada um mais sórdido do que o outro, para esse propósito, ou então eles marcam encontros com estranhos pela Internet.

Monday, July 26, 2010

Em São Paulo

Coincidindo com a passagem da Anninha por São Paulo, transcrevo uma mini entrevista publicada hoje no Estadão com o DJ norte-americano Larry Tee, fã da cidade. (Eu, eu Roger, quero cada vez mais conhecer São Paulo...)


Natural de Seattle, o DJ Larry Tee esteve no Brasil pela primeira vez há 15 anos. São Paulo foi uma das primeiras cidades onde tocou fora de casa. Hospedou-se na Bela Vista e ficou impressionado com o centro da cidade. "Percebi que era um lugar que eu naturalmente gostaria de visitar, não só a trabalho". Por isso, tratou de fazer amigos e volta à metrópole sempre que sai em turnê internacional.

Point. "O Brasil está pegando fogo lá fora. É o lugar da moda, todo mundo quer vir para cá", diz Larry. O lado ruim? "Tudo ficou mais caro também. O câmbio já não é mais tão favorável assim!"

Compras. Mesmo reclamando dos preços, o DJ vai passar a semana fazendo compras. "Adoro as lojas dessa cidade. Sempre que uso minhas camisetas compradas aqui, perguntam de onde é e eu esnobo: 'Ah, comprei em São Paulo!'. Todos ficam com cara de 'Oooh!'", diverte-se.

Paulistanos. "Paulistanos, nova-iorquinos e londrinos são parecidos. Têm um ponto de vista diferente." E, para Larry, os paulistanos "estão sempre um passo à frente do resto do mundo". "Tudo que meus amigos americanos descobrem, os paulistanos sabem há um ano!"

Saturday, July 24, 2010

Rayuela, de Gotan Project (+ Pato Fu)

Mais música!

Do CD Tango 3.0, a música "Rayuela".

Com a voz de Julio Cortázar recitando Rayuela (O jogo da amarelinha) e "Preámbulo a las instrucciones para dar cuerda al reloj", e um coro de crianças cantando:

UN, DOS, TRES, CUATRO, TIERRA, CIELO
CINCO, SEIS, PARAÍSO, INFIERNO
SIETE, OCHO, NUEVE, DIEZ, HAY QUE SABER MOVER LOS PIES
En la rayuela o en la vida
vós podés elegir un día
por qué costado, de qué lado
saltarás




PS: Como dice mi abuela Montserrat:

La vida es un tango
Y el que no lo baila
Es un burrango


PS2: E mais música! Está quase pronto o novo CD de Pato Fu! Uhú! O título é Música de brinquedo, esta é a capa



e este um vídeo lindo, o making of da música "Primavera". Com a sempre linda e maravilhosa (ai!) Fernanda Takai.

Friday, July 23, 2010

Encontro no café com um desconhecido

Hoje conheci um cara no café da rua Uruguai. Foi engraçado como aconteceu. E é bem inusual, lá poucas vezes falei com alguém, só digo que sim quando alguém pergunta se uma cadeira está livre, e uma vez conversei brevemente com uma guria que me perguntou por que eu não lia a Zero Hora (eu estava com a Folha ou o Estado, e ela era do departamento de marketing da Zero Hora). De manhã me pareceu vê-lo, mas nem tenho certeza se era ele. Se era, estava com o que me pareceu um MacBook branco. À tarde estava sentado ao meu lado, e só reparei nele quando se dirigiu a mim, ele ainda estava sentado mas quase indo embora. "Filosofia?", perguntou. Parece que leu "Rousseau" na página que eu estava revisando, deve ter se puxado, porque a página estava toda cheia de anotações, coisas riscadas, eu estava revisando-a. "Literatura", eu disse. "Ah, é que eu li aí Rousseau...". Acho que então fui eu quem lhe perguntou se estudava Filosofia. Disse que sim, que estava no último ano na universidade de Santa Maria. Eu contei que estava fazendo o mestrado em Literatura da PUC. Ele quis saber sobre o meu trabalho, eu disse que era um romance e que aquilo ali era a parte teórica. Antes ou depois disso, ele me disse que gostava dos românticos (por isso o interesse por Rousseau), mas que os havia deixado de lado porque estavam levando ele para a literatura, e o que ele queria mesmo era focar em filosofia pura. Metafísica, também disse. Estava se preparando para o mestrado. Eu perguntei se a faculdade de Santa Maria era boa, ele disse que sim, falou num professor alemão que teve. Eu, devo confessar, não falei bem da Filosofia na PUC, por influência de um amigo que estudou lá. Daí ele perguntou se eu podia lhe contar algo do enredo do romance. Tudo isso com muita educação, com muita naturalidade. Ele, não falei ainda, era um guri de cabelo loiro, longo e crespo, e vestia uma roupa elegante cinza. O enredo... Eu não teria sabido contar-lhe o enredo, nem teria tido tempo, ele já estava de pé, com sua namorada ou amiga ao lado, que voltou do banheiro. Lhe disse que era sobre amor e loucura. Antes ou depois, ele disse que tinha encontrado o café por acaso. "Muito bom trabalhar aqui, né? Eu não estava conseguindo começar meu trabalho de conclusão...". Eu disse, "sim, especialmente para fumantes"... Provavelmente falamos algumas coisas mais que agora não lembro. Espero encontrá-lo de novo, me pareceu um cara legal. E esse tipo de encontro, assim, tão casual e cordial, me pareceu muito legal também, por isso quis contá-lo aqui. Mas escrevi sem parar, nem revisar, daí o estilo ruim e os possíveis erros... :)

Thursday, July 22, 2010

Instantànies de Porto Alegre (en català!) 3

(Continuo fent fotos amb el mòbil poderós.) (Cliqueu per veure-les bé.)


Primer partit del Brasil, vist dins d'un taxi.


Segon partit del Brasil, 16 h, no vist.
A
vinguda Getúlio Vargas deserta.


Tercer partit del Brasil, vist en un bar de
la Rua da Praia.


Quart partit del Brasil, vist amb la multitud,
a la plaça davant del mercat.



Cinquè partit del Brasil, 11:30 h, botigues
de la Rua da Praia tancades, vist al cafè
de la rua Uruguai. Brasil perd
contra Holanda ("agora deu, acabou, chega,
vamos
trabalhar", diu una cambrera).


Un dels cafès on escric. L'amo, o potser és
un cambrer,
parla català. (Llàstima de la bufanda.)


El mateix cafè. Vaig aixecar la vista
del quadern i el primer que vaig veure
va ser el Renato Russo. Va ser com si
em digués: "força, nen!".



Un dels cafès on llegeixo el diari els
diumenges, quan al Centre tanca tot.



Parc d'atraccions del Parque da Redenção, un diumenge al matí.


Patinant sobre rodes al Parque da Redenção.


L'arbre de les punxes, a la Praça da Alfândega.


La Gabriela, amb la seva nova
gel·lava (chilava, jalaba),
abraçant la Flora i la Lúcia
(despentinada de la nit anterior).


I el Max! :)

Sunday, July 18, 2010

Pra você guardei o amor, de Nando Reis

Faltava música no blog. Ontem ouvi esta no rádio e gostei muito. Gosto de como a voz de Ana Cañas corre por baixo, ou segue um pouco atrás da voz de Nando Reis (contraponto?).

Wednesday, July 14, 2010

Do bem e do mal


Arte de rua em Porto Alegre. (En català:
Existeix un blau més bonic que el meu?)




Capa da Veja, a revista mais retrógrada do país,
sobre o partido de Lula e Dilma Rousseff.

Monday, July 12, 2010

Notícias da Copa do Mundo e 9



















Isto é o que ficará para mim desta Copa. Uma espécie de aprendizagem. No fim do jogo me perguntaram se não ia chorar. Provavelmente teria chorado (sem, na hora, saber bem por quê), mas não consegui ler isso ao vivo. Na verdade pensei: será?; não, não pode ser. Pois era. Talvez nunca aprenda.


... E as fotos do dia! =)
























Thursday, July 08, 2010

Notícias da Copa do Mundo 8



Essa capa é dos hermanos. :)

Como disse um comentarista brasileiro, tocam a bola como se jogassem handebol ou basquete. :)

A Gabriela disse: jogando como hoje, a Espanha é imbatível. :) A Raquel está torcendo desde o início pela Espanha por mim, assim como a Anna. =) A Rosária me mandou parábens, o João também, e ligou para o meu pai. O Leo, querido, de pai alemão, logo após o jogo escreveu que, domingo, ia torcer pela Espanha. E a Rose me enviou um vídeo de "fútbol y tango" dizendo que desta vez podia dar "fútbol y flamenco".


PS: No café da rua Uruguai, oito homens discutiam sobre a Copa, falando na Espanha, na Alemanha, na Argentina,... E uma das moças, atrás do balcão, sorriu e falou para si mesma: "É a Espanha, gente!, a Espanha vai ganhar!".

Wednesday, July 07, 2010

Notícias da Copa do Mundo 7

Gostei dessa de L. F. Verissimo, hoje na Zero Hora (gostei porque... é mesmo assim!):

"Se a Espanha fosse uma organização criminosa, Xavi seria o capo, Iniesta, o que escolheria as vítimas, e Villa, o executor".


PS: E este post tão simplesinho é o nº 700 do blog.

Sunday, July 04, 2010

Notícias da Copa do Mundo 6

O Naranjito está feliz. Porque a Espanha já fez sua melhor campanha em Copas do Mundo. (Ele já estava muito faceiro, na verdade, quando virou imagem de camisetas vintage, alguns anos atrás.)

E o Brasil está triste... Por quê está triste o Brasil?

Culpados das derrotas, em qualquer esporte, são os jogadores e, em grau maior, o treinador (junto com, às vezes, a má sorte).

Mas quem é que botou na cabeça dos brasileiros que o Brasil ia ser hexacampeão? Quem é que deixou as pessoas com toda essa empolgação prematura, que no fim as levou às lágrimas? Todas essas crianças chorando. (E os adultos. Mas os adultos têm, ou deveriam ter, capacidade de discernimento.)

Jornalistas, empresários, lojistas... Meses antes da Copa começar e, é claro, durante a mesma, aqui só se falou em hexa. Nos artigos e as reportagens dos jornais, nos anúncios de jornal e comerciais de TV, nas vitrines das lojas e suas promoções para vender o que for... Hexa, hexa! Hexa Copa é nossa! Só faltou vender camisetas com seis estrelas em vez de cinco. (Nem as seleções, nem os jornais dos países cujas seleções estão nas semifinais pensaram ou falaram nisso antes da hora, e nem o fazem agora, a duas partidas do fim; por quê o Brasil sim?) Toda essa turma do hexa...: não sabia que na Copa chegam 31 seleções, além do Brasil?

Um dia depois da derrota contra a Holanda, li num anúncio de jornal: "Faltam 48 meses para o Hexa". Hein? O Dunga pode ser burro e mal-educado, mas essa turma que empolgou o Brasil inteiro deveria reconsiderar o que fez (por enquanto não li nada ao respeito, nenhum mea culpa; como se todos pensassem que, de fato, o Brasil devia ter sido hexa); reconsiderar seu oba-oba ao ver as pessoas chorando, ou quietas e tristes. Só não posso dizer que eles são burros - jornalistas, empresários, lojistas - porque atuaram em seu próprio interesse.

Thursday, July 01, 2010

Monday, June 28, 2010

Notícias da Copa do Mundo 5



Não há algo de certo, nessa manchete? Não é estúpido que a arbitragem decida jogos tão importantes como os das oitavas de final de uma Copa do Mundo? Como teria sido o jogo entre a Alemanha e a Inglaterra com um 2 a 2? E o da Argentina e o México, com um 0 a 0? E não é estupido o comentário do representante da Fifa? "Nenhuma tecnologia será nunca infalível"?

Saudade dos jogos da final da NBA, de semanas atrás... Diante de um lance duvidoso, o árbitro vai até a mesa, olha para a tela, e em menos de 30 segundos decide, sem erro: bola para os Celtics; bola para os Lakers. Como no tênis. Como na Fórmula 1, onde um piloto pode ser destituído da vitória horas após a corrida terminada.

Só no futebol não é assim. O mundo do futebol é diferente. Desculpem-me os fanáticos: não será que também são mais estúpidos do que os fanáticos por outros esportes? Os erros arbitrais fazem parte, não podem deixar de fazer parte, dizem. Gostam tanto de xingar os árbitros! Isso também é espetáculo, ajuda à liberação dominical das tensões. Na segunda, alimenta as discussões, brigas ou gozações com colegas.

Maradona é um gênio, com sua "mano de Dios". E Messi, que fair play! Imitou o ídolo, marcou com a mão três palmos acima da cabeça. A foto saiu nas capas dos jornais. Para ele sentir vergonha? Que nada: para gozo dos torcedores do Barcelona. Uma entrevistadora falou com o Tévez depois do jogo de ontem. Não perguntou pelo gol em impedimento, é claro, teria sido uma desconsideração.

Sunday, June 27, 2010

Butlletí informal de l'Ambaixada de Catalunya a Porto Alegre 1 (en català, és clar!)

Ahir dissabte vaig trobar un local alternatiu per a les reunions de l'Ambaixada. La meva cafeteria preferida, del carrer Uruguai, estava tancada, com cada cap de setmana. A més, plovia. Vaig anar al cafè del mercat, però feia fred. Llavors vaig recordar la cafeteria de la Galeria Claus (Chaves), que comunica el meu estimat carrer de la Platja amb la meva estimada Plaça XV (XV què?, sóc dolent en Història). És una cafeteria molt acollidora, amb cambrers i cambreres amables (són tres, o més, tot i que el lloc és petit); i, a més, té taules a fora, on es pot fumar. A fora, en aquest cas, no és al carrer, sinó al passadís de la galeria, de manera que ja pot ploure, fer fred o nevar, que qui és allà no s'adona de quin temps fa. Podria ser l'"Ambaixada per als dies de pluja". El fet és que vaig sentir un cambrer parlar perfectament en català. Quan vaig anar a pagar, vaig fer la pregunta típica (la que em fa sempre la Gabriela, per riure's de mi): "parles català?". El cambrer em va dir que sí, però quan va saber que jo era català de Barcelona va continuar en portuguès, dient-me que parlar-lo amb mi li faria vergonya. (Em va dir que ja s'havia adonat que jo era estranger. Quan dimonis perdré l'accent?) Va assenyalar-me tot orgullós l'única cosa que m'amoïnava del local: una bufanda del Bar$a penjada massa a la vista. I quan li vaig dir que jo era de l'Espanyol, em va dir que si li portava la bufanda, també la penjaria. (Ho he dit tantes vegades, a tants taxistes, que sóc de l'Espanyol! Ja es deuen referir a mi com a "aquell català raro, que és de l'Espanyol...".) (Atenció, aprenents de la llengua! "Raro" és un barbarisme, ve del castellà, llengua de bàrbars.) En fi: em va explicar que havia estat un temps a Barcelona. I que si li havia sentit dir alguna cosa en català era perquè parlava amb un client que - és per això que em sembla que el lloc és ideal - va ser professor quatre anys (!) a la Universitat de Barcelona. Acabava de marxar, no el vaig enganxar per ben poc... Sens dubte, aquest professor seria un bon element per incorporar a les reunions. La intenció és anar agrupant catalanoparlants de mica en mica, fins a ser una bona colla. Llavors podrem anunciar l'existència de l'Ambaixada al rector de la PUCRS. Si ho fem abans, voldrà el càrrec d'Ambaixador, i aquest és del Sergi (i en cas d'excedència, un viatge a Catalunya, per exemple, del Yuji). És tot!

Una abraçada,


El Secretari

Saturday, June 19, 2010

Saramago (1922 - 2010)

Ontem morreu Saramago. Não posso escrever nada em meu nome porque não conheço a sua obra. Só li O conto da ilha desconhecida, recomendação da Raquel, que adorei. Quis ler mais, perguntei ao escritor Assis Brasil qual livro poderia ler, ele me recomendou A jangada de pedra ou o Memorial do convento. Mas eu estava com outras leituras, não os li. (Meu problema com Saramago, ou meu preconceito: não gosto de "literatura alegórica". ... O que devo rever, pois O conto da ilha desconhecida é uma alegoria e gostei.) Há alguns anos, ganhei dos meus pais, em espanhol, numa época em que estava lendo bastante Pessoa, O ano da morte de Ricardo Reis, que também ficou em lista de espera... Então, vou postar frases do próprio Saramago, recolhidas hoje no especial do Estado de S. Paulo.


"Eu diria que sou um comunista libertário. Alguém que defende a liberdade de não aceitar tudo que venha. Porém que assume o compromisso com três perguntas que devem ser nossos guias de vida: por quê?, para quê, para quem?"

"A princípio, respondia que escrevia para que as pessoas me quisessem bem. Logo esta resposta me pareceu insuficiente e decidi que escrevia porque não me agradava a ideia de ter que morrer. Agora digo, e talvez isso seja certo, que, no fundo, escrevo para compreender."

"Minha obra pode ser entendida como uma reflexão sobre o erro, sim, sobre o erro como verdade instalada e por isso suspeita."

"Não sou pessimista, o mundo é péssimo. São os pessimistas os únicos que querem mudar o mundo, para os otimistas tudo está muito bem. Deveria se fazer profissão e militância do pessimismo."

"Estou convencido de que há de se seguir dizendo não, ainda que se trate de uma voz predicando no deserto."

"Não encontro nenhum motivo para deixar de ser o que sempre fui: alguém que está seguro de que o mundo em que vivemos não está bem-feito."

"Minha arte consiste em tentar mostrar que não existe diferença entre o imaginário e o vivido. O vivido poderia ser imaginado, assim como o contrário."

"Nunca separo o escritor do cidadão. Isso não significa que queira converter minha obra em panfleto, significa que não escrevo para o ano de 2427, mas para hoje."


PS: Um espaço em branco __________ para colocar livremente um xingamento dirigido ao Vaticano, que atacou o escritor um dia depois de sua morte. "Su posición ideológica motivó ayer un ataque duro desde el órgano oficial del Vaticano, L'Osservatore Romano, que no guardó ni siquiera la compostura ante la muerte." (El País)

PS2: Uma cena do filme José & Pilar, em pós-produção, na home do site da produtora O2 Filmes.

Notícias da Copa do Mundo 4

Oba, oba! Completei meu álbum da Copa! E tudo graças à dona da banca de jornais da Praça XV (minha banca preferida), que achou as últimas figurinhas para mim! Querida... Não é só para mim, né, ela faz isso com um monte de pessoas, tem muitas listas de clientes que ela tenta completar com suas pilhas de figurinhas avulsas...

Ela me perguntou se eu tinha falado no rádio. Hein? Eu disse que eu não falava no rádio, mas parece que ela escutou um Roger falando num programa sobre o Instituto Cervantes!

Estou gostando desta Copa (dos resultados, porque ainda não estou assistindo às partidas)... Gostando de que os europeus se deem mal, hehe. (Se bem que espero que a Espanha siga em frente e acredito que será assim; semanas atrás ninguém duvidava que a Espanha ganharia das Honduras e do Chile... Também da Suíça, é claro... Mas a Espanha jogou melhor, só acelerada demais, e a derrota pode ter sido boa, uma "cura de humildade", como colocou o Marca em manchete...). Estou gostando, digo, porque isso demonstra como é uma miragem que os times e os campeonatos europeus sejam melhores do que os outros. Talvez sejam, mas só porque têm jogadores de fora, sul-americanos em particular.


PS: Depois escrevo sobre a morte de Saramago... :( São bons os especiais da Zero Hora, do Estado, do El País...

Tuesday, June 15, 2010

Vocês são patriotas?

(Escrito agora mesmo, depois de presenciar a cena.)

Acabou de entrar aqui no cibercafé, quando faltam apenas 20 minutos para a estreia do Brasil na Copa e eu sou o único cliente, uma jovem lindérrima, negra, enérgica, dizendo logo ao dono (meu amigo, que me dá os cafés de graça):
-Me diz uma coisa, vocês são patriotas?
Ele e o outro atendente, confusos, não têm respondido, e ela tem continuado, falando rápido:
-Não, é que, tá tudo fechando, sabe?, parece que o país para! Porque, somos o "país da Copa", né?, somos o "país do samba"!
Ela tem falado meio irônica, meio chateada; com humor, também, sambando um pouquinho ao dizer "país do samba".
-Não fechamos, não - o dono tem dito.
E ela tem ficado surpresa e contente.
Eu também, diante de uma demonstração tão legal (e bela!) de não patriotismo...


PS: Ótimo artigo de Eugênio Bucci, hoje (dia 17) no Estado de S. Paulo, sobre uma mudança específica e essencial no Brasil nestes últimos oito anos.

Monday, June 14, 2010

Sensation, de Rimbaud

(Um poema de Rimbaud que a Anna recitou para mim, praticando antes de fazê-lo em sua aula de francês. É lindo, e é bom porque dá para entender - não como outros poemas dele :p)





Sensation

Par les soirs bleus d'été, j'irai dans les sentiers,
Picoté par les blés, fouler l'herbe menue:
Rêveur, j'en sentirai la fraîcheur à mes pieds.
Je laisserai le vent baigner ma tête nue.

Je ne parlerai pas, je ne penserai rien.
Mais l'amour infini me montera dans l'âme;
Et j'irai loin, bien loin, comme un bohémien,
Par la Nature -- heureux comme avec une femme.

Sunday, June 13, 2010

Traduções ao português 12 (Voir un ami pleurer, de Jacques Brel)



Ver um amigo chorar
(tradução livre)


Claro que há as guerras na Irlanda
E os povos que não cantam mais
Claro que há falta de ternura
Que aquela América sumiu
Claro, o dinheiro não tem cheiro
E esse cheiro sobe ao nariz
Claro que andamos sobre flores
Mas ver um amigo chorar!

Claro que estamos derrotados
Que a morte espera no final
Que os nossos corpos inclinados
Surpreendem-se de estar de pé
Claro, há mulheres que nos deixam
E pássaros que vão morrer
Claro que perdemos as asas
Mas ver um amigo chorar!

Claro que há as cidades gastas
Por crianças que não o são mais
Nossa impotência para ajudá-las
E o nosso amor que se desfaz
Claro que o tempo vai depressa
Que as pessoas se afogam nos trens
E que a verdade nos evita
Mas ver um amigo chorar!

Claro, os espelhos nos refletem
Nem a braveza de ser judeu
Nem a elegância de ser negro
Cremos ser reis, somos bufões
Esses homens são irmãos nossos
Tanto que não espanta ninguém
Que, por amor, nos dilacerem
Mas ver um amigo chorar!